
Nota do Brasil Debate
Segundo a Constituição Brasileira, cabe ao Poder Executivo outorgar e renovar a concessão, permissão e autorização dos serviços de radiodifusão, que compreende a transmissão de sons (radiodifusão sonora) e a transmissão de sons e imagens (televisão), bem como ao Congresso Nacional apreciar o ato (art. 223 e 223, §1º).
Os serviços de radiodifusão hoje no Brasil são controlados por poucos grupos. A título de exemplo, cabe citar uma pesquisa pelo Fórum de Democratização da Mídia, que elenca os grupos que controlam o serviço e os respectivos números de veículos de comunicação que cada um detém:
Mas, o que há de errado em poucos grupos controlarem os meios de comunicação no Brasil?
Trata-se de uma proibição presente no texto constitucional desde 1988, quando diz em seu §5º, art. 220 que “os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.”
É preciso que seja garantida a maior pluralidade possível na difusão das informações, opiniões, ideias etc. Os longos anos de monopólio e falta de compromisso com a realidade têm gerado uma crise de credibilidade das grandes mídias junto à população.
Nesse sentido, cabe relembrar que uma das pautas das manifestações que tomaram o Brasil no ano de 2013 foi a democratização dos meios de comunicação e a revisão das concessões às empresas detentoras dos monopólios.
Aos gritos de “Ei Globo, o povo não é bobo”, a Rede Globo foi um dos alvos durante os protestos de 2013, como foi reportado, por exemplo, em matéria do portal Terra; do UOL e em coluna da Veja.
Na corrida presidencial deste ano, vimos a atual presidenta Dilma Rousseff (PT) e candidata vitoriosa trazer à tona o debate da regulamentação da mídia se comprometendo com a democratização, o que foi ratificado por ela recentemente.
É necessário lembrar da aprovação da Lei nº. 12.965/2014, o Marco Civil da Internet, que “estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil”, tendo como uma das principais premissas a proteção a privacidade”, como o primeiro de muitos passos.
Cabe também ressaltar a existência do Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações visando à regulamentação em síntese do que já está na Constituição há mais de 20 anos (principalmente no que tange aos monopólios!).
Apesar de muitas críticas à postura da presidenta e de posicionamentos contrários à regulamentação – algo que já está na constituição de 1988 – esperamos firmeza no posicionamento da presidenta e concretização dos compromissos firmados com a democratização.
É preciso garantir que os meios de comunicação reflitam as mais diversas visões de mundo, de pensamento, de opinião, de cultura. É preciso uma comunicação que tenha compromisso com a realidade e com a democracia.
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anarquista sério
14 de novembro de 2014 7:01 pmVou tentar explicar.
Se
Vou tentar explicar.
Se todos ”coronéis” tem rede de rádio e tv, por que o governo quer ”democratizar”?
Já está democratizado faz tempo.
Acontece que quase ”coronéis” apoiam o governo. Então deixa quieto.
A rede Record é governista até a medula.O SBT ,não faz muito tempo, tinha a semana do presidente tecendo loas escancaradas.
Então querem o que? ”’democratizar” a Globo e nada mais,
Vamos aos jornais : O mais lido,Folha, tem Janio de Freitas,Marcelo Coelho,Ricardo Melo,Gregorio Duvuvier,Juca Kfouri ,Vladimir Safatle escancaradamente esquerdistas.
E outros que transitam mais pela esquerda do que pela direita.
Então, querem ”democratizar” quem e o que?
Pra isso, TOTALIDADE DE PENSAMENTO, temos a Carta Capital.
Querem mais ainda?
Raul Abreu Leite
14 de novembro de 2014 7:35 pmOligopólio = Anti-democrático
Então, o que você falou, apesar de muito falho, está fora de contexto.
O texto fala de por em prática a lei de 1998, que visa não permitir o claro monopólio que hoje existe:
“Trata-se de uma proibição presente no texto constitucional desde 1988, quando diz em seu §5º, art. 220 que “os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.”
Desmanchar este oligopólio existente hoje é democrático sim, sem dúvida.
Lionel Rupaud
14 de novembro de 2014 8:12 pmMas é por que
“Janio de Freitas,Marcelo Coelho,Ricardo Melo,Gregorio Duvuvier,Juca Kfouri ,Vladimir Safatle são escancaradamente esquerdistas.” que abandonei a FSP em 1992.
Todos lulo-petistas!
