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A repetição da história

Coluna Econômica

São significativas as semelhanças entre os tempos atuais e o período pré-64, que levou à queda de Jango e ao início do regime militar e mesmo o período 1954, que levou ao suicídio de Getúlio Vargas.

Os tempos são outros, é verdade, e há pelo menos duas diferenças fundamentais descartando a possibilidade de um mesmo desfecho: uma  economia sob controle e uma presidência exercida na sua plenitude, sem vácuo de poder.

***

Tirando essas diferenças, a dança é a mesma.

A falta de perspectivas da oposição em assumir o poder, ou em desenvolver um discurso propositivo, leva-a a explorar caminhos não-eleitorais.

Parte-se, então, para duas estratégias de desestabilização  – ambas em pacto com a chamada grande mídia.

Uma, a demonização dos personagens políticos. Antes do seu suicídio, Vargas foi submetido a uma campanha implacável, inclusive com ataques à sua honra pessoal – que, depois, revelaram-se falsos.

No quadro atual, sem espaço para criticar a presidente Dilma Rousseff, a mídia – especialmente a revista Veja – move uma campanha implacável contra Lula. Chegou  ao cúmulo de ameaçar com uma entrevista supostamente gravada (e não divulgada) de Marcos Valério, como se Valério tivesse qualquer credibilidade.

Surpreendente foi a participação de FHC, em artigo no Estadão, sustentando que o julgamento do “mensalão” marca uma nova era na política. Até agora, o único caso documentado de compra de votos foi no episódio da votação da emenda da reeleição – que beneficiou o próprio FHC.

***

A segunda estratégia tem sido a de levantar o fantasma da guerra fria. Mesmo sabendo que Jango jamais foi comunista (aliás, o personagem que mais admirava era o presidente norte-americano John Kennedy) durante meses e meses levantou-se o “perigo vermelho” como ameaça.

Grande intelectual, oposicionista, membro da banda de música da UDN, em 1963 Afonso Arino escreveu um artigo descrevendo o momento. Nele, mencionava o anacronismo de (em 1963!) se falar de guerra fria, logo depois de Kennedy e Kruschev terem apertado as mãos. E dizia que, mesmo sendo anacronismo, esse tipo de campanha acabaria levando à queda do governo pelo meio militar, devido à falta de pulso de Jango, na condução do governo.

***

O modelo de atuação da velha mídia é o mesmo de 1964, com a diferença de que hoje em dia não há vácuo de poder, como com Jango.

Primeiro, buscam-se personalidades, pessoas que detenham algum ativo público (como jornalistas, intelectuais, artistas etc.). Depois, abre-se a demanda por comentaristas ferozes. Para se habilitar à visibilidade ofertada, os candidatos precisam se superar na ferocidade dos ataques.

Poetas esquecidos, críticos de música, acadêmicos atrás de visibilidade, jornalistas, empenham-se em uma batalha similar às arenas romanas, onde a vitória não será do mais analítico, ponderado, sábio, mas do que souber melhor agredir o inimigo. É a grande noite do cachorro louco, uma selvageria sem paralelo nas últimas duas décadas.

Com sua postura de não se restringir ao julgamento do “mensalão” em si, mas permitir provocações à presidente da República e a partidos, o STF não cumpre seu papel.

Aliás, o STF do pós-golpe foi muito mais democrático do que o atual Supremo.

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Os milhões que Lula e Dilma estão tirando da pobreza? E os milhões que hoje tem um emprego, uma fonte de renda, coisa que a 10 anos não tinham? E os milhares que hoje podem cursar uma universidade graças ao PROUNI, cotas, etc?

 

Iremos ficar quietos vendo a democracia brasileira desmoronar novamente e culpar só a Dilma e o Lula?

 

Se o Povo se omitir e continuar a jogar a culpa só em Dilma vai perder tudo, novamente.

 

Acho bom adotarmos um plano de ação desde agora.

 

Nassif, nada haver com o post, é que acabei de chegar de uma Palestra de William Douglas acontecida aqui em Fortaleza no Centro de Convenções. Lá pelas tantas foi mostrada no telão Pessoas que se destacaram  e se destacam em algum segmento da sociedade, dentre outros Airton Senna, Luther King, Madre Teresa, Eike e tal, até aí tudo bem, mas quando mostrou Joaquim Barbosa no terlão a platéia levantou-se e aplaudiu de pé a foto da capa preta, diga-se que essa platéia era formada em sua grande maioria por advogados e o restante por bacharéis em direito. 

 

Meus caros, em minha não tão modesta opinião (não tão modesta porque já vivi e vivenciei muito este país e tenho a infelicidade de conhecer do quê e principalmente do quanto a direita brasileira é capaz) digo que a situação é grave.

A oposição, que andava quase totalmente desmoralizada, ganhou uma injeção de vitalidade monumental com o modo como corre o julgamento do assim-chamado  ”mensalão”.  Nem os mais fervorosos eleitores de José Serra, Alvaro Dias, ACM Neto et caterva, em seus mais ardentes delírios, ousariam supor que as coisas chegassem a esse ponto.

De repente, todos aqueles recalques e as variadas formas de frustração que assomem ao universo emocional do brasileiro médio (com isso quero dizer o seguinte, uma média de nossa população que não é a média aritmética, é a média ponderada, ou seja, quem pode mais, quem tem mais, e principalmente quem tem mais força para ser ouvido, lido e visto, foram alçados ao paraíso.

É o seguinte, minha gente: todas aquelas frases feitas, batidas e esgarçadas, mas que nunca morrem, enfim têm a chance de se realizar, de ver seus anseios realizados. Estou falando dessas frases como “político é tudo ladrão”, “se está sendo processado é porque alguma coisa ele fez”, “polícia não pode dar moleza prá bandido, tem mais é que matar”, e por aí vai.

A direita pode não ter voto (vejam bem, em eleições inteiramente livres, em que todos possam apresentar seus projetos, suas idéias, e possam criticar e ser criticados livremente pelos adversários). Mas o que a direita tem de sobra é a capacidade de expor suas idéias (idéias? estou sendo bondoso), de ser ouvida, lida e vista de norte a sul do país.

De repente, esse senhor Joaquim Barbosa, transformou-se num queridinho da mídia. Para o brasileiro médio, de repente, chega alguém destemido, independente, sem papas na língua, que fala em voz alta para todo o Brasil, o que esse “brasileiro médio” quer ouvir.  

Escrevi lá em cima que a situação é grave. Errei. É mais do que grave. É gravíssima.

E eu sei de quem é a culpa. DE QUEM É TODA A CULPA.

