O estudo Impacto socioeconômico das principais doenças em oito países da América Latina, do instituto de pesquisa WifOR Gmbh, da Alemanha, apontou que o Brasil perdeu US$ 149 bilhões (o equivalente a mais de R$ 800 bilhões) em 2022 devido à incidência de enxaquecas e as consequentes perdas econômicas.
Isso porque a doença é a segunda principal causa de incapacidade entre pessoas de 15 e 49 anos. De acordo com o levantamento, pessoas que sofrem de enxaqueca faltam, em média, 19 dias por ano no trabalho.
No país, a estimativa é a de que 31,4 milhões de pessoas sofram de enxaqueca, especialmente mulheres (63%). No entanto, apesar de comum, apenas 40% foram diagnosticadas e seguem um tratamento específico para a doença.
Além da perda de produtividade, os pacientes também têm de encarar uma queda de qualidade de vida, já que atividades sociais, como cuidados com a família e lazer, já que a doença pode ser debilitante.
Pobreza
Outra constatação do estudo é o de que a enxaqueca atinge mais a população de classes econômicas mais baixas, tendo em vista que apresentam fatores de risco comuns, como dieta inadequada, índice de massa corporal elevado, inatividade física, tabagismo e baixo nível educacional.
A informalidade também surge como fator que compromete a qualidade de vida dos pacientes, porque além de perder dias de trabalho e produtividade, consequentemente este público têm maior tendência de perder diárias de trabalho ou mesmo contratos de trabalho informais, assim como enfrentam dificuldade para se reinserir no mercado de trabalho.
Entenda
O Ministério da Saúde descreve a enxaqueca como “doença neurológica, genética e crônica cuja principal característica é a dor de cabeça latejante, em um ou nos dois lados da cabeça”.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- sensibilidade à luz, a cheiros, ao barulho;
- náuseas, vômitos;
- sintomas visuais, como pontos luminosos, escuros, linhas em ziguezague que antecedem ou acompanham as crises de dor;
- formigamento e dormências no corpo (as auras da enxaqueca);
- tonturas, sensibilidade a movimentos ou passar mal em viagens de carro, ônibus, barco.
Alguns dos fatores que podem desencadear a doença estão o estresse, ansiedade, jejum, dormir mal, ciclo hormonal, alterações de humor, excesso de cafeína, falta de exercícios físicos, uso excessivo de analgésicos e causas genéticas.
Na América Latina, o Brasil é o país mais impactado economicamente pelas perdas causadas pela enxaqueca, seguido de México, Argentina, Colômbia, Chile, Peru, Equador e Costa Rica.
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