Estudo demonstra o que se sabe: telefonia no Brasil é uma das mais caras no mundo

Jornal GGN – Telefonia, no Brasil, significa muito desembolso e pouco retorno. Pesquisa demonstra que trabalhador brasileiro desembolsa mais de sua renda por uma ligação que em tantos outros países avaliados. Dos 166 países da pesquisa, somente 47 tem situação pior que a do brasileiro. Custo alto e uma capacidade imensa de não sair das listas de mais reclamadas, eis um panorama do setor. Leia a matéria do Estadão.

De 166 países avaliados, apenas 47 deles tem um custo superior na ligação ao que o brasileiro paga

Sugestão de Pedro Penido dos Anjos

do Estadão

Brasil tem uma das telefonias mais caras do mundo, aponta estudo

JAMIL CHADE – O ESTADO DE S. PAULO

Trabalhador brasileiro destina proporção maior da renda a ligações do que cubano; custo de ligação é maior do em países da África, Ásia e Europa, segundo estudo de uma organização internacional

GENEBRA – A telefonia e o acesso à Internet no Brasil ainda estão entre os mais caros do mundo e os custos freiam a capacidade de garantir que os serviços cheguem a toda população. A desigualdade social é traduzida também para uma desigualdade digital profunda. O alerta é da União Internacional de Telecomunicações que, em um estudo publicado em Genebra.

No Brasil, o custo da Internet para a população mais carente é 20 vezes o peso que o mesmo serviço representa para os mais ricos. 44% das pessoas que tem computador em casa não consegue pagar uma assinatura para ter Internet.

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O documento revela que o custo de uma ligação pelo telefone celular no Brasil é superior a todos os países europeus e que consome uma proporção maior da renda que em países como Cuba, Paquistão, Argélia ou Guine Equatorial.

De 166 países avaliados, apenas 47 deles tem um custo superior na ligação ao que o brasileiro paga no celular, entre eles Etiópia, Albania, Ruanda e Madagascar. Os locais onde a ligação tem o menor custo são Macao, Hong Kong e Dinamarca.

O pacote que serve de comparação seria a assinatura mensal de um celular, com 30 ligações por mês, mais 100 mensagens de texto. O valor médio do serviço no Brasil chegaria a US$ 48,32 por mês ao final de 2013. Em comparação à renda média do País, isso representa um custo pensar de 4,96%.

Em Macau, o mesmo serviço custa menos de US$ 6,00 e representa meros 0,11% da renda. Em pelo menos 36 países, o custo de um pacote parecido sairia por menos de 1% da renda mensal de um trabalhador.

O Brasil ainda está em uma situação incômoda no que se refere aos custos da telefonia fixa. Dos 166 países avaliados, o Brasil aparece apenas na 110ª posição, com um custo de US$ 24,00 por uma assinatura mensal, mais 30 minutos de ligações locais. Isso representa 2,50% da renda média de um trabalhador.

No Irã, a taxa sai por apenas doze centavos de dólares por mês, contra 24 centavos em Cuba. Nesses países, a telefonia fixa custa por mês entre 0,03% e 0,05% da renda média.

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Numa conta geral, o Brasil aparece na 90ª posição entre os 166 países avaliados no que se refere ao custo da telefonia. Hoje, são 22 telefones fixos para cada 100 pessoas. O número de celulares é de 135 para cada cem habitantes. Em 2012, a taxa era de 125. 

Internet. No que se refere à Internet, o Brasil registrou pela primeira ao final de 2013 mais de 50% de sua população conectada à rede. Em 2012, a taxa era de 48% e, no ano passado, a penetração chegou a 51%. 42% tinha acesso à rede.

A taxa da sociedade brasileira com computadores em casa passou de 45% para 48% entre 2012 e 2013. No que se refere à banda-larga fixa, o serviço atende a 10% dos brasileiros em suas residência. Já a Internet rápida sem fio teve uma expansão e atinge 55% da população. Em 2012, eram apenas 33% os brasileiros com o serviço.

Essa situação permitiu que o Brasill subisse da 67ª posição em 2012 para a 65ª em 2013 no ranking das economias mais preparadas para usar as tecnologias da comunicação. Mas o Brasil ainda é superado pelo Azerbaijão, Romênia e Argentina.

O ranking é liderado pela Dinamarca, seguido pela Coreia do Sul e praticamente todos os países ricos. A Europa continua sendo a região onde a tecnologia da informação é mais avançada.

Mas, uma vez mais, o custo é um obstáculo para o avanço das comunicações no Brasil. Segundo a agência,  “o preço continua uma barreira ao acesso à Internet em casa em muitos países em desenvolvimento”. “No Brasil, por exemplo, 44% das pessoas entrevistadas que tinham computadores em casa indicaram que não tinham internet por considerar o preço alto demais ou acima de suas possibilidades”, indicou.

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Se no Brasil 42% da população tem internet em casa, a taxa nos países ricos é de 78%. Na média mundial, o ano de 2014 deve terminar com 44%, contra 40% em 2013 e 30% em 2010.

O custo da banda-larga no Brasil representa 1,42% da renda mensal média, o que coloca o País na 46º posição numa classificação onde o serviço é mais caro. Na Áustria, onde a banda larga é a mais barata do mundo, o serviço consome apenas 0,13% da renda média mensal de um trabalhador. 

O preço da banda larga no celular no Brasil também está entre os mais caros. Numa classificação de 166 países, o Brasil aparece apenas na 102a posição. O custo representa 4,14% da renda mensal de um trabalhador brasileiro.

Segundo a UIT, entre 20% e 30% da população ainda considera que os serviços são caros demais para que possam pensar em ter um celular com internet rápida.

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28 comentários

  1. essa é fácil !

    Como diria o prof. Hariovaldo, o mehor gestor do mundo Geraldo Alckmin foi ao gabinete presidencial solicitar, entre outras solicitaçoes, a desoneraçao de impostos federais para solucionar a crise hidrica(!),portanto para melhorar o serviço das operadoras a soluçao é essa ; tira o imposto uai ! 

    • Se fosse só isso…

      Meu caro Ataíde você repetiu uma daquelas frases que todo mundo repete mas nunca pensou a respeito. Para te ajudar vou fazer as contas para você:

      Segundo o texto:

      O Brasil tem  o custo de US$ 24,00 por uma assinatura mensal para telfonia fixa , mais 30 minutos de ligações locais. Isso representa 2,50% da renda média de um trabalhador.

      No Irã, a taxa sai por apenas doze centavos de dólares por mês, contra 24 centavos em Cuba. Nesses países, a telefonia fixa custa por mês entre 0,03% e 0,05% da renda média.

      Os impostos no Brasil consomem por volta de 33% do valor da conta de telefone. Vou considerar a percentagem de 35%.