Queria dar um recado curto e grosso. Não sei se fui grosso, mas sei que até aqui curto não fui.

Tenho mais, muito mais a escrever.  É o que farei, se isso que escrevi até aqui, tiver merecido a atenção de vocês.  

 

A direita tanto tentou que conseguiu forjar seu candidato a Presidente da República. Parabéns à Globo, Veja, Folha e todos os seus pares, que habilmente lavaram as mentes de um povo que pensa pouco. Não foi muito difícil, digo que foi até fácil, os caras tinham quase que o monopólio da "informação", usaram técnicas sofisticadas de mensagens subliminares e neurolinguística, para quem acha que estou viajando, leia Noam Chomsky, mas leia mesmo, não dói, só educa. Suas vítimas, o povo acha até que quem sofreu lavagem cerebral fomos nós, que nos imunizamos através da leitura e da prática de analisar todo o contexto, ao invés de nos embriagarmos com as versões de fácil compreensão tão bem explicadinhas pelo “Tio William Bonner”.

Não acho que as condições objetivas de hoje permitam um golpe, como em 64, mas acho que desta vez a direita foi esperta e teve sorte ao mesmo tempo. O maior desafio político que poderíamos enfrentar já está posto, derrotar um FDP que rasga as leis(coisa que o povo gostaria de fazer, pois nem sempre as leis fazem justiça...) e que está sendo canonizado pelo PIG. As eleições Presidenciais de 2014 serão responsáveis pelo futuro do País. Podem apostar, se isso acontecer, teremos a eleição mais louca e despolitizada da história e seu resultado poderá destruir de uma vez a possibilidade de transformar o Brasil em País. 

 

Olha o pig by pha

 

Vídeo do Requião defendendo o Lula na tribuna do senado. Muito bom, vai ficar para a história.

youtu.be/EzmFX_WIvJk

Abs,

Thiago

 

Thiago R

Parabéns pela postagem e indicação.

Brilhante o discurso de Requião.

O Nassif precisa colocar esse vídeo em evidência.

Representa o contraditório, outro lado, o direito de resposta que Lula não teve e não terá.

 

 

Maria Louca toma gravador de repórter, num piti de rainha, e ameça: já pensou em apanhar, rapaz? Mas ao ofender João Feio levou dois tapas na cara e nada fez. Apanhou calada. Na festa no carneiro no buraco chamou um desafeto de bosta e tomou nas fuças. Quando estava longe do punho do "bosta" postou no twitter que o outro se portou como uma gata histérica no cio. Depois disto sempre manteve distância. Este é o senador Roberto Requião. Muito macho de gogó, indefeso como um cachorrinho abandonado quando o negócio é na mão. Com um paladino como este o lula tá é ferrado.

 

A eleição de 2014 será uma batalha sangrenta.

A elite brasileira não poderá se permitir uma quarta derrota consecutiva. 

E será preciso Golpear o “lado de cá” com todas as armas, especialmente as ilegais.

Para isso, serão indipensáveis os membros do Ministério Público agora desmoralizados no banho da cachoeira.

Os cérebros do mervalismo pigânico (*) clique aqui para ler “Sucessora de Ali Kamel fecha o cerco à Dilma”.

E o Supremo Tribunal Federal que se transformou num tribunal de exceção como observou, também, o professor Wanderley.

Para enfrentar essas três forças Golpistas seria necessário haver uma Ley de Medios, como a da Argentina clique aqui para ver o vídeo da TV Afiada.

Ou uma atitude corajosa como a de Rafael Corrêa clique aqui para ler.

No Brasil, não há Cristina nem Rafael.

A última trincheira do golpe brasiguaio será o Supremo agora convertido em tribunal de exceção.

Caberá à presidenta Dilma nomear ainda dois ministros. 

Eles poderão ser os heróis da resistência ao golpe brasiguaio.

Dilma tem nas mãos a Rede da Legalidade sob a forma de duas nomeações.

O que nem Lula nem ela conseguiu no passado ela pode conseguir agora.

A Globo, o Ministério Público e o Supremo, em parte, tentarão derrubá-la antes ou em 2014.

Ela tem duas chances de impedir.

Paulo Henrique Amorim

 

Uma dúvida.

Falamos tanto, cobramos e criticamos tanto o atual governo por não tomar uma iniciativa concreta quanto a regulamentação da midia, porque não encarregamos nós mesmos de exigirmos esta lei? um abaixo assinado criou a lei da ficha limpa e pode criar tambem uma lei para regulamentação da midia, eu não sei o procedimento para criar este abaixo assinado digital, no entanto, quem tiver este conhecimento conte com minha assinatura e uma eterna gratidão de todos os brasileiros de bem.

 

Mais um aviso, dessa vez do PHA. E olha que não foi por falta de aviso... Quando a Dilma foi na Folha fazer elogios a mesma, bajulou FHC, deu entrevista pra Globo, pra VEJA, muita gente então falou que ela estava certa, tentando um diálogo, um bom relacionamento, blá, blá, blá... Pra completar, Lula, do alto de sua bondade ingênua, foi visitar Civita no hospital ( encontro descrito em post aqui do Nassif ). Depois veio a ferroada de escorpião, de todo mundo. A Dilma, Lula e o PT precisam entender de uma vez que essa turma NÃO TEM ESCRÚPULOS, não tem LIMITES. Cristina e Correa sabem disso há muito tempo. Na Argentina e no Paraguai eles é que mandam e quem está nas cordas são os golpistas. Aqui Dilma fiocu nas cordas por todo ano de 2011 e agora Lula é o alvo junto com o PT. Vamos ver se a partir de agora eles, Dilma e Lula, caem na real !

 

Quem mudou?

 

Lá no Conversa Afiada tem um comentário muito interessante :   
25 de setembro de 2012 às 20h29
  Gilson

O Equador e a Argentina têm uma diferença: a sociedade está mobilizada e tem atitude. Por aqui vemos muito comodismo das pessoas achando que o problema é da Dilma. O problema do PiG é da sociedade, que está parada. Falta atitude ao povo brasileiro. 

 

Outra grande diferença com relação a 64 é que hoje temos a Internet e blogs como este.

 

Nassif, boa análise. Na minha opinião, ela é complementada pelo texto do Rodrigo Vianna

 

or Rodrigo Vianna

É claro que são conjunturas muito diferentes. Na época do Jango, havia a Guerra Fria. Os EUA desconfiavam de um presidente que se dava ao desplante de visitar a China comunista e que, apesar de grande proprietário de terras, era a favor da Reforma Agrária. Além disso, Jango governava com apoio do velho partidão (que, aliás, ele gostaria de tirar da ilegalidade). Lula/Dilma são líderes brasileiros de centro-esquerda, num Brasil onde a Guerra Fria acabou. Acabou?

