Brumadinho e o desprezo pela tecnologia militar brasileira, por Luis Nassif

Atualizado às 20h30

No desastre de Brumadinho, o inacreditável presidente da República, Jair Bolsonaro, o que bate continência até para assessor de governo norte-americano, esqueceu totalmente do papel das Forças Armadas brasileiras nos trabalhos. Preferiu tornar-se garoto-propaganda da tecnologia israelense. Aliás, a afoiteza com que seu filho Flávio e o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciaram a ida a Israel para comprar equipamentos de segurança, mal terminadas as eleições, pode ser um indicativo dessa paixão incontida.

O Brasil tem uma ampla experiência em defesa civil, aprimorada nas inundações de Santa Catarina e de São Paulo, e na tragédia de Teresópolis. E tem tecnologia militar. As Forças Armadas brasileiras estavam disponíveis. Mas ficaram sem função porque Bolsonaro transferiu para o governador mineiro Romeu Zema acionar ou não sua ajuda. E Zema é um completo jejuno como administrador público. Todas as loas foram prestadas às Forças Armadas de Israel.

Aprendi a admirar a tecnologia militar ainda nos anos 80, quando teve início o programa da Marinha de enriquecimento de urânio.

O governo Ernesto Geisel tinha embarcado na conversa do Acordo Nuclear com a Alemanha. Por ele, caberia ao Brasil financiar inteiramente um processo experimental de enriquecimento de urânio, o jett nozzle. O sistema ainda não tinha comprovação de viabilidade comercial e jamais viria a ter.

Quando se percebeu sua inviabilidade, houve uma forte disputa entre diversos setores, pela paternidade do seu sucessor. Os físicos da USP, liderados por José Goldenberg, faziam ataques ferozes ao Acordo Nuclear, através da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). E ofereciam a alternativa da água pesada, adotada pela Argentina. A Aeronáutica defendia o enriquecimento através de um sistema de laser.

Coube à Marinha apresentar a alternativa vitoriosa, o do enriquecimento através das ultra centrífugas.

Na época, regime militar ainda, começou a ser montada uma cadeia de fornecedores de tecnologia militar, desde aços finos até armamentos, períodos em que se sobressaiu a incrível Avibras e as fábricas de blindados.

Durante décadas, contando sempre com recursos orçamentários escassos, a Marinha logrou desenvolver uma tecnologia avançadíssima e penetrou no universo fechado dos fornecedores de urânio enriquecido. Talvez tenha sido o maior feito tecnológico brasileiro.

Mas a tecnologia militar não parou aí.

Ainda no início dos anos 80, o grande Bernardo Kucinsky escreveu uma série de reportagens para o The Guardian, sobre a possível venda de plutônio brasileiro ao Iraque. O Paulo Andreolli, jovem repórter do Estadão, foi atrás das dicas e publicou reportagens sobre o tema, descrevendo aviões saindo de São José dos Campos para o Iraque.

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Na época, o Estadão já atravessava uma de suas crises cíclicas e estava com redação bastante depauperada. Pouco antes, havia sido motivo de galhofa geral com o episódio da “porca assassina”. Um ilustre diretor da sucursal de Brasilia estava no gabinete do Ministro da Justiça, Ibrahim Abi Ackel, quando um projétil arrebentou a vidraça. O caso foi tratado como atentado terrorista.

Logo depois, a sessão de necrológio do jornal, editada pelo inesquecível Toninho Boa Morte, publicou uma enorme elegia à morte de um cavalo, do Jockey, enaltecendo seus nobres sentimentos.

Os concorrentes, especialmente a Folha e a Veja, não perdoaram.

Quando saiu a reportagem do plutônio, a reação foi igual: Veja e Folha caíram matando. E o Estadão ficou na defensiva.

Na época, eu era pauteiro e chefe de reportagem da Economia do Jornal da Tarde. Por coincidência, um pouco antes a revista Nova me pediu uma reportagem especial sobre o acordo atômico. Sem Google, escarafunchei o Departamento de Pesquisa do jornal, levantei xerox de umas duzentas reportagens e ganhei um conhecimento razoável – jornalisticamente falando – da terminologia técnica do tema. Eram nítidos os erros técnicos cometidos pelos dois veículos, particularmente do jovem e agressivo repórter da Folha de nome José Nêumane Pinto, nas críticas ao Estadão.

