3 de junho de 2026

Crise entre delegados e agentes afeta trabalho da PF

Crise entre delegados e agentes afeta trabalho da PF

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Num movimento sem precedente na história da Polícia Federal, agentes, escrivães e papiloscopistas estão se rebelando contra o suposto domínio dos delegados sobre a estrutura da instituição. Na guerra por cargos, salários e reforma da polícia, agentes estão se recusando abertamente a cumprir ordens de delegado para situações que vão do simples ato de dirigir um carro numa operação a produzir relatórios de inteligência de grandes investigações criminais.

Os atos de resistência contra o que chamam de feudo dos bacharéis vão além dos limites de uma simples rixa de corporações. Os embates entre os grupos, quase sempre pontuais, mas recorrentes, trincaram os pilares da disciplina em alguns setores e já estão afetando o número e a qualidade das operações de combate à corrupção. O clima é tão pesado que em alguns casos, policiais das categorias litigantes mal trocam cumprimentos.

As pequenas rebeliões, que se multiplicam em várias direções, podem complicar parte do esquema de segurança da Copa e repercutir até mesmo nas eleições presidenciais em outubro deste ano. Com a policia conflagrada, a presidente Dilma Rousseff teria dificuldade de apresentar a instituição como modelo de luta contra os desvios de verbas da administração pública como aconteceu durante as campanhas eleitorais de 2006 e 2010.

Numa reação também sem precedentes, delegados estão preparando um manual de procedimentos com regras detalhadas sobre obrigações de cada policial numa investigação. Segundo um dos responsáveis pela organização das normas, agentes, escrivães e papiloscopistas que saírem da linha depois da aprovação destas regras serão levados à temida Corregedoria-Geral, ao Ministério Público e ao Judiciário.

– É uma situação grave e irreversível. Não se trata apenas de uma questão corporativa. Trata-se de uma questão de interesse de toda sociedade brasileira, que é a modernização da polícia – afirma o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.

O procurador acompanha de perto os embates cotidianos entre agentes e delegado. O trabalho da polícia sempre tem reflexo na atividade do Ministério Público. É a partir de indícios e provas obtidos nas investigações, quase sempre conduzidas pela polícia, que procuradores preparam as peças de acusação contra criminosos. A tensão entre delegados e agentes se estende também ao Instituto Nacional de Criminalística (INC). Peritos também reclamam do suposto exclusivismo dos delegados.

– As coisas estão se agravando. Delegados não cedem em ponto nenhum. Não vejo luz no fim do túnel – afirma um experiente perito.

As disputas de agentes, escrivães e papiloscopistas contra delegados são antigas, mas se tornaram ainda mais acirradas depois da fracassada greve dos policiais federais em 2012. Depois de 72 parados, agentes, escrivães e papiloscopistas voltaram ao trabalho sem os reajustes salarias reivindicados, mas decididos a esticar a corda até o limite da força. A partir de então, começaram a pipocar país afora os atos de desobediência explícita.

No Distrito Federal, um agente disse “não” quando a delegada Andreia Albuquerque, que estava à frente da Operação Miquéas, pediu um relatório analítico sobre escutas e movimentação financeira dos investigados. Segundo relato de um policial ao GLOBO, o agente disse que repassaria os dados brutos Andreia. Caberia a delegada, e não a ele, fazer os cruzamentos de informações e extrair as devidas conclusões sobre as supostas ligações de políticos com um famoso doleiro local.

Para se proteger contra eventuais punições, o agente se escudou na portaria 523/89, que estabelece as atribuições dos policiais. Na visão da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), a portaria não inclui entre as tarefas de um agente a análise crítica de uma investigação. Pelo entendimento deles, se não está na lei, a ordem do delegado perderia a eficácia.

– Antes, agentes faziam relatório de inteligência (com cruzamento de dados) e os delegados assinavam. Hoje eles não fazem mais. Não aceitamos a apropriação (indevida) de propriedade imaterial. Hoje os agentes fazem a investigação, fazem a análise parcial dos dados. O relatório, com as conclusões finais, quem faz é o delegado – afirma Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal.

Em São Paulo, um dos atos de resistência teve desfecho trágico. Um grupo de 20 policiais de Ribeirão Preto e Bauru, especializados em ações contra o narcotráfico, se recusou a participar da interceptação de um avião que, depois de sair do Paraguai, pousaria numa fazenda em Bocaina carregado de armas e cocaína. Os policiais cruzaram os braços com o argumento de que não tinham fuzis potentes, visores noturnos e carros blindados para enfrentar os criminosos, conforme determina as normas de segurança.

A partir dali, um delegado recrutou às pressas agentes de outras cidades e correu até o local onde do desembarque das drogas. Segundo um dos agentes que se recusaram a participar da ação, os colegas foram surpreendidos pelos bandidos. Os criminosos fugiram com o carregamento de cocaína num carro e, numa troca de tiros, mataram um agente. A droga pertenceria à facção criminosa que domina os presídios paulistas e fatura alto com a rota da cocaína na região.

– Enquanto nós vamos lá (na linha de frente contra os criminosos), os delegados ficam nos gabinetes aguardando os resultados para darem entrevista. A revolta é geral – afirma um dos agentes que disseram “não” a ordem de interceptar o carregamento de cocaína.

Em Minas Gerais, agentes do serviço de inteligência suspenderam a análise de escutas telefônica da Operação Esopo, investigação sobre supostos desvios de dinheiro de ongs financiadas pelo Ministério do Trabalho. Depois do episódio, os chefes locais fizeram um convênio com as polícias Civil e Militar para cobrir serviços rejeitados pelos agentes federais. Em meio aos embates, a produção da Polícia Federal está longe de antigos recordes.

Segundo relatório divulgado recentemente pela Fenapef e não contestado pela direção-geral, o número de indiciamentos em investigações sobre peculato, concussão, emprego irregular de verba pública, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha caiu 86% em relação a 2007, quando a PF estava no auge das grandes operações de combate à corrupção. Para alguns policiais, o declínio é irreversível até que a paz interna seja restaurada.

Os agentes reivindicam 100% de reajuste salarial, ocupação de cargos estratégicos e a criação de uma carreira única dentro da PF aos moldes do FBI, a polícia federal americana. Um agente em início de carreira ganha salário de R$ 7,5 mil, menos da metade dos vencimentos de um delegado principiante, recebe R$ 15.374,64 por mês. Eles se sentem ultrajados ainda porque viram salários de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) dobrar nos últimos anos. Não faz muito tempo, os oficiais da Abin ganhavam bem menos que os federais.

A Fenapef afirma ainda que os delegados ocupam 95% dos cargos estratégicos de chefia em detrimento de agentes, escrivães, papiloscopistas e até de peritos. A polícia tem aproximadamente 1.700 delegados, 1.200 deles estariam em cargos de chefia. Para agentes, não delegados terem exclusividade sobre todos os setores da administração e não apenas nas áreas relacionadas aos inquéritos criminais. Citam como exemplo a Coordenação Geral de Tecnologia da Informação, chefiada por um delegado e não por um especialista em informática.

– Por que tem que ser delegado (a ocupar cargos de chefia) se isto não está na lei – afirma o vice-presidente da Fenapef Luís Boudens.

As reclamações dos agentes estão encontrando eco no Congresso Nacional. Dois projetos apresentados na Câmara e no Senado defendem a criação da carreira única dentro da PF, são as chamadas PEC do FBI. Pelas propostas, os agentes e delegados passariam a ser classificados como policiais federais e atuariam de acordo com a especialidade de cada um.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados Federais (ADPF), Marcos Leôncio Ribeiro confirma que é forte a tensão entre agentes e delegados. Segundo ele, essas desavenças são antigas mas, agora, estão “potencializadas” . Ele entende que os agentes merecem reajuste salarial, mas não podem ocupar cargos estratégicos em uma instituição que é, de fato, dirigida por delegados. Diz também que a PEC do FBI melhoraria a vida dos agentes, mas seria um retrocesso para a polícia. O FBI também seria pontilhado por subdivisões internas de cargos e funções.