Os EUA seguem sem gostar de governos que rechaçam golpes em Honduras ou no Paraguai. Não aceitam governos que adotem medidas, ainda que tênues, para redução da desigualdade. Não aceitam governos que tenham projeto de Estado nacional, como tinham Vargas e Jango.

O grande segredo de Lula/Dilma – e esse era também o segredo de Vargas/Jango – é que conseguiram atrair para a aliança governista as forças de centro. Jango caiu quando o PSD de Juscelino bandeou-se para a direita. Lula quase caiu porque no primeiro mandato fez a escolha errada: em vez de uma aliança com o PMDB, preferiu que o PT se acertasse no “varejo” com  pequenas legendas conservadores (Valdemar Costa Netto, Roberto Jefferson e seus “partidos”).

Nos anos 50/60 ou agora no século XXI, a direita isolada (sem programa, e afastada do centro) refugiou-se no moralismo e na imprensa. A diferença é que Vargas e Jango, ao menos, tinham o “Última Hora” - jornal de Samuel Wainer, um dos poucos contrapontos à imprensa conservadora comandada por Lacerda e Roberto Marinho. Dilma e Lula nem isso possuem.

Digo tudo isso porque estou encantado com a leitura de “João Goulart”, a biografia escrita pelo professor Jorge Ferreira (UFF). É um catatau (700 páginas), como dizíamos na época da ficha telefônica e do telex. Mas um catatau que tira o fôlego.

Ferreira não escreveu apenas (e não seria pouco) uma biografia de Jango. A vida de Jango, na verdade, é o mote que  ajuda a costurar o perfil de uma época. O livro se apóia em documentos, entrevistas, em memórias escritas por quem viveu próximo a Jango. Dois capítulos (8 e 9), especialmente, são brilhantes e nos ajudam a pensar no Brasil de hoje. O autor reconstrói os embates e as escolhas políticas de Jango, nos últimos 12 meses antes do golpe de 64.

A leitura nos leva para um mundo em que o golpe não era “inevitável”. Em nenhum lugar estava escrito que a direita deveria sair vitoriosa. A costura dos fatos, na miudeza da conjuntura politica de enfrentamento em 1963 e 1964, põe a nu também os erros da esquerda.

Brizola, Julião (e as ligas camponesas), trabalhistas de esquerda, movimentos de marinheiros e sargentos, intelectuais, sindicalistas, comunas liderados por Prestes e Hercules Correa… Todos eles acreditavam que tinham forças para prescindir do centro. Jango, não. Por temperamento, cautela ou moderação política mesmo, ele queria aprovar as reformas via Parlamento. E aí não tinha jeito: era preciso negociar, era preciso ceder para aprovar as reformas possíveis. A esquerda enquadrou Jango: isso seria conciliação com os conservadores!

A esquerda (ou “as esquerdas”, como prefere Jorge Ferreira) dizia abertamente que as reformas teriam que ser feitas no confronto. Se a institucionalidade entravava as reformas, às favas com a institucionalidade – pregavam alguns. A esquerda tinha uma visão puramente “tática” da democracia parlamentar. Em dado momento, acreditou que – pela mobilização popular e pelos apoios de grupos nacionalistas e reformistas nas Forças Armadas – poderia prescindir do centro.

Brizola mesmo, que nunca foi marxista, chegou a 64 com uma agenda em que a prioridade era fechar o Congresso Nacional, não para instaurar ditadura “comuno-sindical” como diziam os inimigos, mas para convocar uma Assembléia Constituinte formada por operários, camponeses, oficiais e sargentos nacionalistas (ver p. 422 em “João Goulart”, de Jorge Ferreira). Seria o rompimento com a velha ordem liberal. A esquerda tinha força pra isso? Acreditou que sim.

O PSD de Juscelino, então, foi-se embora da aliança. Só nessa hora é que Jango, sem alternativa, assumiu a agenda da esquerda trabalhista/comunista e foi para o famoso Comício da Central do Brasil, em 13 de março de 64. A descrição do comício, no livro, é primorosa. Para quem cresceu com a idéia de que militares e movimentos sociais devem ser – sempre e inexoravelmente –  ”inimigos”, chocou saber que foi a cúpula das Forças Armadas que garantiu a segurança para que Arraes, Brizola, Jango e líderes sindicais e populares pudessem subir ao palanque no Rio – governado na época por um direitista (Carlos Lacerda).

Os círculos golpistas entre os militares, àquela altura, eram minoritários. A “esquerda” militar também era minoritária. A maioria dos soldados e oficiais simplesmente fazia seu trabalho. Quando a esquerda errou? Quando (e aqui volto a me apoiar no relato de Jorge Ferreira) assustou o oficialato mais “centrista”, dando apoio a greves de marinheiros e soldados. A “quebra de hierarquia” lançou a maioria silenciosa das Forças Armadas nos braços dos golpistas.

Jango ajudou a cavar a prórpia cova, é verdade. Acreditou no “dispositivo militar” do general Assis Brasil. Trocou de ministro da Guerra várias vezes. Não tinha um Marechal Lott. E fez escolhas erradas. Às vésperas do golpe, e isso Ferreira narra em detalhes, recebeu várias recomendações para não ir ao ato no Automóvel Clube no Rio – posse da diretoria da Associação de Sargentos. Jango foi. Os golpistas ganharam o pretexto de que necessitavam para o golpe.

Leio, escrevo e penso numa certa esquerda (entre a qual me incluo) insatisfeita com os titubeios de Lula/Dilma. A esquerda, hoje, tem força para avançar sozinha? Não. Jogar o centro no colo de PSDB/DEM seria o caminho para a derrota política e eleitoral. Lula/Dilma e o PT fazem a leitura correta, percebem que a famosa “correlação de forças” não permite arroubos.

Onde erram? Ao abrir mão de intervir com vigor, para fazer a mesmíssima “correlação de forças” avançar na direção de mais reformas.

Qual o pai de todos os erros? Comunicações. Lula e Dilma (essa mais ainda!) abrem mão de reformas nessa área. Lula acreditou que podia se comunicar direto com as massas. Em 2005, notou o erro. Dilma parece acreditar num “diálogo” com a velha mídia. Ficam reféns da correlação de forças, determinada (e pautada) pela velha mídia – apesar do  contraponto dos blogs e redes sociais.