Falei para o Ruizito Mesquita conversar com seu tio, Júlio. Disse-lhe que, com uma reportagem só, mataria as críticas. Me deram uma página de jornal. Antes de sair, o artigo foi revisto pelo próprio Goldenberg. Nas conversas com ele percebi as disputas não explícitas sobre o acordo nucelar, das quais a SBPC era um biombo. O artigo acabou com a controvérsia, explicitando os erros técnicos grosseiros contidos nas críticas ao Estadão.

Rex Nazareth, tecnólogo militar

Dei essa imensa volta para chegar a Rex Nazareth. Das duas centenas de reportagens que li, as únicas substanciosas, mesmo, eram entrevistas com Rex Nazareth, físico da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), dadas a um suplemento da Folha. O restante era um amontoado de críticas genéricas ao Acordo Nuclear, das quais não se extraía uma informação técnica relevante.

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Em 2003, me deu curiosidade de conhece-lo. Ele estava, então, na direção do Instituto Militar de Engenharia. Fui até a Praia Vermelha conhece-lo e ao IME e, lá, me espantei com as pesquisas que comandava, de tecnologia aplicada.

https://www.youtube.com/watch?v=EVbChaDare0]

Duas delas me chamaram a atenção. Uma, a construção de protótipos de drones, muito antes da febre de drones explodir. A outra, sensores que, colocados nas águas ou em terra, conseguiam identificar qualquer movimento não natural, como a de um túnel sendo escavado ou, no caso dos rios, até embarcações a remo se aproximando. Seria a tecnologia adequada para os trabalhos em Brumadinho.

O grande Rex, já idoso, me perguntava de que maneira poderia fazer aquelas descobertas chegarem ao Ministério da Justiça. Seriam ferramentas ideais para prevenir fugas de presídios, tráficos de droga nas fronteiras. Nunca soube de seu uso pelo poder público.

Nos anos seguintes, dentro do Projeto Brasil e do Brasilianas, montei vários seminários para discutir tecnologia militar, muitos deles abrilhantados pela competência e raciocínio cartesiano do Almirante Alan Arthou, um dos responsáveis pelo programa nuclear da Marinha.

As Forças Armadas dispõem de três centros relevantes de tecnologia, um para cada arma. Tinham parcerias relevantes com as universidades, com o ITA, no caso da Marinha, com o IPT, através do IPEN (Instituto de Pesquisas Nucleares), no caso do Exército.

Esse trabalho me conferiu algumas comendas militares, todas de associações de engenheiros das três forças.

Por tudo isso, não entendi esse incrível espetáculo de subserviência, de um presidente do baixo clero militar, que se encantou com Israel por razões fundamentalistas, levantou a bola da tecnologia israelense e, em nenhum momento, mencionou a estrutura que as Forças Armadas brasileiras poderiam oferecer para o caso de Brumadinho. E estando cercado por militares da reserva.

A engenharia militar participou dos maiores feitos econômicos e tecnológicos nacionais. Foi essencial na implantação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), na criação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), na montagem da infraestrutura nacional em transportes, comunicações, indústria de base, nas grandes estatais (Embratel, Telebrás, Petrobras). Participou da implantação do padrão Pal-M para a TV a cores no Brasil; além dos produtos tipicamente militares, como radares, blindados, armamentos.

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É inacreditável que o espírito anti nacional, de subserviência que marca o grupo de Bolsonaro, tenha feito menosprezar até a tecnologia militar, do seu mais influente avalista.

A FAB possui aviões com a tecnologia
 
O leitor  Gilberto Correa passou a dica nos comentários do post “Brumadinho e o desprezo pela tecnologia militar brasileira, por Luis Nassif”
 
A tal dita “tecnologia israelense” é na verdade americana – o Foward Looking Infrared (FLIR). Existem aeronaves do Exército Brasileiro e de algumas policias militares, como a do Rio de Janeiro, que possuem essa capacidade embarcada. É impressionante como aproximações ideológicas são justificadas por “fatos alternativos” neste governo..
 
