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Direita

Sempre tivemos candidato nas eleições presidenciais, menos agora, diz diretor do The Clinic

“Sempre tivemos candidato nas eleições presidenciais, menos agora”, diz diretor do The Clinic

por Maíra Vasconcelos

Especial para o Jornal GGN

Única alternativa fora dos jornais de linha editorial de direita, o semanário The Clinic, pela primeira vez desde sua criação, não apoia nenhum candidato nessas eleições. Em conversa em um café na bonita Avenida Providencia, o diretor do único meio impresso de esquerda no Chile, Patricio Fernández, afirmou que não há identificação com nenhum dos candidatos. A capa do jornal, poucos dias antes do primeiro turno, no último domingo, foi a foto de Pinochet rindo, com a frase, “Não queriam democracia? Aí estão os candidatos, he he...”.

Fernández afirmou que o debate sobre uma lei que regule o mercado das empresas de comunicação é ainda inexistente no Chile. Acredita também que, nessa eleição, caso Sebastián Piñera (2010-2014) seja eleito, em 17 de dezembro, ele irá paralisar as reformas sociais do atual governo de Michelle Bachelet, mas não retroceder. Não aposta em ações muito bruscas, pois Piñera deverá evitar as mobilizações de rua, como as marchas pela educação pública, em agosto de 2011. Patricio escreve colunas para o The New York Times, em espanhol.

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O risco Lula, por Érico Andrade

Sugestão de Antonio Nelson

O risco Lula

por Érico Andrade

Desafiar o poder da elite com uma aliança com a própria elite foi ao mesmo tempo a grande virtude do governo Lula, que adotou, de forma quase incondicionada, a chamada Realpolitik, mas também foi o seu grande calcanhar de Aquiles. O preço dessa manobra política, bem sucedida quanto aos frutos que trouxe para as camadas menos privilegiadas, não foi pago diretamente por Lula; pelo menos num primeiro momento. A conta foi cobrada no governo Dilma. Não sem motivos.

A tentativa de Dilma de negligenciar o congresso em nome de um discurso técnico, que soava, por um lado, como sinfonia para os ouvidos da grande mídia (inicialmente mais adepta a Dilma do que a Lula) e, por outro, como falta de tato político para os congressistas, não foi a melhor estratégia de se opor à Realpolitik do seu antecessor e garantir seu lugar próprio no céu de Brasília. Notadamente, sem qualquer possibilidade de alicerçar um governo numa plataforma técnica, estritamente técnica, o governo Dilma continuou a política da troca de benefícios, mas sem se assumir como tal. Ao cabo e ao fim, o governo Dilma não era nem técnico, nem político. Não tinha clareza. A própria fala de Dilma, aliás, simetrizava essa falta de rumo. Golpe à vista.

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Eleições no Chile: a corrida por apoio eleitoral no segundo turno

Eleições no Chile: a corrida por apoio eleitoral no segundo turno

por Maíra Vasconcelos

Especial para o GGN

Os eleitores da candidata de esquerda, Beatriz Sánchez, poderiam chegar a somar entre 12% e 14% dos votos, no primeiro turno das eleições deste domingo, conforme as últimas pesquisas. Estima-se que a maioria dos seus eleitores migrem para votar no candidato da centro-esquerda, Alejandro Guillier, da fórmula Nova Maioria, em eventual ida ao segundo turno, dia 17 de dezembro, com o direitista Sebastián Piñera. No entanto, a coligação Chile Vamos considera possível angariar votos da Frente Ampla.

A direita chilena também espera repetir os números do primeiro turno das eleições de 2009, quando Piñera chegou a 44% para disputar o segundo turno com o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz (entre 1994 e 2000), do Partido Democrata Cristão (PDC), que formava parte da antiga coalizão Concertação de Partidos pela Democracia, ou apenas Concertação, criada logo após a ditadura militar (1973-1990) e que terminou em 2013.

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Sem votos

Brasileiros são contra posições conservadoras, diz pesquisa


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Uma pesquisa do Instituto Idea Big Data revela uma baixa adesão dos brasileiros a posições conservadoras. Ao contrário, a maioria da população defende que o Estado deve garantir a igualdade de oportunidade, a proteção aos mais pobres, aposentadoria aos mais velhos e o crescimento econômico do país. Para 62,4%, por exemplo, os direitos humanos devem valer para todos, incluindo bandidos.
 
Aqueles que são contra a frase representam 33,8% dos 3 mil entrevistados em todo o país, entre os dias 1 e 10 de novembro. O levantamento foi encomendado pelo grupo "Movimento Agora!", que reúne pesquisadores, ativistas, economistas, profisionais liberais, membros de ONGs e outros entre seus participantes. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. 
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O desespero da direita golpista de “mercado” com cenários de 2018, Eugênio Aragão

O desespero da direita golpista de “mercado” com cenários de 2018

por Eugênio José Guilherme de Aragão

A implosão do PSDB com a destituição de Tasso Jereissati deixou a direita golpista, aquela que bajula o “mercado” e outrora se proclamava “liberal”, feito barata tonta. Com o gesto kamikaze de Aécio para salvar a própria pele, o partido paga a conta de sua cumplicidade com os bandidos que assaltaram o poder em 2016 e fica reduzido a um saco de gatos incapaz de se mobilizar como alternativa de poder.