– O que a gente verifica é o seguinte : reconhecemos que as reivindicações salariais são justas, mas não se pode tolerar boicote – afirma Leôncio.

O presidente da ADPF afirma reconhece também que “há desmotivação profunda” entre os agentes e que,, mais cedo ou mais tarde, governo e administração da PF terão que encontrar uma solução definitiva para o problema. Recentemente a Fenapf recusou a oferta de um reajuste de 15,8% em duas parcelas oferecido pelo governo. A entidade só aceita reajuste de 100% para equipar a categoria com analistas da Abin, Banco Central e Receita Federal, entre outras.

Na última quarta-feira a Fenapef aprovou novo calendário de protestos com indicativos de greve nas próximas semanas. Procurada pelo GLOBO na última quinta-feira, a direção da Polícia Federal não respondeu às perguntas do jornal sobre o assunto.

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42 Comentários
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  1. Orides

    2 de fevereiro de 2014 1:09 pm

    Feudos

    Em nosso País, os bacharéis de Direito, ao longo do tempo, criaram verdadeiros feudos. E hoje garantem os maiores salários do serviço público.Médicos e engenheiros ganham muito menos que advogados.

    No poder Judiciário e Ministério Público, faz sentido porque juízes e procuradores, as carreiras que são a essência destes órgaõs, tem que ser compostas por bacharéis de Direito.

    Mas o que acontece nas políticas – de todos os níveis – são feudos “jabuticabais”, deformações que, comparadas às polícias que são consideradas exemplos, em países desenvolvidos, não encontram paralelo.

    Esses feudos tem que ser desmontados, senão a segurança pública nunca vai melhorar. Cada polícia deveria ter uma carreira única, alçar a posição de Delegado deveria ser o reconhecimento do mérito, acessível a todos os policiais.

     

     

  2. lclbotelho

    2 de fevereiro de 2014 1:20 pm

    Prezado Nassif
    Este é o

    Prezado Nassif

    Este é o primeiro efeito da corrupção sistêmica e de longa data -“FFHHCC”(induzida por “Agentes” Externos”-combate ao tráfico  ?)   e exarcebada e não contida  nos últimos mandatos presidênciais. Corrupção esta atuando abrasivamente  , incisivamente/profundamente , sofregadamente  e levando ao esgarçamento e ruptura  da tênue mucosa    que é o tecido das  estruturas de segurança e judiciais  do Estado Brasileiro .

    Faz lembrar aos historiadores de História moderna Brasileira ,a notória insubordinação e corrupção grotesca dos Fuzileiros e grumetes  Navais pré 1964. Um dos tristes  motivos para  o início dos tristes “anos de chumbo ” , aquela patrocinada pela  Aeronáutica do Brigadeiro Burnier , BINFA e forças especiais militares …..

    Será o início da “Ucranização” Brasileira (falência subliminar , mas real , efetiva e imediata das estruturas de Estado Nação para dar lugar  ao  Crime Organizado -Máfia de viés estrangeiro ?) .

    http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Fourth_Fleet

  3. lclbotelho

    2 de fevereiro de 2014 1:30 pm

    Prezado Nasif
    Deixe-me fazer

    Prezado Nasif

    Deixe-me fazer das  sólidas reflexões do   Motta Araújo  , as minhas também ( lembre-se que o famoso  famoso dito aplicado as “Bad girls” dos anos 50-60 , também aplica-se na Corrupção desbragada : “Deu pra um , …tem que dar pra todos -menos pro Noivo !.)

    Prezado Motta Cada povo

    Prezado Motta

    Cada povo merece a Elite que tem .Ambos são as faces de uma mesma Sociedade ……

    RuimBomMuito bomÓtimoExcelente Link permanenteresponderimagem de Motta AraujoMotta Araujo

    O gasto publico segue

    O gasto publico segue crescendo muito mais que o crescimento do PIB. Porque?

    1.Os poderes Legislativo e Judiciario não tem contra-pesos nos seus gastos a partir da Constituição de 1988. Nas Constituições anteriores o Tesouro NÃO entregava um cheque em branco para esses poderes. Todo dinheiro sai do Tesouro, o Executivo é o unico que arrecada impostos. Se o judiciario precisava de um novo predio pedia ao Executivo, o unico que tinha o poder de gastar. Hoje o Judiciairio recebe recursos em bloco e faz deles o que quiser, isso tambem nos Estados, ninguem controla os gastos, porisso há Ministros do STJ que ganham 600 mil em um unico mês, nos judiciarios estaduaismuitos desembargadores de 100 mil, apesar do limite de vencimentos ser 27 mil. Como? Como ninguem controla inventaram 50 ou mais aditivos, auxilio-moradia, alimentação, estudo, saude, ao infinito, tambem podem ter 5-, 100 ou 200 assessores de livre nomeação, carros de 150 mil com tres motoristas, viagens para resorts com o pretexto de conferencias. etc.

    O STF tem 350 recepcionistas entre 3.800 funcionarios , a maioria dos mais caros do Pais, o que dá 340 por Ministro.

    Há tambem 300 seguranças para os Ministros, quase todos terceirizados. Nada disso existe remotamente na Suprema Corte dos EUA ou na Corte Constitucional da França.

    O STJ tem 33 Ministros mas já se preveem mais 33 gabinetes para novos Ministros. A Justiça Federal vai criar mais 4 Tribunais Regionais, com gastos incalculaveis, cada qual com predios, carros, motoristas, diretores, etc.

    Há 30 Tribunais Regionais do trabalho, inclusive em estados com pouquissimos processos como Roraima. Pode ter poucos processos mas tem Desembargadores doTrabalho, carros com motoristas para eles, tudo surreal e indefensavel.

    Há tambem 29 Tribunais de Contas Estaduais e 3 Tribunais de Contas Municipais, todos carissimos com enorme estrutura, mordomias, carros luxuosos com motoristas,assessores à vontade para cada Conselheiro;O Tribunal de Contas do Municipio de São Paulo tem tapeceiros, cortineiros, garçons, as posses dos Conselheiros  são majestosas, com coqueteis requintados, champagne, whisky à vontade, pouco ou nada fiscaliza, condenaram Luiza Erundina e sempre aprovoram todas as contas de Maluf, inclusive as que geraram as contas na Suiça.

    No Congresso se repete, um Senador eleito para a Mesa do Senado tem dois gabinetes, o seu pessoal onde pode colocar 80 assessores e o da Mesa onde pode colocar 200, os gastos do Congresso brasileiro atingem hoje R$30 bilhões, recorde mundial, nenhum outro pais do planeta gasta tanto com o Congresso. Alem de pessoal nomeado os congressistas podem gastar em combustivel e viagens, aparecem grande numero de notas frias e gastos de combustivel impossiveis. O ex-Senador Efraim Morais, da Paraiba, está sendo processado porque como 1º Secretario da mesa colocou no gabinete 50 assessores fantasmas.

    2.Emendas parlamentares, podem chegar a R$25 bilhões em um ano, são verbas especificas para cada parlamentar fazer obras em sua região, quase todos são inuteis,  superfaturadas e carimbadas.

    3.O Executivo tem gastos fabulosos com terceirizações de mao de obrasno esquema 7 por 10, a terceirizadora fatura 10 funcionarios e manda 7, ninguem controla ou finge que não vê. Cobram todas as leis sociais mas raramente pagam todas, são grandes devedoras do INSS.

    4.O Executivo gasta dezenas de bilhões com CONVENIOS com ONGS, a grande maioria é fajuta, não existe de fato ou tem tarefas impossiveis, como treinar 12.000 garçons no Amapá, famoso convenio do Ministerio do Truismo em 2012.