      35% de U$ 24,00 = R$ 8,40  / 24,00 – 8,40 = U$ 15,16

      U$ 15,16 ainda é 56 vezes o que se paga em Cuba !!!

       

    • Só lembrando que os impostos

      Só lembrando que os impostos federais é parte do problema da carga tributária.

      O maior vilão do povo é o ICMS e, Sp tem a maior alíquota dos estados – e ainda tem a Substituição Tributária que aumentou mais ainda o ICMS.

      A empresa não paga o imposto, quem paga são os consumidores –   cabe a empresa o IR e junto CSLL.

      PIS/COFINS consumidores.

      INSS colaboradores e a Empresa paga 20% da Folha. (FGTS faz parte do ganho do salário, empresa paga e, outros pequenos encargos da folha 5%)

       IR para cada Cidadão –  quem tem mais renda paga menos proporcionalmente ao que ganha.

      O ICMS é o vilão de todos e, são os Estados que não contribuem para realizarmos a reforma tributária – O Sefaz é tucano.

      Sistema tributário Lucro real

      Sem dizer o Sistema Simples e os cortes de impostos concedidos pela a União.

      Temos que desmistificar este assunto – é importante para o cidadão saber a realidade tributária.

      Em resumo, em relação  a  tudo isso que é desembolsado  vai para o custo e forma o preço, portanto, é o consumo que sustenta o Estado.

       

       

       

       

  2. E a qualidade do serviço,

    E a qualidade do serviço, seja ligação, sms, internet, só está piorando, principalmente para usuários pré-pagos. 

    Ligações com qualidade ruim, que cai a todo momento, internet do mesmo jeito e sms que nem chega ao destinatário. 

    Pagamos muito para termos um serviço que nem vale um décimo do custo atual. Deprimente.

  3. Na pivataria tucana os meios de comunicação abocanharam

    Na pivataria tucana os meios de comunicação abocanharam parte da Telebrás, estão reclamando de que mesmo. FHC embutiu no contrato da rapinagem uma cláusula em que se garante reajuste correção monetária às teles mesmo que elas não invistam sequer 1 centavo, e nenhum governo pode alterar tais cláusulas sob pena de ser processsado na OMC.Coisa de bandido mesmo.

    Parte do Capítulo 5 do Livro A Privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr

    http://blogdotarso.com/2011/12/23/parte-do-capitulo-5-do-livro-a-privataria-tucana-de-amaury-ribeiro-jr-vale-do-rio-doce/

  4. Nassif
    E ainda nos obrigam a

    Nassif

    E ainda nos obrigam a aceitar a lorota que as privatizações das telecomunicações foram ótimas para nós.

    Quem sabe um dia ainda vai haver uma investigação para nos mostrar como foram feitas as “sociedades”. nessas doações de patrimônio publico.

    E com 12 anos de “governo dito social”,  porque ainda não mudamos esta chantagem que nos solapam?

    Vergonha…..

  5. PRIVATIZAÇÃO = O MAIOR ERRO DA HISTÓRIA DO BRASIL

     

     ALÉM DE COBRAR O PREÇO MAIS CARO DO MUNDO ESTES BANDIDOS DAS OPERADORAS AINDA FICAM NOS ROUBANDO O TEMPO TODO COBRANDO O QUE NÃO DEVEM!

    É realmente um roubo discarado! Eu tive problemas com a TIM este mês. Que insiste em cobrar por uma internet que não uso, e na hora que precisei ligar com urgência para um telefone fixo a TIM me bloqueou as ligações para telefone fixo por 2 dias, sem nenhum ressarcimento.

    Lembro do ilustre FHC repetindo sem parar na época das privatizações:

    “temos de privatizar pois teremos serviços melhores, menores tarifas e maior concorrência”

    Nem comento … Só reescrevo alguns dados do texto acima:

    O documento revela que o custo de uma ligação pelo telefone celular no Brasil é superior a todos os países europeus e que consome uma proporção maior da renda que em países como Cuba, Paquistão, Argélia ou Guine Equatorial.

     

  6. VARIAS  VEZES  comentei

    VARIAS  VEZES  comentei  sobre a  telefonia  no Brasil,  e como  tenho  3  irmaos  e  4  sobrinhos  na Italia  eles  de  vez em quando  me  ligam,  Com  o mesmo  cartao de  40 ligaçoes   eles  falam comigo   1:40  UMA  HORA  E  40 MINUTOS, ja  este mesmo cartao  aqui  voce nao consegue  falar  5  minutos   mesmo que  seja  para  o interior  do seu estado. se  for  ligaçoes  para o exterior  pior  ainda.  

    Isso nos  leva a crer  que  a telefonia  no Brasil nos  faz  pagar  a peso de  dolar  o que  deveria  ser  pago em   real. e  com isso  os preços  sao  absurdos . Pagamos  por uma   assinatura  é  um assalto  aos nosso bolso  e  graças  a  Ministra  Rosa  Webwer  que  assinar  embaixo dessa  imoralidade.  

  7. Os dois grandes legados do

    Os dois grandes legados do FHC. A pior e mais cara telefonia do mundo, e o Gilmar, o mais caro e pior juiz de Supremo do mundo.

    Mas vá lá, temos que adimitir que o PT nesses anos todos, pouco fez para corrigir essa excrecência, que são as agências “reguladoras”, subproduto da privataria tucana

  8. Srs comentaristas, o governo

    Srs comentaristas, o governo do PT está a 12 anos no poder e a culpa é do FHC?!!!rs

    Antes da privatização vc declarava linha de telefone como bem no imposto de renda, se não fosse pelo mercado negro, demorava mais de 6 meses a 1 ano para conseguir uma linha……

    Não vamos esquecer que o ex presidente Lula mudou a lei para aprovar a compra da Brasil Telecom pela Oi, o que só fez aumentar o monopólio.

    O marco regulatório das telecomunicaçnoes já deveria ter sido , e muito ajustado.

    A Anatel, que deveria defender o consumidor, é aparelhada pelos partidos da base……

    Agora não vamos esquecer também ( e a reportagem/pesquisa não diz) que 45% da conta de telefone/celular/internet são referente a impostos.

    Corte pela metade os impostos!

    E coloque gente competente na Anatel!

    Quem vive de passado é museu!

    • Os compromissos assinados por FHC na privataria

      Os compromissos assinados por FHC na privataria não podem ser desfeitos, pois se isso ocorrer o país será acusado de não cumprir contratos, de se instalar insegurança jurídica com processos junto a OMC. O que ainda pode ser feito é esse aparato midiático-penal que só manipula para proteger tucanos agir no sentido de levar FHC às raias da Justiça para que, assim como aconteceu com seus congêneres na América Latina, ele passar uns dias na Papuda, mas vamos esperar sentados, não é mesmo(sem risos).