E agora, “mercado”? (Aqui entendida a turma do capital financeiro que nunca perde, por mais que custe ao país). Aliar-se ao Sr. Temer foi bom para destruir direitos e criar uma terra arrasada do lado de quem poderia resistir a seu apetite ilimitado por porções orçamentárias de Leão. Mas não é uma alternativa sustentável no médio prazo, dada a impopularidade avassaladora da corja que representa.

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CPI no Senado aprova condução coercitiva de curador da exposição ‘Queermuseu’

Gaudêncio Fidélis, curador da exposição Quuermuseu. Foto: Guilherme Santos/Sul21

do Sul21

CPI no Senado aprova condução coercitiva de curador da exposição ‘Queermuseu’

A CPI dos Maus-tratos do Senado aprovou, na quarta-feira (08), requerimentos para a condução coercitiva do curador da exposição Queermuseu, Gaudêncio Fidélis, e também do artista que fez performance nu no Museu de Arte Moderna de São Paulo, Wagner Schwartz. Segundo o autor dos pedidos, o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), a condução coercitiva foi decidida porque ambos foram convocados para prestar depoimentos ao colegiado e não compareceram. A CPI ainda decidiu criar um grupo de trabalho com integrantes do Ministério da Justiça, da Polícia Federal e da Safernet.

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Partidos de centro-esquerda se unem contra parlamentarismo e ameaças da direita


Foto: Eny Miranda-Divulgação
 
Jornal GGN - Os partidos PT, PCdoB, PSB e PDT decidiram se juntar para fortalecer as eleições gerais de 2018. Sob o lema "eleições livres e democráticas", as siglas de esquerda e centro começam a se reunir no fim deste mês para definir as frentes de atuação. Os partidos devem se preparar, ainda que com lançamentos de pré-candidatos independentes, de forma conjunta para algumas iniciativas das eleições de 2018. 
 
PT com Lula, PDT com Ciro Gomes, PCdoB com Manuela d'Àvila e PSB ainda sem nome definido, a preocupação é de que o governo de Michel Temer inicie tratativas, nos diferentes Poderes, desde o Executivo até o Judiciário, para manter nomes do grupo PMDB-PSDB na gestão do país. A preocupação é, sobretudo, de medidas para a instalação de um semiparlamentarismo ou semipresidencialismo.
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Ministro da Defesa diz que não haverá intervenção militar


No Rio, Jungmann participou da solenidade que marcou o fim das operações do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) - Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil

Por Vladimir Platonow

 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que não existe qualquer possibilidade de intervenção militar no Brasil, por conta da crise política, conforme pregam alguns setores da sociedade e até militares da ativa. Segundo o ministro, as Forças Armadas estão em paz dentro dos quartéis.

Raul Jungmann participou neste sábado (21) da solenidade que marcou o fim das operações do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), depois de 13 anos de atuação.

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Precisamos falar da direita, por Fernando Horta

Precisamos falar da direita

por Fernando Horta

Há quem diga que não existe direita ou esquerda no Brasil. Eu discordo.

Há quem diga que não há mais diferença entre direita e esquerda no mundo. E eu, também, discordo.

Mesmo que as coisas tenham se tornado muito mais complexas no final do século XX e início do XXI do que no XIX ou início do XX, ainda é possível diferenciar direita e esquerda pelo antagonismo mais básico da economia: trabalho e capital. Aqueles que valoram o trabalho de forma mais essencial que o capital se colocam no que chamamos de “esquerda”. Os que valoram o capital acima do trabalho ficam à direita.

É claro que existe um termo-médio aí. Difícil de definir, mas ele existe. E é também evidente que não se pode derivar todo um conjunto de valores apenas destas percepções. Daí que podemos ter uma direita ecológica, que prega sustentabilidade, assim como podemos ter uma esquerda que aceite e nutra algum respeito pelo “mercado”. Podemos ter uma esquerda reformista e uma direita que quer romper com o status quo (as coisas como estão). Claro que querem romper para trazer mais à direita, mas não deixa de ser uma defesa de rupturas ... não digo “revolução” porque guardo este termo em especial lugar ... especialmente nos Cem Anos da Revolução Russa.

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Mourão e Villas Bôas são partes de um mesmo pensar, por Luís Felipe Miguel

Mourão e Villas Bôas são partes de um mesmo pensar

por Luís Felipe Miguel

A famosa disciplina militar parece que funciona de forma bem seletiva. Vale para os que estão na parte de baixo da pirâmide e continuam a ser submetidos a todo o tipo de humilhação por seus superiores, devido a faltas insignificantes, reais ou imaginárias: alunos de escolas militares, recrutas, soldados rasos.

Já o general Antonio Hamilton Mourão defende publicamente um golpe militar e não recebe nenhuma punição. Em vez disso, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, disse em entrevista que ele é "um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão". Entendo que a evocação do estereótipo regional serve para minimizar a fala de Mourão, caracterizando-a como mera manifestação de uma fanfarronice atávica.