O erro não é apostar em governo de coalizão. O erro é não agir com mais firmeza -especialmente, nas Comunicações – para impor uma agenda mais avançada a ser sustentada pela ampla coalizão governista.

 

Elvys e Rodrigo,

Espero que a história não tenha que contar as fraqueza da Dilma e do Lula quanto a imprensa.

Todos sabemos que o Brasil não tem tradição de dar crédito à História e nem a investiga e organiza os dados e a explora bem como parece ter feito o Professor Jorge. É um erro grave do qual o Rodrigo e o Nassif procuram nos poupar.

Lembro que nos idos de 64 o meu vizinho, simpatizante do partidão, no dia do comício tentava ouvi-lo pelo rádio. Eu tinha 12 anos. Ele gostava do pessoal da minha família e neste dia, como já fizera outras vezes, ele nos levava para seu sítio em Araruama.

Lembro-me dele protestando contra  radicalização. Isso vai dar errado! Ainda não está na hora.  Soube depois da maioria das radicalizações mas nunca me foi contado sobre este apoio ao sargentos.

 

O STF está achincalhando a sociedade brasileira.


http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2012/09/25/enquanto-isso-o-mensalao-do-psdb/


 

 
Re: A repetição da história
 

ABAIXO A DITADURA

 

Nassif,

Discordo de sua opinião, mas respeito.

Considero completamente distintas as situações. Mas talvez eu tenha esta percepção justamente por causa dos efeitos da economia sob controle e da presidência sem vácuo no poder.

De qualquer forma tudo indica que Dilma será reeleita, exatamente o oposto do que aconteceu com Jango que sequer pode concluir seu mandato.

 

 

Esse pensamento expressado nesta magnífica crônica já passou pela minha cabeça. Penso exatamente como o cronista. Ninguém garante eleição de ninguém. O único caminho da oposição é procurar desmoralizar a Dilma e o Lula. Eles são os que detém, ainda, maior popularidade entre os políticos.

Há,no entanto, uma coisa: o povão não está nem aí com o Mensalão. Desligam a Tv quando o assunto é este. Basta fazer uma pesquisa. E um dia, na imaginação dos mais endiabrados, conseguirem prender o Lula, impedindo-o de ser candidado. Ele apens vai apontar o dedo para quem ele quiser ser eleito e povo, elegerá quem ele quiser, pois já sabe que foi ele o presidente que deu aos mais pobres condições de vida e desenvolvimento, condições de melhor equilíbrio social.

Então, tirem o cavalinho da chuva. A liderança que existe neste País chama-se Luiz Ignácio Lula da Silva. Mesmo sendo uma excelente presidenta,  o líder é ainda é o Lula. 

 

A situação da oposição e mídea é a mesma, mas ao alcance da mídea da oposição, hoje é 1 % do domíoneo que tinha em 1963.

A informação hoje, impede o golpe de 1964. Portanto a velha mídea vai ficar penando.

Meu governo, hoje é Dilma, e Dilma em 2014. E isso a oposição e velha midea não conseguirão impedir.

Graças a Deus, PARA UM BRASIL MELHOR.

 

O Senador Roberto Requião fez importante pronunciamento defendendo o ex presidente Lula e a atual Presidenta Dilma, e mostrando exatamente este mesmo aspecto, de ataques da midia como no passado aos presidentes Getulio, JK e Jango.sds  

25/09/2012 - 20h49 Plenário - Pronunciamentos - Atualizado em 25/09/2012 - 20h49

Roberto Requião se solidariza com ex-presidente LulaEnviar notícia por e-mail Imprimir  

Da Redação

Em discurso nesta terça-feira (25), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) fez um desagravo e demonstrou sua solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, disse ele, vem sofrendo uma campanha de tentativa de destruição de sua imagem movida por oportunismo, irresponsabilidade, ciumeira e ressentimento.

- Essa campanha o atinge quando ele está duplamente fragilizado, pela doença que lhe rouba um de seus dons mais notáveis, a voz, a palavra, o poder de comunicação, e pelo espetáculo midiático em que se transformou o julgamento do mensalão. Se algum respeito, alguma condescendência ainda havia com esse pau de arara, foi tudo pelo ralo, pelo esgoto em que costumam chafurdar historicamente os nossos meios de comunicação – declarou.

Requião disse que Lula está sendo atacado por setores da mídia - alguns poucos jornais, revistas, TVs e rádios - que são a verdadeira oposição do Brasil, somados aos partidos da minoria. Em sua avaliação, esse grupo, que recebe a maior parte dos recursos da publicidade governamental, jamais aceitou que um retirante nordestino chegasse à Presidência da República.

O senador chegou a encontrar “pontos de contato” entre o jornalismo e o colunismo político da época anterior ao golpe de 1964 – “a campanha de destruição de imagem de Getúlio e Jango” - com o jornalismo e o colunismo político dos dias de hoje. Na opinião de Requião, a imprensa nunca aceitou o modo de atuar de Lula, dando atenção aos mais pobres.

- Apenas corações empedrados por privilégios de classe, apenas almas endurecidas pelos séculos e séculos de mandonismo, de autoritarismo, de prepotência e de desprezo pelos trabalhadores podem explicar esse combate contínuo aos programas de inclusão das camadas mais pobres dos brasileiros ao maravilhoso mundo do consumo de três refeições por dia – afirmou Requião.

Requião afirmou que Lula “sempre surpreendeu a oposição/mídia, frustrou suas apostas, fez com que ela quebrasse a cara seguidamente, e por isso, ela nunca a perdoou”. A imprensa, disse o senador, age agora com uma baixeza que não se vê quando os presidentes são de seu agrado. E não está sendo diferente com a presidente Dilma Rousseff.

- Só um verdadeiro idiota pode considerar Lula imune a defeitos e erros, mas só outro idiota pode negar o reconhecimento das qualidades de Lula como presidente do Brasil – afirmou o senador.

Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) se associaram ao pronunciamento.

 

Dizem que a história é a mestra das mestras e nos ensina muito. Saber olhar o passado e comparar com o presente, vendo o futuro, somente poucos conseguem entender este panorama. Nassif surpreende pela competência analítica deste quadro e pela clareza na apresentação da análise. Agora estamos com 223 comentários, o que prova que seu "post" provoca reflexão e alertas para uma tomada de posição por muitos dos seus leitores que procuram neste blog algo mais inteligente que o fabricado na mídia dos barões e seus asseclas.


No meu modesto entendimento, como leitores cabe-nos no minímo, dar conheccimento as pessoas mais próximas, sobre a criação de ambiente para mais um golpe no Brasil, que tantos atrasos nos trouxeram.

