Um estudo divulgado pela Comissão Lancet sobre Violência Armada Global e Saúde apontou que, em 2021, 183 mil óbitos foram provocados pela violência armada, descrita como a principal causa de morte prematura de jovens entre 15 e 29 anos.
Os Estados Unidos, país com uma das legislações mais flexíveis em relação ao porte de armas e onde o acesso a elas é constitucional, lidera a lista de violência. Três anos atrás, 48 mil americanos perderam a vida por arma de fogo, o que representa 120 pessoas por dia.
Metade dessas mortes são homicídios. As demais se dividem entre suicídios e disparos acidentais. Outras 100 mil pessoas são feridas por tiros e têm de enfrentar, além das lesões físicas, problemas mentais.
O estudo apontou ainda que, em 2022, a violência armada causada nos Estados Unidos custou US$ 550 bilhões (o equivalente a mais de R$ 3 trilhões) aos americanos, devido aos custos de internação, visitas a salas de emergência e gastos com qualidade de vida.
Brasil
No Brasil, os dados também chamam atenção dos pesquisadores. Em 2023, 32 mil pessoas foram assassinadas por arma de fogo. Nos últimos quatro anos, o número de vítimas ultrapassou 172 mil.
Além de jovens (52% das vítimas tinham entre 15 e 29 anos), os mortos por armas de fogo no país têm um perfil recorrente: 94% são homens e 69% são negros.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
6 de setembro de 2024 11:41 amSeria interessante fazer uma correlação entre os lucros dos fabricantes de armamentos, os impostos que eles pagaram, o gasto do SUS com tratamento de feridos e o número de vítimas letais.