5 de junho de 2026

Sociedade norte-americana se posiciona pelo fim do bloqueio à Cuba

 
Jornal GGN – A ex-secretária de Estado, Hallary Clinton, rompeu um tabu político após anunciar publicamente que o bloqueio norte-americano imposto à Cuba “Não cumpre nenhuma função e obstrui nossos projetos com toda America Latina”. Esse posicionamento mostrar sua clara visão de que a opinião publica estadunidense tem evoluído sobre esse tema.
 
Recentemente, um grupo com cerca de cinquenta empresários, ex-altos funcionários de governo e intelectuais escreveram uma carta aberta a Obama pedindo mudanças na relação diplomática entre Washington e Havana. O problema é que o fim do embargo não pode ser feito facilmente pelo presidente dos Estados Unidos, mas sim com a maioria qualificada de democratas e republicamos no Congresso. 
 
 
 
 
 
No livro que se acaba de publicar sobre suas experiências como secretária de Estado, durante o primeiro mandato (2008-2012) do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, intitulado Decisões difíceis (1), Hillary Clinton escreve, a propósito de Cuba, algo fundamental: “ao terminar meu mandato, pedi ao presidente Obama que reconsiderasse nosso embargo contra Cuba. Não cumpre nenhuma função e obstrui nossos projetos com toda America Latina”.
 
Pela primeira vez, uma personalidade que aspira à presidência dos Estados Unidos afirma publicamente que o bloqueio imposto por Washington – desde mais de cinquenta anos! – à maior ilha do Caribe não cumpre “nenhuma função”. Isto é, não se tem permitido submeter esse pequeno país apesar. do grande sofrimento injusto que se tem causado a sua população. Nesse sentido, o fundamental, na constatação de Hillary Clinton, são dois aspectos:
 
Primeiro, rompe o tabu, dizendo em voz alta o que desde muito tempo todos já sabem em Washington: que o bloqueio não serve para nada. E segundo, de maior importância, é declarar isto no momento em que arranca na corrida à candidatura do Partido Democrata à Casa Branca. Isto quer dizer, não teme que essa afirmação – na contracorrente de toda a política de Washington diante de Cuba no ultimo meio século – constitua, para ela, um obstáculo, na larga batalha eleitoral que tem daqui até as eleições de 8 de novembro de 2016.
 
Se Hillary Clinton sustenta uma postura tão pouco convencional, em primeiro lugar, é porque assume o desafio de responder sem temor as duras criticas que não deixaram de formular seus adversários republicanos, ferozmente hostis a toda mudança de Washington com respeito a Cuba. E, em segundo lugar, porque não ignora que a opinião publica estadunidense tem evoluído sobre esse tema, sendo hoje majoritariamente favorável ao fim do bloqueio.
 
Do mesmo modo que Hillary Clinton, um grupo de cinquenta importantes empresários (2), ex-altos funcionários estadunidenses de distintas tendências políticas e intelectuais, acaba de pedir a Obama, em carta aberta (3), que utilize as prerrogativas do Poder Executivo para introduzir mudanças mais inteligentes com relação a Cuba e se aproxime mais de Havana. Seria uma forma de minimizar o impasse, sabendo que o presidente dos Estados Unidos não possui a faculdade de acabar com o embargo — o que depende de uma maioria qualificada de democratas e republicanos no Congresso. Assinalam que a sociedade apoiaria este primeiro passo.
 
Com efeito, uma pesquisa realizada em fevereiro desse ano pelo centro de investigação Atlantic Council afirma que 56% dos estadunidenses querem uma mudança na política de Washington com Havana. E, mais significativo, na Florida, o Estado com maior sensibilidade neste tema, 63% dos cidadãos (e 62% dos latinos) desejam o fim do bloqueio (4). Outra consulta mais recente, realizada pelo Instituto de Investigação Cubano da Universidade Internacional da Florida, demonstra que a maioria da própria comunidade cubana de Miami (5) pede pelo fim do bloqueio à ilha (71% dos consultados considera que o embargo “não tem funcionado”, e uns 81% votaria por um candidato que substituísse o bloqueio por uma estratégia que promovesse o reestabelecimento diplomático entre ambos os países) (6).
 