 

Talvez esta seja a pior composição da história do STF.

Alguém poderia comentar as composições anteriores ?

 

E dizem que temos um tribunal eleitoral. Só se for para dar garantias a aqueles que por tradição torpedeam e falseam qualquer eleição livre e soberana. O vilão, para ser contido no adjetivo, maior roberto marinho e a herança e o patrono desta quadrilha do Pig. Viveu de dar golpes em qualquer coisa que se aproximasse de democracia. Hoje patrocina o espetáculo do mensalão, com a cumplicidade daqueles que deviam condenar sua herança de tantos e continuados crimes.
Justiça eleitoral, onde?

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

Meu medo é que não tenhamos alguém que incorpore o espírito brizolista de 1961 para reeditarmos a Legalidade e chamar o povo às ruas.

 

Ainda que tenha força, a grande mídia veio nos últimos anos MINANDO sua própria credibilidade! Aqueles que creem na grande mídia, já o é número menor e inversamente cresceu a crítica a oniciência da midia sobre todas as coisas!

O samba de uma nota só que eles vêm tocando desde o funeral do marinho tem a reação de um antibiótico tomado muitas vezes! Perde a eficiência!

O que vemos agora é momento do encontro do judiciário com a nossa democracia! O judiciário é o ultimo dos poderes da república a ser democratizar! A "Primavera árabe" vai varrer o nosso judiciário, são muitas as alterações necessárias para que o judiciário se torne VERDADEIRAMENTE a casa da JUSTIÇA DOS BRASILEIROS!

Já enxergamos o corporativismo do eixo do judiciário! O Demóstenes fez o que fez e está EXERCENDO A JUSTIÇA! Assim como ele são MUITOS! Que moral o judiciário passa ao cidadão! COMO ELE COBRARÁ? Haverá um que se rebelará! Eles vão extrapolar! Eles se acham no "direito" de tudo poder diante do cidadão! Foi assim que inciou a primavera árabe! A parte mais culta e que cultua valores, já viu no que se transformou o Ministério público! A OAB não possui juizo de valor junto à sociedade nos níveis que seriam esperados!

 

"O que fazemos na vida, ecoa na ETERNIDADE!" (Máximus - Gladiador)

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

O pior de tudo é que Lula teve muitíssimas chances de esmagar esta mídia corporativa podre do Brasil.

Desde o comecinho, com a Globocabo em frangalhos, devendo bilhões e colocando em sério risco todo o império da Globo. Era o momento de colocar a Globo o resto do governo "pindurada" no "papagaio" Globocabo e impor o pluralismo em todos os seus veículos. Perdeu uma chance de ouro!

E os muitos telhados de vidro da mídia, desde a CPI da TVA até o envolvimento de Veja com o crime organizado, foram ignorados ou explorados com a maior má vontade possível. Correram para não chegar.

Agora, a mídia que sempre foi golpista está apoiada no "tribunal" do Torquemada Barbosa e seus colegas tão "corajosos" contra o PT; e tão pusilânimes quando a exposição das correspondências dos ministros (com minúsculas mesmo) Lúcia e Brito foram parar na capa de "O Globo". Ao invés de prender em flagrante o fotógrafo (as 24 horas de prazo...) e investigar e punir os donos daquele panfleto pois apenas com anuência pessoal dos patrões o crime foi consumado na capa do jornal, eles não fizeram nada!

Ainda existe tempo para evitar a "hondurada" em curso.

ACORDA DILMA!

 

 

Leio, neste momento, o livro "1964: A Conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de Classe". Uma edição da Vozes, de 1981. O autor é René Armand Dreifuss, nascido em Montevidéu e falecido no Brasil (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0011-52582003000100006).

Lá, estão listadas empresas que participaram da conspiração. Estão listados nomes dos conspiradores. Está clara a construção da resistência do capital multinacional dentro do Brasil, amparada nos ecos da Segunda Guerra Mundial, via Escola Superior de Guerra. Está citado o complexo IPES/IBAD - mentor e aglutinador dos recursos e da logística do processo golpista. Está citado o não sabido massacre das lideranças camponesas nordestinas logo após 31 de março. E há muitas cópias de documentos validando as afirmações. São 800 páginas de conspiração pura.

Uma boa leitura, ou melhor: uma leitura obrigatória para quem quer falar do assunto.

 

Velhos atores e suas velhas estórias. Quando não se tem nada no presente, é comum buscar no passado, fantasmas que já foram exorcizados.

 

Notícia ruim:

 

Desigualdade nunca foi tão baixa no país, diz presidente do IpeaMarcelo Neri citou estatísticas que tiveram início nos anos 1960.
Para ele, queda da desigualdade por dez anos seguidos é algo inédito.

 

http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/09/desigualdade-nunca-foi-tao-baixa-no-pais-diz-presidente-do-ipea.html

 

Faltou a religião na análise - tanto naquela época (igreja católica) quanto agora (neo-pentecostais) estão tendo poder demais na política.

 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aécio “beirou o ridículo”. Bebeu? 
Por Altamiro Borges Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, faz de tudo para ganhar os holofotes da mídia. Ontem (24), ele visitou Porto Alegre a convite da ex-governadora Yeda Crusius, um exemplo de ética na política. Ele voltou a atacar o “mensalão petista” e aproveitou para criticar a nota assinada por seis partidos em apoio ao ex-presidente Lula e contra a ofensiva golpista no país. Para o senador mineiro, a iniciativa dos presidentes do PT, PMDB, PSB, PCdoB, PDT e PRB “beirou o ridículo”.  
Sem bafômetro por perto, Aécio Neves deu uma de inocente. Afirmou que a oposição demotucana não tem interesse em desgastar os partidos governistas e a presidenta Dilma Rousseff com o julgamento do STF e ironizou: “Não há possibilidade de golpe contra um ex-presidente”. Puro e sóbrio, afirmou que o julgamento resultará num “Brasil melhor... Lamentavelmente, para o PT, o que assistimos é um volume muito expressivo de lideranças deste partido envolvidas em algo que o PT sempre negou”. Perguntado a respeito do “mensalão do PSDB”, Aécio foi ainda mais cínico: “Sobre as acusações de Minas Gerais, eu tenho muito pouca informação”. O senador mineiro foi ao Rio Grande do Sul para tentar salvar os candidatos tucanos. Mas ele não está com esta bola toda. Em Porto Alegre, o candidato do PSDB, Wambert Di Lorenzo, obteve apenas 2% das intenções de voto na última pesquisa do Ibope. O partido está rachado e até hoje não conseguiu cicatrizar as feridas deixadas pela péssima gestão de Yeda Crusius. http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/09/aecio-beirou-o-ridiculo-bebeu.html?spref=fb

