3 de junho de 2026

Brasil embrutecido, por Janio de Freitas

Sugerido por Gilberto. 

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Insistimos na discussão sobre a violência da PM e nos esquecemos de discutir as outras tantas violências que cometemos cotidianamente. Algumas sem a menor contibuição do estado para promove-las. Como exemplo, nesta última semana, tivemos o caso do jovem embriagado que jogou seu auto contra os participantes de um cordão de carnaval, na Vila Madalena em São Paulo.
 
As estatísticas demonstram que o maior número de assassinatos e violência nos grandes centros urbanos são causados por motivos banais: brigas em família ou ocorridas na vizinhança, brigas no trânsito, casos passionais, etc. Não são portanto o crime organizado ou as “razões sociais” que influem diretamente neste alto índice de violência. Apesar disto, muitos insistem em buscar aí as explicações.
 
As estatísticas também mostram claramente, somos um povo violento. É uma verdade da qual nenhum de nós pode fugir. Esta violência é maior, quando é analisada somente a população jovem brasileira.  Adotamos a violência como forma de resolução de conflitos e, o que é pior, nos recusamos a assumir parte da responsabilidade por esta decisão.
 
O artigo de hoje de Janio de Freitas na Folha é exemplar na sua síntese. É para refletir e guardar. Precisamos aprender a contar até 10!
 
Da Folha
 
 
Janio de Freitas
 
Não basta dizer que nada é feito contra tal processo. O que se passa, de fato, é que nem sequer o notamos
 
Um homem espera, sozinho, o ônibus que o levará para casa. Dois carros param diante dele. Os homens que descem o massacram furiosamente com barras de ferro. Até reduzi-lo a um monturo de sangue e carne sem vida. Entram nos carros e vão embora.

 
A fúria assassina desses agressores está abaixo da mais primitiva desumanidade. Mais uma briga de torcida, como disse a notícia? “Torcedores do São Paulo agrediram um torcedor do Santos, que morreu.” Nem como hipótese.
 
Estamos, no Brasil, em um agravamento da brutalidade que não cabe mais nos largos limites do classificável como violência urbana. E não basta dizer que nada é feito contra tal processo. O que se passa, de fato, é que nem sequer o notamos. Convive-se com o agravamento como uma contingência incômoda, em seus momentos mais gritantes, mas natural, meras desordens da desigualdade social.
 
Nada a ver com a perversa desigualdade social. O homem massacrado por vestir a camisa do Santos era portador da desigualdade como o são os monstros que vestiam a camisa do São Paulo. Os bandos criminosos que voltaram a digladiar-se em algumas favelas do Rio formaram-se e vivem nas mesmas misérias da desigualdade social.
 
O agravamento da brutalidade no Brasil é um processo em si mesmo. E não está só nos territórios da pobreza. A própria incapacidade de percebê-lo é um sintoma do embrutecimento sem distinções sociais, econômicas e culturais. Outros sintomas poderiam ser notados –na deseducação, no rebaixamento individual e coletivo dos costumes, em muito do que os meios de comunicação tomam como modernidade, na política. Até onde a elevação do trato entre suas excelências parecia inexaurível –no Supremo.
 
Um homem espera um ônibus que o levará para casa. Onde nunca mais chegará. E onde o esperavam um filho de meses e a mulher. Mais uma banal tragédia para duas pessoas, às vezes são quatro, podem ser sete nas casas dos Amarildos? Sem interesse político para explorá-lo, será só isso mesmo, “mais uma briga de torcida que acaba em morte”. É, no entanto, um gigantesco questionamento ao país e à sua perdição cega e surda, embalada pela degeneração de suas “elites”, todas elas.
 
Briga de torcida? Bandos de criminosos estão agora atacando a polícia, no que assim representa a segunda fase –a da reação– do programa de UPPs, as Unidades de Polícia Pacificadora cuja instalação em cidadelas do crime restaurou muito do Rio. No país todo, qualquer incidente, inclusive se provocado por bandos criminosos em disputa, leva à interrupção de ruas e estradas, incêndios de ônibus e carros, já também de moradias destinadas à própria pobreza. A internet convoca sem cerimônia e sem restrição para violências, não lhe bastando os brasileiros, também contra os estrangeiros que venham à Copa e até contra times.
 