    As mais famosas ONGS-fajutas são as que fingem treinar trabalhadores, a maioria controlada por sindicatos, não treinam ninguem e recebem milhões com essa estoria fria, tomo mundo sabe e finge que não vê.

    5.Aditivos em obras publicas, estradas, ferrovias. A obra é contratada por 10 milhões e meses depois a empreiteira

    acha uma rocha no caminho e pede um aditivo de 25% que em certas condições pode ir crescendo. É rarissima uma obra sem aditivo contratada por qualquer governo no Brasil, federal, estadual ou municipal.

    6.Nos ultomos 4 anos a União repassou 330 bilhões de reais para o BNDES, que emprestou para o Eike, Friboi, Marfrig, Leitebras, Cuba, Guiné-Bisau, Bolivia, muitos desses emprestimos vencem e não são pagos, para esconder o BNDES vai renovando e assim considera o emprestimo em dia, nem os juros são pagos. Quando não dá mais para renovar transforma o emprestimo em ações e joga na BNDESpar. O BNDES se nega a dar informações a CGU e Tribunal de Contas da União sob a desculpa de sigilo bancario que nunca pode existir quando os recursos do emprestimo são publicos.

    7.Pensões por morte de funcionarios dos tres poderes em todos os niveis de Governo. No mundo inteiro a pensão por morte não é igual ao salario em vida. Se morre o marido que ganha 10.000 a vivuva recebe 6.000 ou 5.000 porque a logica é que diminuiu o custo do conjuge sobrevivente. Aqui a viuva ganha igual. Outro ralo é o acumulo de pensões, há altos funcionarios com 4 pensões, como? Uma pensão do orgão  principal, outra como professor numa Universidade amiga, outra da mulher que morreu e tambem era funcionaria, outra da mulher como professora. Tem casos de 5 pensões, não há controle algum da acumulação, casais de funcioarios são extremamente comum nos tres poderes.

    Outras anomalisas, filhas solteiras que se casam com festa no religioso mas não no civil, sobreviem 50 anos ao pai morto e por 50 anos ganham pensão integral de filha solteira, um caso no Rio saiu no Globo no ano passado, mulher com 4 filhos ganha 43 mil por mês como filha solteira, a atriz Maitê Proença tem pensão de filha solteira do pai Promotor, o Governo de SP tentou cortar mas ela recuperou no Judiciario, finge de solteira depois de ter marido publicamente conhecido quando o casal posava em colunas sociais.

    UM novo golpe contra os cofres publicos é a “”Viuva Jovem”, comum no Norte-Nordeste, um funcionario aposentado de 80 anos sem esposa casa com uma sobrinha de 21, ele morre logo e a “Viuva Jovem” vai ter pensão por 60 anos.

    O deficit da  da União com essas sangrias chega a R$60 bilhões.

    8.Aumento de salarios por decisões judiciais. A Universidade Federal do Ceará tem o maior numero de professores com mega salarios tipo 42 mil por mês, conseguiram via decisão judicial, os professores da USP, a melhor do Pais, não chegam perto disso. O aumento por decisão judicial existe em quase todas as universidades do Norte-Nordeste.

    A União se defende mal, perde prazos e não briga muito contra essas sangrias, parece aque aaté gosta.

    9.Gastos com passagens, a União gasta mais de R$3 bilhões por ano em passagens. Qualquer cliente corporativo de passagens aereas consegue descontos de até 70% no preço de balcão quando compra para o ano inteiro, aqui a União paga preço cheio e compra em pequenas agencias inves de fechar compra em bloco nas proprias companhais, como faz qualquer governo racional.

    10.Predios e equipamentos abandonados, a União, especialmente o INSS tem milhares de predios abandonados ou ocupados sem remuneração. Os hospitais governamentais tem muitos equipamentos carissimos comprados ha anos sem uso, encaixotados, isso existe em todos os hospitais federais. Comprar o equipamento é facil, mas ninguem quer ter trabalho com a instalação. Os fornecimentos em hospiais são em geral monopolios do mesmo grupo há decadas, são as chamadas empresas-esquema, as unicas que ganham licitação e recebem em dia.

     

    Dá para fazer mais varias listas de desperdicios, a CGU tem feito um excelente trabalho mas não tem estruura para muita coisa. A CGU foi uma valiosa criação e é um modelo que deveria ter sido seguido nos Estados e Prefeituras, o Prefeito Fernando Haddad criou em São Paulo e em poucos meses apresentou otimos resultados.

    De todos os poderes no Brasil, o desperdicio e a corrupção são maiores nas Prefeituras, a CGU faz auditorias em 50 por mês e acha horrores em 49, sempre no sistema de roubalheira em coalizão Prefeito + Camara, aliança para desviar recursos. Um imenso equivoco foi permitir Prefeituras criarem fundos de pensão para seus funcionarios, muitos estão sendo sistematicamente saqueados por prefeitos através da compra de titulos podres. O certo teria sido obrigar as Prefeituras a contribuir para fundos federais já estruturados e de boa gestão como a Previ e nunca dar ao

    Prefeito a chave do cofre desses fundos que tem que ter gestão de longo prazo para garantir a aposentadoria dos funcionarios.

    Esse é o diagnostico, a solução que cada um pense a sua, não há no atual contexto politico nenhum sinal de mudança.

     

     

    1. ALONSO

      2 de fevereiro de 2014 10:29 pm

        Pela Emenda Constitucional

        Pela Emenda Constitucional 41/2003 a pensão dos dependentes dos servidores não é mais integral: aplica-se um redutor de 30% sobre o valor que exceder o teto da previdência.

  4. AlvaroTadeu

    2 de fevereiro de 2014 1:46 pm

    Regras claras.

    Não pode haver na PF duas castas. Engenheiros, Físicos e Químicos (área de polícia técnica) entram na categoria daqueles que sairam dos pés de Brahma, bacharéis em Direito, como se tivessem saído dos lábios de Brahma. Criem-se 3 níveis na PF, A, B e C.  TODOS os delegados atuais ficariam no nível A. Agentes com menos de dez anos na PF, seriam nível C. A partir de dez anos, seriam promovidos para a letra B, por mérito e por provas de seleção interna. Apenas com 15 anos na corporação poderiam candiatar-se a delegado, em provas de seleção interna.A cada participação em operações policiais bem-sucedidas, os policiais ganhariam Z pontos, que ficariam em seus currículos. Para fazer as provas internas de seleção, mínimo de X pontos para nível B e Y pontos para nível A. Os novos delegados seriam nomeados entre os policiais de nível A, com um mínimo Z de pontos no currículo. Perfeito.

  5. Irineu Evangelista

    2 de fevereiro de 2014 1:56 pm

    É mais um reflexo da postura

    É mais um reflexo da postura arrogante, prepotente e ditatorial de Dilma Roussef, que, ao contrário de Lula, não negocia, não cede e entrou num processo de humilhação, opressão e arrocho de várias categorias de servidores públicos, principalmente a PF e o Poder Judiciário Federal…Mas ela colherá os frutos disso agora, em 2014….

    1. Ulisses s

      2 de fevereiro de 2014 2:23 pm

      Kákakakakaka!

      PF e judiciário! Duas classes aparelhada pelo PSDB. E o problema é a Dilma?

  6. Jorge Moraes

    2 de fevereiro de 2014 2:02 pm

    Ambientes

    Confesso que só li até o meio do texto. 

    Mas por se tratar de matéria de “O Globo”, não é pouco. 

    Aí fiquei a pensar no ambiente por lá – em “O Globo” -, possivelmente não será dos melhores.

    Como o majestoso império global ergue-se sobre todos e tudo, donos de vozes, penas e imagens as mais sortidas, talvez pudessem explicar – sonhar não custa nada, por enquanto -, por que raios não mostram um mísero DARF? 

    A Polícia Federal e a Receita Federal seriam parentes, ou o sobrenome é mera coincidência?

