A teoria das janelas quebradas na segurança pública

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Brasil 247

 
A teoria das janelas quebradas ou “broken windows theory” é um modelo norte-americano de política de segurança pública no enfrentamento e combate ao crime, tendo como visão fundamental a desordem como fator de elevação dos índices da criminalidade. Nesse sentido, apregoa tal teoria que, se não forem reprimidos, os pequenos delitos ou contravenções conduzem, inevitavelmente, a condutas criminosas mais graves, em vista do descaso estatal em punir os responsáveis pelos crimes menos graves. Torna-se necessária, então, a efetiva atuação estatal no combate à criminalidade, seja ela a microcriminalidade ou a macrocriminalidade
 
Por: Luis Pellegrini
 
Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma interessante experiência de psicologia social. Deixou dois carros idênticos, da mesma marca, modelo e cor, abandonados na rua. Um no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e o outro em Palo Alto, zona rica e tranquila da Califórnia. Dois carros idênticos abandonados, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.
 
Resultado: o carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas. As rodas foram roubadas, depois o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, o carro abandonado em Palo Alto manteve-se intacto.

 
A experiência não terminou aí. Quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores quebraram um vidro do automóvel de Palo Alto. Resultado: logo a seguir foi desencadeado o mesmo processo ocorrido no Bronx. Roubo, violência e vandalismo reduziram o veículo à mesma situação daquele deixado no bairro pobre. Por que o vidro quebrado na viatura abandonada num bairro supostamente seguro foi capaz de desencadear todo um processo delituoso? Evidentemente, não foi devido à pobreza. Trata-se de algo que tem a ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
 
Um vidro quebrado numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, faz supor que a lei encontra-se ausente, que naquele lugar não existem normas ou regras. Um vidro quebrado induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque depredador reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores torna-se incontrolável, desembocando numa violência irracional.
 
Baseada nessa experiência e em outras análogas, foi desenvolvida a “Teoria das Janelas Quebradas”. Sua conclusão é que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se por alguma razão racha o vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão quebrados todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração, e esse fato parece não importar a ninguém, isso fatalmente será fator de geração de delitos.
 
Origem da teoria
 
Essa teoria na verdade começou a ser desenvolvida em 1982, quando o cientista político James Q. Wilson e o psicólogo criminologista George Kelling, americanos, publicaram um estudo na revista Atlantic Monthly, estabelecendo, pela primeira vez, uma relação de causalidade entre desordem e criminalidade. Nesse estudo, utilizaram os autores da imagem das janelas quebradas para explicar como a desordem e a criminalidade poderiam, aos poucos, infiltrar-se na comunidade, causando a sua decadência e a consequente queda da qualidade de vida. O estudo realizado por esses criminologistas teve por base a experiência dos carros abandonados no Bronx e em Palo Alto.
 
Em suas conclusões, esses especialistas acreditam que, ampliando a análise situacional, se por exemplo uma janela de uma fábrica ou escritório fosse quebrada e não fosse, incontinenti, consertada, quem por ali passasse e se deparasse com a cena logo iria concluir que ninguém se importava com a situação e que naquela localidade não havia autoridade responsável pela manutenção da ordem.
 
Logo em seguida, as pessoas de bem deixariam aquela comunidade, relegando o bairro à mercê de gatunos e desordeiros, pois apenas pessoas desocupadas ou imprudentes se sentiriam à vontade para residir em uma rua cuja decadência se torna evidente. Pequenas desordens, portanto, levariam a grandes desordens e, posteriormente, ao crime.
 
Da mesma forma, concluem os defensores da teoria, quando são cometidas “pequenas faltas” (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade, passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, logo começam as faltas maiores e os delitos cada vez mais graves. Se admitirmos atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando essas crianças se tornarem adultas.
 
A Teoria das Janelas Quebradas definiu um novo marco no estudo da criminalidade ao apontar que a relação de causalidade entre a criminalidade e outros fatores sociais, tais como a pobreza ou a “segregação racial” é menos importante do que a relação entre a desordem e a criminalidade. Não seriam somente fatores ambientais (mesológicos) ou pessoais (biológicos) que teriam influência na formação da personalidade criminosa, contrariando os estudos da criminologia clássica.
 
Landscape
 
No metrô de Nova York
 
Há três décadas, a criminalidade em várias áreas e cidades dos EUA – com Nova York no topo da lista – atingia níveis alarmantes, preocupando a população e as autoridades americanas, principalmente os responsáveis pela segurança pública. Nesse diapasão, foi implementada uma Política Criminal de Tolerância Zero, que seguia os fundamentos da “Teoria das Janelas Quebradas”.
 