Ocorre que, contrariamente às esperanças que surgiram depois da eleição de Barack Obama em novembro de 2008, Washington manteve-se estacionado em suas relações com Cuba. Justamente depois de assumir seu cargo de presidente, Obama anunciou – na Cúpula das Américas, celebrada em Trindad e Tobago, abril de 2009 – que daria um novo rumo nas relações com Havana.
 
Todavia, limitou-se a gestos pouco mais que simbólicos: autorizou que os estadunidenses de origem cubana viajassem à ilha e enviassem quantidades restritas de dinheiro a suas famílias. Depois, em 2011, adotou novas medidas, mas também de pequeno alcance: permitiu que grupos religiosos e estudantes viajassem a Cuba, consentiu que aeroportos estadunidenses recebessem voos da ilha e ampliou o limite de remessas que os cubanos-estadunidenses poderiam transferir a seus parentes. Pouca coisa, diante do formidável bloqueio que separa os dois países.
 
Entre as divergências, está o caso dos Cinco Cubanos (7), que tem comovido a opinião publica internacional (8). Estes agentes da inteligência de Havana, detidos na Florida pelo FBI em setembro de 1998 quando realizavam missões de prevenção contra o terrorismo anticubano, foram condenados a altas penas de prisão, num julgamento político típico da Guerra Fria (autêntico linchamento jurídico).
 
Condenação ainda mais injusta porque “Os Cinco” não cometeram nenhum ato de violência, nem procuraram informação sobre a segurança dos Estados Unidos. O único que fizeram, correndo riscos mortais, foi prevenir atentados e salvar vidas humanas. Washington não é coerente quando diz combater o “terrorismo internacional” e segue abrigando, em seu próprio território, grupos terroristas anticubanos (9). Sem ir mais longe, em abril passado, as autoridades da ilha detiveram um novo grupo de quatro indivíduos, vinculados a Luis Posada Carriles (10), vindo mais uma vez da Florida com a intenção de cometer atentados.
 
Tampouco há coerência quando acusam “Os Cinco” de atividades antiestadunidenses que jamais existiram, enquanto Washington segue empenhado em imiscuir-se nos assuntos internos de Cuba e na fomentação de mudanças do sistema político.
 
Há meses, voltaram a demonstrar tais intenções, nas recentes revelações sobre o assunto “ZunZuneo” (11), uma falsa rede social que uma agência do Departamento de Estado (12), criou e financiou ocultamente entre 2010 e 2012 com a intenção de provocar na ilha protestos semelhantes ao das “Revoluções Coloridas” do ex-mundo soviético, da Primavera Árabe ou das “Guarimbas” venezuelanas, para exigir depois, a partir da Casa Branca ou do Capitólio, uma mudança política. Tudo isso demonstra que Washington segue tendo sobre Cuba uma atitude retrógrada, tipicamente da Guerra Fria, etapa que terminou a quase um quarto de século.
 
Semelhante arcaísmo choca com a postura de outras potências. Por exemplo, todos os Estados da América Latina e do Caribe, quaisquer que sejam suas orientações políticas, têm estreitado ultimamente seus laços com Cuba, denunciando o bloqueio.
 
Pode-se comprovar isto no inicio do ano, na Cúpula da Comunidade dos Estados Latino Americanos e do Caribe (CELAC) reunida precisamente em Havana. Washington sofreu um novo desprezo no há pouco, em Cochabamba (Bolivia), durante a Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), quando os países latino-americanos – numa nova mostra de solidariedade com Havana – não participar da próxima Cúpula das Américas, que terá lugar em 2015 no Panamá, se Cuba não for convidada a participar.
 
Por sua parte, a União Europeia (UE) decidiu, em fevereiro, abandonar a chamada “posição comum” com relação à ilha, imposta em 1996 por José Maria Aznar, então presidente do Governo da Espanha, para “castigar” Cuba rechaçando todo dialogo com as autoridades da ilha. Porém, o gesto resultou estéril e fracassado.
 