     

  7. Arthemísia

    2 de fevereiro de 2014 2:11 pm

    O acesso à PF é por concurso

    O acesso à PF é por concurso público. Quem fez concurso para agente preferiu não fazer o de delegado, ou estou enganada? Se estiver insatisfeito com o serviço de agente, pode fazer o concurso de delegado. Conheço bem essa ladainha de pessoas que preferem fazer concurso para cargos de nível médio e depois dizem que fazem o trabalho dos cargos de nível superior; esse problema está em todo o serviço público, não apenas na PF. Mas sinto muito, é interesse corporativo, sim. Não queiram transformar isso em interesse público.

    1. Ulisses s

      2 de fevereiro de 2014 2:21 pm

      Que eu saiba

      Só pode fazer concurso para delegado que é bachareu em Direito! Então não é a republica dos bachareis mais sim a republica dos advogados. Outros cursos superiores não dão direito a pleitiar a vaga. É o aparelhamento pelo Direito não por direito. Alias, como este curso aparelhou concursos. O irônico é que por exemplo, para o cuncurso do IBAMA de analista ambiental. uma área especial para que tem curso na área ambiental, é liberado para qulaquer formação em bacharelado.

    2. Isaque

      2 de fevereiro de 2014 3:49 pm

      Desde 1996 é exigido nível

      Desde 1996 é exigido nível superior para os agentes federais. O cargo não é de nível médio. Interesse corporativo é exigir diploma em direito para fazer funções que basta ter conhecimento jurídico. Tenho certeza que se os concursos de nível superior não exigissem formação específica, muitas pessoas que não cursaram direito, mas que conhecem o direito, passariam. Mas tem o interesse na reserva de cargos para os bacharéis em direito, não queira transformar isso em interesse público. Isso sim é que é corporativismo. Concurso não deveria ter nenhum tipo de restrição, provou que sabe mais que os concorrentes passa, isso sim que é isonomia e interesse público

    3. andre junior lavazier

      2 de fevereiro de 2014 4:05 pm

      mesma ladainha de concurso.. trem da alegria etc etc etc..

      Muito facil dizer , quando se atravessa o trabalho do agente, delegado não sai do gabinete com ar condicionado, fazendo analogia ao seu comentario, pq tanto lutam p virar juizes e promotores???? carreira da policia não é carreira juridica!! podem tentar milhoes de pecs, mp,leis…como tentaram com a pec37.NUNCA SERÃO..quer virar carreira jurídica sem concurso?????? ninguem quer virar DELEGADO, QUEREMOS Q OS DELEGADOS VIREM AGENTES, VIREM POLÍCIA.

      ficar com a bunda na cadeira , pegar tudo pronto e dar entrevista é muito facil né??

      pec361 transfomará  a PF em polícia de primeiro mundo e vcs estão desesperados pois perderão o status!! se estivessem pensando na sociedade com um todo , estaria era apoiando !! a sociedade já viu q vcs só  se interessam em manter a casta….. 

      fundamente com argumentos ….não tem né……????

    4. andre junior lavazier

      2 de fevereiro de 2014 4:05 pm

      mesma ladainha de concurso.. trem da alegria etc etc etc..

      Muito facil dizer , quando se atravessa o trabalho do agente, delegado não sai do gabinete com ar condicionado, fazendo analogia ao seu comentario, pq tanto lutam p virar juizes e promotores???? carreira da policia não é carreira juridica!! podem tentar milhoes de pecs, mp,leis…como tentaram com a pec37.NUNCA SERÃO..quer virar carreira jurídica sem concurso?????? ninguem quer virar DELEGADO, QUEREMOS Q OS DELEGADOS VIREM AGENTES, VIREM POLÍCIA.

      ficar com a bunda na cadeira , pegar tudo pronto e dar entrevista é muito facil né??

      pec361 transfomará  a PF em polícia de primeiro mundo e vcs estão desesperados pois perderão o status!! se estivessem pensando na sociedade com um todo , estaria era apoiando !! a sociedade já viu q vcs só  se interessam em manter a casta….. 

      fundamente com argumentos ….não tem né……????

    5. Francisco Aratanha

      2 de fevereiro de 2014 4:13 pm

      “O acesso à PF é por concurso

      “O acesso à PF é por concurso público.”

      R- E vai continuar sendo. A PEC do FBI modernizará a Polícia Federal implementando a tão sonhada meritocracia, mas a forma de ingresso continuará sendo por concurso público, assim como é hoje. O que vai deixar de existir é concurso pra chefe.

       

      “Quem fez concurso para agente preferiu não fazer o de delegado, ou estou enganada?”

      R – Está enganada. Os agentes, escrivães e papiloscopistas não desejam ser delegados. Querem valorização e reconhecimento pelo que de fato já fazem há anos: investigar. 

      “Se estiver insatisfeito com o serviço de agente, pode fazer o concurso de delegado.”

      R – Vou responder com outra pergunta: O que é melhor para a sociedade? Um policial motivado, cujos bons resultados no execício da função lhe tragam justo reconhecimento profissional. Ou um servidor-concurseiro que pouco produza, renegando a segundo plano a atividade pela qual é pago porque precisa estudar para outro concurso dentro do mesmo trabalho????   (Confesso que estranhei a sua sugestão.)

      “Conheço bem essa ladainha de pessoas que preferem fazer concurso para cargos de nível médio e depois dizem que fazem o trabalho dos cargos de nível superior”

      R – Você não deve ter tido tempo de se informar melhor. Todos os policiais federais tem nível superior e exercem tarefas complexas.  São analistas de sistemas, engenheiros, bacharéis em direito, contadores, matemáticos, administradores, médicos, etc. As interceptações telefônica e telemática, para citar um exemplo, são inteiramente desenvolvidas por agentes, escrivães e papiloscopistas. Acredito que os Procuradores da República não considerem um trabalho de nível médio, pois a partir dos relatórios produzidos é que as denúncias são feitas. 

       

      “Mas sinto muito, é interesse corporativo, sim. Não queiram transformar isso em interesse público.”

      Vou ter que perguntar: você  é delegada??  Caso não seja, sabia que os delegados defenderam a PEC37??

      A PEC do FBI e a PEC 51 trazem sim grandes melhorias à segurança pública, que está na UTI ! 

      Me explique, por favor, qual a grande melhoria que a PEC 37 traria para a segurança pública? Essa  sim, PEC 37, seria uma mudança plenamente corporativista!

      Ainda b em que o povo e o congresso não deixaram!!

    6. Alfa Papa

      2 de fevereiro de 2014 4:30 pm

      Todos fizeram concurso, a questão não é meramente corporativa.

       

       

      A questão não é assim tão simples minha cara. Os Agentes, Escrivães e Papiloscopistas querem apenas que as atividades que já desempenhavam ou desempenham (pois a PF só não está ainda mais travada porque alguns deles ainda não pararam de fazê-las) sejam reconhecidas e que as perdas inflacionárias sejam recompostas. Isso não tem nada a ver com concurso para nível médio ou superior. 

       

      Para vosso conhecimento, o “Nível Superior” e o mal fadado reajuste de 15,8% já foi PUBLICAMENTE oferecido para os Agentes, Escrivães e Papiloscopistas, e estes, em mais de uma oportunidade rejeitaram a proposta, pois o governo federal não propôs junto a necessária regulamentação das atividades desempenhadas nem a reposição salarial, vide o caso das agências reguladoras.

       

      A PRF, por exemplo, aceitou e, atualmente possui nível superior, sendo que os concurso originalmente foi para nível médio. Quer comparar as atribuições constitucionais da PRF com as da PF? (qualquer dúvida é só ler o artigo 144 da Constituição Federal).

      Sendo assim, o argumento da “questão corporativa” e do “concurso público” não condiz com a realidade e não ilude qualquer um que se disponha a analisar de forma isenta a crise que a PF enfrenta. Se algum dos leitores se dispuser a analisar os fatos e argumentos (os documentos são públicos, os indices estão nos próprios sites governamentais) vai ver quem está com a razão, quem não cede em nada e quem perde com essa briga toda.

