Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e da farmacêutica suíça Hoffmann-La Roche desenvolveram um novo tipo de antibiótico que seria capaz de tratar a bactéria Acinetobacter baumannii, causadora de infecções graves nos pulmões, no trato urinário e no sangue e resistente à maioria dos antibióticos atuais.
A Acinetobacter baumannii estava no topo da lista de prioridades patógenas da lista elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Apenas em 2017, a bactéria provocou 8.500 infecções em pacientes hospitalizados, além de 700 vítimas nos Estados Unidos, onde responde por 2% das infecções encontradas nos hospitais norte-americanos.
No mundo, a bactéria é responsável por até 20% das infecções que acometem pacientes internados. Os pacientes mais expostos às infecções são os que possuem catéter, que estão em um ventilador pulmonar ou os que passaram por cirurgias e têm feridas abertas.
Pesquisas
Em setembro, a OMS publicou um relatório em que expressava preocupação pelo abandono de pesquisas para o desenvolvimento de novos antibióticos pela indústria farmacêutica.
De acordo com a organização, o número de pesquisas em desenvolvimento para produzir novos antibióticos é insuficiente ante a crescente resistência antibacteriana. Apenas 77 estudos estão em andamento, e a maioria deles deriva de antibióticos já existentes no mercado.
A indústria, porém, se voltou para o desenvolvimento de novos tratamentos e reméios para a área de oncologia, que é mais lucrativa.
De acordo com a OMS, em relatório de 2022, a cada 100 pacientes internados, sete – em países de alta renda – e 15 – em países de baixa renda – adquirem pelo menos uma infecção, entre os quais 10% vão a óbito.
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