Bruxelas tem reconhecido e dado inicio agora a uma negociação com Havana para alcançar um acordo de cooperação política e econômica. A UE é o primeiro investidor estrangeiro em Cuba e seu segundo sócio comercial. Com este novo espírito, vários ministros europeus já visitaram a ilha. Entre estes, em abril, Laurent Fabius, – primeiro chanceler francês que realizou uma visita a nação caribenha em mais de trinta anos – declarou que buscava promover as alianças entre as empresas dos dois países, bem como apoiar as companhias francesas que desejassem desenvolver projetos ou se fixar em Cuba (13).
 
Contrastando com o imobilismo de Washington, muitas chancelarias europeias observam com interesse as mudanças que estão se produzindo em Cuba, impulsionadas sobretudo pelo presidente Raúl Castro, no marco da atualização do modelo econômico e na linha definida em 2011 no VI Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC). Representam transformações muito importantes na economia e na sociedade. Em particular, a recente criação da Zona Especial de Desenvolvimento em torno do porto de Mariel — assim como a aprovação, em março, de uma nova Lei de Investimento Estrangeiro — suscitam um grande interesse internacional.
 
As autoridades consideram que não existe contradição entre o socialismo e a iniciativa privada (14). E alguns responsáveis estimam que esta última (que incluiria as inversões estrangeiras) poderia abarcar até 40% da economia do país, enquanto o Estado e o setor público conservariam 60%. O objetivo é que a economia cubana seja cada vez mais compatível com a de seus principais sócios na região (Venezuela, Brasil, Argentina, Equador, Bolívia), onde coexistem setor publico e setor privado, Estado e mercado.
 
Todas estas transformações sublinham, por contraste, o impedimento do governo estadounidense, autobloqueado em uma posição ideológica de outra época. Inclusive, como temos visto, cada dia são mais numerosos aqueles que, em Washington, admitem que essa postura seja equivocada e que, em relação a Cuba, os EUA têm urgência em sair do isolamento internacional. O presidente Obama saberá escutá-los?
 
 
(1) Hillary Rodham Clinton, Hard Choices, Simon & Schuster, Nueva York, 2014.
 
(2) Entre los empresarios que figuran: J. Ricky Arriola, presidente del poderoso consorcio Inktel; los magnates del azúcar y del sector inmobiliario Andrés Fanjul y Jorge Pérez; el empresario Carlos Saladrigas, y el petrolero Enrique Sosa, además de otros emprendedores multimillonarios.
 
(3) Léase El Nuevo Herald, Miami, 20 de mayo de 2014.
 
(4) Léase Abraham Zembrano, “¿Se acerca el fin del embargo a Cuba?”, BBC Mundo, Londres, 20 de febrero de 2014. http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2014/02/140211_cuba_eeuu_embargo_az….
 
(5) En Miami, principal ciudad de Florida, viven unos 650.000 expatriados cubanos.
 
(6) El País, Madrid, 17 de junio de 2014. http://internacional.elpais.com/internacional/2014/06/17/actualidad/1403…
 
(7) Los Cinco son: Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Gerardo Hernández, René González y Fernando González. Estos dos últimos han sido liberados y se hallan en Cuba.
 
(8) En Washington, del 4 al 10 de junio pasado, tuvo lugar el Tercer Encuentro “Cinco días por los Cinco” que reunió a participantes procedentes de decenas de países del mundo, los cuales se manifestaron delante de la Casa Blanca y del Capitolio exigiendo la liberación de “los Cinco”. http://www.answercoalition.org/national/news/5-days-forthe-Cuban-5.html
 
(9) Cuba es uno de los países del mundo que más ha padecido la lacra del terrorismo (3.500 personas asesinadas y más de 2.000 discapacitados de por vida).
 