As autoridades entendiam que, por exemplo, se os parques e outros espaços públicos deteriorados forem progressivamente abandonados pela administração pública e pela maioria dos moradores, esses mesmos espaços serão progressivamente ocupados por delinquentes.
 
A Teoria das Janelas Quebradas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, que se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento da passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados positivos foram rápidos e evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.
 
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Quebradas e na experiência do metrô, deu impulso a uma política mais abrangente de “tolerância zero”. A estratégia consistiu em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à lei e às normas de civilidade e convivência urbana. O resultado na prática foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
 
A expressão “tolerância zero” soa, a priori, como uma espécie de solução autoritária e repressiva. Se for aplicada de modo unilateral, pode facilmente ser usada como instrumento opressor pela autoridade fascista de plantão, tal como um ditador ou uma força policial dura. Mas seus defensores afirmam que o seu conceito principal é muito mais a prevenção e a promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, mas sim de impedir a eclosão de processos criminais incontroláveis. O método preconiza claramente que aos abusos de autoridade da polícia e dos governantes também deve-se aplicar a tolerância zero. Ela não pode, em absoluto, restringir-se à massa popular. Não se trata, é preciso frisar, de tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
 
A tolerância zero e sua base filosófica, a Teoria das Janelas Quebradas, colocou Nova York na lista das metrópoles mundiais mais seguras. Talvez elas possam, também, não apenas explicar o que acontece aqui no Brasil em matéria de corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc., mas tornarem-se instrumento para a criação de uma sociedade melhor e mais segura para todos.
Leia também:  Chico Whitaker cria abaixo assinado contra decreto sobre armamento de Bolsonaro

24 comentários

  1. Hoje chove canivete…

    O site 2+4+7 = 13 realmente publicou este artigo?

    O Assis Ribeiro o considerou interessante o suficiente para o sugerir?

    A esquerda pedindo reflexão sobre a tolerância zero para crimes comuns?

    … aberto!

    • Eu também estranhei que

      Eu também estranhei que alguem da esquerda tente pensar de forma racional e não idelógica o tema da origem da criminalidade, mas acho que voi apenas um lapso.. Daqui a pouco os comentaristar do blog vão falar de “luta de classes”, “oprimido”, “racismo” e todo aquele blá blá blá esquerdoite.

       

      É tão evidente que as causas da violência não são apenas sociais, assim como 2+4+7=13. Mas tente explicar isso a um esquerdista…

  2. Num tô inteindendo…
    A

    Num tô inteindendo…

    A teoria da janela quebrada vai de encontro a tudo a que as esquerdas acreditam, uma vez que elas têm em mente apenas o bom selvagem que – em estado natural – é incapaz de cometer qq ato de maldade, de vandalismo, etc. Se assim o faz, é porque foi corrompido pela sociedade, merecendo nossa total compreensão ao deliquente e à dinãmica da delinquência. Punição? Que é isso?

  3. Eh uma teoria POLICIAL,

    Eh uma teoria POLICIAL, Assis, das fortes.  Mas nao tem a ver com gigolagem judiciaria, e tem potencial enorme de se tornar gigola por seus proprios meritos tambem.

  4. Rude Giuliani

      O rude Giuliani maquiou dados, roubou a teoria, a perverteu misturando o mais puro com facismo algo que tinha sentido oposto, esqueceu as “janelas quebradas” e  fez todo o marketing em cima da abordagem racista da polícia à grupos étnicos específicos sendo aplaudido pela magnífica imprensa “livre” ocidental na capital mundial da liberdade onde a a famosa estátua espera para acolher os perseguindos dos quatro cantos do mundo.

    • Agora sim um pensamente

      Agora sim um pensamente típico do esquerdista padrão! 

      Isso ae, o tolerância zero em NY foi uma fraude, os números foram maqueados, que está certo é a esquerda se o cidadão é pego pichando o muro temos que passar a mão na cabecinha desse “oprimido” e não prendê-lo.

       

       

      • mesmo texto só que

        mesmo texto só que corrigido.

         

        Agora sim um pensamente típico do esquerdista padrão! 

        Isso ae, o tolerância zero em NY foi uma fraude. Os números foram maqueados. Quem está certo é a esquerda, pois se o cidadão é pego, por exemplo, pichando um muro, o estado tem que “passar a mão” na cabecinha do “oprimido” e não puní-lo. 

