22 de maio de 2026

Vacina nacional contra a dengue deve ser apresentada à Anvisa em setembro

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, o imunizante será aplicado em dose única e será incorporado ao SUS em 2025
Crédito: José Cruz/ Agência Brasil

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A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (8) que a pasta trabalha para ampliar a oferta de vacinas de dengue em 2025, a partir da transferência de tecnologia para a produção nacional do imunizante. 

Atualmente, as doses aplicadas no país são produzidas pelo laboratório japonês Takeda, que destina ao governo brasileiro todo o estoque disponível, mas já atingiu a capacidade total de produção. 

“Estamos trabalhando junto com a Fundação Oswaldo Cruz que, por sua vez, se responsabilizou por parcerias com laboratórios privados para poder aumentar essa produção. Mas existem várias questões técnicas que precisam ser resolvidas”, afirmou a ministra na coletiva realizada no Palácio do Planalto.

Anvisa

Paralelamente, o Instituto Butantan está desenvolvendo um imunizante nacional, que além de promissor, é aplicado em dose única. A vacina da Takeda exige duas doses para a imunização do paciente, aplicada com intervalo de 90 dias. 

“O Butantan, trazendo essa vacina e ela sendo incorporada ao SUS [Sistema Único de Saúde] pelo Ministério da Saúde, é, sem dúvida, uma grande aposta. Mas, certamente, essa entrega deve ser feita à Anvisa em setembro. O tempo todo eu faço atualização e pressão desse cronograma junto ao diretor do instituto”, emendou Nísia, cuja a expectativa é incorporar o imunizante ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025.

A ministra ressaltou ainda que o Brasil já poderia contar com um complexo de biotecnologia, que fazia parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula 2. “O Brasil poderia ter hoje condições muito melhores de produção de vacinas. Que bom que temos o Instituto Butantan, a Fiocruz e também alguns parceiros privados que ajudam nesse esforço.”

Exemplo

Enquanto a vacina contra a dengue é destinada apenas a crianças de 10 a 14 anos, público mais vulnerável às complicações da doença, o Ministério da Saúde intensifica a campanha de vacinação contra a gripe. 

Por isso, também nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi imunizado. ou tomar a minha vacina para incentivar todas as pessoas brasileiras, homens e mulheres, adolescentes e crianças, a não ter medo de tomar a vacina”, declarou.

A previsão do Ministério da Saúde é imunizar 75 milhões de pessoas. Para tanto, Estados e municípios receberam R$ 150 milhões de incentivo financeiro.

Podem tomar a vacina da gripe:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
  • Crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;
  • Trabalhadores da Saúde;
  • Gestantes;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos). 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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