Movimentos sociais e trabalhadores querem Greve Geral contra Reforma da Previdência

"Vai ter muita luta para impedir que o governo ataque a aposentadoria e a Previdência Social", dizem os movimentos sociais

Trabalhadores e sindicatos se reuniram na última quarta, na Praça da Sé, em São Paulo - Foto: Roberto Parizotti/CUT

Da CSP-Conlutas

Com representações de sindicatos e movimentos de várias partes do país e delegações de trabalhadores de diversas categorias, as centrais sindicais brasileiras realizaram na última quarta-feira (20), na Praça da Sé (SP), um forte ato político contra a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Cerca de 10 mil manifestantes deram o recado: vai ter muita luta para impedir que o governo ataque a aposentadoria e a Previdência Social.

No dia em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) entregou a proposta de reforma no Congresso Nacional, considerada por todos os manifestantes ainda pior que a de Temer, as centrais reafirmaram o repúdio à proposta e defenderam a unidade e a mobilização para barrar esse ataque.

CSP-Conlutas defende preparar a Greve Geral

O integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes falou em nome da central. O dirigente iniciou lembrando que a unidade das centrais, baseada na mobilização dos trabalhadores, construiu a Greve Geral, em abril de 2017, que foi fundamental para enterrar a proposta de reforma de Temer, e que agora isso novamente se faz necessário.

“Hoje, estamos vendo essa unidade se repetir e, no momento em que esse governo de ultradireita quer impor um ataque ainda pior, essa assembleia nacional tem o desafio de apontar a partir de agora o início da construção de um dia nacional de lutas, rumo a uma nova Greve Geral no país”, afirmou.

“A maioria dos trabalhadores, independente de quem votou, não concorda em piorar a sua aposentadoria. É tarefa da direção das centrais sindicais e das direções do movimento encabeçar essa luta. Precisamos construir comitês de luta nos estados, locais de trabalho e moradia e organizar a mobilização”, defendeu.

Leia também:  A voz das Piqueteiras: Greve de Metalúrgicos (RJ) - 1979, por Arkx

Centrais se reúnem dia 26/2

A Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora neste dia 20 lançou manifesto unificado que afirma o início de um processo de mobilização nacional, com atos públicos e protestos nos locais de trabalho e bairros no próximo período, além de uma ampla campanha de conscientização da população sobre a gravidade da proposta.

O documento antecipa que será definido um dia nacional de lutas e mobilizações em defesas das aposentadorias e da Previdência, e que os dias 8 de Março – Dia Internacional da Mulher e 1° de Maio – Dia Internacional do Trabalhador também serão datas de mobilizações unificadas contra a reforma.

As centrais sindicais se reúnem novamente na próxima terça-feira (26) para avançar na construção do calendário de lutas.

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6 comentários

  1. Salvando o Capitalismo.

    A Reforma da Previdência que estão propondo é o fim do Capitalismo, aumento de desemprego aumento dos problemas sociais e um exército de Jovens com talento e energias fora do mercado de trabalho.
    Esqueçam! Não vai resolver o problema aqui e nenhuma parte do mundo capitalista.
    Antes ou conjuntamente com a Proposta da Reforma ainda podemos e deveremos atacar os Juros Abusivos; A Sonegação Fiscal; A Corrupção Sistêmica; Os privilégios em todos os setores; O Crime Organizado; A Violência; etc.

    Solução Proposta.

    Não se aumenta a riqueza de uma nação sem aumento de produção e da força de trabalho, logo, num primeiro momento, talvez devamos abrir mão de parte da nossa remuneração em favor da coletividade.
    Qual a ideia?
    Aumentar a jornada de trabalho para inicialmente, mínimo, 10 horas diárias, divididas em 2 turnos de 5 horas. Cada trabalhador ou funcionário trabalharia apenas 1 turno de 5 horas diárias, sem intervalo. Vedado, inicialmente, ter outro emprego ou fazer horas extras.
    Para combater os privilégios, taxação progressiva das vantagens, via decreto; dos lucros e dividendos; dos juros, dos salários, remunerações e honorários, desproporcionais à média, etc.
    Para combater e resolver os problemas com a violência, furtos, roubos, homicídios, drogas, álcool, desnutrição, etc., as crianças e adolescentes deverão ficar nas escolas em tempo integral.

    Justificativas.