      Blabablá essa conversa de impostos altos, verifique a margem de lucros das teles que, como se sabem, querem mais e apostam no aumento da fatura através da derrubada do Marco Civil da Internet, o Eduardo Cunha representa os interesses do setor, meu amigo por favor não fique preso as fontes viciadas tipo Globos, Vejas, Folhas e Estadões, procure ver sempre o outro lado da notícia nos blogs “sujos”. 

      Logo após ser privatizada a assinatura por uma linha fixa pulou de R3,00 (três reais) para Rs30,00 (trinta reais), bom negócio… A própósito:

      Autor: Bresser Pereira, na Folha, em 18/07/2010

      O menino tolo

       

      “Só um bobo dá a estrangeiros serviços públicos como as telefonias fixa e móvel”, escreve Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 18-07-2010.

      Eis o artigo.

      João é dono de um jogo de armar. Dois meninos mais velhos e mais espertos, Gonçalo e Manuel, persuadem João a trocar o seu belo jogo por um pirulito.

      Feita a troca, e comido o pirulito, João fica olhando Gonçalo e Manoel, primeiro, se divertirem com o jogo de armar, e, depois, montarem uma briga para ver quem fica o único dono. Alguma semelhança entre essa estoriazinha e a realidade?

      Não é preciso muita imaginação para descobrir. João é o Brasil que abriu a telefonia fixa e a celular para estrangeiros.Gonçalo é a Espanha e sua Telefônica, Manuel é Portugal e a Portugal Telecom; os dois se engalfinham diante da oferta “irrecusável” da Telefônica para assumir o controle da Vivo, hoje partilhado por ela com os portugueses.

      Mas por que eu estou chamando o Brasil de menino bobo? Porque só um tolo entrega a empresas estrangeiras serviços públicos, como são a telefonia fixa e a móvel, que garantem a seus proprietários uma renda permanente e segura.

      No caso da telefonia fixa, a privatização é inaceitável porque se trata de monopólio natural. No caso da telefonia móvel, há alguma competição, de forma que a privatização é bem-vinda, mas nunca para estrangeiros.

      Estou, portanto, pensando em termos do “condenável” nacionalismo econômico cuja melhor justificação está no interesse que foi demonstrado pelos governos da Espanha e de Portugal.

      O governo espanhol, nos anos 90, aproveitou a hegemonia neoliberal da época para subsidiar de várias maneiras suas empresas a comprarem os serviços públicos que estavam então sendo privatizados. Foram bem-sucedidos nessa tarefa.

      Neste caso, foram os espanhóis os nacionalistas, enquanto os latino-americanos, inclusive os brasileiros, foram os colonialistas, ou os tolos.

      Agora, quando a espanhola Telefônica faz uma oferta pelas ações da Vivo de propriedade da Portugal Telecom, o governo português entra no jogo e proíbe a transação.

      A União Europeia já considerou ilegal essa atitude, mas o que importa aqui é que, neste caso, os nacionalistas são os portugueses que sabem como um serviço público é uma pepineira, e não querem que seu país a perca.

      O menino tolo é o Brasil, que vê o nacionalismo econômico dos portugueses e dos espanhóis e, neste caso, nada tem a fazer senão honrar os contratos que assinou.

      Vamos um dia ficar espertos novamente? Creio que sim. Nestes últimos anos, o governo brasileiro começou a reaprender, e está tratando de dar apoio a suas empresas.

      Para horror dos liberais locais, está ajudando a criar campeões nacionais. Ou seja, está fazendo exatamente a mesma coisa que fazem os países ricos, que, apesar de seu propalado liberalismo, também não têm dúvida em defender suas empresas nacionais.

      Se o setor econômico da empresa é altamente competitivo, não há razão para uma política dessa natureza. Quando, porém, o mercado é controlado por poucas empresas, ou, no caso dos serviços públicos, quando é monopolista ou quase monopolista, não faz sentido para um país pagar ao outro uma renda permanente ao fazer concessões públicas a empresas estrangeiras.

      A briga entre espanhóis e portugueses pela Vivo é uma confirmação do que estou afirmando.

      http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-anteriores/34445-o-menino-tolo

       

    • Cristiano
      você pode ter razão

      Cristiano

      você pode ter razão quando diz que o PT está no poder a 12 anos e não resolveu esse problema (e muitos outros, herdados do passado). Entretanto, é inegável que o discurso da privatização foi uma falácia. Pouco do que foi prometido se cumpriu. Aliás, se colocar na balança, percebe-se que foi uma péssima escolha.

      1- Não existe país deselvolvido sem que possua tecnologia de ponta. A Embratel possuia diversos projetos, bem sucessidos, de telefonia, inclusive a criação de satélites (Nipo-brasileiro), desenvolvendo novas tecnologias. Tudo isso se perdeu e hoje somos consumidores mundiais de tecnologia nessa área.

      2- Outro aspécto é que não se pode comparar as dificuldades que o Brasil enfrentava à época com a realidade presente. A comparação que deve ser feita é: como o Brasil estava no ranking mundia à época e como está hoje.

      3- Os impostos não justificam, por si só, os preços abusivos;

      4- as empresas de telefonia são campeãs de reclamações;

      5- quem ainda não se sentiu “roubado” pelas empresas de telefonia?

      6- antes de privatizar, para possibilitar a rentabilidade do negócio, as tarifas de telefone foram sextuplicadas.

      7- As dificuldades que a EMBRATEL enfrentava eram, na sua maioria, decorrentes das tarifas módicas que eram cobradas dos usuários.

  9. o  FHC pode ter  colocado nas

    o  FHC pode ter  colocado nas clausulas  o que  bem quizesse para favorecer  as  teles,  porem  o  descaso delas  principalmente da OI  que  vem  abandonando os  serfviços  dce manutençao  deixando fios   caidos  nas  ruas, nos postes  interrupçoes do  sistema  a toda  hora,   a meu  ver  esta  sujeita a sançoes  e  ate perda  por  nao  cumprir  com suas obrigaçoes, O  Codigo de  defesa do consumidor pode  ser  acionado contra ela  pois  o consumidor  estar  em primeiro lugar, Cabe  ao governo  a  OAB,  e  outros   instrumentos  de fiscalizaçao   cobrar  um processo  por  falta  de compromisso  delas  como  Brasil,  Se contratos  sao  para  se respeitar  elas  tambem   independentemente   de qualquer contrato  estao obrigadas  a  respeitar o consumidor.  que nao pode  ser  prejudicados dessa forma.

