4 de junho de 2026

Caged tem resultado mais fraco desde 2003

Jornal GGN – O mercado de trabalho apresentou um saldo de 1,117 milhão de novas vagas abertas durante o ano de 2013, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, elaborado pelo Ministério do Trabalho. Embora os dados tenham sido favoráveis, eles foram os menores desde já registrados nos últimos dez anos – só ficando acima das 821.704 vagas criadas em 2003. Em 2012, foram gerados 1,301 milhão de empregos. 

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Durante o ano, foram admitidos 22,092 milhões de trabalhadores e desligados, 20,974 milhões. No ano passado, a criação de postos de trabalho no setor de serviços aumentou 3,37% (546.917 vagas) na comparação com o ano anterior. O crescimento no setor de comércio foi de 3,36% (301.095 vagas) e, na construção civil, de 3,44% (107.024 vagas). Serviços, comércio e construção civil foram os setores com maior aumento de postos de trabalho em valores relativos. 

Na comparação entre dezembro do ano passado e dezembro de 2012, houve redução de 449.444 postos de trabalho. De acordo com o Ministério do Trabalho, os números foram afetados por uma série de fatores sazonais negativos (entressafra agrícola, término do ciclo escolar, fim das festas do final do ano, fatores climáticos) que perpassa quase todos os setores e subsetores. 

Contudo, o declínio foi menor que o ocorrido em dezembro de 2012, quando foram perdidas 496.944 postos de trabalho (- 1,27%).  A queda de dezembro originou-se de 1,094 milhão de admissões, e de 1,543 milhão de desligamentos – segundo a pesquisa, ambos os dados constituem o quarto maior resultado para o período .

Segundo análise por recorte geográfico, ocorreu expansão generalizada do emprego em todas as grandes regiões, com duas delas registrando desempenho mais favorável em relação ao ano anterior. A região Sudeste gerou 476.495 postos (+2,24%) e a Sul registrou a abertura de 257.275 postos (+3,64%), saldo superior ao verificado em 2012 (+234.355 postos); a Nordeste com 193.316 postos (+ 3,02%), resultado superior ao ocorrido em 2012  (+190.367 postos); Centro-Oeste que criou 127.767 vagas (+4,23%); e a região Norte com mais 62.318 postos (+3,43%).

“Os dados de 2013 demonstram a continuidade do movimento de expansão do emprego formal no país, ainda que tenha ocorrido uma redução do ritmo de crescimento quando comparado aos anos anteriores”, segundo afirma a equipe técnica do ministério. “Apesar da desaceleração apresentada em 2013, o mercado de trabalho formal vem apresentando, pelo quinto mês consecutivo, um maior dinamismo frente ao mesmo período do ano anterior”. 

Em nota, o ministro Manoel Dias afirma que o Brasil segue num movimento contínuo de geração de empregos, apesar da desaceleração apurada. “Nos últimos anos estamos mantendo uma geração contínua de empregos, numa média de 1 milhão de empregos anuais. Além disso, tivemos um ganho real de 42,91% no salário médio de admissão que passou de R$ 772,58 em 2003 para R$ 1.104,12 em 2013. Isso demonstra que o mercado de trabalho brasileiro, mesmo com o país não tendo crescido o esperado, continua gerando empregos. Somente no governo da presidenta Dilma foram 4,5 milhões de postos gerados, um crescimento de 10,23%”, acentuou o ministro.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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