Uma breve pesquisa indicará o seguinte:
 
Os aviões brasileiro EMB-145 e EMB-314 Super Tucano, da Embraer, já são construídos com esses sistemas. O EMB-145 é utilizado para sensoreamento remoto da Amazônia. O EMB-315 Super Tucano para tarefas de interceptação e vigilância para o projeto SIVAM.
 
Os primeiros dispositivos subiram na década de 60, nos Estados Unidos, “derivados dos sensores de rastreamento e detecção de infravermelho utilizados nos mísseis ar-ar, visando permitir a observação e o ataque de alvos inimigos encobertos pela escuridão, pela fumaça ou pela selva”.
 
A estreia foi na Guerra do Vietnã.
 
Hoje em dia é uma tecnologia de uso extensivo na aviação, utilizado em forças militares e civis.

Inúteis

Agora, vem a informação de que o equipamento de Israel tem uma tecnologia para identificar o calor que emana dos corpos. Ou seja, é boa para caçar terroristas vivos do Hamas, não para localizar cadáveres embaixo da lama.

É um mico atrás do outro.

Leia

A epopeia do Ipen, de 11/08/2002

O pai do programa nuclar brasileiro, em 09/04/2003

Por uma política industrial militar, em 23/01/2003

A licitação da FAB e o offset, em 17/12/2003

O submarino nucelar, de 05/01/2005

Aqui, os vídeos do Seminário Brasilianas de Tecnologia Militar

[video:https://www.youtube.com/playlist?list=PLD3D25CF0442BF0FD

2019-01-28 15:17:58 -0200

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46 comentários

  1. O post do Nassif é uma

    O post do Nassif é uma espécie de certidão de óbito. Causa mortis: um virus que se espalha pela rede de nome bolsonaro..

  2. Desgoverno

    Segundo Fernando Brito, na FAB há uma unidade de elite especialista em resgates, a PARASAR (PARA, de paraquedistas, e SAR, de “search and rescue”, busca e salvamento em inglês).

    Claramente, a equipe de transição de governo NÃO fez a lição de casa (entender a máquina) e o Bozo preferiu fazer marketing com israelenses em cima da tragédia, do sofrimento e da morte das vítimas do crime ambiental de Brumadinho.

     

    http://www.tijolaco.net/blog/ministro-confirma-que-militar-brasileiro-foi-excluido-de-acao-em-brumadinho/

    Militares não estão na linha de frente porque governo de MG não solicitou, diz ministro

    https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,militares-nao-estao-na-linha-de-frente-porque-governo-de-mg-nao-solicitou-diz-ministro,70002697399

  3. QUE SE PHODA AS FORÇAS GOLPISTAS ARMADAS DO BRAZIL

    ENQUANTO LULA CONTINUAR SEQUESTRADO NA QUANTÂNAMO CURITIBANA, TODAS AS INSTITUIÇÕES DESTE PEDAÇO DE TERRA LATINO-AMERICANO CONTINUARÃO VALENDO MENOS QUE UMA CÉDULA DE TRÊS REAIS .

     

    LULA LIVRE !!   LULA LIVRE !!  LULA LIVRE !!  LULA LIVRE !!  LULA LIVRE !!  LULA LIVRE !!  LULA LIVRE !!  LULA LIVRE !!

  4. Ferrou o Brasil e Israel

    Com uma cajadada ele desmoralizou a tecnologia e a mão de obra brasileira e por tabela o conhecimento e tecnologia dos israelenses. Grande Bolsozoário. 


    • “Enquanto o Exército de Israel faz trabalhos de busca por desaparecidos com o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, o Exército brasileiro, da 4.ª Brigada de Infantaria Leve (Juiz de Fora), ainda não foi acionado pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).”