 

Nestes novos tempos acho que não se buscaria exatamente um golpe, num país grande como o  Brasil, mas sim o condicionamento ao governo de poucas opções de manobra. Isto em grande parte está sendo conseguido, senão vejamos:

-A pouca força política do governo para interferir na imprensa (Ley de Medios) e na redução das verbas publicitárias;

-A grande ajuda aos empresários com anúncio recente invetimento de 130 bilhões de investimentos en associação com a iniciativa privada (estradas, trens, portos e, antes, aeroportos) que ficará toda dominada, por pelo menos 25 anos, pela iniciativa privada em detrimento de aumentos de salários e outras vantagens aos funcionários públicos;

-Grande redução de impostos sem cobrança de contra-partidas aos ramos beneficiados;

-Ameaça aos funcionários públicos com nova lei de greve e grande desrespeito a alguns pleitos deles, que eram justos;

- Proposta de alteração da CLT;

- Cooptação, pela oposição, do judiciário, que tem aplicado o "Garantismo" aos interesses dos opositores;

- A Embrapa está para ser deixada sob o comando da iniciativa privada;

Entre muitas outras conquistas do grande capital, não necessariamente da super-direira.

Acho que um golpe seria consequência de muita fraqueza do governo,  e no momento ele tem muitos aliados entre os recebedores de financiamentos e de gratuidades.

Mas a oposição cresce à esquerda, entre os descontentes, e à direita entre os que não tem respeito pelo governo.

 

Ahh sim, a credibilidade da Veja! Cachoeira que o diga!

Uma revista que desde os anos 90 é palanque incansável do neoliberalismo, o mesmo que hoje põe em grave crise a Europa e até os Estados Unidos.

Infelizmente essa revista perdeu-se no extremismo, assim perdeu assinantes, encalha nas bancas e muitas de suas ações podem ser atribuídas a um desespero de sua própria situação.

 

Nassif,


 


Segue pesquisa fresquinha do Ibope..


http://eleicoes.uol.com.br/2012/noticias/2012/09/25/russomanno-lidera-com-34-serra-e-haddad-seguem-tecnicamente-empatados.htm


 


 


Ibope mostra Haddad com 18% e Serra com 17% em São Paulo


 


25/09/201219h04


Russomanno lidera com 34%; Haddad tem 18% e Serra, 17%

Do UOL, em São Paulo







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A intenção de voto no candidato Celso Russomanno (PRB) oscilou para 34%, ante os 35% de levantamento anterior, aponta pesquisa do Ibope divulgada nesta terça-feira. Os candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) oscilaram na margem de erro e seguem tecnicamente empatados, com 17% e 18%, respectivamente. A novidade, porém, é que esta é a primeira vez nas pesquisas do Ibope em que o candidato petista aparece à frente do tucano. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.


Nas simulações de segundo turno, o candidato do PRB venceria tanto o tucano quanto o petista se a eleição fosse hoje – por 50% a 29% e 50% a 24%, respectivamente.


O candidato do PMDB, Gabriel Chalita, aparece em quarto lugar, com 7%. Na pesquisa anterior, ele tinha 6%. Já a candidata Soninha (PPS) manteve a mesma pontuação: 4%. Em seguida aparecem empatados Paulinho da Força (PDT) e Carlos Giannazi, com 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somaram 10%. Ainda disseram estar indecisos 8% dos entrevistados.


O Ibope ouviu 1.001 eleitores entre os dias 22 e 24 de setembro

 

Nassif obrigada por você existir.

 

Nassif está certo. Pela primeira vez na história do Brasil a esquerda governa por um periodo de 12 anos consecutivos. A correlação de forças foi desigual, continua sendo, mas tem sido o suficiente para promover reformas de caráter popular que, à medida que se solidifiquem, permitirão o avanço das transformações que o Brasil precisa. A direita brasileira perdeu seus principais quadros, principalmente  a intelectualidade ideológica, com figuras como Roberto Campos, aliada à falta de renovação, tendo como resultado a perda sistemática de identidade.

O que sobrou foi uma tropa de choque panfletária e truculenta intelectualmente, sem nenhuma competência política.  É exatamente esta tropa de choque que vem tentando com todos os meios e como pode, desestabilizar campanhas políticas e governos de esquerda, já que por meios eleitorais e no poder, apenas contribuiram para o agravamento das condições sociais e econômicas do país.  É neste movimento desesperado da reação retrógrada, que instituições frágeis e ocupadas por  personagens oportunistas, carentes de seriedade e despreparados, como o STF, são usadas sem pudor e sem consideração de princípios republicanos para os seus objetivos.

O governo da esquerda, desde o primeiro mandato de Lula, foi limitado, mas foi suficiente para "mexer" nos interesses do status quo. Pior, deixou visível que estes interesses serão cada vez mais "disciplinados", contrariados, inibidos e até retirados, mudando a orientação na direção dos trabalhadores e camadas populares.

A direita panfletária e zonza, embora politicamente encurralada, sabe bem que os três pilares principais da esquerda são, no momento, Lula, o PT e Dilma. Lula por ser o maior líder político vivo no Brasil, o PT por ser a maior organização partidária de esquerda em condições de exercer o poder e Dilma por ser a detentora deste poder em nome do partido.

Os reacionários donos da experiência e know how de como promover golpes, através de toda sorte de manipulações e criação de fatos, a maioria falsos, tentam envolver a opinião pública e com isso reforçar seus objetivos e alvos. O grande autofalante é a grande imprensa, como sempre foi.

Resta à esquerda não se deixar intimidar. Um grande diferencial hoje é a internet. O desmascaramento das manipulações tem sido de forma instantânea. A tentativa da oposição na última semana, de com uma nota iniciar uma nova campanha contra Lula e o PT foi em poucas horas retirada e o tema esquecido. Isso se deveu principalmente à inesperada reação nas redes sociais, sobretudo com a repercussão de que era uma tentativa de enquadrar Lula e até tentar prendê-lo. O tiro saiu pela culatra e os golpistas, repudiados, recuaram em questão de horas.

Portanto, não há como esconder a sofreguidão da oposição em tentar chegar ao poder por caminhos não democráticos e a única forma de impedir estas ações golpistas é a vigilância, a denúncia e a premanente mobilização.

