14 de junho de 2026

A história da socialite Lourdes Catão

Por Motta Araujo

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LOURDES CATÃO, a memória do café society carioca – Neta de Otto Prazeres, que foi secretário particular de Getúlio Vargas, Maria de Lourdes Prazeres Catão é a memória viva do high carioca dos anos 50. Na classificação de José Mauro Gonçalves, cronista social da época, a sociedade carioca tinha categorias: hors ligne, a mais tradicional e recolhida, o café society, mais descolada e ativa, a salon societé, mais intelectualizada e ao interlope, constituída por artistas, playboys e o que se chama hoje de celebridade.

Lourdes Catão figurava sempre nas listas de Dez Mais Elegantes, eram duas, a de Jacintho de Thormes e a de Ibrahim Sued, daquela época de ouro ainda circulam Teresa Sousa Campos, viúva Orleans e Bragança, Carmen Mayrink Veiga e Regina Marcondes Ferraz, falo das constantes, há muitas outras que não eram assíduas.

Hoje Lourdes é a custodiante do livro Sociedade Brasileira, que era editado por sua falecida irmã, Helena Gondim, o livro é um guia da remanescente e muito alterada sociedade carioca, já permeável a outro tipo de personagens.

Lourdes Catão é um mix de antigo e moderno, é muito antenada, morou anos em Paris e Nova York e sabe acompanhar as mudanças sociais de época. Hoje ela diz que quem dita os costumes, comportamentos e moda no Brasil é a classe média alta de São Paulo, uma observação aguda e perspicaz por ser verdadeira, ela não se referiu à classe rica.

oglobo.globo.com/rio/a-aristocracia-carioca-tem-sua-guardia-socialite-lourdes-catao-12522072

 

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59 Comentários
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  1. Lofi

    20 de maio de 2014 2:34 pm

    Convenhamos: eu fico me

    Convenhamos: eu fico me perguntando qual é a utilidade de colunista social…

    Espaço precioso gasto com futilidade!

    1. Motta Araujo

      20 de maio de 2014 4:28 pm

      A utilidade é nos divertir.

      A utilidade é nos divertir.

      1. Mgp

        20 de maio de 2014 10:22 pm

        De divertido nesse post, só

        De divertido nesse post, só os comentários que, aliás, me fizeram cair na gargalhada!!  Acho que está passando da hora de rever meus conceitos…

  2. AlvaroTadeu

    20 de maio de 2014 2:42 pm

    Alta Sociedade: “Moral em concordata”, filme da época.

    Argh!

  3. Gilson Raslan

    20 de maio de 2014 2:42 pm

    HISTÓRIA! QUE HISTÓRIA?

    História ou estória?  Que coisa mais sem graça,  sem pé nem cabeça. Quem quer saber de Lourdes Catão?

    1. Rorgério Marco Antonio Silva

      20 de maio de 2014 2:49 pm

      Só sei que essa essa ai não é da “esquerdolândia”….rsss

      Só sei que essa essa ai não é da “esquerdolândia”….rsss

    2. Motta Araujo

      20 de maio de 2014 2:56 pm

      Voce veja como é a vida, pois

      Voce veja como é a vida, pois eu adoro estorias antigas do society carioca e o Nassif tambem, são saborosas e mostram o Brasil brejeiro dos anos 50 que me trazem saudades e divertem, tem gosto realmente para tudo.

  4. Gilson AS

    20 de maio de 2014 3:22 pm

    Quando vejo a clamorização

    Quando vejo a clamorização desses membros do hight society me dá arrepio.

    Fico me perguntando o que esses senhores(as) fizeram para melhorar a situação do nosso país.

    Eles viviam em seus mundinho de luxúria e extravagância e poucos se importavam em melhorar a condição social do nosso Brasil.

    Salvos algumas senhoras que realizavam os seus cafés filantrópicos para arrecador fundo para os mais  necessitados, nada mais se fazia em prol do país como um todo.

    Acho que as madames faziam esses encontros para aliviar um pouco as suas culpas.

    Existe coisa mais anacrônica do que o Conde Chiquinho Scarpa, que declarou que tinha um escravo em um país africano ?

    Tá certo, a sua familia era de industriais ítalo-brasileiros, mais e daí ? Como eram tratados os seus funcionários ?

    Hight society ? 

    Me lembra, atraso, mofo, lembra o tempo que éramos uma reúplica de bananas.

