O correspondente internacional Jamil Chade debateu, em live com o jornalista Luis Nassif (GGN), o impacto dos estragos feitos por Donald Trump nas instituições dos Estados Unidos. De políticas xenofóbicas a cortes de investimentos na educação e pesquisa científica, Trump tem tomado decisões que levantam dúvidas sobre a reversibilidade das consequências danosas para o país.
As investidas de Trump aparentemente visam enfraquecer os centros de produção de conhecimento que podem confrontar o regime. Grandes universidades, como Colúmbia, Harvard e Stanford, tornaram-se alvos, sendo vistas como uma ameaça a autoritarismo e negacionismo. O ataque às universidades é interpretado por Chade como uma tentativa de enfraquecer o local que tem uma produção impressionante de conhecimento e a capacidade de questionar.
Chade identificou o fim do mito do “Sonho Americano” da mobilidade social e as consequências de longo prazo da polarização, questionando se a sociedade americana poderá retornar a um estado de civilidade após a desestabilização democrática e o crescimento do ódio.
Embora o sonho americano historicamente não tenha sido acessível a todos, como afro-americanos e latinos, ele serviu de base para o desenvolvimento da enorme classe média que floresceu após a Segunda Guerra Mundial. Com o desfazimento desse mito e diante do impressionante poder chinês, a nação enfrenta a intensa crise de identidade, questionando-se “quem somos hoje”. Essa decadência é simbolizada inclusive pela saída de símbolos americanos, como os grandes atores de Hollywood, dos Estados Unidos.
Chade afirmou que a própria sociedade dos EUA se questiona se o dano é irreversível e se é possível colar de volta o “vaso de porcelana” quebrado da democracia.
A administração Trump revelou uma fragilidade alarmante e profunda nas instituições americanas, mostrando que a democracia pode ser desmontada e que o Estado de Direito pode ser abalado com canetadas.

José de Almeida Bispo
22 de setembro de 2025 6:59 pmErraram na “dosimetria”. Responsáveis diretos pela estabilidade da democracia, os bancos, que a criaram, por arrogância e ganância irrefreável a mataram-lhe a alma. E o corpo jaz em queda. Retorno ao que já prometeu ser… tá difícil.
Jose de Almeida Bispo
28 de setembro de 2025 6:30 pmA única chance que o ocidente tem, QUE A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL tem, de não mergulhar numa nova Idade Média, rápida e desastrosamente, é se a elite americana, especialmente a nascida no Brasil, colonial, portanto, que fala mais inglês que português, deixar o Brasil – único país ocidental com potencial adequado – assumir moderadamente a liderança. Caso contrário, vai tudo para o mundo do pós-destruição da Biblioteca de Alexandria.