21 de maio de 2026

Estudo relaciona Bolsa Família a menor risco de internação por uso de drogas

Pesquisadores da Fiocruz constataram que beneficiários do programa social têm menor risco de internação por transtornos mentais causados pelo uso de substâncias químicas
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Um estudo do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), em parceria com a Universidade de Harvard, constatou que beneficiários do Bolsa Família apresentam risco 17% menor de internação por transtornos mentais, resultantes do uso de álcool e drogas, em comparação aos não-beneficiários do programa social.

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Publicado no The Lancet Global Health, o levantamento apontou ainda que o risco de internações por uso de álcool foi 26% menor, enquanto o de usuários de outros tipos de substâncias foi reduzido em 11%.

“Essa associação observada entre ser beneficiário do Bolsa Família e a redução do risco de internação pode estar relacionada ao alívio do estresse financeiro e a promoção de acesso aos serviços de saúde e educação, por conta das condicionalidades do programa”, explica Lidiane Toledo, pesquisadora associada ao Cidacs e uma das integrantes da equipe de pesquisa que conduziu o estudo. 

A pesquisadora explica que a vulnerabilidade das pessoas mais pobres, que não sabem se o dinheiro que têm será suficiente para suprir necessidades básicas, é um estressor que compromete a qualidade de vida e piora a saúde mental.

Constatada a relação entre pobreza e saúde mental, os pesquisadores criaram o  Índice Brasileiro de Privação (IBP-Cidacs), a fim de medir níveis de privação material de uma determinada área geográfica. 

Assim, foi possível constatar que  os beneficiários do programa Bolsa Família tiveram menor risco (41%) de internação em todos os níveis de privação material municipal analisados, se comparados aos não beneficiários.

“Isso pode indicar a importância do Programa Bolsa Família e suas condicionalidades na redução das desigualdades sociais e de saúde, associadas ao agravamento do uso de substâncias em ambientes socioeconomicamente desfavorecidos”, acrescenta a pesquisadora.

Lidiane ressalta ainda que o fato de não saber se o indivíduo e sua família terão o que comer é um impeditivo, inclusive, para o tratamento de saúde. 

Consequentemente, pacientes em vulnerabilidade são encaminhados para o programa de transferência de renda. 

Segundo o Ministério da Saúde, em 2021, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 86 mil internações hospitalares relacionadas a transtornos mentais e comportamentais associados ao uso de álcool e outras drogas. 

*Com informações da Agência Fiocruz.

LEIA TAMBÉM:

o risco de internação por transtornos mentais relacionados à dependência química são 41% menor 

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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