    Para mim exemplo de membro do Hight society é o Bill Gates, que doou metade da sua fortuna para causas filantrópicas.

    1. Motta Araujo

      20 de maio de 2014 5:08 pm

      Meu caro, esse falso conde é

      Meu caro, esse falso conde é uma piada, não tem nada a ver. Quanto a beneficiar o povo, não é só o high set que se lixa pelo povo, pelegos sindicais começam a escalada nos sindicatos PARA SE ARRUMAR, não tem nenhum outro objetivo na vida, assim como 99% dos politicos.

      1. Anarquista Lúcida

        20 de maio de 2014 6:44 pm

        Argh! E deram 5 estrelas p/ esse lixo de comentário?

        Generalizaçao absurda, afirmaçao de que 99% dos políticos nao presta (deve estar com saudades da ditadura, né?), anti-sindicalismo… Nao é só esnobismo, é reacionarismo mesmo.  

  5. Dulce (Madame X)

    20 de maio de 2014 3:24 pm

    Nosssssaaaa “admiro” demais a

    Nosssssaaaa “admiro” demais a ÉTICA desta mulher.

    Casada, dá ESCAPULIDA com o cunhado, faz o marido PENSAR por toda vida que o filho é dele. Não INFORMA ao cunhado que é o pai, NEM ao filho quem é o “papi”. Depois da morte dos dois, sendo que o DINHEIRO estava na casa do CUNHADO/PAI DO FILHO…AVISA AO SEU PIMPOLHO PARA FAZER DNA E CANDIDATAR-SE A HERDEIRO.

    Puxaaaaaaaaaa…é uma “DAMA”.

    Tempos em que pessoas viviam acima do bem e do mau…FORA DO ALCANCE DA LEI, E DO BOM SENSO…

    Eleitora “ÉTICA”, de quem? ahahahaha 

    Que Deus nos preserve destes tampos de “GRANDES DAMAS”…que não nos faltem mulheres FORTES, e BATALHADORAS, que renovem a “SOCIEDADE BRASILEIRA”.

    “Admiro” tanto…que NUNCA QUIZ SER IGUAL A ELA.

    😉 Deve ser uma “falha” minha.

     

     

    1. Miguel Zibboni

      20 de maio de 2014 4:15 pm

      Cara Dulce

      Deve ser falha sua, essas preocupações lá no grand monde são très shangai…

      E, afinal estamos na seção de Cultura do blog. 😉

    2. DanielQuireza

      20 de maio de 2014 4:31 pm

      E quem garante que eles não

      E quem garante que eles não sabiam ?

      As coisas mudam durante a vida, ela esperou os dois morerem para contar para todo mundo, fazer o que. Atrapalhar a família toda antes ? Fica dificil julgar sem saber os detalhes.

      Ademais não consta que seja crime o que ela fez.

    3. Motta Araujo

      20 de maio de 2014 4:36 pm

      Minha cara, desde os “salons”

      Minha cara, desde os “salons” da Paris pre-revolução, até a carreira nada pura de Josefina Bonaparte, passando pe nobreza papalina dos Borgia, chegando a nossa Rainha Carlota Joaquina, o “haute monde” é divertido por causa dos “potins”, das escapadas, filhos de outro com pais postiços, palyboys franceses, é exatamente esse “milieu” que faz a graça desses personagens, no Rio teve uma famoso trio, uma senhora da mais alta sociedade, de uma familia ainda hoje rica e importante, que tinha dois maridos na mesma casa, ambos donos da firma holding que controla o grupo, meio a meio nos negocios e na esposa, a mesma dos dois, moravam todos juntos, o “high set” do Rio sabe quem são, estão sempre nas colunas sociais, a senhora com os dois maridos foi nos anos 30.

      1. Tuca

        20 de maio de 2014 5:21 pm

        A pequena diferença entre a

        A pequena diferença entre a nossa Maria Antonieta do Agreste e a original da corte francesa é que a nossa, infelizmente, não perdeu a cabeça pelo civilizador instrumento da guilhotina. Quem sabe se tivéssemos adotado método tão terapêutico não precisaríamos estar aqui hoje, em pleno século 21, discutindo uma criatura que faria melhor papel em um museu de cera?