 

Toni

 O que Nassif fala pode ser verificado na seção "Há 50 anos" de O GLOBO. O comportamento da oposição e de determinada mídia é idêntico ao daquela época. O alvo é Lula e o PT. Hoje, O Globo publicou um artigo sob o título "Adeus Lula" escrito pelo "famoso" historiador Marco Antonio Villa, professor da "famosa" Universidade de São Carlos, em que diz que "Lula deve se calar". Por que não há a mesma manifestação quando FHC dá os seus pitacos?

 

 

 

 

Carta aberta: “Somos contra a transformação do julgamento em espetáculo”

publicado em 25 de setembro de 2012 às 17:47

CARTA ABERTA AO POVO BRASILEIRO

Desde o dia 02 de agosto o Supremo Tribunal Federal julga a ação penal 470, também conhecida como processo do mensalão. Parte da cobertura na mídia e até mesmo reações públicas que atribuem aos ministros o papel de heróis nos causam preocupação.

Somos contra a transformação do julgamento em espetáculo, sob o risco de se exigir – e alcançar – condenações por uma falsa e forçada exemplaridade.  Repudiamos o linchamento público e defendemos a presunção da inocência.

A defesa da legalidade é primordial. Nós, abaixo assinados, confiamos que os Senhores Ministros, membros do Supremo Tribunal Federal, saberão conduzir esse julgamento até o fim sob o crivo do contraditório e à luz suprema da Constituição.

http://www.viomundo.com.br/politica/carta-aberta-somos-contra-a-transfor...

Para apoiar, envie e-mail para: [email protected]

 

Um erro não podemos e não temos o direito de cometer que é esperar que herois e/ou heroinas salve o Brasil dos golpistas. Por isso que a guerra contra o PiG deve ser assumida pelo povo brasileiro. Não dá para delegar a Lula, Dilma ou quem quer que seja. Assim como Getulio, Jango, Brizola eles passarão e o PiG se não mudarmos a legislação continuara repetindo estartegias golpistas. E daqui a 100 anos ainda estaremos discutindo essas estrategias.

 

Essa tatica de guerrilha da direita na disputa pelo poder foi usada não só contra governantes como Getulio e Jango, para apea-los do poder, mas tambem para impedir que politicos inimigos dos poderosos donos da midia chegassem ao poder. Brizola por exemplo foi demonizado pela Globo. Brizola era um homem de coragem e fibra, que, por acompanhar a via crucis de Getulio e o golpe de 1964 contra Jango, tinha a exata noção de onde morava o perigo. Por isso  vaticinava que ao chegar a presidencia seu primeiro ato seria destruir o PiG: cassar a concessão da Globo. Hoje temos plena consciencia do poder da midia e de sua grande participação e influencia nos movimentos golpistas. Ou o Brasil acaba com a saúva(PiG) ou a saúva (PiG) acaba com o Brasil.

 

Sobre um texto do Villa que me foi enviado com recomendação de que fosse repassado, e que trataria de gritos presidenciais e fracassos, tudo deste governo.
***
Querido Amauri,
  Villa? Bem, vá lá, mas você já praticou melhores leituras. Aliás, de que fracasso e gritos o energúmeno está a falar? O texto não corresponde ao título, mas esta é a turma da falcatrua.
 Fracasso foi o governo de FHC: tomou a dívida pública em 26% do PIB e deixou-a em 60% do PIB (se você duvida, pesquise os dados do Banco Central e do IPEA). Aumentou a dívida pública líquida em nada mais, nada menos, do que 34% do PIB! 34% PIB. A dívida em 60% do PIB, sim, é herança maldita. Mas a herança maldita não se restringe à dívida: tem também o dólar a R$ 4,00, o SM a menos de US$ 80.00, o país endividado com o FMI etc.
 Mas, diria você, a dívida foi contraída para melhorar o país. Mas, qual foi a melhora? Nenhuma, tudo piorou. As forças armadas foram desequipadas, os soldos aviltados, a soberania infirmada (a assinatura do tratado de não proliferação nuclear e a tentativa de ceder aos EUA uma parte do Maranhão, o nosso Guantanamo, são exemplos emblemáticos do entreguismo visceral; do FMI falo abaixo); os serviços públicos de saúde, educação, previdência foram aviltados; o funcionalismo público civil arrochado (não entendo como é possível que tecnocratas ainda louvem FHC, deve ser por preconceito de classe, pois Lula tem origem popular, ou, então, masoquismo); ativos nacionais foram vendidos a preços vis, como a Vale, a Light, telefônicas, a Embraer. O apagão elétrico estrutural (este, o verdadeiro apagão), outra desconstrução da era FHC, e outra vergonhosa marca de incompetência e irresponsabilidade, foi gestado. A trupe fernandista promoveu campanha terrorista contra o Brasil nos mercados nacional e internacional sob a alegação de que o governo Lula não cumpriria contratos (são quintas-colunas que não hesitam em sequestrar o país para extorquir o Povo), o que provocou fuga de capitais e aumento do dólar. Houve, ainda, a compra da reeleição, a entrega das finanças do país à banca internacional por meio do FMI e mais.
 Dito de outra maneira: venderam tudo o que puderam, aviltaram vencimentos e soldos, reduziram os gastos com saúde, educação e previdência, alienaram a soberania nacional, corromperam o sistema político e, mesmo assim, elevaram a dívida pública líquida em 34% do PIB!!!! Quer dizer, sumiram com 34% do PIB!!!! Este dinheiro não apareceu em lugar algum, ao menos em lugar em que pudesse ser visto pela sociedade (hoje, a dívida pública líquida é menor do que 36% do PIB, mesmo estando em curso crise econômica internacional de proporções análogas à de 1929). Como não houve notícia de que no governo FHC tenha havido desaparecimento de dinheiro, queima de dinheiro, ou que marcianos o tenham levado do Brasil, o dinheiro está escondido nas contas da trupe psdebista e de cúmplices.
 Sem eufemismos: FHC, DEM, PSDB e apaniguados ROUBARAM 34% DO PIB do Brasil. Como o PIB brasileiro foi de 4,14 trilhões de reais em 2011, os ladrões roubaram do país 1,408 trilhões de reais em oito anos. Repetindo, ROUBARAM R$ 1, 408 TRILHÕES! a preços de 2011!!!!
 Realmente, não adianta gritar: FHC et caterva tiveram sucesso, roubaram um trilhão e quatrocentos e oito bilhões de reais e estão todos soltos. A classe mérdia, como dizia a Ma. da Conceição Tavares, é surda e burra, ou, então, tem tanto preconceito de classe que prefere ser roubada a dar a mão à palmatória, ou ambas as coisas.
  Amauri, quando olhamos para nosso passado estudantil comum, quem diria que viríamos a ter este tipo de divergência... Estou pasmo.
  Abraço, 
Ramalho. (PS: o texto desse Villa e de outros janotinhas da Folha não passam de lixo, sem querer ofender o lixo)

 

Trocando em miúdos, é disso que se trata:

Calar primeiro a voz de Luís Inácio

na sequência, expulsar do Planalto Dona Dilma, sob a alegação

mambembe de que ela é um "poste" e beneficiária direta do "mensalão petista"...

empossando Michel Temer, o probo defensor da imprensa livre;

na outra sequência, dando um sacode também em Temer,

convoca-se "eleições livres", evidentemente sem o PT, que será acusado no STF

de ser um "covil de ladrões", com provas substanciais inquestionáveis publicadas na Veja e na Globo, portanto aplica-se a Lei da Ficha Limpa coletivamente em todo partido do "sapo barbudo"...