(10) Jefe de diversos grupos terroristas anticubanos, Posada Carriles es en particular el responsable del atentado contra el avión de pasajeros de Cubana de Aviación cuya explosión en vuelo provocó, en 1976, 73 muertos. Reside en Florida, donde goza de la protección de las autoridades estadounidenses.
 
(11) Las revelaciones fueron realizadas por la agencia de prensa AP (Associated Press). http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2014/04/140403_zunzuneo_cuba_eeuu_ms…
 
(12) La Agencia para el Desarrollo Internacional de Estados Unidos (USAID, por sus siglas en inglés), un organismo que opera bajo la dirección del Departamento de Estado.
 
(13) Alrededor de sesenta grandes empresas francesas están presentes en Cuba. Entre las principales, destacan el grupo Pernod Ricard, que comercializa el ron Havana Club en el mundo, los grupos Accor, Nouvelles frontières, FRAM voyages en el sector del turismo, Bouygues en obras públicas, Alcatel-Lucent en telecomunicaciones, Total y Alstom en energía, y Air France en transporte, entre otros.
 
(14) Se estima que ya hay unos 450.000 “cuentapropistas” (trabajadores por cuenta propia, comerciantes y pequeños empresarios) en Cuba.

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  1. Motta Araujo

    28 de setembro de 2014 2:00 pm

    IGNORANTES, repito

    IGNORANTES, repito IGNORANTES.

    Não há BLOQUEIO a Cuba, há EMBARGO, é algo compleamente diferente na teoria, na pratica, na Historia, nos efeitos politicos e economicos.

    BLOQUEIO > Um Pais por força armada ISOLA o outro, impedindo-o de comerciar com o mundo.

    EMBARGO > Um Pais proibe a seus cidadãos e empresas comerciem com determinado Pais, MAS ESSE PAIS NÃO ESTA IMPEDIDO DE COMERCIAR COM O RESTO DO MUNDO.

    O EMBARGO é um ato de politica interna, legal e legitimo.

    O BLOQUEIO é um ato de GUERRA.

    1. ljunior

      28 de setembro de 2014 2:37 pm

      Embargo ou Bloqueio, dá na mesma.

      O ponto é que, embargo ou bloqueio (pode ser um problema de tradução), essa decisão só serve pra manchar a imagem dos EUA na América Latina.  Num momento em que você tem um grande radicalismo e falta de diálogo no Oriente médio (embora eu não ache que a culpa é 100% dos EUA) é bom ver que eles querem o caminho do diálogo na América Latina.

      O contexto em que essa decisão foi tomada na época não é mais verdadeira.  A menos que você acredite realmente que os EUA estão preocupados com a democracia em Cuba, não dá pra entender porque essa decisão se mantém.  E mesmo se fosse o caso de democratização, seria melhor o caminho do diálogo que a opressão econômica que priva o povo dos benefícios do capitalismo.

      Eu acredito que a derrubada desse embargo (vou utilizar o termo que você explicou e também acho correto) é um gesto muito nobre da parte do governo americano.  E acho que será um modelo para as discussões no Oriente Médio, mesmo que leve mais 40 anos para uma conversa inicial acontecer.

      Uma viagem de mil milhas começa com um único passo.

    2. Godinho

      29 de setembro de 2014 12:23 pm

      Ignorante, repito, ignorante

      O “embargo” americano inclui punições a qualquer pessoa, natural ou jurídica, existente em solo americano ou no exterior, que usando QUALQUER patente ou produto americano, comercie com Cuba.

      Não é uma questiúncula de política interna. É o uso do predominio americano nas patentes e em partes e peças de produtos com mais tecnologia para sufocar Cuba.

      Um exemplo de como isso funciona, embora a vítima não seja Cuba, foi o recente caso da perda, pela Embraer, do contrato de venda de aviões Super Tucanos para a força aérea da Venezuela. Eles usariam equipamentos de fabricação americana, e eles simplesmente vetaram a venda.

      É o mesmo princípio, onagro.

  2. Francy Lisboa

    28 de setembro de 2014 2:30 pm

    Vai aparecer gente aqui

    Vai aparecer gente aqui cortando os pulsos, pois são mais estadunidenses do que os próprios.

