TV GGN 20hs: A Polícia Federal chega nos crimes dos remédios para crianças com câncer

Luis Nassif e Marcelo Auler conversam com médica Silvia Brandalise e com Elias Jabbour, doutor e mestre em Geografia Humana pela FFLCH-USP

Jornal GGN – O jornalista Luis Nassif começa o programa fazendo uma referência a Wagner Rosário, atual ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), e que já era da CGU durante o mandato de Michel Temer quando o caso dos medicamentos ineficazes contra câncer infantil “explodiu com um escândalo monumental”.

“Ricardo Barros, como ministro da Saúde, ele monta todo esse esquema que foi mantido no governo Bolsonaro. Em pleno governo Temer, o límpido”, diz Nassif. “Ele cria uma falsa carência de medicamentos de alto custo, a Precisa e a Global começam a importar”.

A partir daí, uma médica de Campinas (SP) que trabalha com o tratamento de câncer em crianças denuncia que os medicamentos não tem eficácia. “E ele (Barros) é barra pesada (…)”, lembra Nassif.

Nassif conversa com a médica Silvia Brandalise, responsável por denunciar um esquema para importar remédios com indícios de baixa eficácia para tratamento de um tipo de câncer que atinge mais as crianças durante a gestão de Ricardo Barros.  Silvia Brandalise é especializada no tratamento de crianças e jovens com câncer.

“Eu me sinto profundamente triste, porque eu vejo repetir com a Covaxin o mesmo que aconteceu com a leuginase. Onde você tem uma distribuidora de medicamentos que fica lá no Uruguai e que não é de medicamentos”, diz Sílvia.

“Aquelas coisas confusas com várias pessoas atuando, de forma que você importa para o Brasil uma coisa sem qualidade”, diz a médica oncologista. “Hoje, eu não tenho nenhuma dúvida que essa coisa de ‘desabastecimento’ é a porta da corrupção, que começa com uma legislação cada vez mais enfraquecida”.

“Na época que aconteceu com a leuginase chinesa, logo depois o Ministério da Saúde exclui em uma portaria a necessidade de eficácia e segurança para importação de medicamentos em excepcionalidade”, afirma a doutora Silvia Brandalise.

“E um pouco depois, vem para tirar um terceiro item de boas práticas de fabricação – só que incluem uma coisa artificial escrita assim ‘na excepcionalidade, se você compra através de organismos multilaterais, você não precisa desses critérios’. Ninguém compra pela OPAS ou pela ONU, é falsa essa informação”, ressalta a médica oncologista.

“Só que, no nosso país, continua o que aconteceu em um passado recente de coisas de agências que não são de medicamentos, que não trabalham em laboratório, que fica com sede no Paraguai, no Uruguai, não sei aonde, e trazem esses produtos extremamente suspeitos, espúrios, para não dizer drogas falsas”.

Acompanhe a entrevista completa com a médica oncologista Sílvia Brandalise, e a conversa com Elias Jabbour, clicando no vídeo.

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