       

       

    7. Elthon Pastorello

      2 de fevereiro de 2014 4:45 pm

      Concordo. Se é nivel médio.
      Concordo. Se é nivel médio. Remuneração de nível médio.
      Mas você já leu algum edital de cargos policias do DPF?
      Pois bem. Parece-me que não.
      Todos os cargos são de nível superior.
      Não existe no DPF cargo polícial de nível médio.
      Todos exigem diploma de ensino superior.
      Sendo assim. Não é nem de perto esse absurdo que você escreveu, e como ficou claro, sem saber de nada.
      Nenhum agente, escrivão ou papiloscopista está querendo virar delegado ou perito.
      É só verificar quantos EPAs existem formados em direito que se inscreveram nesse último certame.

      Sendo assim. INFORME-SE E NÃO DESINFORME.

      1. Fernando R.

        2 de fevereiro de 2014 9:38 pm

        Num guento mais tanto corporativismo
        Vale coxinha pra esses caras ja! Senao eles param de nao fazer nada

  8. lclbotelho

    2 de fevereiro de 2014 2:29 pm

    Prezado Nassif
    Este é o

    Prezado Nassif

    Este é o efeito em cascata, no serviço público , das recentes mudanças realizadas na Carreira de Magistério Superior, e juridicamente iguais as revindicações dos Pf”s  . E como no velho dito Bíblico :” Quem (pu*&¨%a!) pariu Mateus , que o crie!” .

  9. Luciano Prado

    2 de fevereiro de 2014 3:26 pm

    http://www.sinpefmg.org.br/te

    SINPEF/MG

     

    01/09/2012

     

    O Governo Federal desvalorizou os EPA´s nos últimos 10 anos

      

    Uma análise comparativa do tratamento remuneratório dado às carreiras típicas de Estado nos últimos 10 anos não deixa dúvidas: os agentes escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal (EPA´s) foram preteridos em relação aos demais servidores federais.

     

    A Tabela de Remuneração dos Servidores Públicos Federais, publicada em cadernos periódicos (o atual é o Caderno  nº 57) no site do Ministério do Planejamento (http://www.planejamento.gov.br), mostra uma triste realidade para os policiais federais EPA´s.

     

     

    As únicas coisas que crescem em relação aos policiais federais EPA´s, com formação acadêmica multidisciplinar, são a evasão de profissionais que migram para carreiras mais valorizadas pelo Governo Federal, a taxa de suicídios e o nível de desmotivação pela falta de uma política de valorização do servidor (com exceção do delegado e perito) dentro da PF.

     

     

    A distorção salarial dos EPA´s frente a outras carreiras é tão patente que em um ranking divulgado pelo site do SINAJUS esse grupo de servidores aparece na 104ª posição. Também a ilusão criada pelo fato de 02 (dois) dos cinco cargos da carreira policial federal receberem o maior salário do Poder Executivo contribui para a estagnação dos demais em patamares inferiores, além, é claro, da inserção do falso conceito de hierarquia salarial difundido por representantes das categorias privilegiadas.

     

    Ainda sem contabilizar os acordos recentes junto ao MPOG, que já garantem ao delegado o salário final de aproximadamente 23 mil em 2015, dentre os cargos que têm vencimento superior aos da Polícia Federal no ano de 2012 algumas carreiras se destacam:

     

     

    Cargo

    Carreira

    Ativo

    Menor

    Maior

    1

    Delegado de Polícia Federal

    Polícia Federal – Subsídio

    R$ 13.368,68

    R$ 19.699,82

    2

    Perito Criminal Federal

    Polícia Federal – Subsídio

    R$ 13.368,68

    R$ 19.699,82

    3

    Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil

    Auditoria Federal – Subsídio

    R$ 13.600,00

    R$ 19.451,00

    4

    Auditor-Fiscal do Trabalho

    Auditoria Federal – Subsídio

    R$ 13.600,00

    R$ 19.451,00

    (…)

        

    10

    Quadros Suplementares da Advocacia-Geral da União

    Jurídica – Subsídio

    R$ 14.970,60

    R$ 19.451,00

    11

    Analista do B.Central do Brasil

    Bacen – Subsídio

    R$ 12.960,77

    R$ 18.478,45

    12

    Analista da CVM

    CVM – Subsídio

    R$ 12.960,77

    R$ 18.478,45

    13

    Inspetor da CVM

    CVM – Subsídio

    R$ 12.960,77

    R$ 18.478,45

    (…)

        

    19

    Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA

    IPEA – Subsídio

    R$ 12.960,77

    R$ 18.478,45

    20

    Analista Técnico da SUSEP

    SUSEP – Subsídio

    R$ 12.960,77

    R$ 18.478,45

    21

    Oficial de Inteligência

    ABIN – Subsídio

    R$ 12.960,86

    R$ 18.400,00

    (…)

        

    36

    Oficial Técnico de Inteligência

    ABIN – Subsídio

    R$ 11.941,08

    R$ 16.558,16

    37

    Instrutor de Informações do Grupo informações – ABIN

    ABIN

    R$ 10.275,42

    R$ 16.554,36

    (…)

        

    58

    Cargo Isolado de Provimento efetivo de Especialista em Metrologia e Qualidade Sênior – INMETRO

    INMETRO

    R$ 13.937,35

    R$ 15.585,35

    59

    Cargo Isolado de Provimento efetivo de Especialista Sênior em Propriedade Intelectual – INPI

    INPI

    R$ 13.937,35

    R$ 15.585,35

    (…)

        

    104

    Agente de Polícia Federal

    Polícia Federal – Subsídio

    R$ 7.514,33

    R$ 11.879,08

    105

    Escrivão de Polícia Federal

    Polícia Federal – Subsídio

    R$ 7.514,33

    R$ 11.879,08

    106

    Papiloscopista Policial Federal

    Polícia Federal – Subsídio

    R$ 7.514,33

    R$ 11.879,08

     

    Há que se considerar a errônea forma como o MPOG enxergava e divulgava os dados sobre a carreira policial federal, em sua Política de Gestão de Pessoas do Governo Federal (2009):

     

     

    A carreira policial federal era vista como uma carreira única, de Nível Superior, que tinha salário inicial de R$ 7514,33 e final 19.699,82, sem distinção de cargos. Tal fato pode ter mascarado por muito tempo a realidade da distorção salarial interna, mantida pela hierarquia salarial. Na visão externa, todos enxergavam a Polícia Federal como teto salarial do Executivo, o que não traduzia a realidade, uma vez que só delegados e peritos recebiam o salário de Nível Superior. Os números revelam que o Departamento de Polícia Federal abriga tanto o teto quanto o piso salarial dos cargos de Nível Superior da Administração Pública Federal.

     

    Há mais de uma década os policiais federais são referências em atividades de inteligência, operando investigações complexas relacionadas ao crime organizado, onde a atuação de equipes com formação acadêmica multidisciplinar permite a pesquisa, análise e produção de prova nos mais diversos contextos, como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraudes diversas, esquemas de corrupção, desvios de verbas públicas, tráfico internacional de drogas ou armas, contrabando e descaminho, tráfico de pessoas, crimes ambientais, patrimônio histórico, etc.