  5. Olá Nassa, recebi de várias

    Olá Nassa, recebi de várias pessoas e grupos um apelo de uma menina pedindo que profissionais da área ambiental criassem canais nas redes sociais para decodificar essas questões ambientais técnicas, politicas e institucionais, por conta de tanta desinformação e muitas delas compartilhadas levianamente. Hoje reparei jornalistas, nas entrevistas, e pessoas comuns, nas redes sociais, questionando o porquê das Forças Armadas não estarem em Brumadinho e os Israelenses estarem. Afinal fizemos parte da Minustah no Haiti. Você citou a atuação do Exército em 2011 em Teresópolis e em outros eventos climáticos críticos enviados pela presidencia da república ou a pedido dos governadores. A “coordenação” na busca por sobreviventes pelo menos aqui foi feita pelos bombeiros e defesa civil. Coloco essa coordenação entre aspas porque uma das questões criticas nesses momentos é justamente não ter uma coordenação como a indicada pelos marcos e protocolos de Hiogo e o de Sendai, este último após Fukushima um mês após os deslizamentos na Região Serrana. Escrevo isso porque, e me corrijam se eu estiver errada, o exército auxilia na reconstrução de infraestrutura, pontes, estradas, logística humanitária. Desconheço grupos de resgate que operem especificamente na busca por sobreviventes em acidentes, desastres naturais desse porte, magnitude, incluso com tecnologia para tal como o grupo Topos Azteca. Mas sim quando soube que os israelense viriam com sua “tecnologia” pensei no quanto esses profissionais daqui devem ter reagido afinal não tem como na lama ter bolsões de ar para manter sobreviventes por tantos dias…Sim um mico! Um não, talvez vários, já está na hora de termos protoclos para estes “desastres”.

    • Me recordo quando do acidente

      Me recordo quando do acidente envolvendo o choque entre um Legacy da Embraer e um Boeing da GOL, causando a queda deste em mata fechada, quem fez o resgate dos corpos e dos destroços foi o Exército Brasileiro.

      Aliás, foi um trabalho extremamente difícil pela exposição dos soldados à doenças, clima, a corrida contra o tempo por conta da putrefação dos restos mortais e por conta dos animais carnívoros que poderiam se alimentar de tais restos, a destruição de peças do Boeing para se evotar o comércio destas no mercado negro, etc.

      Ou seja, capacidade e senso deste tipo de missão o Exército possui sim.

      Qualquer exército do mundo atua nesses tipos de catástrofe.

      Basta lembrarmos que os trabalhos de contenção do acidente de Chernobil foram realizados pelo exército soviético.

  6. Pior aínda. A tal dita
    Pior aínda. A tal dita “tecnologia israelense” é na verdade americana – o Foward Looking Infrared (FLIR). Existem aeronaves do Exército Brasileiro e de algumas policias militares, como a do Rio de Janeiro, que possuem essa capacidade embarcada. É impressionante como aproximações ideológicas são justificadas por “fatos alternativos” neste governo.

    • Israelenses
      E sério que vcs estão discutindo a marca do radar que está sendo usado pra encontrar as vítimas de Brumadinho?
      Isso é desprezível e lamentável….sem mais comentários, não vale a pena.

  7. Os Israelenses vieram
    Os Israelenses vieram correndo fazer show-case de seus produtos tecnológicos. Eles não tem nenhuma experiência nesse tipo de catástrofe, lá não tem água, só se atolam na areia do deserto.
    Quem é tarimbado para esse serviço são os países que sofrem com tsunamis e terremotos: Japão, Indonésia, Filipinas além de México são escolados em desastres assim.

  8. Ultrassom

    … é a solução, acho eu.

    O material é um mingau de pó de ferro e areia.

    Ondas de radio e calor nao devem atravessar bem, mas pelo menos é um material homogeneo E com velocidade do som maior que a da água dos corpos. so teria que usar frequencias baixas.

    Disseram que iam trazer sonares…

    Uma rede de sensores e um pouco de software daria pra fazer imageamento tal qual ultrassom ginecológico, talvez nao com tanta resolução.

    Gente no brasil que mexe com isso, tem. Petrobras, Usp, São Carlos… Talvez não tenham um equipamento de prateleira.

