Um e-mail com conteúdo de ameaça explícita foi recebido pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (CCDH-ALRS) na tarde de quarta-feira (5). O Jornal GGN teve acesso ao conteúdo, cujo autor se identifica nominalmente, menciona um CPF e anuncia: “EU VOU BOMBARDEAR A CCDH-ALRS E NINGUÉM VAI ME PARAR!”. O texto descreve execuções, espancamentos e ataques com explosivos, e cita os deputados Adão Pretto Filho (PT) e Luciana Genro (PSOL).
“Sim, eu disse morrer. Quero ver seu sangue derramado nas ruas, um exemplo para todos os que ousam se opor aos verdadeiros valores deste país”, diz um dos trechos mais brutais. Além das ameaças físicas, o e-mail contém ofensas misóginas e racistas, e incita violência contra grupos historicamente vulnerabilizados: negros, nordestinos e a população LGBTQIA+ são citados no texto como alvos de um projeto de violência.
Em entrevista ao GGN, o presidente da CCDH, Adão Pretto, reagiu com indignação à tentativa de intimidação e à gravidade do conteúdo: “É inadmissível que tanto um parlamentar quanto qualquer pessoa receba ameaças criminosas com esse teor. Vamos até às últimas consequências para que quem cometeu esse crime seja identificado e punido”, declarou.
A deputada Luciana Genro classificou a mensagem como expressão de ódio político e reafirmou que não se deixará intimidar. “A extrema-direita tenta calar quem enfrenta o ódio e a desigualdade, mas seguimos firmes, com coragem e compromisso”, escreveu em publicação, nas redes sociais.
A divulgação interna do e-mail provocou apreensão, mas a mensagem foi registrada em boletim de ocorrência no Departamento de Crimes Cibernéticos, e a Polícia Civil informou que abriu investigação para identificar a origem e possíveis responsáveis. O remetente usou um domínio estrangeiro, mas como já mencionado deixou nome e CPF no texto, elemento que pode auxiliar o rastreamento.
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Carlos
7 de novembro de 2025 6:57 amCertamente outro “valente ” que preso irá se declarar cheio de “comodidades” ou tendo filhos pequenos solicitando, então, pasmem: atuação dos direitos humanos.
Risível, se não fosse quase trágico