6 de junho de 2026

Reforma trabalhista é rejeitada por 81% dos brasileiros, diz pesquisa CUT/Vox Populi

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da Rede Brasil Atual

Reforma trabalhista é rejeitada por 81% dos brasileiros, diz pesquisa CUT/Vox Populi

Levantamento feito em todo o país mostra reprovação generalizada à nova lei. Centrais e movimentos sociais fazem jornada de protestos nesta sexta-feira

por Redação

São Paulo – A nova legislação trabalhista, que entra em vigor a partir deste sábado (11), tem a desaprovação de 81% dos brasileiros. A ampla maioria, 67%, considera que a “reforma” só é boa para os patrões e outros 15%, que não é boa para ninguém. Os números foram levantados por pelo instituto Vox Populi a pedido da CUT, em pesquisa realizada entre 27 e 31 de outubro. Apenas 6% aprovam as mudanças contidas na Lei 13.467, 5% não aprovam nem desaprovam e 8% não sabem ou não responderam.

A CUT orientou sindicatos em todo o país a desencadear campanha para colher assinaturas em apoio a um projeto de lei de iniciativa popular que anule os efeitos da “reforma”. Oito centrais sindicais e movimentos sociais realizam nesta sexta-feira (10) uma jornada nacional de protestos contra as reformas do governo Temer que retiram direitos trabalhistas, preparam bancos e empresas públicas para privatizações e desnacionalizam recursos do pré-sal. A revogação da medidas do atual governo é também a principal bandeira de campanha de três pré-candidatos à presidência: Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Manuela D’Ávila (PCdoB).

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A “reforma” trabalhista encaminhada por Temer e aprovada pelo Congresso Nacional alterou mais de 100 itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre as mudanças, estão negociações individuais entre patrões e empregados, sem a presença do sindicato, para assinar acordos de demissão, jornada de trabalho, banco de horas, parcelamento de férias e intervalos para amamentação. Outra novidade é a legalização do contrato de trabalho sem vínculo, sem direitos e garantias, chamado de trabalho intermitente. O trabalhador só trabalha quando for chamado pelo patrão, e recebe de acordo com as horas de serviço prestadas. Não há garantia nenhuma de que será chamado a trabalhar.

O maior índice de rejeição encontrado na pesquisa CUT/Vox foi registrado no Sudeste (89,%). No Nordeste, a rejeição às mudanças é de 81%; no Centro-Oeste/Norte, 78%; e, no Sul, 60%. “Quanto mais se informam sobre a reforma, mais os trabalhadores rejeitam as mudanças na CLT que o empresariado mais conservador e ganancioso mandou Temer encaminhar para aprovação no Congresso”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas. “A lei legaliza o bico, dá segurança jurídica para os maus empresários explorarem trabalhadores.”

A nova rodada da pesquisa CUT-VOX foi realizada em 118 municípios. Foram entrevistados 2 mil pessoas com mais de 16 anos de idade, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, em todos os segmentos sociais e econômicos. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Com informações da CUT

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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3 Comentários
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  1. Augusto Cesar

    10 de novembro de 2017 2:46 pm

    Sim, e daí?

    81% contra a reforma trabalhista

    97% conta Temer

    E 100% de imbecis que não vão às ruas contra o que não aceitam

  2. Luiz (o outro)

    10 de novembro de 2017 3:10 pm

    6% de imbecis

    Só mesmo tendo sérios problemas mentais para apoiar alguma coisa saída da cabeça daquele idiota do Temer.

    Eu já nem penso mais em ser CLT novamente, mas boa parte dos paneleiros merece o que está por vir…

  3. Antonio - Bahia

    10 de novembro de 2017 7:48 pm

    Qual

    foi a grande mobilização da CUT quando a reforma estava sendo gestada? O seu presidente se limitou repetir frases de efeito, mais parecia a Blablarina. O fato é que o trabalhador foi traído por grande parte dos sindicatos e das centrais sindicais com a promessa de privilégios, privilégios para os dirigentes. Depois ficam perguantado cadê o povo.

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