    Os constantes  assaltos  ao  saldo  dos cliente  por  todas  as operadoras  sao constantes,  lembro  por  exemplo da Claro, que  coloquei  cre[dito  para  internete  fiz  um pacote  com eles  e  sobrou   5,99  que eu esperava usa-lo  para  passar SMS,  quando me dei conta  o   saldo  tinha  baixado para  alguns centavos   quando procurei saber   eles  disseram que eu tinha  contratado  jogos  pelo  meu  celular. Agora vejam  se  eu  for   ter umn celular para  na  minha idade ficar jogando  por ele.  Quando reclamei  a telefonista me  disse que  nao  tinha  como eles  tirarem o absurdo  deles,

    Esses  assaltos  sao feitos  porque sabem que  a maioria  das pessoas  nao  vao perder  tempo de  ir  a  defesa do  consumidor para  reclamar  e perder  horas  ate  conseguir  fazer a reclamaçao  e  espertar  em torno de  60 dias, e  pode  ate  ter o resultado contrario.

    E preciso que  a  defensoria  publica  procon,  pequenas  causas  abram  um canal   com os consumidores  para que  possam  atraves  da internet  abrir  um canal de reclamaçoes  que  devem  ser  analisadas por esses orgaos  e  se possivel  chamar o reclamante  junto  ao orgao para  cobrar  atraves de  uma  açao  coletivas  os danos  causados  aos consumidores. Se isso for  feito   as teles  vao  ter  um  enorme baque  em suas contas  e logo se  ajustam ou caem  fora.  

  10. sr  Cristiano  se o senhor

    sr  Cristiano  se o senhor  se  desse  o prazer de  ler o capitulo 5  da  privataria  saberia  que  esta fgalando  ummonte de  asneiras,  pois  o  fato do  PT  esta  ha  12  anos  argumentos  usados  por    gente  sem  escrupulos,pois  nao foi o PT quem   amarrou as maos  do governo e sim  o  senhor  FHC, um bandido  a  serviços  dos  grandes oligopolios, mult nacionais  e  capital  esterangeiro.  Nao me  venha para  ca com essa conversa  que  a culpa  é do PT.  porque o  fato  da  abertura  da  telefonia  para o mercado  externo foi  um grande  erro,  na  Europa  esse  serviço  é  estatal, como ele   transportes,  e outros   ja  aqui   fizeram de tudo para  transformar  tudo  para privado  e  deu no que  deu. 

  11. Para os que acham que o

    Para os que acham que o problema são — os sempre martelados pelo PIG — impostos, vai uma reportagem para convencer coxinhas, feita pela idolatrada folha, em 2013:

    Brasil: US$ 0,71 o minuto

    Argentina e México: US$ 0,32

    EUA: US$ 0,27

    Hong Kong: US$ 0,01

    Índia: US$ 0,01

    Dá para ver que, mesmo tirando os impostos, ainda temos uma das mais caras telefonias do mundo.

    Imposto é um percentual. 30% sobre uma base de cálculo baixa será pouco importante. Já 30% sobre uma base de cálculo grande, como é o caso da telefonia no Brasil, terá um impacto grande.

     

    Porque ninguém fala em reduzir o que as operadoras embolsam? Só querem reduzir impostos para  as operadoras embolsarem uma margem maior.

     

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/1352956-minuto-do-celular-no-brasil-e-o-mais-caro-do-mundo.shtml

    Minuto do celular no Brasil é o mais caro do mundo

    VIVIAM NUNES
    DE SÃO PAULO

     

    07/10/2013

     

    O custo da chamada de celular no Brasil é o mais caro do mundo, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (7) pela ITU (União Internacional de Telecomunicações), da ONU.

    O minuto da ligação entre uma mesma operadora fora do horário de pico custa US$ 0,71 no país. Entre operadoras diferentes, a tarifa sobe para US$ 0,74.

    No caso das chamadas feitas por números da mesma operadora, a tarifa mais baixa encontrada foi de US$ 0,01 o minuto, em Hong Kong e na Índia. Nos Estados Unidos, por exemplo, o custo é de US$ 0,27.

    A tarifa no Brasil é mais que o dobro de outros países da América Latina, como Argentina e México, onde o minuto, em ambos, custa US$ 0,32.

    Em relação às ligações feitas entre operadoras diferentes, a menor tarifa encontrada foi de US$ 0,01, em Hong Kong. A segunda menor é de US$ 0,02, da Índia. Também considerando as chamadas feitas fora do horário de pico.

    O levantamento considerou 161 países e, no Brasil, utilizou as tarifas médias praticadas em São Paulo.

    INFRAESTRUTURA

    Os fatores que ajudam a explicar os altos custos da telefonia no Brasil, conforme explica Marcelo Knörich Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP, são, basicamente, três: baixo investimento em infraestrutura, alta demanda e alta incidência tributária.

    “Isso é uma tendência que vai ser muito difícil de se reverter nos próximos anos”, avalia.

    O estudo ainda mostrou que, assim como o Brasil, países desenvolvidos, como Suíça e França, possuem altos custos de chamadas móveis. Por lá, no entanto, a realidade é outra.

    “Nesses países também há alta incidência tributária, mas a qualidade dos serviços é outra”, diz Zuffo.

    “Não é possível comparar esses países com o Brasil em termos de infraestrutura. Em alguns horários na cidade de São Paulo você simplesmente não consegue fazer uma ligação.”

    OS MAIS CAROS

    Ligação entre números da mesma operadora

    PaísCusto* do minuto em US$Brasil0,71Nova Zelândia0,70Suíça0,68Grécia0,58França0,56Reino Unido0,56

    * fora do horário de pico

    Ligação entre números de operadoras diferentes

    PaísCusto* do minuto em US$Brasil0,74Nova Zelândia0,70Suíça0,68Argentina0,63Grécia0,58

    * fora do horário de pico

    OUTRO LADO

    Em nota, a Sinditelebrasil, entidade que representa o setor de telecomunicação, diz que o levantamento de preços da ITU considera planos que “não são praticados no mercado brasileiro, apenas são homologados no órgão regulador, como uma espécie de preço máximo”.

    Por isso, explica a entidade, o resultado do relatório não reflete a realidade brasileira, formada por uma grande variedade de planos alternativos, com preços menores.

    “Se forem levados em conta todos os planos, verificamos que o preço médio do minuto no Brasil é de R$ 0,15, com impostos (US$ 0,068). E esse preço caiu pela metade nos últimos cinco anos.”

    CONECTADOS

    Em relação à conectividade, o estudo mostrou que a proporção de domicílios com acesso à internet no Brasil subiu de 38% em 2011 para 45% em 2012.

    O destaque ficou com a banda larga móvel, cuja penetração subiu de 22% em 2011 para 37% em 2012.

    Ainda, o relatório diz que 88% da população brasileira, no fim do ano passado, já era coberta pelas redes de terceira geração (3G), que permitem conexão móvel em banda larga.

    TECNOLOGIA

    No resultado geral, apresentado pelo relatório, que revela o quanto os países estão preparados para usar as tecnologias de comunicações, o Brasil fica em 62º lugar, atrás de países como Grécia (32º), República Tcheca (34º), Arábia Saudita (50º) Argentina (53º) e Costa Rica (60º).