À espera do ônibus ou dentro do carro, branco, negro, pobre, rico: o Brasil se embrutece. E o Brasil nem sequer se nota.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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39 Comentários
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  1. Wilson Lucas

    25 de fevereiro de 2014 5:41 pm

    Ofereço a Raquel, instigadora
    Ofereço a Raquel, instigadora da violência, Sherazade, com amor e carinho!

    1. lenita

      25 de fevereiro de 2014 8:30 pm

      Não esquecendo do Boechat,

      Não esquecendo do Boechat, daquela que queria um nordestino morto/dia , do Jabor , Reinaldo e Mainards. Mais recentemente do STF, que além da palavra MENSALEIROS, colocava o PT como QUADRILHEIROS. As novelas, cujos vilões são os melhores artistas  da emissora, ficando o papel de “mocinhos” p/ os artistas s/ nenhum carisma. Os jornais que apregoam diariamente s/ corrupção e impunidade, muitas vezes ensinando passo a passo, a forma de se fazer um crime, seja um assalto ou queima de ônibus. Tudo junto, formando esse caldo de cultura, que pode explicar o clima atual

  2. Daytona

    25 de fevereiro de 2014 6:03 pm

    Recentemente, Motta Araújo –

    Recentemente, Motta Araújo – famoso por suas afirmações racistas e preconceituosas, principalmente contra indígenas – defendeu que certos povos não estavam intelectualmente preparados para a Democracia. Enfim, esse é o tipo de troglodita que compõe a direita brasileira.

    1. Tio_Zé_bloqueado

      25 de fevereiro de 2014 6:37 pm

      Cuidado

      Fui banido por ousar criticar o cidadão citado. Sugiro pedir desculpas antes que seja banido como eu.

       

      Att

       

      Tio_Zé_bloqueado_ainda

      1. Daytona

        25 de fevereiro de 2014 8:04 pm

        Tive uma crítica minha ao

        Tive uma crítica minha ao comentário preconceituoso que o cidadão fez ao presidente boliviano, com termos depreciativos a sua origem étnica. Minha crítica foi censurada, mas o comentário preconceituoso continua lá. Vai entender.

    2. Jorge Nogueira Rebolla

      25 de fevereiro de 2014 6:45 pm

      E o quê o troglodita de direita…

      …tem a ver com o espetáculo macabro brasileiro?

      Racismo é crime. Prove o que você disse, caso contrário o senhor Daytona, anônimo ou anonymous, é um caluniador.

      1. Daytona

        25 de fevereiro de 2014 8:02 pm

        Difamação também é crime,

        Difamação também é crime, Rebolla.

        Se você não vê relação entre o discurso de ódio e o discurso do preconceito, talvez também faça coro às afirmações do Motta Araújo.

        O crime de racismo é uma lei muito pouco aplicada no Brasil. Danilo Gentilli compara negros a macacos e nada acontece, Motta Araújo faz repetidos comentários preconceituosos contra indígenas, com termos racistas, e nada acontece. Essa lei precisa ser mais aplicada se pretendemos conter as manifestações de ódio oriundas da direita troglodita.

    3. Caetano.

      25 de fevereiro de 2014 7:39 pm

      Não li o comentário do Motta

      Não li o comentário do Motta Araújo, mas é óbvio que certos povos não estão preparados para a democracia, porque não veem valor nela, não compartilham de nossa visão. Não é preconceito nem demérito desses povos, é pura constatação de seu estágio de evolução. Leva no mínimo algumas gerações para os valores mudarem. Como falar em democracia para um povo que impede mulheres de dirigir ou votar? Como falar em democracia para um povo que acredita que uma autoridade local tem contato com os deuses e apresenta resposta inconteste para tudo? 

      1. XZ

        25 de fevereiro de 2014 9:25 pm

        Na Europa e nos Estados

        Na Europa e nos Estados Unidos (no Brasil também), as mulheres só passaram a votar a partir da década de 30. Esses povos também não estavam preparados para a democracia?

        1. Caetano.

          26 de fevereiro de 2014 1:30 am

          O fato de passarem a votar é

          O fato de passarem a votar é sinal de amadurecimento e de aperfeiçoamento democrático do país. Antes disso era, digamos, uma “democracia estritamente masculina”.

      2. Daytona

        25 de fevereiro de 2014 10:30 pm

        Em qual Democracia as

        Em qual Democracia as mulhgeres são proibidas de dirigir?

        Um país desses não é uma Democracia, ponto final.