    MMas lembro que, na busca pelo corpo de Eliza Samudio, os bombeiros de MG varreram os leitos dos rios com um sonar que parecia ter varios sensores. Talvez desse para dar uma experimentada.

     

     

  9. Brumadinho e o desprezo pela tecnologia militar brasileira

    -> Por tudo isso, não entendi esse incrível espetáculo de subserviência, de um presidente do baixo clero militar, que se encantou com Israel por razões fundamentalistas

    -> É inacreditável que o espírito anti nacional, de subserviência que marca o grupo de Bolsonaro, tenha feito menosprezar até a tecnologia militar, do seu mais influente avalista.

    o aparente paradoxo do desprezo de Bolsonaro com a tecnologia militar brasileira é consequência direta do desprezo das FFAA pelo Povo Brasileiro.

    forte demais? de modo algum!

    quem é o patrono do Exército Brasileiro?

    um Duque! o único no Brasil. cujos títulos de nobreza foram recompensa pelo seu dedicado trabalho de “pacificação” das revoltas populares durante o Império, ao qual nosso “maior soldado” serviu com fidelidade canina.

    qual a relação das FFAA com o Capitão Sérgio Macaco do caso PARASAR, durante a Ditadura Civil-Militar? este sim um herói! este sim deveria ser um ícone permanente para as FFAA! mas as FFAA deixaram que o Brigadeiro Sérgio Macaco morresse sem lhe fazer justiça.

    então, não se trata tão somente de fazer o acerto de contas a respeito dos porões de uma Ditadura Militar a serviço dos grandes empresários civis.

    há todo um amplo, geral e irrestrito resgate a ser feito. desde as malas de dinheiro do Gal. Kruel até a humilhação do Vice-Almte. Othon.

    Bolsonaro jamais imaginou que seria eleito. e os Generais também não. em que pese a já famosa matéria sobre um pretenso projeto da cúpula militar para uma pretensa “Nova Democracia”.

    agora não apenas Bolsonaro está perdido, o que ficou patente em Davos, como mesmo os Generais estão tão perdidos, ou ainda mais dada sua maior visão estratégica.

    tudo se resume a uma simples pergunta: o que os Generais querem?

    mais uma vez serem a milícia privada do grande capital?

    ou enfim fazerem História, com H maiúsculo!

    após o fracasso do poder civil e da auto-desmoralização da Esquerda, os Generais os Generais tem em suas mãos a maior de todas as suas oportunidades históricas.

    o terceiro ditador do “MR-64” (Movimento Revolucionário de 31-MAR-1964) teve a lucidez e ousadia de afirmar em 1974: “A economia vai bem, mas o povo vai mal.”

    os Generais não poderiam hoje deixar de corrigir: economia e povo vão mal. ao que nosotros retrucaríamos: mas se o povo vai mal, a economia de modo algum pode estar indo bem.

    e um dos mais graves sintomas deste “ir mal” é a profunda insatisfação dentro dos quartéis com a inclusão dos militares na Reforma da Previdência do financista e rentista Paulo Guedes.

    esta é a questão.

    “Quando Collor assumiu, o programa foi descontinuado. Restou o conhecimento acumulado, mas disperso. Hoje Rex leciona no IME, uma instituição exemplar na formação de tecnólogos, trabalhando com tecnologia de segurança. Não raras vezes tira dinheiro do bolso para que um aluno possa completar suas pesquisas.”

    O pai do programa nuclear

    .

  10. Governo Militar

    A maioria das pessoas já percebeu que Bolsonaro é um ignorante, imbecil, mentiroso. Mas nesse caso do marketing israelense, a conta não deve ser paga apenas por Bolsonaro. Afinal, Bolsonaro está cercado por generais.

    O fato é que os militares que estão no governo são entreguistas, desprezam o povo brasileiro e não reconhecem o valor de seus próprios colegas de farda.