      2. Cristiana Castro

        20 de maio de 2014 6:22 pm

        Tá vendo aí, Dulce? Grana

        Tá vendo aí, Dulce? Grana ajeita tudo. Pobre é que tem essas presepadas de dar show por causa de ciúmes… Vê se tem esse negócio de  “larga meu hômi”? Leva ele mas deixa a grana ou então vai ficar todo mundo junto…  Pega o irmão, recolhe o amante, vende o filho… Vale tudo, só não vale perder a pose. ninguém grita, puxa cabelo, arranha a cara, chama de biscate… nada disso…  no final, dá tudo certo. Tô rindo muito desse post do A.A.

        1. Dulce (Madame X)

          20 de maio de 2014 9:05 pm

          Cristiana Castro, também

          Cristiana Castro, também estou rindo muito amiga.

          Se fosse uma jovem classe média seria logo “promovida” a VAGABA, MARIA CHUTEIRA, ou GOLPE DA BARRIGA.

          Convenhamos, esse mundo SÓ é cruel com as mulheres…POBRES! 😉

           

      3. Dulce (Madame X)

        20 de maio de 2014 8:55 pm

        Motta, meu amigo…
        Acho que

        Motta, meu amigo…

        Acho que vc não quiz entender a minha colocação…vou tentar de novo, quem sabe, se você usar de boa vontade…entenderá.

        “D.Flor e seus dois maridos”? O COMBINADO NÃO É CARO.

        MAS A FALSIDADE IDEOLOGICA (falsa notificação de certidão de nascimento) E ÉTICA, ASSOCIADA À GANÂNCIA DE HERDAR DO CUNHADO, LUDIBRIANDO A TODOS OS INTERESSADOS (pai, filho, e TIO…SÃO BEM CAROS. Pelo menos NA CASA que fui educada, e nas leis que aprendí 😉

        Abs.

  6. Ernesto GMV

    20 de maio de 2014 3:25 pm

    Socialite

    Ela trabalhava? Fazia o que na vida?

    A frase que melhor descreve o “high society” carioca nos anos 50/60 é do Jorginho Guinle.

    Certa vez perguntado sobre o Rio de Janeiro nessa época ele disse “Ah, o Rio nessa época era uma maravilha, ninguém trabalhava….. quer dizer, só os operários.”

     

     

    1. DanielQuireza

      20 de maio de 2014 4:28 pm

      Na entrevista consta que ela

      Na entrevista consta que ela trabalhou de decoradora em Nova York. Mesmo, aparentemente, não precisando.

  7. João Oliveira

    20 de maio de 2014 3:25 pm

    É claro que o autor só

    É claro que o autor só mencionou a senhora por que Janio de Freitas lembrou-a hoje, dizendo que o Aécio está do lado “ela” e que a Dilma não pode ser reeleita de jeito nenhum.

     

     

     

  8. Cesar Monatti

    20 de maio de 2014 3:25 pm

    Tempos “bicudos”

    Pois é, Gilson…

    A

    A senhora do título foi matéria de jornal publicado no RJ dois dias atrás.

    Saudações,

    Cesr

     

  9. Orlando

    20 de maio de 2014 3:33 pm

    E daí!!!!

    E daí!!!!

    1. Fabio !

      20 de maio de 2014 3:47 pm

      E daí  que agora eu vou lá na

      E daí  que agora eu vou lá na REVISTA CARAS saber com quem a ZILU tá saindo depois que se separou do sertanejo Zezé di Camargo ………..arrgh !

      1. Motta Araujo

        20 de maio de 2014 5:02 pm

        Meu caro, Lourdes Catão nunca

        Meu caro, Lourdes Catão nunca terá qualquer coisa a ver com CARAS, que é uma publicação dedicada ao lumpen society, celebridades, modelos, jogadores de qualquer coisa, empresarios de shows, duplas sertanejas, cabeleireiros, etc.

        1. joca

          20 de maio de 2014 5:48 pm

          Ui ui ui… Ai ai

          Ui ui ui… Ai ai ai….

          Agora eu durmo tranquilo.

          1. Cristiana Castro

            20 de maio de 2014 6:14 pm

            Tava pensando que era só

            Tava pensando que era só dinheiro, né? 

            Atualmente,qto mais grana, mais Caras…

            Nem falo nada, já são 30 comentários… Esse blog tá um luxo e a Sra. Catão nem é essa Brastemp…

          2. Motta Araujo

            20 de maio de 2014 9:47 pm

            Minha cara Cristina, CARAS

            Minha cara Cristina, CARAS não é revista de high society, é revista do lumpen, uma periferia que quer ser mais sem nivel para ser. Revistas do high não tem no Brasil, tinha no passado SOMBRA, uma preciosidade hoje nos sebos, da decada de 40, hoje tem arevista da Joyce Pascowitch mas para meu gosto é descolada demais, na Inglaterra tem TATLER, que tem 150 anos, nos EUA tem TOWN AND COUNTRY, na França POINT DE VUE.