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A inteligência artificial como arma de guerra política

Em O Cafezinho

A inteligência artificial como arma de guerra política

Tradução exclusiva para o Cafezinho!

[O tradutor prefere não se identificar]

Ascensão da Inteligência Artificial (IA) como Máquina Armada de Propaganda

9/2/2017, Berit Anderson e Brett Horvath, no Scout

“É uma máquina de propaganda. Está dirigida para cada pessoa individualmente, para recrutar todos para uma ideia. É um nível de engenharia social como nunca vi. Estão capturando as pessoas e as mantêm presas num laço emocional, sem deixá-las ir” – disse o professor Jonathan Albright.

Albright, professor assistente e cientista especializado em dados na Elon University, começou a investigar os sites de notícias falsas [ing. fake news] depois que Donald Trump foi eleito presidente. Mediante pesquisa extensiva e entrevistas com Albright e outros especialistas chaves nesse campo, dentre os quais Samuel Woolley, Diretor de Pesquisa do Projeto de Propaganda Computacional da Oxford University, e Martin Moore, Diretor do Centro para Estudo de Mídia, Comunicação e Poder do Kings College, foi-se evidenciando para Scout que esse fenômeno tinha a ver com muito mais coisas que alguns episódios de noticiário falso. Era um item de quebra-cabeças muito maior e mais sinistro – a Inteligência Artificial (IA) Armada, como Máquina de Propaganda, usada para manipular nossas opiniões e comportamentos, de modo a promover específicas agendas políticas.

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Wanderley Guilherme: Sucesso de Lula aumentará a violência da direita

Foto: Ricardo Stuckert
 
 
Jornal GGN - O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos publicou artigo em seu blog, o Segunda Opinião, avaliando que a Lava Jato não conseguiu destruir a imagem de Lula e o sucesso da caravana que ele tem feito pelo Nordeste é prova de que o povo ainda acha o ex-presidente "irresistível". Diante dessa fato, Santos aponta que a direita pode não saber lidar com o sucesso e o potencial eleitoral de Lula e aumentar o discurso de ódia e descambar para a violência física. O título do artigo resume tudo: "O fedor da força bruta". 
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Para acabar com a esquerda e continuar a corrupção, por Raphael Silva Fagundes

Para acabar com a esquerda e continuar a corrupção

por Raphael Silva Fagundes 

Se a presença ou a ausência de algo não modifica de modo sensível o todo, é porque não é parte do todo.

Aristóteles

É possível que a permanência de Michel Temer na presidência tem que ver com o fato de que as reformas não perderam o fôlego, como muitos pensaram após as denúncias feitas ao presidente. A vitória do governo com a aprovação das reformas trabalhistas demonstra que Temer é sim capaz de conduzir a política desejada pelo setor empresarial que apoiou a queda da presidenta eleita Dilma Rousseff.

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E quando se é um pouco de cada...?, por Eduardo Ramos

E quando se é um pouco de cada...?

por Eduardo Ramos

Comentário ao post “Millor, a Lava Jato e a fábula do burro ou do canalha, por Luis Nassif

"Entre um burro e um canalha, não passa o fio de uma navalha"

E quando se é um pouco de cada...?

Rodrigo Janot perdeu para Rodrigo Janot. Perdeu para a mesma armadilha que engoliu homens ao longo da História da Humanidade pelo mesmo motivo quase sempre, registrado melhor do que ninguém pela frase que virou clichê de tão manjada, de Maquiavel: "O poder corrompe".

O Janot meio tímido no início do primeiro mandato, que duvido tenha sequer fantasiado em seu mais alto delírio tudo o que estava por vir, deu lugar a um Janot que, embriagado pelo poder absoluto que foram lhe concedendo, agigantou-se aos seus próprios olhos, num processo muito semelhante que atingiu Moro, delegados da polícia federal e os procuradores da lava jato.

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Paradoxos da candidatura Lula: conciliação e radicalização, por Aldo Fornazieri

Paradoxos da candidatura Lula: conciliação e radicalização

por Aldo Fornazieri

O impasse político-jurídico que faz de Lula um candidato e não-candidato, só será equacionado pela correlação de forças que o desdobramento da atual crise e novos eventos produzirem. Depois da indignação inicial pela condenação do ex-presidente, as forças políticas progressistas voltaram ao seu estado de letargia. Delegaram a Lula e à sua defesa a tarefa de tentar reverter a condenação. Lula, viajando pelo país e, sua defesa, trabalhando nos tribunais. A decisão do Congresso do PT de defender Diretas Já, mesma bandeira assumida pelos demais partidos de esquerda e por movimentos sociais, não se transformou em movimento de ruas. O "Fora Temer", mesmo que o presidente ilegítimo tenha apenas 5% de apoio, está circunscrito ao Congresso e às redes sociais.

Há um risco enorme em tudo isso, pois os tribunais e os juízes não estão julgando a partir da Constituição e das leis, mas a partir de suas vontades interpretativas. Com a opinião pública apática, desanimada e desmobilizada, a possibilidade da inviabilização da candidatura Lula pode se constituir em tendência dominante.

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