    O desprezo de Mourão pela formação étnica do brasileiro foi explicitada para maçons: “a cultura brasileira é formada pela (1) herança cultural ibérica, que é a do privilégio e da sinecura; (2) a indígena, que é a da indolência, o índio deitado na rede e a mulher cavando; (3) a africana, que é a da magia. “

     

  11. Vergonha

    O governo Bolsonaro tem primado por envergonhar o Brasil, internacionalmente.  Até a escolha do ministro das relações exteriores, em minúsculas propositais, não deixa dúvidas sobre a intenção de nos expor ao ridículo. Nem a perspectiva de sérios problemas nas nossas relações comerciais está sendo considerada. Agora, diante dessa tragédia de responsabilidade primeira da Vale, fruto da sua criminosa privatização, impune até hoje, o governo  decide envergonhar as nossas Forças Armadas, dispensando o concurso de sua inegável competência, com a intenção de fazer propaganda política de Israel. O vira-latismo, neste caso, tornou-se irresponsabilidade, por atrasar o resgate das vítimas. Vai ficar assim?

  12. #

    Moradores do local têm denunciado que tem muita gente que fugiu para dentro da mata e não está sendo procurada pelos helicópteros que só sobrevoam a lama.

    Por que não usam a merda da tecnologia que localiza o calor humano, que até os helicópteros das grandes capitais brasileiras possuem, para procurar essa gente na mata?

    Por que não mandam os paraquedistas do NOSSO exército para procurar essa gente no meio da mata?

    Esse Bozo é um incompetente irresponsável. Para fazer propaganda dessa política internacional idiota com Israel, deixa a população totalmente desassistida com pessoas perdidas na mata.

     

     

  13. Peculiaridades desconhecidas do público

    As FFAA são um grupo bastante heterogêneo. Existem grupos dominantes que impõem a sua visão. Um deles é o do grupo que se vê como pertencente à “atividade fim” da força, em detrimento dos demais. Note que, mesmo agora, quando a guerra tecnológica, virtual, eletrônica, hibrida,… é o foco do combate moderno, no alto comando da aeronáutica não há nenhum tenente-brigadeiro engenheiro, posto que sequer existe. Isso para explicar que, muitas vezes, as próprias instituições não tem interesse em divulgar os feitos de suas engenharias. É, pasmem, uma questão de monopólio de poder e prestígio. O abandono do almirante Othon pela Marinha é explicável pelo mesmo raciocínio, pois ele é, sim, um almirante, mas do corpo de engenheiros. Do mesmo modo, o esforço tecnológico, cuja ponta do iceberg seria a Embraer, não é uma unanimidade. Muitos preferiam ter gasto os recursos apenas na compra equipamentos importados e hoje dispor de maior número de aeronaves operacionais.

  14. NA VEIA, NASSIF. PARABÉNS!

    COM TUAS PALAVRAS, MUITOS HÃO DE PENSAR NAS CACAS BOÇAIS E MINISTERIAIS FARDADAS.  MAS COM A INTENÇÃO, COM TEUS SILÊNCIOS, MUITOS DOS 54 MILHÕES SE RUBORIZARÃO PELA CACA QUE FIZERAM NA URNA (PELO MENOS OS QUE TÊM CAPACIDADE DE TER VERGONHA NA CARA)…

  15. Aqui em MInas temos uma tecnologia equivalente para

    encontrar corpos tanto de vivos como de mortos, de gente como de bichos, barata, que não usa energia elétrica durante a operação, porém ela faz algum barulho e eventualmente um pouco de sujeira. O chato é que não pode ser usada continuamente, pois tem que haver uma certa recarga (relativamente rápida, usando, pasmem, água!); a operação da mesma é facílima, qualquer soldado com pelo menos dez neurônios aprende a usar em menos de cinco minutos. E pode ser utilizada em terrenos movediços como em Brumadinho.

    Os dois maiores questionamentos são que o operador não pode estar mal-humorado durante a operação e existe um pequeno viés de racismo, mas nada que afete um vira-lata! Além disto, não costuma documentar digitalmente a sua operação. Às vezes algum xiita do IBAMA ameaça interdição da tecnologia com umas perguntas maliciosas.

    Quando encontra um corpo, esta tecnologia sinaliza com auau!

  16. Teoria da conspiração?

    Mais uma? É que tem gente levantando a quantidade de nomes judeus assumindo cargos importantes na economia brasileira desde os sombrios anos fhc.