    Os primeiros colocados foram Coreia, Suécia e Islândia, nesta ordem. E os últimos foram Chade (155º), República Centro-Africana (156º) e Níger (157º).

     

     

  12. Durante a privataria o pig abocanhou parte do Sistema Telebrás

    Durante a privataria abocanharam parte do Sistema Telebrás, não escapou nem mesmo o satélite da Embratel, tudo foi entregue na bacia das almas, o pais ficou sem qualquer proteção, o que resultou na espionagem da NSA e ninguém fala nisso: O bandido é o Lula! O Lulinha é dono das teles…hum… pelo que sei é do pig: Como o crime organizado estranhou-se no Estado brasieliro durante a privataria…,e seu deu bem, uma vez que veículos de comunicação passaram a ser proprietários daquilo que antes pertencia ao povo brasileiro. Pagaram quanto mesmo…E continuam faturando…

    “A imprensa está muito favorável, com editoriais”,
    diz Mendonça de Barros.
    “Está demais, né?”, diz FHC em tom de brincadeira.
    “Estão exagerando, até.”

    Diálogo telefônico
    durante as negociatas prévias
    à privatização das teles em 1998
    entre FHC
    e o então ministro das comunicações,
    Mendonça de Barros (PSDB,
    levado para governo por indicação de José Serra),
    .O diálogo completo acima pode ser lido aqui, nos arquivos de Carta Capital.

     

    “Por quê a imprensa estava até “exagerando” nos editoriais e na cobertura do noticiário na privataria das teles, em 1998?

    Os “impolutos” lobistas da família Mesquita, do Estadão, saíram do processo sócios da empresa de telefonia celular BCP (atualmente comprada pela Claro), na região Metropolina de São Paulo, com o Grupo OESP (Estadão) participando com 6% do consórcio:

    Banco Safra (44%)
    Bell South – EUA (44%)
    OESP (6%)
    Splice (6%)

    O lobby dos Mesquita junto com lobby da família Sirotsky (Grupo gaúcho RBS) pela privataria, também resultou em 6% e 7% de participação de cada grupo, no consórcio BSE (Estados do Nordeste à exceção da BA e SE):

    Banco Safra (40,5%);
    OESP (6%);
    Splice (6%);
    RBS (7%)

    Os “impolutos” lobistas da família Frias, mais cautelosos, saíram do processo com opção compra de 5%, do consórcio Avantel Comunicações (disputava telefonia celular no interior do estado de SP), que ficou em 2º lugar no leilão, mas ganhou com a desclassificação do 1º (Consócio Tess), mas o Avantel acabou desistindo em fins de 1998:

    Air Touch – EUA (25%);
    Stelar (25%);
    Camargo Correa (25%);
    Unibanco(25%);
    Jornal Folha de São Paulo (opção de compra de 5%)

    Opção de compra significa que se o Grupo Folha achasse o negócio bom depois de algum tempo, poderia exercer o direito de ser sócio de 5%. Se não achasse o negócio bom o suficiente, não compraria os 5%, não correndo nenhum risco.

    Os “impolutos” lobistas da família Marinho (Globopar), participaram do consórcio TT2, que disputava a telefonia celular nas áreas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo:

    Globopar (40%);
    ATT – EUA (37%);
    Bradesco (20%);
    Stet – Itália (3%)

    O consórcio acima perdeu o leilão para o Grupo Telefonica da Espanha, mas a família Marinho não ficou no sereno. Ganharam com o consórcio Vicunha Telecomunicações, a telefonia celular na Bahia e Sergipe:

    Stet – Itália (44%);
    Grupo Vicunha (37%);
    Globopar e Bradesco (20%)

     

     

     

    http://blogln.ning.com/forum/topics/carta-capital-denuncia

     

     

     

     

     

  13. Resposta da ANATEL à UIT

    Quem concorda com ela?

    http://www.tecmundo.com.br/anatel/66384-anatel-minuto-celular-pais-custa-media-r-0-16.htm

    Anatel: minuto de celular no País custa em média R$ 0,16

     

    O preço médio do minuto da telefonia móvel no Brasil é de R$ 0,16, aponta a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esse valor inclui planos pré e pós-pagos, considerando o segundo trimestre de 2014. A Anatel divulgou nesta tarde de segunda-feira, 24, nota a respeito dos valores praticados pelo setor no País, depois de a União Internacional de Telecomunicações (UIT) ter apontado que a telefonia e o acesso à internet no Brasil estão entre os mais caros do mundo e que os custos freiam a capacidade de garantir que os serviços cheguem a toda população.

    Documento divulgado pela UIT aponta que o custo de uma ligação pelo telefone celular no Brasil é superior a todos os países europeus e consome uma proporção maior da renda que em países como Cuba, Paquistão, Argélia ou Guiné Equatorial. De 166 países avaliados pela UIT, apenas 47 têm um custo superior na ligação ao que o brasileiro paga no celular, entre eles Etiópia, Albânia, Ruanda e Madagáscar. Os locais onde a ligação tem o menor custo são Macau, Hong Kong e Dinamarca.

    No material divulgado, a Anatel explica que o valor de R$ 0,16 por minuto, em uma conta que observa a quantidade de minutos tarifados e a receita total gerada por esse tráfego. “Cabe esclarecer que o conceito de minutos tarifados inclui não apenas aqueles cobrados diretamente do assinante, mas também os minutos com preço zero”, adverte a Anatel.

     

    A agência argumentou, ainda, que por se tratar de um serviço prestado em regime privado, na telefonia móvel as empresas têm liberdade para a fixação de preços. O papel da Anatel, cita a nota, é homologar planos de serviço – planos básicos para a modalidade pós-paga, planos de referência para a modalidade pré-paga; e planos alternativos para ambas as modalidades -, mas os valores registrados na agência não refletem as promoções praticadas de forma usual no mercado.

    Mais cedo, o SindiTelebrasil – que representa as empresas que prestam o serviço do País – argumentou que a UIT utiliza dados defasados ou descolados da realidade brasileira para chegar a essa conclusão de que a telefonia brasileira é uma das mais caras do mundo.

    O sindicato das empresas já havia apresentado no começo de outubro um estudo da consultoria Teleco para tentar desconstruir os parâmetros utilizados pelo organismo internacional. Para as operadoras, o minuto do celular pré-pago no Brasil é o quarto mais barato do mundo, enquanto para a UIT o Brasil tem o 58º serviço mais caro do mundo, em uma comparação com 166 países.

    Segundo o SindiTelebrasil, a UIT considera em seu documento uma espécie de ‘preço-teto’, homologado pela Anatel, mas que não é praticado no País. “O preço médio do minuto do celular no Brasil é de cerca de US$ 0,07, o que representa 13% do preço apontado pelo levantamento da UIT, divulgado hoje”, declarou o sindicato, por meio de nota.