     

    Porém, na contramão de uma evidente complexidade de suas atribuições ainda não formalizadas em Lei, técnicos do MPOG confirmaram que o Governo Federal, até o ano passado, reconhecia os cargos de Agente, Escrivão e Papiloscopista como de nível intermediário – NI, ignorando a Lei n. 9266/96 vigente há mais de 15 anos. Certamente tal condição sempre foi promovida pela omissão institucional da Polícia Federal, que nunca repassa aos órgãos ministeriais documentos oficiais que valorizem o crescimento profissional dos seus servidores, em especial o EPA, nos últimos anos. A leitura se faz do boletim estatístico de pessoal do MPOG, de fevereiro de 2009:

     

     

    O fato é que ao longo dos 08 (oito) anos do governo anterior, os vencimentos dos policiais federais chegaram a um patamar absurdo, tanto nos comparativos internos quanto externos, chegando ao cúmulo de um componente da Polícia do Senado, de nível médio, ter seu concurso anunciado com salário inicial de pouco mais de R$ 13.000,00 (treze mil reais), ou seja, quase o dobro do vencimento inicial de um Agente Federal.

     

     

     

    1. Ulisses s

      2 de fevereiro de 2014 6:41 pm

      Enquanto isto

      Professor de ensino superior, titulação, dois anos de mestrado, 3 anos de doutorado, ganha 9 mil.

      1. ckoliver

        2 de fevereiro de 2014 7:04 pm

        Doutorado em três anos?

        Onde?

        1. Ulisses s

          2 de fevereiro de 2014 8:09 pm

          Na UFLA

          Tirei em 2008. É o tempo de afastamento normal hoje autorizado pelas universidades federais para capacitação e para disponibilidade de bolsa!

          1. Ulisses s

            2 de fevereiro de 2014 8:10 pm

            Há, esqueci!

            Tirei meu mestrado na UFMG em 1 ano e quatro meses. Aí foi por que eu tinha de ser rápido mesmo. Questão de concurso!

          2. [email protected]

            2 de fevereiro de 2014 11:45 pm

            Estudei em universidade

            Estudei em universidade publica e esse é outro lugar que tem de mudar completamente. Professores fazem mestrados, doutorados alienados da realidade, só para constarem no currículo e ganharem maior remuneração, status. Aplicabilidade prática zero. Sequer as pós exigem pesquisas de campo, de aplicação. Professores de universidades públicas, tal qual delegados, são cartorários. Alienados completamente da sociedade, se retro alimentam em um sistema que expele os contestadores e acolhe os adaptados. Não me venham com essa comparação com esses professores, como que se elesmerecessem  mais valorização do que já tem. 

          3. Ulisses s

            3 de fevereiro de 2014 12:17 pm

            Caro colega

            Você está equivocado se você estiver citando professor de universidade da rede federal ou estadual. Como professor doutor temos como responsabilidade alem do ensino a arientação de alunos mestrando e doutorando. Como orientador, tenho de desenvolver projetos de pesquisa e extenção para a obtenção de recursos de experimentos. Sem a titulação de doutor, não podemos enviar projetos de pesquisa para as entidades de fomento federal (Capes, CNPQ) ou estaduais (FAPEMIG, FUNDECT, FAPESP) e obtermos dinheiro para a compra de equipamentos científicos onerosos e material de consumo para o desenrolar dos experimentos. Se você não sabia, no governo Lula, o numero de mestres e doutores cresceu exponencialmente justamnete por que o governo PT, ao contrario do PSDB que quebrou o ensino superior federal, está investindo recursos públicos para o aumento das pesquisas científicas. Apesar de nossa grandeza e sermos hoje a 6º economia do mundo, temos menos doutores e mestres que a maioria dos países industrializados do mundo. Hoje as universidades publicas são os principais orgãos para o desenvolvimento de pesquisas científicas no país juntamente com algumas instituições federais e estaduais de pesquisa como a EMBRAPA por exemplo. Praticamente 99% da nossa produção cinetífica está localizada em orgãos publicos por que a iniciativa privada brasileira não tem interesse em investir em pesquisa. Toda nossa produção cientíifica na área agropecuária, farmacéutica, médica e engenharia é oriunda das universidades. Pensar que é gasto inutil de recursos em investir em pesquisa é a melhor maneira para sermos país atrasado e subserviente. Quando ao retorno financeiro, saiba que existem hoje, como comentado no próprio post outras áreas que, sem a titulação necessária, que envolveu muito tempo de estudo e noites mal dormidas em experimento e escrevendo teses e trabalho alem do estresse das defesas e qualificações, ganha-se salários muito maiores. Eu estou na minha profissão por que eu gosto do que faço. Se fosse só pelo dinheiro, em vez de gastar 5 anos em estudos de pós-graduação, gastaria em cursinhos preparatorios e procuraria fazer concurso em outras instituições que não nossa área de ensino, pesquisa e extenção. 

          4. Clara da Luz

            3 de fevereiro de 2014 9:18 pm

            Acho, no  mínimo, um

            Acho, no  mínimo, um equívoco, comparar a situação dos Policiais Federais com a dos professores. Ambos de suma importância, pertencentes (ambos) a setores sem reconhecimento neste país. Agora, pelo que vejo, e estou de acordo, é que existe uma crise institucional na Polícia Federal, onde delegados, recém empossados, ocupam cargos de relevância, recebendo o dobro dos demais policiais com anos de experiência e que, também passaram em um concurso com exigência de graduação. A atividade do policial tem as suas peculariades…riscos, estres, longas horas de trabalho e sem ganho de horas extras…então, falar é fácil…quero ver ser e fazer…então, penso que cada qual na sua importância (professores e policiais). mas, com salários justos!!! E não venha me dizer que o Estado não tem grana…afinal o PT está patrocinando a Copa, Cuba, Haiti…etc…enquanto isso os trabalhadores e a população… 

          5. Ulisses s

            4 de fevereiro de 2014 5:42 pm

            Mas eu não estou reclamando do meu salário!

            Estava apenas comparando com o nosso salario o salário do policial PF! Acho, baseado no valor do salário mínimo e demais salários da iniciativa privada que nosso salário de professor é justo. Acho fora da realidade é os salários pagos por determinados setores do estado que se dão mais valor e acham que ganham pouco. Verifique a média dos servidores publicos federais de executivo antes de almejar super salários. O problema de determinadas categorias que querem sempre alcançar servidores que não tem limite de salário como o judiciário e legislativo. Assim não há viuva que aguente!

      2. Danipc

        3 de fevereiro de 2014 11:50 am

        Não seja por isto. Sou agente

        Não seja por isto. Sou agente de polícia federal, tenho mestrado, doutorado, e pós-dotorado por uma Unversidade de renome nos EUA. Escolhi ser agente por afinidade, porque acho que sou uma ótima profissional, com capacidade investigativa. Sabe do que isto me vale na minha profissão?? Nada. Ganho, liquido, bem menos que muitos concursados com ensino médio. Trabalho finais de semana, horas extras, falo inglês, italiano. Sabe o que ganho com tudo isto, no DPF? Nada. Nem consideração. Tenho que andar armada, tenho que mostrar minha cara em audiências na justiça, tenho que assinar relatórios os quais, pelas leis e INs, não deveriam nem ter sido escritos por mim, mas pela excelentíssima autoridade determinante – o delegado. Então, de fato, é uma grande mentira que revindimos 100% de aumento, isto nunca foi discutido entre nós. O que queremos é um salário condizente com nossas responsabilidades, e que seja ao menos parecido com o de outros servidores com funções semelhantes à nossa, no executivo.  Daqui 4 anos vou chegar ao topo da minha carreira, agente de classe especial. Daí pra frente, nada mais vai me acontecer de bom em termos de carreira. E sabem o que isto vai mudar em minha vida? Nada. Posso sentar e esperar morrer.

        1. Ulisses s

          3 de fevereiro de 2014 12:22 pm

          Caro ou cara colega!

          Você no seu emprego é a regra ou a exceção? Por que em universidade pública esta qualificação é a regra. Todos tem de ter senão não passam em concursos públicos. No seu caso exige isto?

  10. peregrino

    2 de fevereiro de 2014 4:31 pm

    realmente ficar recolhendo folhas…

    para depois ter de entregá-las em local de ventania, dá no saco e desanima qualquer um

     

    no meu entender nenhuma surpresa, pois eu já desconfiava que um dia os julgamentos antecipados aconteceriam já nas investigações, seletividade política

     

    não é exatamente a marca registrada do Gurgel?

