18 de junho de 2026

2019 pode ser um ano de quebra de recordes de letalidade da Polícia Militar de SP

Segundo dados levantados pela ouvidoria, só até outubro, 697 pessoas foram mortas por policiais fardados

Jornal GGN – Polícia Militar de São Paulo, letalidade é seu nome. E novo recorde foi batido em 2019. Segundo dados levantados pela ouvidoria, só até outubro, 697 pessoas foram mortas por policiais fardados. Em 2018, menos, mas não palatável, 686 foram mortas no mesmo período. As informações são de Monica Bergamo, em sua coluna na Folha.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em plena efervescência, os dados sobre óbitos podem ultrapassar os 940 registrados em 2017, que já teria batido as estatísticas desde 2014. Em 2018, houve uma pequena queda, com 861 óbitos.

A Polícia Civil, por seu turno, obteve uma melhora em seus números. Entre janeiro e outubro de 2018, foi responsável por 18 mortes, dez a menos que no mesmo período de 2018.

Nas estatísticas, outro dado apresentado foi de que mais pessoas foram mortas por PMs em serviço do que ano passado, 585 contra 535. O número de mortos por policiais de folga apresentou queda, de 151 para 112.

E, em todo esse contingente de óbitos, na classificação da estatística, somente 11 foram consideradas homicídio.

A ouvidoria, que tende a ser o freio desta mortandade toda, já desagrada políticos. O deputado paulista Frederico D’Avilla, do PSL, apresentou projeto que prevê a extinção da ouvidoria, barrada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) por ser inconstitucional.

O parlamentar sustenta que a ouvidoria é ‘uma trincheira de pregação ideológica’, e que ‘todos ali são alinhados a partidos de esquerda’. O discurso para o desmonte já é conhecido de todos.

O atual ouvidor, Benedito Mariano, afirmou que o órgão já propôs melhorias às polícias e que a filiação partidária não é critério para integrá-lo. Mariano recebeu apoio do prefeito de São Paulo, Bruno Covas.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Rui Ribeiro

    5 de dezembro de 2019 11:17 am

    Se você é preto, pobre, puta ou petista, ouça o Chico Buarque: Não chame a polícia, chame o ladrão. É menos inseguro.

    Esses vermes são pagos pela população para defendê-la, não para eliminá-la.

    Esses Ratos se dizem cristãos, mas o cristianismo deles é apenas da boca prá fora. Se fossem cristãos de verdade obedeceriam a Jesus Cristo, e não a Satanás:

    No Evangelho de São Lucas está escrito:

    “O machado já está posto à raiz das árvores. E toda árvore que não der fruto bom será cortada e lançada ao fogo.

    Perguntava-lhe a multidão: Que devemos fazer?

    Ele respondia: Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo.

    Também publicanos vieram para ser batizados, e perguntaram-lhe: Mestre, que devemos fazer?
    Ele lhes respondeu: Não exijais mais do que vos foi ordenado.

    Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: E nós, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo”.

    O patrimônio desses vermes não é compatível com os seus soldos. Todo mundo sabe disso e ninguém toma uma providência.

Recomendados para você

Recomendados