Jornal GGN – A farmacêutica Johnson & Johnson interrompeu o teste de sua vacina contra Covid-19 devido a uma “doença inexplicável” em um participante. A informação foi dada pela empresa. No comunicado não ficou claro se o paciente recebeu placebo ou a vacina experimental. É normal em estudos com tal volume de participantes, cerca de 60 mil pacientes, que existam pausas temporárias para aprofundamento de qualquer problema constatado.
A questão fica com a corrida das empresas farmacêuticas para desenvolver uma vacina contra o coronavírus, na esteira da Operação Warp Speed, promovida pelo governo dos EUA para acelerar uma resposta ao vírus. Qualquer notícia de revés acaba por colocar essas pausas em foco, visto que todos estão ansiosos por uma saída, principalmente os EUA, com mais de 214 mil mortes.
Em setembro, questão semelhante envolveu a vacina desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, que interrompeu pela segunda vez, desde o início dos ensaios em abril, após suspeita de reação adversa em um paciente. O estudo foi reiniciado uma semana depois no Reino Unido e outros países, mas continua congelado nos EUA.
“Pausamos temporariamente a dosagem adicional em todos os nossos ensaios clínicos de vacinas candidatas COVID-19”, revelou a Johnson & Johnson em um comunicado. “Seguindo nossas diretrizes, a doença do participante está sendo revista e avaliada.”
O ensaio Johnson & Johnson, que deveria produzir resultados no início do próximo ano, é um dos quatro ensaios de vacinas no estágio mais avançado, fase 3, e uma das seis vacinas de coronavírus sendo testadas nos Estados Unidos.
A Johnson & Johnson não revelou a natureza da doença que interrompeu seu processo, observando em uma declaração: “Devemos respeitar a privacidade deste participante”.
“Também estamos aprendendo mais sobre a doença deste participante e é importante ter todos os fatos antes de compartilharmos informações adicionais”, continua o comunicado. A doença está sendo investigada pela empresa e também por uma diretoria independente.
Embora as principais autoridades de saúde tenham indicado que é improvável que uma vacina viável passe por testes e processos de aprovação e esteja pronta para produção e distribuição em massa antes da próxima primavera, Donald Trump prometeu repetidamente uma vacina até ou logo após o dia das eleições, em 3 de novembro.
Com informações do The Guardian.
peregrino
13 de outubro de 2020 9:25 amAssim que começou a corrida pelas vacinas, coloquei aqui que a vacina mais eficaz seria a que resultasse da troca de conhecimento entre cientistas e laboratórios de pesquisa…
partindo do princípio que a ciência é feita de fracassos, com trocas de informações sobre o inesperado, do desconhecido, não das certezas e dos êxitos individuais