        Sobre segurança, certamente a esquerda brasileira tem muito o que ensinar ao ex-prefeito de NY, é só ver os índices de segurança da Bahia, estado governado pelo PT há 7 anos…

        • O porco e o toucinho…

          Bom, então só nos resta o suicídio ou o exílio, porque o modelo da direita, seja em SP ou em SC não tem dado muito certo…

          Titia até seria capaz de concordar com você sobre a hipossuficiência teórica e prática da esquerda no tema segurança pública, mas só se você prometer se informar mais do assunto para que o debate avance a partir daí…com estes slogans rasos que você declama, não dá…

          Em tempo, criança: o problema crucial da segurança pública no Estado brasileiro não é ineficiência, é a eficiência seletiva, é só olhar, por exemplo, a taxa de mortalidade por armas de fogo em razão de classe social e de cor, e a taxa de resolução de crimes com este mesmo corte…Quanto mais pobre, mais chance de morrer, quanto mais rica a vítima, mais chance de punição do culpado…

          A não ser que você creia que pretos e pobres morram porque são culpados de suas execuções, e que uma vida branca mereça mais atenção da polícia, poderá refletir que este é o gargalo a ser superado, e que vomitar lugares comuns como o que você regurgita, não traz soluções, mas ao contrário, só aprofunda o problema…

          No nosso caso, um zilhão de janelas, ou milhões de quilômetros de muros pichados não tem nada a ver com esta trágica equação…

          Fiote, leia, se informe, cresça e apareça…aí titia volta a te dar atenção…

        • Rude Plagiador

            A verdade é que o tolerância zero foi copiado daqui sim, mas comedidamente, acho quevieram em comitiva, assistiram carandirú com driguinho santoro, viram as 400 mortes em tempo record da polícia paulista, viram bala de borracha em olho de reporter, viram bala de borracha pra prédio residencial , viram um pinheirinho,  viram um policial arrastando um meliante para tras de um ônibus e depois barulho de tiros, viram a candelária, viram um amarildo, viram o ônibos 174, assistira tropa de elite um e dois, contrataram o diretor, conheceram a rota na rua, ficaram com uma inveja !!

      • Na-na-ni-na-não, tem que

        Na-na-ni-na-não, tem que pegar, colocar no tronco, esfregar a cara dele no muro até limpar a pixação, colocar na tranca e depois jogar a chave fora…

        Mas a sonegação fiscal do comentarista ou de outro par dele(com aquele recibozinho do médico) tem que ser tratada na forma da lei 8137, ou seja, se devolver o dinheiro antes da denúncia, elide-se a fraude e fica todo mundo bem, afinal, crime fiscal  é coisa “de gente de bem”, em franca auto-defesa contra a voracidade do Estado…rsrsrsr

        Titia a-d-o-r-a estes coxinhas…

        Uma forma ideal de manter a dominação é a classificação criminal e o valor dado a cada conduta, dispensando formas seletivas para vigiar e punir…

        Este aí tem cadeira cativa no Millenium…periga até parar na ABL…anauê…

  5. violência

    Talvez aqui se pudesse , por slogan, algo como Violência Zero para nao ocorra qualuqer tipo de violência. Hoje em várias capitais há digamos uma tolerância cínica para com a violência, seja ela institucional, policia, por exemplo,  seja vinda de grupos do crime organizado.

    Uma “cultura” a se perseguir deveria ser então a de nao se permitir, aceitar atitudes de violência. O problema é que na aplicação do conceito ja ocorreriam sinais de força , de violência. Se é verdade que violência induz a mais violência, a eliminação da violência raramente ocorrerá de forma pacifica, contraditoriamente.

     

  6. É o efeito marina?

    Só pode ser…

    titia imagina que a supresa causada pela morte da joana d’arc da floresta, e se embalsamamento na cripta do coronel e o lobisomen pernambucano, devem estar atrapalhando as mufas do nosso pessoal, como já antecipou o rebola…

    A teoria das janelas quebradas é uma das maiores cretinices da História, e ninguém sério leva este troço mais a sério…

    Ora, primeiro porque pretende tratar criminalidade, e criminalidadae violenta como um fenômeno coeso, uniforme e monocromático, partindo de determinismos pseudo-psicossociais de botequim…

    A falha já está na própria descrição da teoria e sua experiência inaugural: ora, os dois carros idênticos só foram vandalizados em momentos diferentes: um ao estar estacionado, e o outro quando uma janela estava quebrada, “convidando” a vandalização.