    Esse presidente da Vale é só mais um.

    Daí, essa pressa de Israel em “ajudar” o brasilêro, sempre tan bonzinho….

  17. Afinal, qual é mesmo a dos

    Afinal, qual é mesmo a dos militares? Até quando irão coonestar um inepto à frente de um governo formado por parvos? 

    Ou a “ideia” é esperar que caia de podre para que assumam? Até lá o prestígio e o respeito angariado pelo país, fruto do trabalho de gerações, estará rés ao chão. 

     

    • Hoje em dia a dos militares é

      Hoje em dia a dos militares é ganhar dinheiro na iniciativa privada, sem largar a carreira militar é claro.

      E arrotar um falso patriotismo.

  18. Elogio
    Por sorte encontrei alguém que se revela um nacionalista. Passei a seguir você, precisamos de mais pessoas como você que dão valor e divulgação ao que é nosso.

  19. Nossos militares na Defesa Civil

    O Brasil tem tecnologia e prática, civil e militar, para atuar eficientemente nos desastre do tipo que acontecem em nosso país. Moro em Blumenau. Todos aqui têm um carinho especial para o 23° Batalhão de Infantaria, que atuou em todos os desastres que nos atingiram, particularmente nos grandes de 84, 84 e 2008. Trabalhei muito como geólogo em Defesa Civil, no estado de SP, em contato direto com a PM e o Corpo de Bombeiros, cujos especialistas em salvamento atuam com dedicação e tecnologia. Estão todos fora para fazer de conta que Israel tem tecnologia. A única que têm, e a que realmente interessa aos dominantes é a de assassinatos, por drones ou ´mísseis, particularmente valiosa para a milícia que domina o governo do Rio usar na sua guerra com as outras quadrilhas. 

    • Médicos de outro país em solo

      Médicos de outro país em solo brasileiro: “comunistas, guerrilheiros disfarçados!”

      Militares de outro país em solo brasileiro: “vieram ajudar, temos que torcer pra dar certo, toda ajuda é benvinda”.

    •   Baixísimo o nível da sua

        Baixísimo o nível da sua crítica. É fácil mostrar e vou utilizar o mesmo método que você.

       

        Médicos de outro país: ÓTIMO, pois nos faltam médicos em diversas partes do país

        Militares de outro país: péssimo, temos militares aqui e MUITO mais capacitados para a tarefa em questão.

       

        Pelo visto o nível bozonaro de raciocínio chegou ao blog. Os médicos eram guerrilheiros em potencial, militares estrangeiros devem ser bem recebidos… e depois é esse ajuntamento de palermas que se diz patriota.

  20. O Mar de Lama

    Nassif: o problema é outro. Não sei (e acho que não) os VerdeSaúvas devem estar fora da maracutaia. Ela foi montada pelos NaziSionistras, representados no Brasil pelo grupo da EstrelaAmarela e ligados ao Príncipe de Paris. Bem antes já haviam entregues o sistema de SegurançaNacional a eles. E como são comerciantes atuantes junto aos banqueiros internacionais, nada melhor que negociar as falcatruas. O dindim se camufla numa conta onde esses Gogoboys nem imaginam. Pinta um pouco na mão do Judiciário. Outro tanto dentre as cúpulas fardadas. Os congressistas mordem um tiquinho. E o pessoal é capaz até de não mais apertar a milícia do Queiroz, atras do larjam.

    Ontem mesmo um dos noticiários (desavisadamente) avisava que o pessoal de Bibi nada poderia fazer com todo maquinário trazido, pois o barro da represa secou e desse modo não funcionaria à contento. Portanto, ou vieram passear e comer pão de queijo ou estão ensaiando uma “invasão”, como fazeram no Líbano. Vão ensinar os meganhas nas técnicas aplicada em Sabra e Chatila. As colônias serão inauguradas em Goyaz-de-Trindad-do-Chile, sob supervisão dos atuais governantes estaduais, para receber os 91 milhões marginalizados por não apoiarem a DemocraciaFardada.