        Na minha opinião, uma pessoa que considera outras pessoas “inferiores” não está preparada para o regime democrático, como o Motta Araújo, defensor do autoritarismo, que considera o partido nazista um exemplo de práticas democráticas.

  3. Jorge Nogueira Rebolla

    25 de fevereiro de 2014 6:11 pm

    Enquanto buscarem apenas razões sócio-econômicas…

    …para os crimes a coisa só vai piorar!

    Joguem Foucault na lixeira. Sem punição rápida e dura não haverá civilização neste triste e trágico trópico!

    Crimes contra a vida e a integrida físico-emocional devem ser tratados de modo diferente dos outros, pois os grandes incentivadores para o crescimento da brutalidade são a leniência assassina dos “especialistas de esquerda” e o garantismo homicida dos juízes!

    1. Gilberto .

      25 de fevereiro de 2014 9:30 pm

      Punição, até tem…

      Rebolla,

      Só as questões socio-econômicas, realmente não darão conta do assunto. Até porque, o post trata de crimes acontecidos por razões banais (que são, aliás, a maioria nos grandes centros).

      No entanto o Brasil tem uma das maiores populações carcerárias (percentualmente) do mundo. Não resolveu a questão da violência, muito pelo contrário. Estão prendendo as pessoas erradas?

      E o que tem o Foucault a ver com o assunto? Dá uma lida atenta no Vigiar e Punir, antes de jogar no lixo.

  4. antonio francisco

    25 de fevereiro de 2014 6:21 pm

    A pedra de 7 quilos, jogada de um viaduto

    A pedra quebrou o vidro do carro e matou o motorista. Diversão macabra.

    http://www.otempo.com.br/cidades/pedra-de-7-kg-%C3%A9-jogada-de-viaduto-e-mata-motorista-em-contagem-1.779277

  5. Aldo Cardoso

    25 de fevereiro de 2014 6:42 pm

    O que influe no índice de violência.

    “…Não são portanto o crime organizado ou as “razões sociais” que influem diretamente neste alto índice de violência…”

    Cara Pálida!

    O que influe no alto índice de violência no Brasil não é isso e nem aquilo, mas sim a impunidade, entende, somente a impunidade, nada mais do que a impunidade.

    O que influe no alto índice de violência do Brasil é a certeza dada ao meliante, delinquente, fascínora, marginal de que o crime compensa, compensa tanto que na sua mente perversa e irrecuperável, o sofrimento alheio é fonte de prazer, de escárnio, de deboche.

    O que influe no alto índice de violência deste país é ele ser gerido juridicamente por uma legislação malandra, aliada da criminalidade e dos malabaristas de porta de cadeia, que fazem desse meio vil o seu indigno pé de meia.

    O que influe no nosso alto índice de violência é o fato inconteste de termos nos poderes da república pessoas que só pensam nelas próprias enquanto são totalmente descompromissadas com o destino, com a vida do povo, e ser esse povo uma lesma incapaz de qualquer reação em sua própria defesa. 

    1. Gilberto .

      25 de fevereiro de 2014 9:16 pm

      Leia este relato

      O que influe no alto índice de violência do Brasil é a certeza dada ao meliante, delinquente, fascínora, marginal de que o crime compensa, compensa tanto que na sua mente perversa e irrecuperável, o sofrimento alheio é fonte de prazer, de escárnio, de deboche.

      Leia o relato Homícídios e Juventude no Brasil

      Depois me diga se é o meliante, delinquente, fascínora, marginal,  o responsável pela maior parte do altíssimo indice de assassinatos no Brasil.

      Fiz minhas afirmações com base em dados estatísticos. Não com lugares comuns, estes sim responsáveis por impedir a resolução deste assunto.

      Em tempo, o Brasil tem uma das maiores populações (percentualmente) do mundo. Não resolveu a questão da violência, muito pelo contrário.

  6. Maria Luisa

    25 de fevereiro de 2014 6:49 pm

    As coisas como são

    Tenho sentido isso bem distintamente. Mas não sei se é de agora ou se ja éramos assim e se amplificou (nesse caso, preciso voltar a Buarque de Hollanda). Qual a participação da imprensa nisso? Ha muita deselegância, pouco respeito no trato de uns para com os outros, o que reflete o modo como a propria imprensa, por vezes, refere-se a politicos ou a qualquer pessoa indiciada por um crime.  