            CARAS é da franja social que não entra na cidadela embora tenha dinheiro, tem gente semi analfabeta e famosa dos esportes, musica, nunca foram do high e não serão porqu falta postura, educação e cultura, modos e espirituosidade, o estilo das roupas é “aquilo que o brega acha que é fino”, muita bolsa Prada, algumas falasa, gente que acha chique andar de jeans e sandalia havaina (existe coisa mais feia?), mostram o closet, a coleção de sapatos, o banheiro, a cozinha,

            a cafonalia já começa nesse exibicionismo tosco, tem coisa pior que o cara tirar foto na frente do carro, do helicoptero,  da piscina ? Quem é realmente fino não exibe nada, nem a si mesmo, vc percebe a distancia, ele não precisa dizer que é.

          3. Cristiana Castro

            21 de maio de 2014 1:24 am

            Sou obrigada a concordar;

            Sou obrigada a concordar; ostentação é a senha para bola-preta.

  10. Maria Luisa

    20 de maio de 2014 3:44 pm

    Es fascinação, amor!

    Saudades do Rio e seus anos dourados (para alguns, claro)… Entendo, mas pena que foram podados rapidamente pela ditadura que se instalou a partir de 64. 

     

     

  11. Jorge Rebolla

    20 de maio de 2014 3:50 pm

    A notícia mais importante do ano…

    …a guardiã das sanguessugas cariocas… Que pena, um nome glorioso na antiguidade… hoje asqueroso!

  12. HP(offline)

    20 de maio de 2014 4:01 pm

    Lourdes quem?!

    Lourdes quem?!

  13. DanielQuireza

    20 de maio de 2014 4:23 pm

    Muito legal o post e mais

    Muito legal o post e mais interessante ainda a entrevista dela.

    A moça não era fácil não, pegou o cunhado, largou o marido para ficar com um frances….E isso há 50 anos atras.

    E ainda reconhece que Aécio é mais do lado dela.

     

    1. Luis Fraga

      20 de maio de 2014 8:58 pm

      Que isso mermão?

      Puxa Daniel, tô te estranhando…

      Acho que você foi cooptado pelo AA. Anda tão “concordante” com o que ele diz ultimamente….

      Hehehehehe

  14. Cristiana Castro

    20 de maio de 2014 4:28 pm

    E Lourdes Catão chega a

    E Lourdes Catão chega a blogosfera… Acho que, agora, não ficou mais ninguém “lá fora”, né? Tá tudo bem gente, o blog é “grande” tem espaço para todas as tribos. 

     

    1. alexis

      20 de maio de 2014 5:41 pm

      Faltou apenas a Luiza

      ….mas ela está em Canadá!

      1. Dulce (Madame X)

        20 de maio de 2014 8:58 pm

        🙂 Volta Luiza! ahahahah

        🙂 Volta Luiza! ahahahah

  15. alexis

    20 de maio de 2014 4:53 pm

    Many Catão

    AA

    Aqui em BH temos a história da Many Catão, jornalista e society local.

    Será que são parentes?

    1. Motta Araujo

      20 de maio de 2014 4:59 pm

      Não acredito, Lourdes é Catão

      Não acredito, Lourdes é Catão pelo marido  que era de Santa Catarina,  de familia é Prazeres, de Niteroi.

  16. Gilson Raslan

    20 de maio de 2014 5:08 pm

    SOCIALITE DESOCUPADA

    Essa adúltera confessa disse: “Acho que o Aécio é o melhor, mais do nosso lado… Dilma não pode ser reeleita de jeito nenhum’’. 

    Que Aécio é do lado dessa corja todos sabemos, mas a confissão da FUBANA CARIOCA DESOCUPADA serve como alerta para o povo brasileiro.

     

  17. Flics

    20 de maio de 2014 5:09 pm

    O corno…

    … esse, o tal de Catão por acaso não era o dono das minas de carvão de Santa Catarina, onde os trabalhadores viviam em regime de semi-escravidão? … ahhhh… seu motta que tempos bons aqueles… quem estragou tudo foi uma princesa… a tal de Isabel de Orleans e Bragança, casada com o conde que d`eu.

