Governo pretende fechar todas as unidades do Farmácia Popular até agosto

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Foto: Agência Brasil/Arquivo

Jornal GGN – Todas as unidades próprias do programa Farmácia Popular deverão ser fechadas até agosto deste ano, segundo cronograma divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (6). 

O programa, que oferece medicamentos de graça ou com descontos de até 90%, ainda têm 367 unidades em funcionamento que são bancadas pelo governo federal. Em março, eram 393 unidades próprias
 
O objetivo do ministério é que 95% destas farmácias estejam fechadas até julho. As prefeituras poderão manter as unidades, mas com seus próprios recursos. 

O Ministério da Saúde diz que a verba do programa, de cerca de R$ 100 milhões, será destinada que Estados e municípios realizem a compra de medicamentos. Entretanto, segundo a Folha de S. Paulo, R$ 20 milhões já eram utilizados para aquisição de remédios, sendo que os outros R$ 80 milhões correspondem  a gastos administrativos. 
 
Entidades da área da saúde criticaram a medida do governo de Michel Temer e creem que o fechamento das unidades pode prejudicar o acesso da população aos medicamentos. O Conselho Nacional de Saúde recomendou ao ministério que voltasse atrás no fechamento das farmácias. 
 
“A desativação das unidades próprias da Farmácia Popular afetará duramente a população em situação de vulnerabilidade social”, disse o Conselho, ressaltando que as unidades privadas que fazem parte do programa não estão nos bairros mais pobres. “As unidades privadas [do programa] não estão nos bairros mais pobres”, informa.
 
Ricardo Barros, ministro da Saúde, nega que o população será prejudicada, argumentando que as “unidades do Farmácia Popular da rede credenciada estão no centro, melhor localizadas que as unidades próprias”. 
 
Também é questionada a quantidade de remédios oferecidos, sendo que as unidades própria do Farmácia Popular tinham 110 produtos, enquanto o Aqui Tem Farmácia Popular, da rede credencia, possui 42 produtos. 
 
Segundo o governo, o acesso aos medicamentos será mantido através das unidades básicas de saúde e que os remédios distribuídos somente na rede própria correspondiam a 7% da demanda. 
 
O programa foi criado em 2004, na gestão de Luis Inácio Lula da Silva. O Aqui Tem Farmácia Popular, com convênios em farmácias privadas, tem 34.543 unidades credenciadas em 4.487 municípios. 

Leia também: Aqui tinha Farmácia Popular, por Rafael da Silva Barbosa

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Redação

3 Comentários

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  1. o fechamento da famárcia

    o fechamento da famárcia popular e o recuo de Dória de os postos de saúde não mais fornecer remédio gratuito mostram como é monstruoso um governo que chega ao poder pela traição de seu vice ao presidente e que assume um programa de governo oposto ao qual a chapa foi eleito. Como Temer não possui perspectiva de poder (mal mal se elegeu deputado federal) , ele autoriza um crime que é o fechamento de farmácias que não só assistem aos mais pobres  como também a uma classe média que empobreceu brutalmente e depende de sus. Agora, no caso de Dória, vontade não falta a ele de tirar os remédios dos postos e dar pros donos de farmácia que o financiam. Só que o burburinho da população ao saber desse plano (que fobrigaria as pessoas a tomarem ônibus e cobrir até 30 km pra chegar a uma farmácia de rede, pois as de bairro não poderiam e nem teriam interesse em fazer) , fez o prefeito recuar. Afinal, ele acha que tem condições para voos maiores (governador , presidente ) e, por enquanto, não há como um político chegar a esses cargos sem contar com o voto da maioria dos pobres, obedecendo a um ditado inglês maravilhoso = Os políticos são eleitos pelos pobres, financiados pelos ricos e têm com principal missão manter ricos e pobres bem separados rss 

     

     

  2. http://bit.ly/2r3kBd1

    R$80 milhões que eram gastos com aluguel e estrutura agora serão transformados em remédios para a população. A Farmácia Popular custava R$100 milhões por ano aos cofres públicos, R$80 milhões eram gasto com as unidades físicas próprias, sobrando apenas R$20 milhões para a compra de medicamentos. O Ministério da Saúde reorganizou o programa e transformou toda verba em remédios. O SUS passará a utilizar as redes de distribuição municipais, além de manter o convênio com mais de 34 mil farmácias privadas para atendimento da população. Com a transferência do atendimento para a rede credenciada, será possível alcançar mais mil municípios e aumentar o estoque de medicamentos nas 4.481 cidades que hoje já são atendidas. Saiba mais http://bit.ly/2r3kBd1 #SECOMPR

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