  14. se desse para estatizar como

    se desse para estatizar como no tempo da embratel com preços justos seria ótimo.

    não como fez fhc, que baixou a tarifa para 0, 96 centavos ao mes

    para justificar a privatização, pois com essa tarifa ridícula e

    insana nenhuma emnpresa sobrevive –

    o usuário gastava mais dinheiro para pagar ao se dirigir

    ao banco a do que o valor dessa tarifa.

    pelo jeito o governoatual ficou amarrado na legislação entreguista do fhc.

    só pode. não há outra justificativa para a situação tual.

    a empresa que fornece o meu seriviço aumenta as tarifas a hora

    que quer fora do plano e aí eu tenho que correr atrás para comprovar

    que não gastei aquilo que querem cobrar ilegalmente.

    para quem debita direto no banco é uma desgraça.

    a empresa cobra tarifas absurdas – digamos, 500 reais

    em contraposição ao valor real de cem e fica girando

    com o dinheiro do usuário durante tres meses.

    não descobri  ainda o nome dessa falcatrua capitalista.

    não deve ter isso nos manuais nem do neonliberalismo.

    é caso de polícia.

  15. eu  discordo da  ANATEL  O

    eu  discordo da  ANATEL  O MINUTO   É COBRADOS  PELAS  TELES   EM MEDIA   1.00  A   1,99   NA  CARA DURA  

     

     

     

     

    Como os grupos de mídia abocanharam parte do Sistema Telebrás na privataria tucana

     Durante a privataria abocanharam parte do Sistema Telebrás, não escapou nem mesmo o satélite da Embratel, tudo foi entregue na bacia das almas, o pais ficou sem qualquer proteção, o que resultou na espionagem da NSA e ninguém fala nisso: O bandido é o Lula! O Lulinha é dono das teles…hum… pelo que sei é do pig: Como o crime organizado estranhou-se no Estado brasieliro durante a privataria…,e seu deu bem, uma vez que veículos de comunicação passaram a ser proprietários daquilo que antes pertencia ao povo brasileiro. Pagaram quanto mesmo…E continuam faturando… 

    Carta capital denuncia diálogos perigosos no telefone na época das privatizações entre FHC e Mendonça de Barros

    Publicado por MariaDirce Cordeiro em 27 setembro 2010 às 2:21 em PolíticaExibir tópicos“A imprensa está muito favorável, com editoriais”,
    diz Mendonça de Barros.
    “Está demais, né?”, diz FHC em tom de brincadeira.
    “Estão exagerando, até.”

    Diálogo telefônico
    durante as negociatas prévias
    à privatização das teles em 1998
    entre FHC
    e o então ministro das comunicações,
    Mendonça de Barros (PSDB,
    levado para governo por indicação de José Serra),
    .O diálogo completo acima pode ser lido aqui, nos arquivos de Carta Capital.

    Por quê a imprensa estava até “exagerando” nos editoriais e na cobertura do noticiário na privataria das teles, em 1998?

    Os “impolutos” lobistas da família Mesquita, do Estadão, saíram do processo sócios da empresa de telefonia celular BCP (atualmente comprada pela Claro), na região Metropolina de São Paulo, com o Grupo OESP (Estadão) participando com 6% do consórcio:

    Banco Safra (44%)
    Bell South – EUA (44%)
    OESP (6%)
    Splice (6%)

    O lobby dos Mesquita junto com lobby da família Sirotsky (Grupo gaúcho RBS) pela privataria, também resultou em 6% e 7% de participação de cada grupo, no consórcio BSE (Estados do Nordeste à exceção da BA e SE):

    Banco Safra (40,5%);
    OESP (6%);
    Splice (6%);
    RBS (7%)

    Os “impolutos” lobistas da família Frias, mais cautelosos, saíram do processo com opção compra de 5%, do consórcio Avantel Comunicações (disputava telefonia celular no interior do estado de SP), que ficou em 2º lugar no leilão, mas ganhou com a desclassificação do 1º (Consócio Tess), mas o Avantel acabou desistindo em fins de 1998:

    Air Touch – EUA (25%);
    Stelar (25%);
    Camargo Correa (25%);
    Unibanco(25%);
    Jornal Folha de São Paulo (opção de compra de 5%)

    Opção de compra significa que se o Grupo Folha achasse o negócio bom depois de algum tempo, poderia exercer o direito de ser sócio de 5%. Se não achasse o negócio bom o suficiente, não compraria os 5%, não correndo nenhum risco.

    Os “impolutos” lobistas da família Marinho (Globopar), participaram do consórcio TT2, que disputava a telefonia celular nas áreas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo:

    Globopar (40%);
    ATT – EUA (37%);
    Bradesco (20%);
    Stet – Itália (3%)

    O consórcio acima perdeu o leilão para o Grupo Telefonica da Espanha, mas a família Marinho não ficou no sereno. Ganharam com o consórcio Vicunha Telecomunicações, a telefonia celular na Bahia e Sergipe:

    Stet – Itália (44%);
    Grupo Vicunha (37%);
    Globopar e Bradesco (20%)

    Clique na imagem para ampliar

    Informações na pág. 70 (figura acima) do estudo “INVESTIMENTO E PRIVATIZAÇÃO DAS TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL: DOIS VETORES DA MESMA ESTRATÉGIA”.

    É fácil entender porque o Estadão declara apoio a José Serra (PSDB) no seu editorial de hoje.

    Leia também:

    – Corrupção na Imprensa: Grupo Estadão teve contrato prorrogado sem licitação no governo tucano

    – Corrupção na imprensa paulista: esconderam as milionárias transações de Marcos Valério com a TELESP em 1997

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/CompartilharTwitterFacebookExibições: 46▶ Responder esta

    Respostas a este tópico

    Permalink Responder até MariaDirce Cordeiro em 27 setembro 2010 at 2:22▶ Responder Permalink Responder até MariaDirce Cordeiro em 27 setembro 2010 at 2:24domingo, 26 de setembro de 2010
    Corrupção na imprensa paulista: esconderam as milionárias transações de Marcos Valério com a TELESP em 1997

    Entidades públicas administradas pelo PSDB teriam depositado R$ 104 milhões na conta de empresa de Marcos Valério

    Daniel Pereira e Tina Vieira

    BRASÍLIA – A CPI dos Correios demonstrou ontem que tem munição contra o PSDB. Uma nota técnica à disposição da comissão revela que uma conta no Banco Industrial e Comercial S/A (Bicbanco), da agência SMPB São Paulo, de propriedade de Marcos Valério Fernandes de Souza, recebeu em 1997 e 1998 cerca de R$ 104 milhões, em valores atualizados em novembro de 2005, de duas entidades públicas sob responsabilidade de governantes tucanos. Como no caso das operações efetuadas no governo atual, a CPI suspeita de desvio de recursos públicos para alimentar partidos políticos.