  18. Fr@ncisco

    20 de maio de 2014 6:05 pm

    Aéciociety

    O que interessa da entrevista, Janio de Freitas destacou em sua coluna de hoje:

    COM A ALTA  –  Aécio Neves ganhou dois presentes de uma só vez. Rediviva pelo “Globo”, e remanescente, aos 85 anos, dos que pensavam haver alta sociedade no Brasil, Lourdes Catão pondera: “Acho que o Aécio é o melhor, mais do nosso lado”. E sentencia: “Dilma não pode ser reeleita de jeito nenhum”.

  19. basílio

    20 de maio de 2014 6:18 pm

    Café society e saudades dessas bestas

    Café society, hors ligne, interlope, celebridades, colunistas sociais, as mais elegantes, as 10 mais.

    Naqueles tempos do DF carioca a classe média mandava buscar no interior, em geral do antigo Estado do Rio ou de Minas Gerais, uma doméstica, uma menina despossuída qualquer para ser explorada ao extremo, nominada pelos patrões de moleca, negrinha, empregada doméstica, etc.

    Na época as pobres criaturas andavam via de regra descalças pelas ruas. não possuiam calçados, esse era o padrão, no máximo uma sandália de dedos, um chinelo velho ou uma alpargatas de corda caindo aos pedaços, doação “caridosa” de alguma “boa” patroa “cristã”;  trabalhavam desde a primeira hora da manhã até o último patrão resolver dormir,  estes “bons” sujeitos afirmavam estar ajudando a família da empregada, poupando-lhes os gastos de criação, alguns poucos até permitiam, a deixavam estudar a noite depois da massacrante jornada, quanta generosidade….

    A primeira experiência sexual dos destemidos adolescentes masculinos da prole patronal era frequentemente com as raparigas serviçais, em caso de gravidez, um aborto, mas com toda discrição e despachava-se a moleca desgraçada de volta para o interior antes que algum problema causasse.

    Enquanto isso os representantes do café society, dos bon vivants, a rica classe dominante empreendia,  fazia negociatas com charme, competia entre sí para obter vantagens escusas com dinheiro público ou faturar milhões como testas-de-ferro de empresas estrangeiras, viajavam em Superconstellations J, K ou L, logo depois em Boeings 707, DC-8s ou Coronados em aeroportos vazios, feitos para eles, porém cheios de glamour, uma boa vida de jet-set  in-ter-na-ti-o-nal.

    New York, Paris, Coté D’Azur, Roma, Londres, Genebra eram exclusividades, produtos importados um luxo da elite.

    Colunistas sociais viviam como prostitutas dessa classe triple A, a lhes puxar o saco sem qualquer constrangimento, a noticiar nos jornais, revistas e até na TV, seus banquetes ou jantares em petit-comitès, citavam suas mulheres como “fulana neé sicrano”, para saciar o ego dos “bem nascidos”  e fazer inveja e admiração à estúpida classe média tradicional, tudo naturalmente pago com dinheiro do povo, da exploração cruel, da quase escravatura, da pior mais valia.

    Esse era o Brasil de charme, e glamour,  que tantos sentem falta.

     

  20. Anarquista Lúcida

    20 de maio de 2014 6:49 pm

    O Blog está sem assunto hoje? Ah que besteirol!

  21. Mara L. Baraúna

    20 de maio de 2014 7:59 pm

    Serviço de Inutilidade

    Magoei, Nassif! Outro dia eu postei o vídeo com as músicas de Calabar, de Chico e Ruy Guerra, e mais um link com uma dissertação de mestrado falando sobre o texto da peça e não foi publicado (fora vários outros posts interessantes, na minha opinião). Agora eu vejo essa informação inútil e babaca ocupando espaço no blog. Só cheguei até aqui porque tive curiosidade de ver os comentários. Parece que os seus seguidores não gostaram!

  22. Luis Fraga

    20 de maio de 2014 8:51 pm

    Muito Relevante !

    Na verdade este post é muito bom. Eu deveria ter dito que ele é revelador!

    Revela a segunda grande frustração do AA. A primeira todo mundo sabe, é não ter nascido no EUA. Agora vemos o quanto gostaria de ter pertencido ao glamuroso mundo da socialite, oops, digo Society.

    De útil, o link para a matéria principal do globo onde vemos o jornal fazendo campanha para Aécio de todas as formas possíveis. Deve ser uma tentativa de conquistar os votos dos “representados” pela “dama” em questão.

