5 de junho de 2026

Justiça suspende resolução que autoriza a prescrição de remédios por farmacêuticos 

CFF recorreu da decisão, para que farnacêuticos possam, inclusive, indicar medicamentos que exigem receita
Crédito: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

A Justiça Federal acatou uma ação judicial do Conselho Federal de Medicina e suspendeu, nesta segunda-feira (31), a resolução que permitia que farmacêuticos prescrevessem medicamentos, inclusive os que demandam receita médica.

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Segundo o Aalôr Piacini, da 17ª Vara Federal Civil da Justiça no Distrito Federal, “balcão de uma farmácia não é o local para se firmar um diagnóstico e tratamento de uma doença, sob pena do exercício ilegal da medicina”.

A sentença tem caráter liminar e obriga o Conselho Federal de Farmácia (CFF) a divulgar a decisão em site em outros meios de comunicação institucionais, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Entenda o caso

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicou, na última segunda-feira (17), uma resolução que permite que farmacêuticos prescrevam medicamentos, desde que possua Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Farmácia Clínica – um registro concedido a quem faz especialização em determinadas áreas.

A medida, divulgada no Diário Oficial, valeria a partir de abril, caso não fosse derrubada pela Justiça.

No ano passado, o CFF já tinha divulgado a autorização, mas foi derrubada em primeira instância pela Justiça Federal no Distrito Federal. O caso tramita em outras instâncias e, desde 2013, o assunto está em discussão.

Para o CFF, a nova norma regulamentaria pontos previstos anteriormente por lei, em que não há citação direta sobre a atuação de farmacêuticos no diagnóstico e prescrição de remédios. 

Assim, além de indicar tratamentos, pela nova norma os farmacêuticos poderiam ainda renovar a prescrição de outros profissionais de saúde e fazer exames físicos de sinais e sintomas, a fim de ser capaz de indicar medicamentos.

Com a nova proposta, os farmacêuticos teriam permissão para coletar dados por meio da anamnese farmacêutica e realizar, solicitar e interpretar exames. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. AMBAR

    31 de março de 2025 9:45 pm

    A máfia de branco não ia deixar barato. Imagine perder essa enorme reserva de mercado. Por outro lado as farmácias estão cada vez maiores e mais fortes. Não podemos deixar de lembrar que estão mais próximas do consumidor/paciente a farmácia do que o médico. Antigamente o farmacêutico de bairro era o médico da hora. Primeiro o chá do quintal e da horta, depois o farmacêutico e por fim o médico. Agora o mais importante para o mercado é a doença.

    1. Rui Ribeiro

      1 de abril de 2025 12:36 pm

      Kkkk. Agora o mais importante é a doença. A medicina curativa é mais lucrativa do que a medicina preventiva.

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