  11. Lucinei

    2 de fevereiro de 2014 6:06 pm

    “Os agentes reivindicam 100%

    “Os agentes reivindicam 100% de reajuste salarial…”

    Hahahahahahah! Perderam completamente a razão! Estavam indo bem; o bacharelismo das polícias é injustificável… mas aí, pffff!!!…Delírio total!

    Já ganham mais que professor doutor e acham que merecem mais! Estão completamente fora da realidade. Sò porque convivem e investiigam pessoas com muita grana acham que merecem mais, hahaha. Enlouqueceram!

    A solução é carreira única de policial. Compreensão do artigo quinto, de tipos penais e de regras básicas de processo penal são os requisitos indispensáveis. O restante a aptidão e a experiência que trazem. Outros conhecimentos são sempre bem vindos, porém não obrigatórios para ingresso na carreira.

    O que acontece é que o sujeito faz concurso, é empossado e já está no “final de carreira”.

    1. Fernandes

      3 de fevereiro de 2014 1:18 am

      Essa notícia dos 100% é

      Essa notícia dos 100% é irreal. Os agentes, escrivães e papiloscopistas NUNCA reivindicaram esses 100% citados no texto. Querem aumento sim, mas não nesse patamar. Mas a mudança principal que deve ocorrer é a do sistema policial, totalmente arcaico e ineficiente, concentrado nas mãos de uma classe que só pensa no poder.

    2. Eduardo B.

      3 de fevereiro de 2014 4:23 am

      Que todos então sejam mal remunerados. É isso???

      Caro Lucinei, o sr. acha que se os professores ganham mal as demais carreiras também devem permanecer mal remuneradas?

      Admiro o trabalho que estes policiais prestão ao país e sou favorável que sejam bem remunerados.

      Os policiais legislativos ganham mais de R$ 15 mil por mês para atuarem apenas no prédio do Congresso, enquanto um policial federal com funções muito mais complexas e atuação em todo o território nacional recebe a metade disso. De acordo com a reportagem um aumento de 100% no salário dos agentes federais representaria um salário equivalente aos das demais carreiras típicas de Estado no âmbito do Poder Executivo, com de nível de complexidade semelhante, basta pesquisar para comprovar, além do próprio texto já citar algumas como exemplo.

      Concordo que os professores são mal pagos, mas não é por que uma categoria é mal paga que as demais também devam ganhar mal, pelo contrário,que todos lutem por melhores salários.

    3. Pedro Henrique

      3 de fevereiro de 2014 9:52 pm

      Na verdade os Agentes não

      Na verdade os Agentes não querem 100% de aumento. O que querem é ser tratados como NIVEL SUPERIOR que são. Se o senhor se interessar poderá verificar que TODOS os servidores de Carreiras Típicas de Estado percebem valores iniciais 115% mais altos que os Agentes da PF. Por que o GF acha que Analistas da Ancine , ANTAQ , ANVISA , e outras agencia reguladoras merecem ganhar 115% a mais que Policiais Federais que possuem mesmo grau de instrução e sem desmerecer tais servidores , muito mais atribuições. Alem de outros grandes problemas como um Delegado da PF com 1 dia de trabalho receber 30% a mais que um AGENTE que trabalha na PF há 30 ou 40 anos. Acredito que o senhor poderia verificar o site http://www.fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/42380 onde poderá perceber a diferença salarial entre AGENTES e outros cargos do serviço publico federal. Concordo com o Sr. quando diz que Professores ganham mal. Porém isso não quer dizer que temos que brigar para ter salarios ruins. Acredito que os PROFESSORES MERECEM SALARIOS MELHORES. Todo país de primeiro mundo tem uma Educação , Segurança e Saude com boas remunerações.

       

      Vale lembrar que na PF o trabalho de investigação é todo feito por Agentes e o delegado utiliza da técnica COPIAR E COLAR no seu relatório do IPL e se apropria da informação como se ele tivesse feito tal investigação e pleitear salarios altos como se fosse o único a fazer todo trabalho (Vide novelas , series). Agentes deram um basta na situação. Não aceitam mais essa cópia de seus relatórios se não existe o reconhecimento do trabalho feito por eles.

       

      Obrigado

  12. lclbotelho

    2 de fevereiro de 2014 10:29 pm

    Prezado Nassif
    Peço-lhe que

    Prezado Nassif

    Peço-lhe que publique esta minha posição de cidadadão contribuinte ,ao espinhoso  tema .

    Em primeiro lugar , é claro que a minha posição é a a mesma  em relação a nova carreira do Magistério Federal (tristemente inspirada naquela carreira Docente de terceira classe do Ministério da Defesa !) : Revindicações de REPOSIÇÕES SALARIAIS NO SERVIÇO PÚBLICO CIVIL DEVEM SER SEMPRE OUVIDAS !. Entretanto , manobras eleitoreiras para evitar greves por reposições salariais ;realizando reformas burras  nas carreiras sem os devidos estudos e pertinência administrativa e ou Política é que é errado!.

    A propósito , e a tabela salarial dos militares  (SOLDO MAIS GRATIFICAÇÕES DOS MILITARES ?) .

    .Agora é muito desalentador constatar que toda uma política de baixos salários na esfera dos servidores da segurança pública é intencional e tem o claro objetivo de corromper as instituições e tornar as suas bandas podres , subservientes ao crime organizado , como no Estado do Rio de Janeiro 😮 Famoso faturamento na jogatina -Bicho, dos quartéis militares das FAs e PMs  e delegacias (Lembrem-se dos documentários Tropas de Elite 1 &2!) . E até Senadores da República e Militares dos Projetos especiais estão envolvidos ! (como na  famosa Quadrilha dos caças níqueis que se reune nos Bares da Rua Comendador Queiroz _Icaraí -Niterói -Rio de Janeiro-EStouro do “Cassino” de Itaboraí )  ) .

     

  13. V Exa a Jabuticaba

    2 de fevereiro de 2014 10:58 pm

    Delegados x Agentes

    Nosso modelo de segurança pública faliu, precisa ser reinventado, tanto a nível estadual/distrital como a nível federal. As polícias brasileiras são dirigidas por coronéis e delegados há décadas e o resultado está aí, o Brasil se transformou em um dos países mais violentos do mundo. São mais de cinquenta mil homicídios por ano. Só no Distrito Federal no primeiro mês deste ano já são quase cem.

    No Brasil muito se registra e pouco se investiga. As polícias judiciárias são cartorárias e burocráticas. Todas as ações são centralizadas na mão dos delegados, que são verdadeiramente um filtro governamental entre a informação e o Ministério Público. Em 2013 os delegados fizeram de tudo para que a PEC 37 fosse aprovada. As manifestações populares fizeram com que este famigerado projeto fosse para o arquivo.

    Nos países mais desenvolvidos temos várias agências investigando e não falta trabalho para todas elas. Fica a pergunta – por que temos no Brasil a centralização da investigação apenas nas mãos das polícias? Não conseguimos elucidar nem 5% dos registros e continuamos com esse modelo, estamos paralisados, e porque nada é feito?

    Nas melhores polícias do mundo existe um plano de carreira. O policial/investigador vai evoluindo na carreira conforme os índices de avaliação de seu perfil profissional. Trata-se de uma carreira baseada na meritocracia. A liderança é um dos atributos mais importantes dentro da construção do perfil do policial. Aqui no Brasil temos concurso para chefe! O recém-formado pode não ser vocacionado, não possuir perfil para chefia, e muito menos para líder, mas vai chefiar, isso é fato.

    No que diz respeito ao policiamento ostensivo atualmente ele está restrito ao patrulhamento veicular com abordagens aleatórias. Não existe um policiamento comunitário de fato. Precisamos de um policiamento comunitário mais próximo dos cidadãos. O contato diário com moradores e comerciantes é fundamental para obtenção de informações e orientação em como proceder nas mais diversas situações. Polícia se faz conversando com a população e não dentro de viaturas e gabinetes com ar-condicionado.

    Muitos crimes podem ser evitados com orientações à população. Crimes como os de roubo, furto, estelionato e estupro acontecem, na maioria das vezes, por distração/falta de atenção das vítimas.

    Em nosso país a polícia ostensiva pouco se comunica com a judiciária. Em alguns estados chega a existir rivalidade velada entre elas. Os policiamentos ostensivos e descaracterizados devem se comunicar e buscar diariamente a troca de informações de inteligência. Isso é fundamental para o sucesso nas operações. Reuniões mensais com as comunidades de inteligências são de grande valia para a troca de informações.

    Se esse modelo for mantido, ou seja, se nossos congressistas e o chefe do poder executivo não tiverem a iniciativa de buscar uma solução para a segurança pública em breve a barbárie estará instalada em nosso país. Não adianta investir mais em um modelo falido, isso seria jogar dinheiro no lixo. Segurança pública eficiente carece de investimentos tanto na área humana como na área material.

    O primeiro e mais difícil passo a ser dado para construção de um novo modelo de segurança pública será a destruição de “feudos” existentes dentro do atual sistema. A resistência e pressão por parte dos atuais dirigentes será enorme. Funções comissionadas, viaturas, combustível e “poder” vão falar alto nesta briga. Enquanto nada de relevante acontece o contribuinte continua pagando caro por um serviço de péssima qualidade! 

  14. Leo Oliveira

    2 de fevereiro de 2014 11:31 pm

    O fim da “era” dos atravessadores!
    Infelizmente ainda estamos presos ao modelo arcaico onde por falta de juiz de instrução suas funções eram “delegadas” para alguém com notório(?) saber jurídico para atuar na tríade de AUTORIZAR MEDIDAS EXCEPCIONAIS (em especial MBA até a CF 88), FISCALIZAR o trabalho policial e FORMALIZAR os atos para encaminhamento a justiça. Hoje a função de DELEGADO perdeu o caráter de autorizar medidas excepcionais (que fica ao cargo do juiz com opinião do MP), não tem mais a função de fiscalizar o trabalho policial (incorporada ao Ministério Público) e se restringe a formalizar os atos realizados. Isso até tinha alguma razão quando os “agentes” eram pessoas analfabetas, truculentas e sem domínio da escrita formal. Hoje predomina as mais diversas formação de ensino superior no cargos de agente (e assemelhados), todos com notório saber jurídico prático (para aplicação da lei, não discussões de teorias ou jurisprudências) comprovado por difícil e concorrido concurso público. Realmente se faz necessário um cargo para servir apenas como formalizador do meu trabalho? Aos promotores e procuradores que já tiveram acesso às “grandes operações” da PF, será que os policiais que elaboram os Autos Circunstanciados não conseguiriam (em conjunto com o MP) realizar autonomamente seus trabalhos sem interferências de atravessadores?

  15. Adrian Lucena

    2 de fevereiro de 2014 11:51 pm

    Carreira Policial Jurídica – o Congresso cedendo ao lobby.
    Em 2013, o mundo jurídico, legal e policial foi surpreendido por uma inovação legislativa – Lei 12.830. Tal dispositivo legal inova e traz uma afirmação: O delegados de polícia são integrantes de uma “carreira jurídica”, e deve receber tratamento equiparados aos juízes, promotores e advogados(Aqui, já há interpretação que diz que devem ser tratados por “EXCELÊNCIA”, mas alguém já tratou advogado por excelência!?). A verdade é que essa lei é resultado do Lobby dos delegados no congresso, e além de trazer absurdos principiológicos, tenta criar uma falsa atmosfera de poder, que equipararia os “super policiais juristas” aos membros da magistratura e MP, impondo prerrogativas e $$ outras $$ benesses funcionais(vide a PEC 293 – outro golpe do lobby dos delegados). Fato é que, a tal lei das “excelências” já é alvo de Adin, e logo ficara demosntrada que não passa de uma tentativa de criar motivos para manutenção do poder e existência de um cargo desnecessário, espelho da ineficiência policial brasileira.   CARREIRA JURÍDICA – Verdade  Os membros das carreiras jurídicas, ao menos conforme lição que tivemos quando acadêmico de direito, seriam aqueles que “promovem” a justiça e “falam” no processo, “operando” o Direito.
    Portanto, aqueles profissionais que fazem parte da trilogia processual e que são essenciais à Justiça! Vejamos: Advogados(atuam na tríade processual, apesar de não serem “carreira pública”), Advogados públicos(Defensores – DPU, DPE), Procuradores Estaduais, AGU(Procuradores Federais e Advogados da União), Ministério Público da União(MPF; MPT; MPM; MPDFT), Ministério Público Estadual(Promotores e Procuradores de Justiça), Magistrados(Juízes e Desembargadores Estaduais e Federais, inclusive o de “Paz”).
     Não existe definição doutrinária ou conceitual, do que seja “carreira jurídica”. Mas, a Constituição, traz quais as carreiras essenciais à promoção da justiça, e nela não está a de delegado de polícia. Logo, conclui-se que as carreiras jurídicas são apenas as referidas na Constituição Federal.

  16. Cidadão indignado

    3 de fevereiro de 2014 12:05 am

    modernização

    Eu não então o porque de uma pessoa fazer todo o trabalho, investigar, perder noites de sono, arriscar a vida, daí vem outra, de terninho, em seu gabinete, com ar condicionado, assina e ganha o dobro, detelhe, ambos são de nível superior. Bota todo mundo para trabalhar duro, investigando, ralando, quero ver quem aguenta, vamos ver quem realmente pode fazer alguma coisa pela segurança pública, o que acaba com o Brasil são os ditos atravessadores, aproveitadores dos serviços alheios

  17. Marcelo de Canto

    3 de fevereiro de 2014 11:48 am

    Errata

    Prezado Nassif,

     

    Equivoca-se o início da matéria ao dizer que os agentes estão se negando abertamente a cumprir ordens de delegados. Soube por meio de conhecidos que tais ordens não cumpridas são aquelas que não fazem parte das atribuições dos agentes, mas sim dos delegados, que se acostumaram ao longo de décadas a receberam um soldo referente a tarefas que nunca cumpriram, apenas delegando aos demais servidores. Tais atribuições já foram solicitadas para serem incluídas para os agentes, escrivães e papiloscopistas, mas tanto a Direção Geral da PF quanto o Ministro da Justiça não fizeram até hoje questão nenhuma de tratar do assunto, o que gerou todo este impasse.

  18. henrique neto

    3 de fevereiro de 2014 12:09 pm

    A mesma coisa aconteceu com a

    A mesma coisa aconteceu com a PEC 37, ou seja, a tentativa de criar mais um “feudo” para os delegados. Agora, além do MP, os delegados conseguiram arrumar mais uma crise institucional. E nessa situação, em que as investigações de crimes de corrupção caíram 86 %, estavam pretendendo afastar o MP da investigação: não dá para acreditar. 

    O sistema policial vigente no Brasil é único no mundo. A figura do Delegado de Policia e a do Inquérito Policial, são coisas que só existem no Brasil e são, sobretudo este último, a expresão mais significativa da burocracia herdada dos portugueses, tão danosa à eficiência administrativa e consequentemente ao interesse público.

  19. Athos

    3 de fevereiro de 2014 5:29 pm

    Ou o Brasil acaba com o lobby

    Ou o Brasil acaba com o lobby jurídico, ou o lobby jurídico acaba com o Brasil.

     

    Não haverá negociação. Ou parte pra porrada ou vai perder!

     

    Pode diminuir salários de Promotores, Defensores públicos. Delegados não é para diminuir, é para extinguir o cargo.

    3 meses de férias… precisa falar alguma coisa?

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