     

    A Copa do Mundo foi riscada da agenda, mas não o calendário político. Aos 85 anos, Lourdes diz acompanhar o noticiário e fazer questão de votar. No entanto, classifica os candidatos à Presidência de “horríveis” (“Acho que o Aécio é o melhor, mais do nosso lado… Dilma não pode ser reeleita de jeito nenhum’’). E arregala os olhos com expressão de pânico quando o assunto descamba para os concorrentes ao governo do estado.

    — Estamos virando a Venezuela. Se eu pudesse, voltaria amanhã para Nova York. Mas estou mais velha e daria muito trabalho empacotar tudo isso aqui de novo — diz, repousando o olhar na mobília da sala.

     

    Lindo !

     

  23. Flics

    20 de maio de 2014 8:51 pm

    A origem do dinheiro da madame

     

    No entanto, nos primeiros tempos da mineração em Santa Catarina, a mulher e o jovem já participavam do trabalho nas minas, como pode- mos constatar na crônica do engenheiro Fernando Miranda Carvalho, ex- ajudante da Comissão de Estudos dos Portos Carvoeiros e ex-gerente da Sociedade Carbonífera Próspera, publicada no “O Jornal”, do Rio de Ja- neiro, em 2 de fevereiro de 1927, quando afirma:

    “… Em Santa Catarina emprega-se um outro processo para benefi-ciar o carvão, é a escolha manual. O trabalho é executado pelas mulheres e crianças dos mineiros. Exige ele uma fiscalização rigoro- sa, mas dá muito melhores resultados do que a lavagem, tal como é praticada. Dada a natureza da associação dos três elementos componentes do carvão bruto, compreende-se a inteligência do traba- lho humano em poder fazer a desejada separação das camadas de xistos e dos produtos da pirita, sem a demasiada redução do ta- manho dos pedaços de carvão. Para economia operária é conveni- ente o processo da escolha porque as mulheres e crianças coope- ram com os chefes de família na manutenção do lar. Tendo em vista o rendimento do trabalho do mineiro e do escolhedor de carvão e o acréscimo número de filhos que compõem as famílias dos operários, não há a temer a falta de braços para a escolha, uma vez que esses braços aumentarão proporcionalmente com o cres- cimento do número de mineiros no caso de expansão da indústria. Apenas, quando outras indústrias surgirem futuramente nas proximidades das minas, poderão os escolhedores encontrar nelas tra- balho mais remunerador, que os leve a abandonar a atual ocupa- ção. Além disso, a escolha é uma escola de mineiros. Os meninos dos 13 a 17 anos familiarizam-se com o carvão na escolha e nos serviços externos da mina e, aos 18 anos, podem iniciar-se nos trabalhos do subsolo. Os resultados que presentemente são obti- dos pelo emprego dos dois processos de beneficiamento que aca- bamos de referir confirmam à sociedade as nossas afirmações. O argumento é irrespondível e do conhecimento geral na região do Sul catarinense; as empresas particulares que consomem carvão, na região, pagam de 60$000 a 65$000 pelo carvão escolhido e nem cogitam do carvão lavado que as empresas controladas pelo sr. Henrique Lage anunciam a 30$000 posto no porto de Imbituba”

    Afirma Fiuza da Rocha:

    “…o carvão extraído sofre um beneficiamento que consiste na separação do folhelho e da pirita, operação essa desempenhada por mulheres que trabalham sob barracões existentes nas proximidades da boca da galeria principal, por onde sai o produto lavado. É um serviço feito por emprei-tada, pagando-se cada caixa de carvão escolhido à razão de 50 réis. Cada operária enche, em média, cerca de 80 a 100 caixas, de 20 kg, cada uma, por dia, o que corresponde a um salário mínimo, variando de 4 a 5$000 diários, que é ótima recompensa, aliás, para um serviço que não exige grandeesforçomanual,embora não prescinda de muita atenção e conhecimento do “metier”. Depois de escolhido, o carvão ainda é fiscalizado por uma outra operária, que tem o direito de recusar o produto catado, no caso em que esse não preencha as condições fixadas pela companhia” 1.

