5 de junho de 2026

Metade dos pesquisadores que atuam no exterior não querem voltar ao Brasil

Falta de oportunidade mantém 50% dos professores e pesquisadores com contrato temporário, 44% dos doutorandos e 40% dos pós-doutorandos em outros países
Foto: Abraco/pesquisa clínica

Um levantamento realizado pelo projeto “Contribuição da Diáspora Científica Brasileira” constatou que mais da metade dos pesquisadores que atuam no exterior não pensam em voltar ao país. E um dos principais motivos é a falta de oportunidade. 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Para chegar a tal número, o projeto ouviu 1.200 cientistas espalhados em 42 países. Com média de 37 anos, 67% dos participantes estão trabalhando, 31% estudam, 10% conciliam trabalho e estudo e apenas 2% não estudam ou trabalham.

Entre os motivos que os levaram a deixar o país estão a oferta de trabalho no exterior, melhores condições de financiamento para pesquisa e atividades acadêmicas, bolsa oferecida pelo país de destino e a situação política no Brasil. 

No entanto, a falta de oportunidade mantém 50% dos professores e pesquisadores com contrato temporário, 44% dos doutorandos e 40% dos pós-doutorandos no exterior. 

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) lançou, em julho de 2023, um programa de repatriação de talentos para financiar até mil projetos de pesquisadores que buscam voltar ao país. 

Além de bolsa com valor superior às da pós-graduação, a iniciativa garante verbas para pesquisa, viagens e outros benefícios, como recursos para contratação de plano de saúde para a família e previdência.

No entanto, para os responsáveis pelo projeto “Contribuição da Diáspora Científica Brasileira”, diante de tanto desinteresse de pesquisadores em voltar ao país, cabe ao poder público pensar em parcerias que possam ser firmadas com tais pesquisadores, desde que não aconteça em detrimento daqueles que já atuam no país, que lidam escassez de recursos para a ciência e falta de oportunidades. 

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. grevista

    2 de setembro de 2024 6:06 pm

    Mesmo após a greve tratada a ferro, fogo e fakes diversos pela troika Esther Dwek, Haddad e Lula, tendo a primeira como operadora das decisões tomadas de arrocho e destruição da carreira, o salário bruto inicial de um professor doutor nas universidades federais e nos institutos federais é de R$10.400,00, para regime de 40 horas e dedicação exclusiva. Isso corresponde hoje a menos de dois mil dólares estadunidenses ou euros ou libras. É menos da metade do que é oferecido pelo mesmo governo federal como salário inicial de um auditor (com formação exigida de graduação e sem dedicação exclusiva), por exemplo. Além disso, com os seguidos cortes de custeio e investimento vividos por esses órgãos desde 2015, o sucateamento de suas instalações e condições de trabalho é exorbitante. Por fim, não há concursos, mesmo para reposição de vagas de mortes/aposentadorias. Essa é a situação de quem responde por 95% da produção científica do país e pela formação de profissionais de alto nível nas mais diversas áreas. Um retrato disso pode ser dado pela absurda queda na procura para programas de mestrado/doutorado nas áreas de ciências exatas e engenharias. Consulte os coordenadores de cursos da UFRJ, UFMG, UFPB, UFRGS, etc.

Recomendados para você

Recomendados