    1. Motta Araujo

      28 de setembro de 2014 2:36 pm

      Nada a ver. O embargo há

      Nada a ver. O embargo há muito tempo é inutil e prejudicial aos EUA , serve como um alibi à ditadura cubana, já está muito atenuado pelas   “”CLINTON EXEMPTIONS”, o embargo não se aplica mais a alimentos, medicamentos, turismo e mais 25 outras exceções, incluindo remessas de dinheiro que são hoje a maior fonte de divisas de Cuba, os cubanos ricos da Florida mandam por ano US$2 bilhões a parentes na ilha e hoje existem 12 voos diarios de Miami, Dallas, Atlanta e Charlotte, o turismo de americanos já deixa mais US$1 bilhão por ano na ilha.

      O pior e mais forte efeito do embargo é a proibição dos EUA importarem charutos cubanos.

  3. ljunior

    28 de setembro de 2014 2:30 pm

    Enquanto isso, #MarinaCensura fala de democracia em Cuba

    Isso só pode ser encomenda do PT! Essa semana a #MarinaCensura tirava o sono de Fidel falando em democratização em Cuba (provavelmente para agradar aos leitores da Veja), a Hilary vem com essa?!?!

    Não pode ser coincidência!!! hahahahahahahahahaha

    Realmente, nossa direita é muito mais realista que o rei.  Mino Carta diz que no Brasil os jornalistas são piores que os patrões… Estou começando a achar que nossos políticos são mais entreguistas que seus mandantes.

  4. alexis

    28 de setembro de 2014 2:52 pm

    EU JÁ QUERIA UM BLOQUEIO

    Tomara os EUA gerassem um bloqueio aqui no Brasil, durante alguns anos. Teríamos a melhor saúde, educação, esporte e paz social do mundo. Temos meio caminho andado, pois os nossos “gusanos” já moram em Miami.

  5. MAAR

    28 de setembro de 2014 2:52 pm

    REPÚDIO AO BLOQUEIO

    O bloqueio dos EUA contra Cuba faz parte de uma política abjeta, injusta e desumana.

    Tal política constitui uma sabotagem sistemática contra o povo cubano, e é ainda mais inaceitável por ser complementada pelo apoio americano aos grupos terroristas que agem contra a nação cubana.

    Este terrorismo de estado praticado pelos EUA precisa ser combatido firmemente, pelas vias diplomáticas e pela mobilização das instituições democráticas da sociedade civil.

    Apoiar esta luta é um dever de todo o mundo civilizado. Não ao bloqueio, e solidariedade ao heróico povo de Cuba.

  6. Fabio Passos

    28 de setembro de 2014 3:23 pm

    Cuba é exemplo para o mundo!

    Uma pequena ilha que não vergou o lombo diante do império… e conquistou indicadores sociais invejáveis para o mundo!

    Que a covardia ianque acabe logo!

  7. Fabio Passos

    28 de setembro de 2014 3:24 pm

    Cuba é exemplo para o mundo!

    Uma pequena ilha que não vergou o lombo diante do império… e conquistou indicadores sociais invejáveis para o mundo!

    Que a covardia ianque acabe logo!

  8. Zanchetta

    28 de setembro de 2014 5:23 pm

    Em Cuba estão desesperados,

    Em Cuba estão desesperados, pois vai acabar a muleta!!!

  9. AldoH

    29 de setembro de 2014 12:53 am

    Não é bem assim

    Tudo que o Ramonet fala nesse artigo com relação à Hillary é verdade, mas somente uma parte da verdade; fico com a impressão que não leu o livro da Hillary ou então não leu bem. É verdade, Hillary escreve no livro que na saida sugeriu mesmo a Obama rever a questão do bloqueio, mas o capítulo onde a frase aparece dá um contexto completamente diferente.