    As “escolhedeiras”, nome tradicionalmente dado às mulheres que escolhiam o carvão, trabalhavam na maioria descalças, por isso, quase sempre, eram reconhecidas fora do ambiente de trabalho, pelas cicatrizes observadas nos pés e no dorso inferior das pernas. O sanitarista Francisco Boa Nova Jr. comenta:

    “…Tais riscos poderiam perfeitamente desaparecer, e o trabalho talvez fosse mesmo executado com maior rapidez desde que fossem as “escolhedeiras” obrigadas a trabalhar calçadas com botinas. O principal motivo, a que nos parece, do emprego de mulheres nos serviços de escolha do carvão na região Sul catarinense, ao invés de homens, principalmente menores de 16 a 21 anos, é a questão de salários, pois aquelas se sujeitam a salários inferiores ao do homem, principalmente em Criciúma, onde, não havendo senão poucas indústrias (…). Voltam-se quase todas para o trabalho da escolha do carvão, no qual, além do trabalho fixo de 8 horas por dia, com descanso aos domingos e feriados, e outras vantagens asseguradas pela legislação social vigente etc., conseguem às vezes vencer ordenados até de 600 cruzeiros mensais, num trabalho que, não sendo muito penoso, oferece ainda a compensação de ser efetuado por equipes de moças, num ambiente de ruidosa alegria, entremeado de brin- cadeiras, muita conversa, pilheria e cantiga”.

    “A História do Carvão em Sta. Catarina”

    Mario Belolli e outros.

  24. lenita

    20 de maio de 2014 9:14 pm

    Ainda devo estar mal humorada

    Ainda devo estar mal humorada com o que escreveu o sr. AA ontem. Mas hoje ele quer nos “divertir, falando coisas de uma tal Catão. kkkkkkkkkkkkkkk piorou !

  25. Sérgio T.

    20 de maio de 2014 10:10 pm

    Já hoje…

    Em compensação os “new richs” de hoje são para o André pedir os sais… KKK.

     

    1. Cristiana Castro

      21 de maio de 2014 1:28 am

      Celular é um desafio,

      Celular é um desafio, Sérgio…

  26. Marly

    20 de maio de 2014 10:33 pm

    Quanta ironia!

    A Lourdes Catão levou a vida catando, catando e só o ÁLVARO não viu. Quanto a elogiar o Aécio, os iguais se atraem!

  27. wendel

    20 de maio de 2014 11:21 pm

    Deixa………………..

    Deixa a mulher ser feliz!!!!! Esta viveu e no ocaso da existência, ainda tem os invejosos que bem gostariam de terem estado no lugar dela, e vivido o que ela viveu!

    Bando de invejosos!!!!

    Os pobres sempre irão invejar os ricos, banalizando seus habitos e costumes, bem como a realeza.

    Não é a toa que eles gostam de usar  nomes reais em seus idolos.

    Vejam:  Roberto Carlos – Rei; Pelé – Rei; Jogador Adriano – Imperador; uma qualquer – Rainha da Bateria: Princesa da  Bateria, etc, etc, etc, fora outros que seria cansativo citar.

    Então meus caros pobretões – Vivam e deixem viver, pois cada qual no seu pedaço!!!!

  28. Nilva de Souza

    20 de maio de 2014 11:44 pm

    Agora já posso morrer !

    Agora já posso morrer !

  29. Ballade Prata

    21 de maio de 2014 1:34 am

    Socialite? Sou mais a

    Hildegard, que é mais do nosso lado,

    Essa tal Catão, nunca tinha ouvido falar.

  30. Celio Mendes

    21 de maio de 2014 2:04 am

    Cáspita, Caras avança a

    Cáspita, Caras avança a passos largos no blog, daqui a pouco o Nassif vai começar a vender utensílios de cozinha.

  31. Gerson Pompeu

    21 de maio de 2014 2:05 am

    Marrapáissss!!!

    Vá se catar, mamotta!

  32. Maria Carvalho

    21 de maio de 2014 2:17 am

    Meu Deus, ou, Meus Sais!

    o que fazer da vida de agora em diante?

  33. Mgp

    21 de maio de 2014 3:40 pm

    Eu não consigo parar de rir.

    Eu não consigo parar de rir. O último parágrafo, então…  Um primor!!!

     

    “Lourdes Catão é um mix de antigo e moderno, é muito antenada, morou anos em Paris e Nova York e sabe acompanhar as mudanças sociais de época. Hoje ela diz que quem dita os costumes, comportamentos e moda no Brasil é a classe média alta de São Paulo, uma observação aguda e perspicaz por ser verdadeira, ela não se referiu à classe rica.”

     

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