    Além disso, vislumbra a possibilidade de comprovar que Marcos Valério opera esquemas de drenagem do erário pelo menos desde meados da década passada. Obtida pelo Jornal do Brasil, a nota técnica aponta depósitos e ordens de crédito a favor da SMPB São Paulo efetuados pela TELESP, então empresa de telecomunicações do Estado de São Paulo, e pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

    Em ambos os casos, o enredo não é original e envolve, por exemplo, pagamentos superfaturados por serviços não comprovados e saques em dinheiro vivo. A atenção da CPI dos Correios está voltada, sobretudo, para o relacionamento entre a Telesp e a agência de Marcos Valério.

    Entre abril de 1997 e setembro de 1998, a empresa [TELESP] despejou na conta da SMPB São Paulo cerca de R$ 41 milhões, em valores da época, ou R$ 73,3 milhões, em números atualizados em novembro de 2005 com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

    A maioria dos depósitos ocorreu antes das eleições gerais de 1998 e da privatização da Telesp, realizada em julho daquele ano. A nota técnica menciona indícios de que os depósitos ”podem ter apresentado irregularidades na sua utilização capazes de caracterizar desvio de recursos públicos”. Entre os indícios, destaca-se o fato de o contrato entre a Telesp e a SMPB São Paulo prever o pagamento de, no máximo, R$ 4 milhões. Ou seja, dez vezes menos do que o total depositado na conta da agência de Marcos Valério.

    Diante da disparidade dos números, o presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral (PT-MS), enviou ofício à Telesp questionando se foram fechados outros contratos de prestação de serviço no período sob investigação e a relação discriminada dos pagamentos deles resultantes. Em resposta à CPI, a empresa declarou a existência apenas do contrato de R$ 4 milhões, assinado pelo então diretor Carlos Eduardo Sampaio Doria. Eleito deputado federal pelo PSDB em 1998, Sampaio Doria também foi presidente da Telesp.

    Hoje, ocupa o cargo de diretor de controle econômico e financeiro da Agência de Transportes do Estado de São Paulo e tem assento no conselho consultivo da Fundação Mário Covas, governador de São Paulo entre 1995 e 2001, quando faleceu. Na resposta à CPI dos Correios, a Telesp reconheceu ainda que ”para alguns dos pagamentos realizados não estão disponíveis as informações sobre subcontratada, tipo de serviço e valor dos honorários, em razão do modo de arquivamento anterior ao período de privatização e além do prazo legal de sua manutenção”.

    – Isso é gravíssimo, é um crime – disse o relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), sobre os desembolsos realizados sem previsão contratual comprovada e sem a respectiva prestação de serviço.

    Também causa espécie aos técnicos da comissão o fato de a SMPB ter repassado recursos para seis empresas que teriam sido abertas apenas para receber dinheiro oriundo do caixa da Telesp. As notas emitidas pelas empresas eram seqüenciais, ou seja, sinalizam que a então estatal era a única cliente delas. Todas as empresas são controladas pelos irmãos Ricardo…

    Duplicatas da TELESP aparecem na denúncia do PGR contra Eduardo Azeredo

    Na denúncia apresentada ao STF pelo Procurador-Geral da República contra Eduardo Azeredo, devido mensalão tucano, já aparecem duplicatas da TELESP sendo oferecidas como garantia ao Banco Rural pela SMPB para retirar empréstimos, que foram usados para financiar a campanha eleitoral▶ Responder http://blogln.ning.com/forum/topics/carta-capital-denuncia  Permalink Responder até MariaDirce Cordeiro em 27 setembro 2010 at 2:35″A imprensa está muito favorável, com editoriais”
    Trechos das fitas enviadas pelo governo à Polícia Federal

    O ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, André Lara Resende e Pérsio Arida estão reunidos. Eles conversam com Jair Bilachi, presidente da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. O trio quer que a Previ se junte ao Opportunity, visando formar um consórcio para arrematar a Tele Norte Leste:

    “Estamos aqui eu, André, Pérsio e Pio (Borges, vice-presidente do BNDES)”, diz Mendonça de Barros a Bilachi. “Mas estamos muito preocupados com a montagem que o Ricardo Sérgio está fazendo do outro lado (junto ao consórcio de Carlos Jereissati). Porque está faltando dinheiro, doutor. E a gente está sabendo que uma das alternativas (do consórcio concorrente) é fundir as empresas com a holding. Aí, o negócio não fica limpo e a minha primeira preocupação, e o presidente já me ligou, é que a gente ponha em pé este negócio. Senão, o que aparentemente for um puta sucesso pode ficar um negócio amargo.”

    “Ministro, nós estamos concentrando forças e a nossa proposta é bem diferente”, responde Bilachi. “Mas é justo na linha dos negócios. Nós estamos cacifando aqui. Mas, essa questão do outro negócio (apoio de Ricardo Sérgio de Oliveira, do Banco do Brasil, ao grupo de Jereissati), acho que vocês deviam conversar com o Ricardo Sérgio.”

    “Tudo bem”, diz Mendonça de Barros. “Mas o importante para nós é que vocês montem com o Pérsio, evidentemente chegando a um acordo, e tudo o que precisar nós ajudamos. Temos um probleminha agora que é a carta de fiança. E é chato chegar agora, no meio da tarde, e o Banco do Brasil dizer que não vai dar.” “Vou falar com ele (Ricardo Sérgio)”, diz Bilachi. “Sei que ele (Ricardo Sérgio) está falando com a Telefónica de España, um negócio meio esquisito.”

    O ministro das Comunicações telefona para o diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira. E revela: o Opportunity quer participar do leilão da Tele Norte Leste, mas depende da concessão de uma fiança do Banco do Brasil:

    “Está tudo acertado”, diz Mendonça de Barros para Ricardo Sérgio. “Mas o Opportunity está com um problema de fiança. Não dá para o Banco do Brasil dar?”

    “Acabei de dar”, responde Ricardo Sérgio. “Dei para a Embratel e 874 milhões para o Telemar (Tele Norte Leste). Nós estamos no limite da nossa irresponsabilidade. São três dias de fiança para ele”, continua o diretor do Banco do Brasil, quase rindo.

    “É isso aí, estamos juntos”, diz Mendonça de Barros.

    “Na hora que der merda (Ricardo Sérgio se refere ao astronômico valor da fiança), estamos juntos desde o início.”

    O presidente Fernando Henrique liga para o ministro Mendonça de Barros na sede do BNDES. FHC queria saber como estava o andamento do leilão das teles:

    “Estamos aqui praticamente com o quadro fechado”, diz Mendonça de Barros ao presidente.

    “Você acha que, no conjunto, vai dar o quê?”, pergunta FHC.