    Ou seja, por falta de rigor científico, os “especialistas” trataram como se o fenômeno tivesse se manifestado de forma igual…

    Outra falha grave é colocar um mesmo objeto de observação, que por motivos óbvios, suscitam dos moradores visões distintas, isto é: um carro novo em um bairro pobre tem conotação diferente quando se trata de um bairro rico…

    Superado este “detalhe” crucial, titia não consegue imaginar como alguém dá crédito a esta loucura…titia começa a imaginar que os boatos de que o 247 é bancado por Anthony Garotinho (deputado do PR) são verdadeiras, pois ele é um dos entusiastas destas teses higienistas-policiais…

    O que torna uma comunidade mais ou menos “violenta” não é só a percepção desta comunidade de que o Estado punirá (ou, no caso proposto, não punirá) gravemente pequenas transgressões, mas sim o quanto está esgarçado este tecido social, e o quanto este tecido está ameaçado ou sujeito a formas simbólicas e reais de violência, sim, porque no território das milícias também há “respeito” a normas, e você pode deixar lá um, dois, três carros abertos, escancarados, e nada acontecerá…

    Seguindo na loucura pseudo-acadêmica, os “jênios” tomam toda criminalidade como um todo semelhante (como dissemos), e tascam uma correlação entre elas, como se quebrar uma janela, bater uma carteira levasse, por relação de causa e efeito, o sujeito assaltar um carro forte…

    Despreza condições objetivas, logística, necessidade, e o prinicipal: a lógica da impunidade versus a conta do risco…

    Então, não será uma janela quebrada que induzirá a homicídios, mas a noção de que o assassino tem da certeza de sucesso de sua empreitada delitiva…Quem quebra janelas, se não for punido, via de regra vai…continuar a quebrar janelas…

    Se matar ricos fosse mais fácil, seriam o ricos que engrossariam as estatísticas…Mas a taxa de não resolução de 95% dos crimes de morte no Brasil se inverte a medida que a pirâmide sobe…logo, não é uma questão de que o garoto quebrou janelas e passou a homicida, mas sim de que desde cedo ele sabe que talvez seria mais provável levar uma surra de sua mãe ao quebrar janela, do que ser punido por matar seu colega de classe em uma “questão de honra”, por exemplo…Com certeza, seus pais diriam: “filho macho é isto aí”…

    No fim, os defensores do texto e da teoria fazem um mea-culpa, como se dissessem, focamos o crime e não quem o comete…rsrsrs, titia ri para não chorar…

    A questão é que NUNCA a aplicação de políticas públicas de segurança, ou as forças policiais, conseguirão fazer esta premissa funcionar, pelo simples fato de que aplicar uma noção universal de punição atinge àqueles (classe dominante) que controlam o Estado, e que praticam crimes tanto quanto os dominados…

    É só ver o resultado da aplicação da teoria “jenial” em NY, com a subordinação completa do higienismo policial aos interesses da especulação imobiliária…

     Como se viu, o contrabando do fascimo policial começou lá em cima: um carro estacionado, e o outro, no bairro rico, que teve a janela quebrada…ou seja, os ricos só agem quando estimulados, já os pobres, por natureza…rsrsrs

    Este estudozinho sobre aspectos psicossociais criminológicos é legal para impressionar os amigos no chopps com pastel, mas esquece do fundamental: a violência usada no crime não é instrumentalizada de forma irracional pelos criminosos, ao contrário…

    Querer estudar crime como tumulto de bairro é tolice…

    • Quase!….

      Seu texto foi quase perfeito. Concordo com ele.

      O que o derrubou  foram esses arroubos de arrogância, travestidos com uma suposta intenção humorística,  metidos no meio dos parágrafos. Uma pena, pois a credibilidade de quem escreve se esvai entre vírgulas e pontos. 

      • Irmão cara de pau…

        Meu filho, titia não tem a menor intenção de se parecer com nada…muito menos engraçada…Ela escreve para se divertir, para si mesma…

        Gostou? Ótimo. Não gostou? Melhor ainda…

        Titia imagina que pior que uma credibilidade perdida no meio de um humor ruim, é aquela perdida em uma seriedade forçada (e fingida)…

        beijocas…

    • kkkk, agora sim, a coisa

      kkkk, agora sim, a coisa voltou aos conforme. Mãozinha na cabecinha do criminozinho, baseada em uma robusta teoria sociológica que não se sustenta frente à realidade da vida, é o lugar comum esquerdista. Ufa! Pensei que tava no blog errado. Valeu, tia.

