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A Intervenção militar no Rio: dos juízes aos generais, por Luiz Eduardo Soares

Foto Boletim da Liberdade

A Intervenção militar no Rio: dos juízes aos generais

por Luiz Eduardo Soares

A situação da segurança pública no Rio é gravíssima e, portanto, não há mais lugar para discursos oficiais defensivos e auto-indulgentes. O crime organizado se espalhou como por metástase, mas note bem: só há crime organizado quando estão envolvidos agentes do Estado. Segmentos numerosos e importantes das instituições policiais não apenas se associaram ao crime, mas o promoveram –e aqui se fala sobretudo no mais relevante: tráfico de armas, crime federal. O que fez a polícia federal ? O que fez o Exército, responsável com a PF pelo controle das armas? O que fez a Marinha para bloquear o tráfico de armas na baía de Guanabara? O Estado do Rio está falido, suas instituições profundamente atingidas, mas o que dizer do governo federal e dos organismos federais? De que modo uma ocupação militar resolveria questões cujo enfrentamento exige investigação profunda e atuação nas fronteiras do estado, além de reformas institucionais radicais e grandes investimentos sociais?

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Intervenção militar pode ampliar crise na segurança pública do Rio

“Presença dos Militares pode desestabilizar o tênue equilíbrio de forças que mantêm uma precaríssima paz social no Rio”
 
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(Foto ABr)
 
Jornal GGN - Especialistas apontam sérios problemas que podem ser acirrados com o decreto de intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, assinado hoje pelo governo Temer. Em princípio, porque o exército não está conformado a realidade da segurança pública, como já demonstraram experiências anteriores no próprio Rio, onde as Forças Armadas já foram empregadas. 
 
Em segundo lugar, a presença de generais no comando da Secretaria de Segurança pode causar o desprestígio das forças policiais militares e civis que, inclusive, sofrem com atrasos no pagamento de salários e condições de trabalho degradantes. Essa é a avaliação do professor do Departamento de Administração da FGVSP e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Rafael Alcadipani e do cientista político e professor do departamento de Gestão Pública da FGVSP, Marco Antonio Carvalho Teixeira, em artigo publicado no blog Gestão, Política & Sociedade, do Estado de S.Paulo.
 
Os docentes lembram que o Comandante do Exército, General Vilas Boas, já demonstrou preocupação com o emprego das tropas do exército para lidar com o problema da segurança pública e diversas vezes disse que essa não é a função das Forças Armadas.
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Oportunismo, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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Pitaco de Flávio Dino

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Disseminação de facções tem impacto profundo na violência geral, diz pesquisadora

Foto: Juliana Baratojo/Editorial J“A prisão ainda é um locus principal de poder desses grupos. Essa é uma diferença importante em relação ao México”, afirma Camila Nunes Dias

da Agência Pública 

Disseminação de facções tem impacto profundo na violência geral, diz pesquisadora 

por Ciro Barros

Fracasso de políticas prisional e de segurança pública – incluindo a guerra às drogas – superlota prisões e fortalece facções geradas nos presídios, atualmente em disputa, explica autora de livro sobre o PCC

Desde meados de 2016, as duas maiores facções criminosas do Brasil estão rompidas. A disputa entre a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) o Comando Vermelho (CV) está presente nos conflitos que extrapolaram as cadeias e atingem a população de Manaus, Boa Vista, Porto Velho, Natal e o Rio de Janeiro. Recentemente, o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Goiás, Ricardo Balestreri, admitiu que a disputa entre as facções foi o principal motivo da rebelião que deixou nove mortos e 14 feridos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia logo no primeiro dia do ano. Semanas depois, no final de janeiro, o Ceará viveu a maior chacina de sua história, com o assassinato de 14 pessoas no bairro de Cajazeiras, periferia de Fortaleza. A imprensa noticiou que os atiradores pertenciam à facção GDE (Guardiões do Estado), aliados locais do PCC, e que as vítimas participavam de um forró promovido pelo CV. A disputa do PCC pelo Estado – em que o CV era predominante –  abertamente em áudios divulgados peloUOL de um grupo de whatsapp que, segundo o portal, é de membros do PCC cearense.

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Temer: Quem não vai aguentar a Previdência são os próximos governos


Foto: Lula Marques/ AGPT
 
Jornal GGN - Novamente diante de empresários ouvintes e setores que o ajudaram a assumir o poder, o mandatário Michel Temer falou menos das dificuldades de aprovar a Reforma da Previdência e mais em tom ameaçador para os presidentes que virão: "Tenho mais 11 meses de governo, eu aguento a Previdência. Quem não vai aguentar são os próximos anos".
 