    Talvez porque exista também um certo “salve-se quem puder”, o qual desumaniza as pessoas pouco a pouco. A questão do status leva as pessoas a passarem por cima das outras sem constrangimentos. Mas acho que nesse ponto, isso tende a mudar, melhorando as condições de vida dos mais pobres, diminuindo as desigualdades. 

    Nem tudo esta perdido e acho, acredito nisso mesmo, que durante a copa, veremos o brasileiro cordial, alegre, esperto, dando um baile, recebendo a todos muito bem.

    1. Gilberto .

      25 de fevereiro de 2014 8:01 pm

      Não saiu um link

      Prezada Maria Luisa,

      Não saiu no post um link sobre a violência que gerou meu comentário. As estatísticas que eu levei em conta são as dos Mapas da Violência do CEBELA. Sobretudo a última que é Homícídios e Juventude no Brasil

      Veja mais detalhes na resposta dada a Cristiana Castro.

       

  7. Yacov

    25 de fevereiro de 2014 7:04 pm

    Cordialmente, repito as

    Cordialmente, repito as palavras do poeta: “Sabe, no fundo eu sou um sentimental. Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo ( além da sífilis, é claro). Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, o meu coração fecha os olhos e sinceramente chora…”

     

    Na minha humilde opinião o BRASIL é violento em razão diretamente proporcional às desigualdades sociais que atravessam o país, desde sempre e só agora começam a ser encaradas de frente.

     

    “ANOS tuKKKânus LEWINSKYânus NUNCA MAIS !!! NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE, BRADLEY MANNING E EDWARD SNOWDEN JÁ !! FORA YOANI e MÉDICOS COXINHAS !! ABAIXO A DITADURA DO STF DE 4 PARA A GLOBO !! ABAIXO A GRANDE MÍDIA CORPORATIVA, SEU DEUS ‘MERCADO’ & TODOS OS SEUS LACAIOS & ASSECLAS CORRUPTOS INIMPUTÁVEIS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! “O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um  braZil-Zil-Zil para TOLOS”

  8. Cristiana Castro

    25 de fevereiro de 2014 7:29 pm

    Essa conversa de que

    Essa conversa de que brasileiro está embrutecido está estranha. A elite está violenta e querem que a gente assuma o ódio deles, como país. A mesma coisa acontecia qdo diziam que brasileiro era ladão pq em todos os países que chegavam, roubavam coisas e davam cano nos estabelecimentos; só que quem viajava era o 1% da população que tinha grana. Ou seja, eles roubavam e o brasileiro era ladrão; agora, mais do mesmo, eles estão com ódio, quebrando tudo que não faz parte da realidade deles, atacando as pessoas que não pertencem a seu grupo social e o brasileiro é que está agressivo, violento, etc… Há décadas existe uma propaganda da violência e do ódio; obviamente, ela tinha algum objetivo e talvez esse objetivo tenha sido alcançado. O mesmo valendo para a omissão/estímulo ao bullying nas escolas para depois ser “denunciada” como aumento da violência e intolerãncia entre os jovens… Aí, agora, o pessoal se pergunta o que justifica a ascensão do nazismo… Ora, alguém estava mesmo levando fé naquela onda de seres humanos lindos, perfeitos, cheirosos, cultos e ricos??? Não é o brasileiro, não, é mais uma vez a elite tentando colar no Brasil a etiqueta de sua mediocridade.

    1. Gilberto .

      25 de fevereiro de 2014 8:06 pm

      Não saiu um link

      Cara Cristiana,

      No post, não saiu um link sobre a violência que gerou meu comentário. As estatísticas que eu levei em conta são as dos Mapas da Violência do CEBELA. Sobretudo a última que é Homícídios e Juventude no Brasil.   

      Considero os trabalhos do CEBELA sérios, e os dados tabulados assustam. Há uma série de senões que podemos levantar, sobretudo quanto a coleta dos dados (feito pelas delegacias), mas é o único indicativo que temos. Como resultado das pesquisas  e sugestões do CEBELA, parecem ter melhorado os registros das ocorrências.

      Abs.

       

      1. Cristiana Castro

        25 de fevereiro de 2014 8:35 pm

        Obrigada, Gilberto. 
        Em

        Obrigada, Gilberto. 

        Em tempo, gostei muito do artigo e já compartilhei no FB, via Maria Luiza Tonelli.

  9. josé adailton

    25 de fevereiro de 2014 8:26 pm

    Coquetel da selvageri

    Nossa índole de uma sociedade de formação original de degredados, continuada com a desigualdade social e  escravatura pode ser uma das razões para se explicar a explosão de violência que as variáveis sociais dos nossos dias  recebem com o impulso propulsor da impunidade.