    • Se é tolice, enão qual é

      Se é tolice, enão qual é razão para que os indices de criminalidade terem caido tanto em NY? Alias, vc poderia me citar alguma grande cidade que diminuiu drasticamente a criminalidade seguindo a cartilha da esquerda?

      • Pobre criatura…

        Aonde você e o outro “ixperto” leu sociologização criminológica no texto de titia?

        Fiote, o que titia disse é que um teoria mequetrefe desta, que trata o crime como um comportamento previsível, e de viés quase único (com causa e efeito únicos), é uma tolice, tão grande quanto as teses caras a esquerda, que também entende pouco de segurança pública, mas ao menos tem a vantagem de não defender um suposto endurecimento, que na verdade, tem um corte de classe destinado a sempre punir os de sempre: pobres, pretos e putas…

        Pirmeiro precisa caber na sua cabecinha oca que: crime é uma coisa, violência é outra, e criminalidade violenta é outra ainda mais distinta…

        Mas titia não vai continuar a jogar pérolas aos porcos…quando você tiver algo a mais que este new lombrosianismo psicossocial me avisa, e aí voltamos a conversar…

        Em tempo: dê uma revisada nos seus números sobre criminalidade em NY, e verá que a curva está recrudescendo, sem mencionar os inúmeros processos por abusos policiais que a prefeitura tem arcado, e que já incomoda o contribuinte…ainda mais, em tempos de crise…

  7. No nosso caso as janelas que

    No nosso caso as janelas que tem que ser consertadas são o ECA , as penitenciárias com visita íntima , os celulares dentro dos presídios , os regimes semi abertos , a reforma do código processual penal , a reforma do  código de execuções penais , a corrupção nas polícias , a corrupção no judiciário , a falta de prisão perpétua .

  8. A teoria das janelas quebradas

    Acho che é por aí, para começar. Enquanto aguardamos uma sociedade mais justa, seria bom começar pelos pequenos crimes, também porque geralmente janelas quebradas e pichações são feitas nos prédios e edifícios dos “menos ricos”, digamos assim. Quando vejo as pichações, por exemplo, nos prédios dos que moram ao redor do maldito Minhocão, me indigno. Prédios cujos moradores acabaram de reformar, repintar e lá vão os pichadores estragar a obra… Já tem o castigo de morar em cima daquele monstro, ainda por cima ter de aturar as pichações… Mas, se sabe, prédio de gente modesta não interessa vigiar…

  9. “A tolerância zero e sua base
    “A tolerância zero e sua base filosófica, a Teoria das Janelas Quebradas, colocou Nova York na lista das metrópoles mundiais mais seguras. Talvez elas possam, também, não apenas explicar o que acontece aqui no Brasil em matéria de corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc., mas tornarem-se instrumento para a criação de uma sociedade melhor e mais segura para todos.”  A sonegação de informação é algo interessante para manipular a opinião dos outros.A Tolerância Zero veio uns 20 anos depois da legalização do aborto. Ai você soma as coisas. Aquela pessoa indesejada (pela mãe) deixou de existir antes de conhecer o mundo.20 anos depois, aquele adolescente sem família, candidato fácil do crime, não está lá.  Coicindência? Tolerância Zero por Tolerância Zero, ao invés de seguir o exemplo da Holanda, onde há prisão e não há presos (e a segurança não é pior que a do Brasil), vamos ficar como os EUA, onde há mais de 2milhões de pessoas presas.

  10. TOLERÂNCIA ZERO X ABORTO

    O economista Steven Levitt levantou objeções impressionantes à política de tolerância zero como redutora de índices de criminalidade, ao apontar o aborto legal como fator preponderante dessa diminuição.

    A tese, exposta no livro Freaknomics, foi odiada, taxada de fascista, de politicamente incorreta, mas o fato é que ainda não foi rebatida no terreno da observação estatística pura.

    Dói, sobretudo para quem como eu é contra o aborto, defrontar o substancioso estudo. Mas nele restou provado aquilo que, empiricamente, muitos suspeitavam : crianças indesejadas, nascidas na extrema pobreza, vivendo uma infância de abandono e caos terminam, quase que invariavelmente, engrossando as fileiras da criminalidade, principalmente em um país onde o consumismo é a filosofia de vida.

  11. Me parece uma teoria bem

    Me parece uma teoria bem possível; assim como o estado de conservação e limpeza dos trens e do metrô modificam o comportamento dos usuários.

    O que se faça a partir dela é outra coisa: pergunte a Cristo ou Marx.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome