5 de junho de 2026

Operação do Denarc na Cracolândia será investigada pela ouvidoria da Polícia Civil

Do Estadão
 
 
Operação surpresa consistiu em atirar bombas de efeito moral e tiros de borracha em dependentes de crack que se concentravam na Rua Barão de Piracicaba
 
23 de janeiro de 2014 | 18h 19
  
Bruno Ribeiro e Laura Maia de Castro – O Estado de S. Paulo
 
O ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Júlio Cesar Fernandes Neves, abriu um procedimento para investigar a ação de policiais civis do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) na região da Cracolândia, centro da capital, na tarde desta quinta-feira, 23.
 
A ação surpresa consistiu em atirar bombas de efeito moral e tiros de borracha em dependentes de crack que se concentravam na Rua Barão de Piracicaba, e não estavam inseridos na Operação Braços Abertos, tentativa da Prefeitura de combater os problemas sociais da região dando moradia, alimentação e emprego para os dependentes.

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A reportagem apurou que a ação não havia sido planejada pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella. Mesmo oficiais da Polícia Militar que atuam na região não sabiam da ação. Na hora em que os policiais civis atiraram as bombas e iniciaram os confrontos com os dependentes, PMs, guardas-civis metropolitanos e até agentes das secretarias municipais de Saúde e Assistência Social foram pegos pelo fogo cruzado entre os agentes do Denarc e dependentes, que revidaram as bombas com pedras.
 
“Vamos abrir um procedimento para apurar a operação”, disse o ouvidor. O Denarc marcou uma entrevista coletiva para comentar o caso.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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10 Comentários
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  1. Osvaldo Ferreira

    23 de janeiro de 2014 11:07 pm

    Ah tá…certo. kkkkkkkkkk

    Ah tá…certo. kkkkkkkkkk

  2. @observador1789

    23 de janeiro de 2014 11:14 pm

    Comentar o caso?
    O mínimo
    Comentar o caso?

    O mínimo que a situação exige é a exoneração do chefe da Dnarc, imediata. E se o Alckmin tivesse vergonha na cara e quisesse demonstrar que nada tem a ver com o ocorrido, convocaria para hoje rede de rádio e TV para anunciar demissão do secretário edo chefe da PC.

    Se não fizer isso, vai levar muito tempo para recuperar um programa que pode lhe beneficiar politicamente, pela redução da criminalidade.

    Miopia política ou mera meta canalhice?

  3. alexx

    23 de janeiro de 2014 11:14 pm

    ta certo

    Será que todos que estão lá são dependentes, foram lá dar um rolezinho e fumar um baseado? Não há traficantes no meio, vendendo  sua drogas a esses dependentes?

    Vamos parar de politizar tudo que a polícia faz, tudo é luta de classes. Conversar com os professores Haddad não quis. conversar com ambulantes Haddad não quer… dá licença!

    1. MBTMelo

      24 de janeiro de 2014 2:29 pm

      Só trouxa para acreditar no DENARC

      Se eles quisessem mesmo combater o tráfico, não precisavam nem ter saído do DENARC.

      Abadía: ‘Para acabar com tráfico basta fechar o Denarc’

       

  4. Luiz FS

    23 de janeiro de 2014 11:16 pm

    Esse Denarc é uma piada (de

    Esse Denarc é uma piada (de mau gosto). Já deveria ter fechado há muito tempo, como sugeriu o freguês deles, o Abadia.

  5. Luiz Eduardo Brandão

    23 de janeiro de 2014 11:29 pm

    A verdade sobre a Cracolândia

     

    Debelado núcleo das Farcs na Cracolândia

     

     

    23 de janeiro de 2014

    Policial (de boné) lutando vorazmente para salvar sua vida ante ao ataque dos narcoguerrilheiros pesadamente armados

    Num lance de ousadia e muita coragem, os gloriosos agentes da Polícia Civil de São Paulo poram fim ao núcleo guerrilheiro que havia se estabelecido na Cracolândia pela prefeitura paulistana em conluio com os médicos-gerrilheiros cubanos, resgatando-se assim aquela parte da cidade das mãos da temida narcoguerrilha colombiana que havia edificado uma base por lá com apoio de Fernando Haddad.

    Perigoso membro das Farcs sendo agarrado por tenazes policiais

    Mais uma vez nosso grande líder varonil, Geraldo Alckmin confrontou e venceu a ameaça comunista que tenta se instalar no seio da sociedade paulista, pondo por terra o disfarce do prefeito que mascarava a subversão com um pseudo programa social.

    Mais um policial corajoso enfrentando sozinho pelotão recém treinado pelas Farcs

    O Estado dos Bandeirantes foi salvo novamente  pela ação decisiva e coordenada dos representantes dos homens de bem, os quais não se curvam às ameaças marxistas e nem temem o perigo vermelho, que como um polvo, sempre tenta infiltrar seus tentáculos entre as pessoas boas. Podemos dormir tranquilos, assim esta província sempre será nossa.

    Já dominados, os narcoterroristas serão definitivamente retirados das ruas, pela ação eficiente, eficaz e de ótimo resultado, único caminho para vitória garantida contra esse tipo de gente

    http://www.hariovaldo.com.br/site/2014/01/23/debelado-nucleo-das-farcs-na-cracolandia/

     

  6. lucabi

    23 de janeiro de 2014 11:39 pm

    Não vai dar em nada

    Alguém quer apostar? Ou Alckmin  sabia ou é conivente ou não controla a polícia. Bom, não?

  7. Ivan de Union

    24 de janeiro de 2014 12:04 am

    “Denarc marcou uma entrevista

    “Denarc marcou uma entrevista coletiva para comentar o caso”:

    Meu hipocrimetro vai quebrar…

  8. Gão

    24 de janeiro de 2014 12:20 am

    Denarc nega uso de bala de borracha e diz que ação foi ‘certíssi

     

    Para ela, a ação foi dentro da legalidade e o trabalho do Denarc vai continuar onde houver tráfico

    http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/denarc-nega-uso-de-bala-de-borracha-e-diz-que-acao-foi-certissima,8b96d593e31c3410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

  9. HumbertoGuedes

    24 de janeiro de 2014 1:17 pm

    Ignorância, arrogância,

    Ignorância, arrogância, prepotência e truculência é um quarteto voraz e marca a primitividade das mentalidades fascistas de todos os tempos.

    O exercício autoritário (e haverá autoritarismo em razão do modo de flexionar a lei, e não por falta de amparo em lei, isto pertence ao capítulo da arbitrariedade, que não se exclui, mas…) do poder público e privado (ver p.ex. o caso rolezinho) ilustra com cenas de sangue deletério passionalismo, histérico e narcisista da cisão econômico-social, com reflexos em diversas senão todas as ordens da conduta humana.

    Esquecem-se, por rematada incivilidade, de vício não ser crime (ver, p.ex., L. Spooner, em Vícios não são Crime), e – por menos que suas mentes pseudo-puritanas ou legistas, como se realmente estivessem realizando preceito divino, apreciem – olvidam o primado da liberdade, cujo cerne está na possibilidade e exercício de autodeterminação da pessoa, seja, realizar pessoa humana, sem o que há tão-só, escravidão, assim, especialmente, no sentido da liberdade de escolha (v. D. Rosenfield, em Liberdade de Escolha), desconsideram sua extensibilidade a todos, em suas diversas formas de se dar, afinal, rigorosamente, não há exemplos a seguir, senão a nós mesmos por mais monstruosos que pareçamos (A. Einstein, em Como Vejo o Mundo).

    O apartheid nesta seara mostra-se inequívoco na evidência da polícia não ser mandada a uma “festinha” de classe alta, onde role cocaína a rodo, entre outras pérolas da liberação da percepção, mas baixa o porrete nas cracolândias da vida, do povão, de um povão sem exemplos nessas mesmas psudo-elites que tanto, entre tanto nada airoso, roubam, além de condená-los a uma vida de servos (sem educação, para começar), numa sociedade organizada por cartas marcadas, desprezando a palavra da mesma Lei, e a Maior!

    Desconhecimento gera arrogância diante da alteridade, o arcabouço de idióticas (privadas, particulares, específicas, fechadas em si) convicções, em que ao final narcisicamente se refugiam, são prepotentemente impostas à alteridade, inda que pela força bruta.

    Esta violência é, portanto, fruto da impotência em lidar compreensivamente com a diferença fundamental.

    Seus sistemas mentais cognitivos revestem-se de absoluto, perfazendo teologismos, assim, conquanto, apenas e somente, nas suas mentes perturbadas, fazem-se aplicáveis aos outros e a qualquer custo, diga-se, tal qual no melhor estilo de qualquer ordem excludente, religiosa (judaica, cristã, muçulmana), ideológica (nazista, comunista, neoliberal), ou tecnocientífica (psiquiatra, medica em geral, sistemas físicos, desafiar o ptolomaico já deu fogueira, etc.).

    Para nascer é preciso quebrar o mundo (H. Hess, em Demian). Para sairmos, de fato, do viés do Antigo Regime, de seus absolutismos, seus teologismos fundadores de cisão social, como o ideário da modernidade traída acalentou fazer, é preciso, sim, mudar a forma de fazer a política, a luta de poder que a tudo permeiam, mas em todos os níveis, desde a dimensão social, passando pelo Estado, até o intrapsíquico, ou seja, por todas as respectivas instâncias e dimensões da cultura, no sentido antropológico deste termo.

    Enfim, ao menos para ir ao público, é preciso abandonar o gueto da especialização, do hiperfoco, desse racionalismo estulto e histérico, da idiotia, interagir com o outro, dar-se ao mundo na sua multiplicidade, e flexionar a lei, sim, mas com parcimônia, com generosidade para como próximo, tendo em vista o fim social a que se destina, segundo sua harmonização com os princípios maiores, entre eles: a liberdade, a solidariedade e a justiça social, incompatíveis com a simples opressão de qualquer forma.

    Para isso, cumpre ter em mente, frise-se, que nenhuma crença religiosa, filosófica, científica ou moral, são realmente dotadas de absoluto, senão nas mentes de seus próceres. Crenças que, entretanto, em sã consciência, são despidas do condão de serem levadas forçadamente a quem quer que seja, sob pena da idiotia sair do nicho da casa e impor-se ao público, realizando tirania, despotismo de qualquer cepa.

    Para viver o público, o comum, o com-um, é preciso estar acordado, como ensina a tão incompreendida, pelos teologistas de todas as épocas, lucidez do grande Heráclito (Frag. 89, “Os homens acordados têm um mundo só que é comum (enquanto cada um dos que dormem, se voltam para seu mundo particular).” – trad. de Emmanuel Carneiro Leão.

    Destarte, preciso despertar do delírio das idéias particulares, se o compromisso é democracia, dignificação da pessoa humana, sociedade livre, justa e solidária, primado da liberdade, enfim verdadeira modernidade, ainda traída, tal qual insculpido na lei e se não fosse assim, no mínimo, por civilidade e real progresso espiritual.

    Fora disso, o vento da violência soprado lá ou acolá, soprará cá.

    Saudações libertárias.

     

     

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