    1. Gilberto .

      25 de fevereiro de 2014 9:13 pm

      Não podemos creditar tudo ao passado

      Prezado José,

      Em parte. Não podemos creditar tudo ao passado, ou ficaremos em cheque mate. A nossa, não é a única sociedade que foi fundada na violência. Quase todas foram e, algumas encontraram uma saída.

      É necessário assumir um mínimo de responsabilidade (individualmente) pelo atual estado de coisas. É fundamental aqui, separarmos esta violência “herdada”, da gratuita. Gratuita, eu considero a violência estúpida das “brigas de torcida”, a de uma pessoa que saiu de casa para se divertir e, embriagado, atropelou propositalmente 10 pessoas. 

       

    2. peregrino

      25 de fevereiro de 2014 9:41 pm

      não acredito que seja por aí, josé…

      acredito ser mais pelo desinteresse do Estado em recuperar os que são presos

      falta exemplos de recuperação

  10. drigoeira

    25 de fevereiro de 2014 8:58 pm

    Repito

    O Brasil tem o porte físico dos EUA, mas tem o Serviço Público de terceira categoria. 

    Nos EUA político corrupto dá um tiro na cabeça, tira a própria vida por vergonha. No Brasil corrupto fica dando reportagem à rede de televisão e tirando sarro do povo quando é preso.

    A vida é assim meu caro.

    1. M Gaspar

      25 de fevereiro de 2014 11:01 pm

      É sério isto que você escreveu?

      “Nos EUA político corrupto dá um tiro na cabeça,”,. Você acredita nisto? Então me explica porque o Bush pai e o Bush filho ainda não se mataram, e tantos outros presidentes americanos?

  11. Mauro Segundo 2

    25 de fevereiro de 2014 9:20 pm

    Não é possível simplificar as

    Não é possível simplificar as causas da(s) violência(s), mas acho impossível que a impunidade não seja uma delas. Quem leu o livro rota 66 do caco Barcelos há de lembrar de uma passagem em que ele relata que alguns PMs estavam sendo investigados, e durante um bom tempo pararam de matar, retornando a rotina de execuções uma vez que as investigações foram arquivadas. Asimples reomata possibilidade de punição freiou os ímpetos assassinos dos fuziladores contumazes.

    Não vejo nenhum determinante social em um indivíduo pular na cabeça de alguém desmaiado na porta de uma boate, como já foi divulgado em câmeras de vigilância. Você que está lendo, imagine caido no chão, agonizando, um ser humano que você nunca viu na vida e não te fez nada: você se enxerga pulando com os dois pés na cabeça dele? Estraçalhando seu crânio com uma barra de ferro? Possivelmente jamais. Mas tem gente que faz isso. E no dia seguinte conta a proeza na roda de amigos, estimulando outros a fazerem o mesmo. Psicopatas há em todos os lugares, em todos os países, sob todos os governos e sistemas. 

    E o que se faz com um indivíduo desses? Ele se apresenta na delegacia, acompanhado do advogado, depõe, se quiser leva a barra de ferro, o revolver, a faca, o que seja, e entrega ao delegado…e sai dali andando!!!! Vai enrolar o processo por anos, em liberdade, em um escárnio a família e a memória da vítima…

    Se um dia for condenado, a primeira função da pena, a de disuadir a conduta por outas pessoas, já se terá perdido: os seus jovens e marombados amigos, estimulados pelo “pode baixar a porrada que não dá nada”, já terão passado uns 10 anos espancando pessoas por aí, e comemorando na roda do bar. E, ainda, se, um dia o sujeito for condenado, cumpre 1/6 da pena e sai!! Isso dá quanto? Dois, três anos? para alguém que estraçalhou o crânio de outro com uma barra de ferro? Porque ele vestia a camisa de outro time, tinha uma opção sexual diferente, ou olhou nos olhos (sinal de desafio), ou não olhou nos olhos (sinal de desrespeito)…enfim…acho que sobra cadeia para crimes que não merecem cadeia (furto simples, etc) e falta cadeia para quem devia estar lá. Se na primeira e simples agressão que o sujeito promove fosse julgado rapidamente e pegasse um mês que seja de cadeia, duvido que não ia pensar antes de aprontar de novo, especialmente se na segunda a cana fosse mais brava…mas é um tal de cesta básica aqui e acolá que compensa o psicopata sair agredindo os outros por aí…até o dia em que alguém morre…ou toma a justiça nas próprias mãos porque o estado foi omisso.