    Assim, não foi desprezo pelo obsoleto maquinario e pessoal nacional. Foi estratégia de negócio.

     

  21. O sionismo é mesmo uma merda,

    O sionismo é mesmo uma merda, uma perda, de tudo: valores (humanistas), consciência, razão…

  22. Não vejo tecnologia, apenas oportunismo

    Não vejo que neste assunto haja algo de tecnologia que tenha feito tomar as decisões tomadas.

    O governo militar se quisesse – ou se o desastre precisasse mesmo, já teria enviado soldados e tecnologia militar a Brumadinho (gostando Bolsonaro ou não). Não passa de uma desculpa para tornar simpático o apoio israelense, visando a troca de embaixada e outras implicações.

  23. Brumadinho do desprezo pela tecnologia
    Nassif: fantástica matéria
    Encantada com o relato, que materializa uma excelente revisão documental. A ideologia que cega os tomadores de decisão “nacionalistas” no Brasil. É uma lástima. Mas além de lamentar, percebemos que pessoas como você podem ajudar a formar opinião dos que assistem com horror ao emburrecimento da nação.

  24. Linha do Tempo

    De fato esta história com Israel já roça o ridiculo…

     

    mas uma curiosidade Nassif….em 2003 quando vc conheceu o referido professor…como foi a penetração destas maravilhosas idéias da tecnologia militar nos governos Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 1/2 e Temer 1/2?

     

    Porque convenhamos que por mais patéticos que os governos recentes possam ser não dá pra colocar na conta deles já que os mesmos possuem 20 dias de gestão. Por mais predatórios que eles possam vir a ser, trata-se apenas de uma projeção.

     

    Mas na prática como os governos anteriores abordaram esta relação com a tecnologia millitar? e o financiamento das mesmas?

  25. Brumadinho a parte,tomo
    Brumadinho a parte,tomo conhecimento que o poderoso empresário paranaense Joel Malucelli,unha e cuticula de Moro,negocia delação premiada.Vai citar o amigo?Que porra nenhuma.Essa é uma daquelas missas ecomendadas,direcionadas pelo bodete Deltan e ganhar a liberdade,na mesma toada de Pulhocci.Só nos resta torcer para um cretino desses surte quando tiver cuspindo os feijões.

  26. Parcerias das Forças Armadas

    A parceria da Marinha é com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e não com o ITA.

  27. Uma FFAA que permitiu e

    Uma FFAA que permitiu e tutelou um golpe de estado não merece respeito.

    Está permitindo o desmonte do estado nacional. Estão doando nossas riquezas naturais e não vejo nenhum movimento nas 3 armas contra o desmonte.

    Nosso Petróleo, nossas empresas estratégicas , Amanzonia, Base de Alcântara, Embraer, Eletrobrás, tudo passando para mãos de empresas gringas, e os Gal, Brigadeiros e Almirantes preocupados em não libertarem o Lula.

    Como ter orgulho de um FFAA com esse perfil.

    Quero que todos vão para pqp, que virem forças auxiliares dos USA. Que limpem as botas e privadas dos Marines.

  28. Publiquem

    A imprensa continua a mesma quando quer cair matando. Israel trouxe muito mais do que isso.

    “Agora, vem a informação de que o equipamento de Israel tem uma tecnologia para identificar o calor que emana dos corpos. Ou seja, é boa para caçar terroristas vivos do Hamas, não para localizar cadáveres embaixo da lama.”

    “É um mico atrás do outro.”

     

  29. Olha em termos da tecnologia
    Olha em termos da tecnologia da 4 revolução industrial, a Inteligência Artificial, seja para reconhecimentos de padrões, de imagem, de voz, etc. O Brasil está anos luz, repito anos luz atrasado em relação a Israel. Digo isso porque isso porque sou do ramo e quase tudo vem de Israel, China ou USA.

  30. Lembrar também a tecnologia de guerra terrestre da Engesa, com os lança foguetes, os tanques de guerra Urutu e Cascavel, que eram exportados para o Oriente Médio antes da primeira guerra do Golfo e os EUA fecharam o mercado e a ENGESA.

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