    Eu não tenho agora o livro dela aquí comigo, mas o história é assim: Hillary era Secretária de Estado em 2009 quando encomendou um estudo à sua equipe sobre qué postura levar à cúpula da OEA que foi relizada em Honduras esse ano. Os países já vinham adiantando que estava amadurecida a idéia de cancelar a suspensão à Cuba, Hillary sabia que seria voto vencido e prefiriu se precaver fazendo uma releitura da posição do Departamento de Estado.

    A equipe de Hillary veio com uma proposta: era necessário mudar todo o discurso (“a narrativa”, ela chama) da relação com Cuba, esquecer das expropriações da década de 60, a crise de 1962, etcétera e tal. O Departamento de Estado tinha que deixar isso tudo para atrás e apoiar o discurso nos problemas da Cuba de hoje (por pressões pessoais de funcionarios da equipe, faziam menção às Damas de Blanco). A frase da Hillary tem que ser vista nesse contexto: deixar o bloqueio, coisa dos anos 60, e achar outra narrativa que justifique a política externa. (Lembrete: o más influente senador Democrata, líder da Comissão de Relações Exteriores, Robert Menéndez, é cubano. O vice ministro de Segurança Interna (Homeland Security), Alejandro Mayorkas, nasceu em Havana; dois dos mais prováveis candidatos presidenciais Republicanos, Ted Cruz e Marco Rubio, são de origem cubana).

    Se Ramonet acha que a Hillary vai liquidar com o bloqueio, que tire o cavalinho da chuva, ou ela terá que arranjar uma briga ainda mais feia da que Obama arranjou com a reforma mixuruca do sistema de saúde. Isso não vai acontecer. Agora em 2014 a justiça americana aplicou uma multa de 8.900 milhões de dólares (isso mesmo, 8,9 BI de dólares) ao banco francés BNP Paribas porque realizou trasações financeiras com Cuba por valor de 1,5 bi. Segundo a justiça americana, o banco FRANCES violou uma lei dos Estados Unidos sobre um terceiro pais. Parece uma doidera, e é uma doidera mesmo. ISSO é o bloqueio. E isso extende-se a práticamente tudo. Na próxima vez que vocês forem comprar um computador da DELL, leiam a letrinha pequena do contrato de compra que vem com a máquina, e vão ver que ao comprar um DELL o comprador está assumindo o compromisso de não revender e nem doar esse computador a Irã, Coreia do Norte ou Cuba. Parece uma doidera, e é uma doidera, mas é a lei americana com relação a determinados países, incluido Cuba.

    Agora, o problema surge como sempre surge nos Estados Unidos: tem gente ganhando grana gorda fazendo negócios em Cuba. Empresas de telefonia, de hotelaria, de serviços bancários, de tecnologia etc etc vêm como empresas da União Européia estão copando o mercado em Cuba. E começam a fazer pressão por isso. A multa ao banco Paribas é um recado às empresas européias, e essa briga ainda está longe de terminar.

    O diplomático Wayne Smith, que de 79 a 82 foi embaixador americano em Cuba, me disse no final de 2013: “Cuba tem nos funcionários do meu país o mesmo efeito que a lua tem sobre os lobisomens. Lhes impede de raciocinar”.

    Nos ultimos dois anos, surgiu outro assunto chave nesta briga: o super porto do Mariel.

    Obama mandou o vicepresidente Joe Biden prestigiar obras de expansão de dois dos maiores portos americanos, um em Nova Orléans e outro em Baltimore, perto de Washington. Esses portos já são gigantescos e com a reforma pasarão a ser portos gigantes. Porque daqui a um ano deveria estar terminado o alargamento do Canal do Panamá, obra monumental que deverá permitir o passo de suprecargueiros, barcos de carga ridículamente grandes que representam já o 30% do transporte mundial de carga. Os americanos investiram uma baba astronómica ampliando os sus portos, mas a geografía não os ajudou. Basta mirar um mapa para ver que uma vez que un supercargueiro (digamos, vindo da China) passe pelo Canal do Panamá em direção à Europa, o primeiro porto que terá, quase na boca, é o do Mariel.