  12. peregrino

    25 de fevereiro de 2014 9:22 pm

    do fanatismo à bestialidade…

    não vejo nada mais do que a camisa de um time…………………..bestialidade localizada por incidência maior

    mas encaram como se todo o país fosse São Paulo e Rio de Janeiro

     

    no meu entender, estes discursos de maior alcance só contribuem para que o cidadão comum e pacífico fique com a impressão de que vivemos num campo de extermínio, além de incentivar outros criminosos a fazer o mesmo através da lição do “faço porque todo mundo faz”

    1. peregrino

      25 de fevereiro de 2014 9:28 pm

      outro discurso que não resolve nada, da mídia…

      é o tal de “a polícia prende e a justiça solta”

      só servem para botar mais lenha na fogueira, deixando intocável, talvez, a causa maior

      a falta de educação ou brutalidade familiar

      1. peregrino

        25 de fevereiro de 2014 11:32 pm

        e ainda vem O Globo escondendo a realidade…

        ao dizer que os pais viciados são os que mais abandonam seus filhos………………

         

        só se for os viciados em televisão, BBB, putaria e games

    2. peregrino

      25 de fevereiro de 2014 9:30 pm

      se ampliar o quadro, e não será a primeira vez…

      os pais torcem para o mesmo time

  13. Rabuja

    25 de fevereiro de 2014 10:21 pm

    Se alguém tiver a

    Se alguém tiver a oportunidade de ver como são os videogames mais jogados, entenderá um pouco sorbe a banalização da violência. As maiores aberrações possibilitam mais pontos. É comum quem fique mais de 2 horas por dia “jogando”. E não estou falando apenas de criança e adolescente, tá cheio de adulto viciado em GTA, Mortal Kombat, etc…

    Pra quem não conhece, a proposta dos jogos é a seguinte (extraído da internet):

    GTA – A atração do jogo é brincar de bandido. O jogador é um ladrão de carros que presta serviços como furtos, assassinatos, subornos e assalto a bancos para quadrilhas que dominam a cidade. Ele pode, também, atropelar pedestres, roubar carros para vendê-los em desmanches e explodir hospitais ou delegacias enquanto não recebe nenhuma missão para cumprir.

    Carmageddon – Carmageddon foi um dos que mais ficou conhecido por causa de sua proposta. O princípio do jogo é atropelar o maior número de pessoas possível e cometer infrações de trânsito nas ruas para somar pontos. Além dos pontos, a premiação vem em forma de sangue e partes de corpos humanos espalhados pelo chão. Tal exagero na violência das imagens tem uma explicação: os produtores investiram na idéia de que as pessoas, principalmente as que vivem nas grandes cidades, têm um instinto de violência contido ao dirigir.

    Mortal Kombat – Era para ser mais um numa série de jogo de lutas que dominaram o mercado de videogames no início na década de 90. No entanto, também buscou seu diferencial no uso de cenas violentas. Em Mortal Kombat, havia personagens que lutavam entre si num torneio em que a vida do oponente era o prêmio. O perdedor poderia ter sua cabeça arrancada, ser eletrocutado ou ainda ser atirado de uma ponte ou num tanque cheio de ácido, tudo isso regado a muito sangue e gritos de dor.

     

    1. peregrino

      25 de fevereiro de 2014 11:20 pm

      muito bem lembrado…

      também acredito que os games do tipo brutal estão servindo de escola

       

      minha casa faz divisa com um prédio de 3 andares e o que mais ouço de crianças e adultos é “mata, mata esse fdp”

      uma vez ouvi um pai dando uma de professor de luta livre com seus dois filhos berrar o seguinte:

      “não interessa que é teu irmão, você tem que apertar o pescoço dele como se estivesse matando”

       

      desnecessário dizer que é um dos três que batem na esposa

       

      exemplo de paz familiar hoje em dia é coisa rara

  14. Lucas Gomes

    25 de fevereiro de 2014 10:35 pm

    podemos realmente pedir às

    podemos realmente pedir às pessoas que deixem de ser violentas e brutas quando os representantes da lei são os mais brutos elementos da sociedade, e pior, praticam a brutalidade de forma sistemática?

    querer “pacificar” o trabalhador antes de “pacificar” as instituições Constitucionais e públicas só pode ter um nome: repressão.