P.S.: Para os leitores em dia com seus remédios confirmo que, no meu caso, a tecla IRONIC MODE estava na posição ON. (eu hein…)
NICKNAME
14 de novembro de 2014 9:38 pmadoro algumas coisas antigas de Marcelo Coelho, perspicaz
infelizmente, não o tenho lido, não assino mais a FSP há muito tempo, e tenho preguiça de ler na web ao qual tenho acesso (assinatura ultra básica do UOL). Ele, e muuuito Daniel Piza (do Estadão, e nao me dá alergia se D.Piza tinha mais do que simpatias por esse ou aquele partido, como crítico do comportamento, crítico cultural, de livre-pensador até, como faz imensa falta – a quem o conhecia, a quem o podia conhecê-lo, não recomendável aos irônicos ligeiros e generalistas ). Tá , aí, essa nota me deu vontade de voltar a ler Marcelo Coelho.
altamiro souza
14 de novembro de 2014 7:36 pmo que se pretende é apenas o
o que se pretende é apenas o cumprimento da constituição de 88,
mas o poder midiático é tamanho que nem isso se consegue,.
Marcos Oliveira
14 de novembro de 2014 8:18 pmQual é a proposta?
Ninguém pode ser contra a democratização dos meios de comunicação. Mas eu gostaria que fosse explicitada qual é a proposta concreta para se alcançar tal objetivo. Como é possível acabar com os oligopólios? Liberando mais canais na TV aberta? Obrigando que donos de jornais, rádios e TVs escolham em qual mídia querem permanecer? Limitando a cobertura espacial das redes de TV aberta? E como fica a questão dos portais de Internet?
Enquanto não ficar clara qual é a proposta a ser adotada para a democratização da mídia, fica fácil para os seus opositores a desqualificarem. Então está na hora de discutir mais as medidas concretas a serem tomadas, e menos tentar justificar uma proposta que ninguém sabe exatamente como é.
Jérsão
14 de novembro de 2014 9:09 pmExatamente,
Marcos. É preciso explicitar a proposta, qual o modelo a ser adotado.
A partir daí começar a discussão. Não se pode discutir uma proposta que não existe!
NICKNAME
14 de novembro de 2014 9:57 pme a alternativa literatura de cordel “entendendo a aura de lula”
(salvos os preconceitos do povo nessa literatura, reproduzo) : entendendo a aura de lula é um livro que encontrei em um sebo. novo em folha. deve ter sido de alguém que admira o lula mas não encarou 299 páginas de versos.edição da “queima-bucha” sediada em mossoró , rio grande do norte , ano de 2008. capa e páginas bem acabadas , papel bom. pode ser encontrado na livraria saraiva por r$ 51,00. foi a única que encontrei logo assim ,de pronto.pesquisa e compilação de cipriano neto que merece a autoria da edição.poucos no brasil foram objeto tão entranhado na cultura popular especialmente do nordeste.um lampião ; um padre cícero ;um frei damião.e lula. entenderam por que lula aqui penetra na alma das gentes ? Sinal+: Sociedade e Cultura ,Roberto Martins
altamiro souza
14 de novembro de 2014 10:33 pmplurlidade.
parece que os
plurlidade.
parece que os fundamentalistas e a
rande mídia odeiam essa palavra.
Ozzy
14 de novembro de 2014 11:34 pmDetalhes tão pequenos…
Quem fala em monopólio é um ignorante que não tem dicionário em casa.
Quanto ao oligopólio, aqui no RJ temos 10 canais de TV aberta, cada um controlado por um grupo econômico. É um oligopólio? Ok, então se alguém tiver tecnologia pra botar 1000 canais de TV aberta, que faça, uai! Nesse cenário, esse troço nem precisaria ser “concessão pública”.
3Hoje em dia tem internet e um catatau de outras fontes de informação à disposição de quem quiser. Se as pessoas preferem ver a Globo ou ler a Veja, é opção delas. Vocês vão ter que aturar ou convencê-las a mudar de idéia.
Essa bizarrice de asfixiar economicamente os grandes grupos de comunicação é uma pregação sectária que não encontra respaldo na sociedade. Vocês acham que isso é uma demanda relevante pq só conversam entre si nesse e nos outros blogues paraestatais. É tipo uma relação incestuosa intelectual. Vocês só conversam com quem pensa igual e acham que o resto da sociedade também pensa assim.
Repito: o grosso dos brasileiros está CAGANDO para essa pauta idiota de “democratização dos meios de comunicação”. Por um motivo simples: o grosso dos brasileiros escolhe onde vai catar sua informação. E se prefere a Globo, é problema deles. Não de vocês.
Valter Moreira Figueiredo
15 de novembro de 2014 12:58 amMídia
Desmanchar sse oligopólio era pra ontem isso faz mal danado para o país só atrasa .