    “Vai dar uns 16 bi, que é o que eu tinha dito”, responde o ministro.

    “O nosso preço mínimo é de 13 bi e 400, e nós chegaremos a uns 16 bi, que é muito dinheiro.”

    “Ajuda, né?, as reservas”, comenta FHC.

    “A imprensa está muito favorável, com editoriais”, diz Mendonça de Barros.

    “Está demais, né?”, diz FHC em tom de brincadeira. “Estão exagerando, até.”

    http://www.terra.com.br/cartacapital/espionagem/artigo02.htm  FONTE:  http://blogln.ning.com/forum/topics/carta-capital-denuncia

    http://www.jornalggn.com.br/noticia/estudo-demonstra-o-que-se-sabe-telefonia-no-brasil-e-uma-das-mais-caras-no-mundo

     

  16. O problema não foram

    O problema não foram as privatizações. O problema é o CADE. Cadê o Cadê? Para que.serve mesmo?

     

    Extendendo um pouco meu comentário…

    As críticas às privatizações se deram inicialmente por ideologia pelas esquerdas. Depois foram transformadas em crítica a forma como foram feitas uma vez que ficou claro e óbvio para todos as negociatas envolvidas.

    Mas o fato é que as esquerdas nunca fizeram um plano para o setor. Foram centenas de bilhões de reais investidos… Como seria feito isso em estatais? Licitações feitas por empresas dirigidas por políticos? Para estas empresas da lava Jato realizar as obras? 

    Sem plano…melhor ficar calado. A crítica ideológica se encerra aí!

    A crítica sobre a forma eu aceito. Telefonia era algo que não existia no Brasil. Hoje existe a custo alto!

    Se as privatizações não tivessem sido realizadas a reportagem seria sobre ausência de serviço e não sobre custo!

     

    E antes de entrar em qualquer discussão sobre o assunto, sempre pergunto qual o ultimo valor de telefone declarado no IR do interlocutor. E não precisa saber mesmo o valor. A pergunta é só para ver, pela cara da pessoa, se ela sabe mesmo do que está falando.

     

     

  17. Gente: presidente da

    Gente: presidente da república não pode chegar ao poder e desfazer os contratos que o governo anterior fez sem que exploda os cofres públicos. A privataria tem consequências até hoje. Contratos são contratos e desfazê-los acarreta multas pesadíssimas. Engraçado que as pessoas não sabem nem o trivial do que acontece em contratos. Acostumaram a achar que presidente da república tem que ser respjnsável até pelos puns que cada um solta. Mayjésus, o que essa máfia midiática faz com a cabeça das pessoas.

  18. Custo elevado de tarifa de celular

    Muito se fala sobre os custos das ligações telefônicas de celular no Brasil. Eu mesmo acho isso. Mas antes de descer a lenha em quem é o culpado ou não, vamos analisar alguns números das demonstrações contábeis da VIVO S.A. nos primeiros nove meses de 2014. (http://telefonica.mediagroup.com.br/pt/Default.aspx)

    Uma demonstração interessante para se analisar é a Demonstração do Valor Adicionado, ela mostra a margem capturada pela entidade na exploração do negócio de telefonia. Pois bem, da receita total foi de 33,3bi, o valor adicionado a distribuir foi de 18,2bi. A diferença foi consumida nos custos dos serviços prestados, sem os salários, com a depreciação, com o custo da energia, etc.

    Deste valor a distribuir, 1,7bi ficaram com os funcionários (salários, previdência, alimentação, saúde, transporte, FGTS), 3,0bi foi consumido para remunerar o capital de terceiros (juros/alugueis), 9,2bi foram para os Governos (União, Estados e Municípios) e aos sócios restaram apenas 3,7bi. 

    Nesse ponto podemos dizer que os impostos são sim um dos vilões do custo do serviço prestado. Os governos ficam com a maior fatia da riqueza captura pelo negócio, ficam com 50% do valor adicionado pela atividade.

    A parcela do lucro adicionado destinado aos investidores é de quase 1/3 do que os governos arrecadam. Assim, os governos podem ser chamados dos verdadeiros sócios majoritários do negócio de telefonia, os sócios seriam seus prepostos.

    Uma outra fonte do elevado custo dos serviços prestados é a forma de licenciamento da atividade, chamada de licenciamento pelo maior prêmio, ou licença onerosa. Nos ativos da VIVO constam nos intangíveis 17,2bi de investimento em licença. Recursos consumidos na aquisição do direito de exploração das bandas de frequência dos celulares. Acontece que estes recursos se configuram como impostos disfarçados de licença, pois quem deverá pagar no final é o consumidor. Nos nove meses, a amortização desta licença lançada a custo foi da ordem de 0,5bi. Com isto, se a despesa de amortização fosse reclassificada como impostos, participação do governo no valor adicionado subiria para 9,7bi.

    Todos falam como se as empresas de telecomunicação fossem as grandes vilãs, que se locupletam com as elevadas tarifas. Será que isso é verdade? As análises das demonstrações financeiras sob a ótica financeira demonstram que isso não é bem assim. Vejam só:

     

    Empresas:

    VIVO

    Moeda:

    R$ MM

    Período:

    9M14

    Investimento

    Passivos Onerosos

    Capital Próprio

    Ativo Cir.

    15.702

        

    At.Ñ.Cir.

    54.991

    Pas. total

    26.012

    Patr.Líquido

    44.681

    At. total

    70.693

    Pas. Funcionamento

    10.949

    LAIR

    3.175

    Investimento

    59.744

    Pas. Oneroso

    15.063

    %IR/CSLL

    500

    LAJIR+Rec.Fin.

    4.881

    Desp.Finananceiras

    1.706

    Lucro Líquido

    2.675

    NOPAT

    4.112

    DF liquida IR

    1.437

    % de IR

    15,75%

    ROI

    6,88%

    Ki

    9,54%

    Ke

    5,99%

     

     

    O ROI é retorno dos investimentos, ou seja, o rendimento dos recursos onerosos aplicados no negócio, ele foi de 6,88% no período, rendimento inferior ao rendimento de CDI líquido que foi de 6,66%.

    Sob este aspecto, outro grande vilão dos altos custos é o elevado custo de capital. Para a Vivo, as tarifas precisariam aumentar ainda mais para obter um ROI superior ao custo de capital de terceiros.

    Além disso, a VIVO está com spread negativo, pagou 9,54% pelo capital de terceiros para investir em ativos que só geraram 6,88%. Os acionistas que ficaram com a conta, receberam apenas 5,99%, menos que o CDI. Essas taxas baixas de retorno são uma bomba relógio para os fundos de pensão, pois são eles os maiores investidores.

    Será que tudo isso que dizem por ai é verdade? Tudo é interesse político?

    O que você pensa a respeito agora?

     

     

     

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