4 de junho de 2026

Violência e baixa renda aumentam o risco de internação psiquiátrica entre os mais jovens

Crianças em tais condições são as mais afetadas por transtornos mentais; além de internação, jovens também têm maior risco de autolesão e suicídio
Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Jovens de baixa renda expostos à violência têm o risco cinco vezes maior de internação psiquiátrica, de acordo com as conclusões de um estudo conduzido pelo  Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) em parceria com a Universidade de Harvard. 

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O objetivo inicial de pesquisa era investigar os fatores que desencadeiam o risco de pessoas jovens serem internadas por transtornos mentais e analisou dados de mais de 9 milhões de jovens entre 5 e 24 anos, entre 2011 e 2018. 

Neste período, cinco mil pessoas foram internadas por transtornos mentais, das quais 5,8% tinham algum registro de violência. 

“Em todas as faixas etárias que analisamos, ter um registro prévio de notificação de violência foi o principal fator associado ao risco de internação psiquiátrica”, afirmou Lidiane Toledo, pesquisadora associada ao Cidacs/Fiocruz Bahia. 

Ao dividir os participantes em três faixas etárias (5 a 11 anos, 12 a 17 anos e 18 a 24 anos), os pesquisadores constataram que o risco de internação é sete vezes maior entre crianças de 5 a 11 anos que sofreram algum tipo de violência. 

A renda também está relacionada ao maior risco de desenvolvimento de transtornos e doenças mentais, concluíram os pesquisadores. Jovens que convivem com membros da família que têm baixa escolaridade, em situação de desemprego ou ainda em uma casa com mais de sete pessoas são mais vulneráveis a internações psiquiátricas.

Como consequência, segundo Lidiane Toledo, esses jovens podem apresentar ainda maior risco de autolesão, suicídio e reinternações, além de evasão escolar e outras consequências diretas na vida das crianças e adolescentes. 

*Com informações da Agência Fiocruz.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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