    Os americanos comeram mosca por causa da política anticubana e por causa do bloqueio/embargo, os franceses, alemães e o Brasil já coparam esse ponto estratégico. Mariel é de uma importância estratégica inacreditável.

    No início deste ano Obama foi a Miami a anunciar, com a coragem de um pintinho no meio da tempestade, que estava adotando “uma nova política com Cuba”. Essa nova política, básicamente, diz que o presidente se reserva o direito de usar “executive powers” (o popular decreto) quando achar conveniente. Até agora, não a usou nenhuma vez.

    Agora, em abril do ano que vem, será a vez da Cumbre das Américas (inventada por Bill Clinton em Miami, vocês lembram quando Itamar Franco levou FHC a tiracolo). Será organizada no Panamá e o governo direitista do Panamá já adiantou que desta vez VAI convidar Cuba, até mandou a chanceler a Havana a avisar que vai convidar. E Obama vai fazer o que? Não pode deixar de ir, afinal esas cumbres de porcaria foram invento americano. Como dizem os jornais americanos: “Watch this space”.

  10. Jose de Almeida Bispo

    29 de setembro de 2014 1:21 am

    Política anti-BRICS. Só.
    Com

    Política anti-BRICS. Só.

    Com duas superpotências – uma bélica e outra econômica – ameaçando a hegemonia mundial, e uma terceira, ainda colônia, mas num perigoso processo de desligamento impune, não dá pra brincar. Tem de fazer concessões inodoras, porém charmosíssimas em nome de camuflar o mata-mata no Oriente Médio e da real guerra a ser travada pra não perder território.

  11. É isso

    29 de setembro de 2014 1:45 am

    Pelo menos, como o petismo

    Pelo menos, como o petismo foi obrigado, paises pobre como o nosso não vai ter que deixar sua gente com fome e sem emprego para contruir portos em Cuba e criar empregos para esses

  12. Carlos Roberto

    29 de setembro de 2014 7:56 am

    Embargo
    Ninguém fala dos presos políticos de Cuba!
    Desses ninguém tem dó!

  13. maísa paranhos

    29 de setembro de 2014 1:33 pm

    Essa declaração é mentirosa

    Essa declaração é mentirosa parcialmente, e altamente política.
    Vejamos: o Bloqueio à Cuba cumpriu sim, com a função de minar a Revolução Cubana. Levou o povo cubano a sofrimentos e a constrangimentos …Certamente, Cuba em seu processo de industrialização, humano e social, foi atingida, sim.
    A obstrução do projetos deles em Cuba na América Latina, também é uma questão política: a senhora Clinton está certa quando afirma isto. Criaram uma antipatia por todo o Continente aos EUA.
    Resumindo: a autocrítica norte americana não demonstra, nem por um momento, o arrependimento dos males causados ao povo cubano. Mas visa tão semente os interesses dos EUA no Continente. Retomada de velhos terrenos perdidos…
    Não nos iludamos.
    Porém, claro que o fim do Bloqueio a Cuba e ao heroico povo da Ilha, é urgente.

  14. maísa paranhos

    29 de setembro de 2014 1:33 pm

    Essa declaração é mentirosa

    Essa declaração é mentirosa parcialmente, e altamente política.
    Vejamos: o Bloqueio à Cuba cumpriu sim, com a função de minar a Revolução Cubana. Levou o povo cubano a sofrimentos e a constrangimentos …Certamente, Cuba em seu processo de industrialização, humano e social, foi atingida, sim.
    A obstrução do projetos deles em Cuba na América Latina, também é uma questão política: a senhora Clinton está certa quando afirma isto. Criaram uma antipatia por todo o Continente aos EUA.
    Resumindo: a autocrítica norte americana não demonstra, nem por um momento, o arrependimento dos males causados ao povo cubano. Mas visa tão semente os interesses dos EUA no Continente. Retomada de velhos terrenos perdidos…
    Não nos iludamos.
    Porém, claro que o fim do Bloqueio a Cuba e ao heroico povo da Ilha, é urgente.

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