    O mundo evoluiu, foram criadas máquinas e tecnologias para substituir a mão de obra humana. A lógica é que estes benefícios sejam repassados aos humanos, fora isso não tem sentido essa evolução. A natureza impele para a evolução da humanidade. As máquinas não consomem a maioria dos bens produzidos atualmente, quem os consomem são os humanos com rendas. Quaisquer soluções que não contemplem aqueles avanços estão fadadas a não subsistir porque vão contra a natureza. A maioria das empresas não empregam pessoas acima dos 45 anos. Até o próprio governo chega a impor esses limites de idade…
    Logo, a aposentadoria deveria ser mais cedo e não mais tarde do que existe hoje. Se for certo que o homem não deve substituir a máquina, também é certo que trabalhar até a morte em serviços repetitivos e rotineiros também não agrega nada. Logo, seria de bom alvitre reduzir o horário de trabalho drasticamente possibilitando a entrada de mais pessoas no mercado de trabalho gerando emprego/renda e complementar aquele horário dispensado do trabalho, com educação, instrução, cultura e lazer para todos. Povo instruído, saudável, menos gasto com segurança e saúde. Já estamos perdendo emprego pelas tecnologias muito avançadas*. E os jovens como irão trabalhar, se os mais velhos, já fracos, desgastados não se afastam dos seus empregos, pois só se aposentarão aos 65 anos. Certamente muitos jovens partirão para o crime ou então os velhos perderão seus empregos e não alcançarão suas aposentadorias se não puderem substituir os jovens… . Já dizia Erico Veríssimo: “Mente desocupada é tenda do Diabo”. Ou os nossos governantes aceitam essas realidades ou iremos continuar vivendo crises. O que salva a Previdência Social, tornando-a superavitária é crescimento econômico com oferta abundante de empregos formais contribuindo com o sistema. Logo, quem necessita trabalhar são os jovens que precisam gastar suas energias não os idosos. Por outro lado, entendo que a economia vai travar, será o fim do Capitalismo, pois não terá mais consumidores por falta de geração de rendas por causa do desemprego. Vejam ainda o que diz *Jeremy Rifkin:

    O que diz Jeremy:

    *Jeremy Rifkin é americano e autor de bestsellers, entre eles o que trata do fim dos empregos no mundo a partir da Revolução artificial, afirmando que ” a fase é caracterizada pelo declínio contínuo do nível de empregos. Computadores sofisticados, robótica, telecomunicações e outras tecnologias da Era da Informação substituem os seres humanos em praticamente todos os setores e mercados”.
    Ele se aprofunda ao afirmar que “fábricas e empresas virtuais quase despovoadas assomam no horizonte”.
    Em síntese, Rifkin busca alertar que o fim dos empregos pode constituir o colapso da civilização como é conhecida, ou assinalar os primórdios de uma transformação social.
    Síntese
    O desafio é de toda a sociedade como se adequar diante da expansão da Inteligência Artificial tomando os espaços humanos, mas nesse particular o Capitalismo em crise sem saber /querer resolver os dramas sociais, daí o papel relevante – hoje paranoico- da Esquerda no mundo.
    Para onde vamos?
    Créditos: WALTER SANTOS
    Walter Santos é publisher da Revista NORDESTE e do Portal WSCOM

  2. Daqui a pouco seremos condenados em praça pública! Servidor público Covardia! Estudamos, passamos em concurso, dentro da lei.
    Manipulação da opinião pública ignorante, desconhecedora da legislação desse país por falta de interesse e massa de manobra.
    Nos sacrificam e nos igualam ao privado sem que isso seja possível já que temos previdência própria. Ainda não consigo entender essa questão, só posso pensar que seja um jogo muito sujo pra que haja rotatividade e possam beneficiar apadrinhados, pois do jeito que vai, irão em pouco tempo acabar com os concursos e contratar quem bem entenderem como numa empresa privada, o que já o fazem com a brecha de contratos com ONGs e OSs.
    Não existe ninguém com voz de verdade que nos defenda, que defenda de verdade a máquina pública, que deixe as claras as peculiaridades para se ser um funcionário público, efetivo, de verdade. Não temos privilégios, quem os tem são os extra quadro, contratações políticas, cargos em comissão e quantos privilégios, e os cargos eletivos. Para limpar a barra deles é mascarar o quem na verdade tem privilégios, generaliza pra que o povo pense que somos nós, os servidores de verdade que têm os privilégios. Temos direitos adquiridos por lei.

  3. Não há diferença entre uma pessoa que falta 2 ou 3 anos para aposentar, e outra que já aposentou.
    Ambos pagaram o mesmo porcentual para um mesmo sistema.
    Portanto, se , vão mexer tem que passar todas as aposentadorias (dos que já aposentaram) acima de 10 mil reais para 10 mil reais.
    E, deixe os da ativa aposentarem com as regras vigentes. Recebendo no máximo 10 mil.
    Aos que não estão no mercado de trabalho, coloque as regras, mas, diminuindo essa questão dos 40 anos.

  4. Essas paralisações tinham que ser mais elaboradas. Se é pra paralisar com uma greve, então ela tem que ser pra valer. O máximo que ficam em greve é um dia. Um dia não adianta nada, não faz nem cosquinha. Tinha que ser pelo menos uma semana pra poder surtir algum efeito. Lembram da greve dos caminhoneiros??? Essa sim foi pra valer, e parou o Brasil.

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