    1. Gilberto .

      26 de fevereiro de 2014 1:26 am

      Onde?

      Onde eu falei em “pacificar” o trabalhador? Onde eu pedi repressão? 

  15. Chico Pedro

    25 de fevereiro de 2014 11:00 pm

    Uns carinhas jogaram um

    Uns carinhas jogaram um pedregulho de uma passarela aqui em Beagá. O motorista que deu o azar de passar nem viu a morte.

    Numa outra, em São Paulo, um cidadão fugia dos ladrões correndo pela estrada. Atropelado, entrou pelo para-brisa e saiu pelo vidro detrás.

    No movimento, arrancou a cabeça do motorista que estava ao lado da esposa.

    Basta abrir qualquer jornal do dia para ver coisas assim.

    Mas somos o país das oportunidades. Viva a nova classe média, viva o pleno emprego!

  16. janes salete

    25 de fevereiro de 2014 11:19 pm

    Hoje, ao chegar em casa ao

    Hoje, ao chegar em casa ao meio dia, liguei a tv e vi um senhor da record, gritando que odiava aquela mulher, que aquela mulher merecia morrer, que aquela mulher dava nojo e outros adjetivos do incentivador de violência. Fiquei escutando para ver o que havia acontecido. A mulher havia sido julgada incapacitada pelos atos criminosos (matou o marido, buscou a tia e sobrinha e as matou também, em novembro na grande porto alegre. Pois bem, esse incentivador de violência aos berros, se aproximava da câmara como se quisesse ultrapasá-la e entrar na minha casa. A mulher assassina, era clinicamente uma psicocata, mas ele exigia a morte dessa bandida (tudo isso dito por ele, o “pacifíco”, o “normal”, o “justo”) Ver esses senhores berrando, incentivando a violência, necessitando dela para ter emprego, é de mandar o mp investigar. Gente, podemos considerar normal um ser desses? Ele precisa incentivar a violência alheia para poder ter programa. Essa aberração (não única) na tv ao meio dia, ao final de noite, é normal? Se acontecer de eu atropelar alguem, a minha reação seria parar, descer e socorrer. Mas, hoje, devido aos berrões justiceiros para terem seu emprego garantido, teria medo de parar e socorrer, porque seriar linchada. Isso é normal? Vamos permitir que, esses que vivem as custas da desgraça alheia, entrem em nossas casas e assaltem nossa dignidade, nossa humanidade? Temos que fazer alguma coisa para parar com esses bandidos travestidos de justiceiros televisivos. Incentivar a violência não é crime? PQP!!!!

  17. José Carlos Lima

    26 de fevereiro de 2014 12:10 am

    Como Marx analisaria esse envenenamento?
    Uma gracinha a Globo, deu agora no JN que o Azeredo, com a renúncia, poderá ter direito ao foro privilegiado e, quanto aos petistas presos, afirma que, por causa de “privilégios” na cadeia, Joaquim Barbosa poderá transferi-los para um presídio federal(leia-se presídio de segurança máxima, onde se encontra por exemplo Fernandinho Beira Mar), quando penso que o pais deve progredir no sentido de substituir as prisões de pessoas não perigosas para a sociedade em penas de multa e trabalhos alternativos, me deparo com isso que é, nada nada menos, do que essa difusão do ódio, via judiciário, com a ajudas da imprensa.

    http://www.chumanas.com/2013/02/superestrutura-e-infraestrutura.html

    Só acrescentando ao comentário da Cristina, que referiu-se à influência da elite sobre esse ódio espalhado Brasil afora, vai aqui um comentário segundo o esquema acima: Os meios de comunicação, o Judiciário, religiões(por exemplo a difusão do ódio contra gays que, recentemente , levou o pai a matar o filho de 8 anos)  e demais engrenagens da superestrutura que determina a forma como as pessoas devem pensar,  são responsáveis por este estado de coisas, as pessoas de boa memória se lembram que na Era FHC quem trafegava pelas rodovias desse pais se deparava com as crianças mendigando nas margens das estradas e ninguém ficava com ódio, e hoje como não tais cenas não existem pq o ônibus passa cedo para levar as crianças para a escola, a imprensa um jeito de o brasileiro ficar com raiva de coisas como “Copa”, educação(?), saúde(a elite escravista acabou com a CPMF..);

     

     

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