A fala de Temer foi transmitida em entrevista ao programa Super Manhã, da Rádio Jornal de Pernambuco, nesta sexta (02). Foi uma resposta aos distanciamentos de parlamentares que, assim como ele, apoiam a medida, mas não querem sujar a imagem às vésperas de pleitos eleitorais, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
 
Se antes a moeda de troca do mandatário para conquistar o apoio suficiente para a aprovação tinha relação com recursos e inclusive tempo de campanha a parlamentares, agora, o simples apoio de figuras políticas à proposta pode ser estrago suficiente em ano eleitoral, diante da contínua alta rejeição da população ao governo Temer, revelado pelas pesquisas, e a proximidade das eleições. 
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Que a força esteja com você, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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Governo pede que empresários pressionem deputados pela reforma da Previdência

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O potencial escandaloso das relações promíscuas entre políticos e empresários reveladas nos últimos anos não foi um obstáculo à mais nova ação pensada pelo governo Temer para obter os votos necessários à reforma da Previdência. Segundo reportagem da Reuters, o Planalto decidiu acionar empresários para fazer pressão sobre os parlamentares considerados indecisos.
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Fórum Econômico Mundial alerta perigo de nova retração

Organização prevê declínio de crescimento mundial que vive oitavo ano consecutivo de bonança considerando "exacerbado" humor das bolsas de valores 
 
Foto: Divulgação World Economic Forum
 
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Jornal GGN - A economia mundial irá cresce 3,1% em 2018, segundo previsões do Banco Mundial. Será, portanto, o oitavo ano consecutivo de expansão no mundo que, no ano passado cresceu 3% e 2,6% em 2016. O desempenho, atualmente, é acompanhado pela alta de ações em todo o mundo e inovações em ativos financeiros, como a a moeda criptografada bitcoin que aumentou cerca de 1.200% em 2017.
 
O Fórum Econômico Mundial analisa todos esses dados com cautela e realiza nesta semana alguns encontros para debater o risco do excesso de otimismo isso porque, historicamente, as crises econômicas sucederam momentos de crescimento exacerbado lembrando que, em média, o mundo sofreu uma crise financeira a cada seis anos, e já estamos entrando no oitavo de bonança. 
 
Segundo informações do Valor, o Banco Mundial já aponta para o que poderá ser o início do refluxo considerando que 2018 será um ano em que pela primeira vez, desde 2008, o output gap global, ou seja, a diferença entre o nível de produção global e seu "potencial" será bastante reduzido ficando próximo de zero em países desenvolvidos e em alguns emergentes beneficiados pela recuperação do mercado de commodities.
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Pitaco no glamour da crise

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Pitaco matinal

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Acordo da Petrobras no EUA deve provocar onda de ações no Brasil, diz especialista

Foto: Agência Brasil



Jornal GGN - Advogada e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Érica Gorga disse à reportagem do El País que o acordo que a Petrobras fez nos Estados Unidos vai lesar os investidores brasileiros da companhia duas vezes. Primeiro, porque a estatal precisará se desfazer de seu patrimônio para indenizar os investidores americanos que alegaram prejuízo com os escândalos revelados pela Lava Jato. Segundo porque o precedente aberto nos EUA (o acordo foi de quase 3 bilhões de dólares) abrirá caminho para uma "onda de ações no Brasil".

Segundo o El País, Gorga atuou como "perita no processo dos investidores minoritários americanos".

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TRF4 passou caso triplex na frente de outros 7 processos

Foto: TRF4
 
Jornal GGN - O Tribunal Regional Federal da 4ª Região passou o caso triplex na frente de outras sete ações penais que chegaram primeiro à segunda instância e ainda aguardam julgamento. É o que informa a Folha desta segunda (8).
 
O levantamento é mais um indício de que o TRF4 acelerou o julgamento do recurso de Lula de olho no calendário da eleição de 2018. Mas segundo a Folha, a desculpa da corte - que nega tentativa de interferir no processo eleitoral - é que os casos da Lava Jato são analisados na segunda instância de acordo com sua "complexidade", e não por ordem de chegada.
 
Na frente de Lula estão processos como o da operação Carbono 14, de setembro de 2016, que condenou José Carlos Bumlai, Delúbio Soares, Ronan Maria Pinto (empresário do ABC) e outros. As outras 6 condenações envolvendo Eduardo Cunha (e a absolvição de Cláudia Cruz), de Marcelo Odebrecht, André Vargas e Sérgio Cabral, entre outros.
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Lava Jato se uniu aos Estados Unidos para destruir a Petrobras, denuncia PT

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Jornal GGN - As bancadas do PT no Congresso emitiram uma nota nesta sexta (5) denunciando um conluio para destruir a Petrobras. Na visão dos parlamentares, Lava Jato se uniu aos interesses dos Estados Unidos, com a anuência do governo Temer, para esvaziar o poder de recuperação da empresa.

Na nota, as bancadas na Câmara e no Senado dizem que a Petrobras "tinha tudo para se recuperar com celeridade" dos estragos provocados pela Lava Jato. "Contudo, o governo do golpe se dedica a enfraquecê-la, com o objetivo claro de privatizá-la e de entregar nossas reservas estratégicas ao capital internacional."

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Feliz Ano Novo, por Luis Nassif

Arte de Rosangela Borges

As festas de fim de ano são um bom momento para repensar a brasilidade. A tradição dos romãs, das uvas, do foguetório à meia noite, do bolo de milho e do peru. O “adeus ano velho / feliz ano novo”, que vieram de nossos pais e chegam aos nossos netos.

Por algum momento, ressurge o país ancestral, os valores, as músicas, os costumes que costuraram gerações em torno do conceito de nação. E permite esquecer, por algum momento, a vergonha suprema de ter sido entregue a uma organização criminosa.

Nas rodas familiares, evita-se até a pronunciar o nome de Temer, para não conspurcar a memória de nossos velhos, encarar a suprema humilhação geracional de, pela primeira vez na história, o crime organizado político ter conquistado o poder, impondo-se sobre instituições débeis, homens públicos covardes, procuradores ambiciosos, mídia vendendo opinião como xepa de feira.

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