Dar posse a um "homem bom" ou mulher boa (Serra, Sérgio Guerra, O Sr Opus Dei, Katia Abreu, Agripino?)

... ... ... ...

Fim do 1º ato!

O 2° ato a sua continuação já vivemos antes, de 1964 até 2002, portanto é desnecessário descreve-lo.

 

Como já dizia o Garrincha, primeiro tem que combinar com os russos, quer dizer, o povo.

 

Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

Isso não é a história que se repete, tese bem ao estilo da literatura nassifiana de estourar rojões, a loquacidade, contundência, plasticidade...

O que acontece agora é um padrão de continuidade de alguns processos históricos, apenas com uma nova roupagem. Há novos atores, novas tecnologias, regras, comportamentos. 

Na base de tudo isso grupos conservadores ou reacionários que dominam as principais fontes de poder desde sempre e fazem uso delas adaptadas para a nova realidade. 

 

Tem uma diferença a mais: a Internet. Imagine um golpe de estado, mesmo um golpe com apoio do Congresso ou do Judiciário. A avalanche na Internet seria imensa. Teríamos uma primavera árabe por mês no Brasil.

 

Muito boa síntese, como sempre. Talvez, o que diferencie os tempos atuais daqueles de 64 e 54 seja a situação internacional, marcadamente agitada para os lados do império americano e Europa, o que pode nos dar uma vantagem para, ao invés de retrocedermos pelas vias de golpes militares (o que não parece provável mas não é impossível), avançarmos pelas vias democráticas da mobilização e participação popular rumo a um país mais justo. Vivemos uma daquelas conjunturas decisivas, que mudam a História de um povo.

 

Claudionor Damasceno

Quem gosta de ser ativo no mundo tem que dosar em si mesmo duas atividades básicas: pensar objetivamente sobre a realidade, no plano intelectual, e agir subjetivamente sobre a realidade, no plano político.

O problema é que, no Brasil, a luta política é tão intensa e cotidiana que pouco sobra de tempo e disposição para se pensar objetivamente sobre a realidade. É necessário, o tempo todo, defender-se e atacar, observar e prever os movimentos do "inimigo", aproveitar as oportunidades de avanço, explorar os erros do adversário, e assim por diante. Foco exclusivo na luta.

E a mídia é, certamente, a maior responsável por esse clima opressivo porque, mesmo nos períodos entre as eleições, ela não aproveita o natural relaxamento de tensões para abordar de modo inteligente e aprofundado as questões nacionais mais importantes. Nela, só entra o que puder ser útil à defesa dos seus interesses e ao ataque às posições contrárias. A grande mídia é política partidarizada na veia, 365 dias por ano.

Esse espírito de combate "mortal" acaba contaminando em especial os internautas (muito menos, a população off-line) e pode transformar, instantaneamente, duas pessoas desconhecidas em inimigos virtuais eternos – duas pessoas que, muitas vezes, diferem somente numa ideia ou numa posição sobre determinado fato de natureza política, e que, se tivessem se conhecido no mundo "real", poderiam até se tornar ótimos amigos.

Nesse contexto, qualquer crítica bem-intencionada ao próprio lado vira sinônimo de ataque, ou seja, de ação de inimigo político, por receio de que seja aproveitada pelo outro lado. Sempre o pé-atrás: "O que esse cara está querendo com essa observação?"

Perdem as pessoas envolvidas porque, psicologicamente, essa contínua descarga de adrenalina e esse incessante estado de prontidão para a luta não faz bem para a saúde de ninguém. Elas perdem também, intelectualmente, porque o tempo dedicado em excesso à luta política é tempo precioso roubado da atividade de compreensão objetiva e inteligente da realidade. E perde o país porque seus problemas mais urgentes vão sendo mascarados por argumentos e explicações simplistas e falsas, que servem à luta política, mas deixam a população (todos nós) cada vez mais longe das reais causas e circunstâncias desses problemas. Por conseguinte, mais longe das soluções.

Que as gerações futuras tenham mais sorte do que as nossas.

 

Eu considero (aprendendo com nossa presidenta...) que as condições não são hoje tão oportunas como já foram, tanto pelas razões já citadas, como pelo maior grau de comunicação e disseminação de informação e pela maturidade social geral (ainda incipiente, mas já bem maior).

Embora ainda sob forte controle de meia dúzia a serviço desta putocracia (oops, pluto) oligárquica (e medíocre), a maior maturidade política da sociedade, com a evidência de que a situação desta mesma sociedade melhora com a política do investimento em gente, em desenvolvimento, e não em medidas monetárias, fiscais, privatizações, etc., que só pioraram praticamente TODOS os indicadores que eles mesmos, os neoliberettes gostam de usar.

Quando falamos de maturidade social, é tanto sob o ponto de vista de informação quanto de ação política. Hoje, apesar dos DEM's e PSOL's/ PSTU's da vida, consolida-se que não será "na porrada" que se resolverão os problemas. Seja por golpes ou por "revoluções".

O trabalho é (infelizmente) lento, árduo e infindo. Há batalhas a vencer e perder.

Conservadores (de conservar riquezas  e privilégios obtidos) e gente precisando melhorar de vida, sempre haverá, pois as pessoas são diferentes: haverá sempre os mais ambiciosos, competentes,  egoístas e os outros mais humanos, satisfeitos e altruístas, além dos mais e menos favorecidos por condições da sorte e da vida, as vezes desde o nascimento.

O que temos que perseguir é que as diferenças sejam as menores possíveis e que sejam suficientes na ponta debaixo. Distribuir riqueza, não pobreza...

O que vejo hoje não é tentativa de golpe, mas a permanente busca de oportunidades para fazê-lo. Pode ser um mensalão, um AP 470, um deslize de um ministro ou segundo escalão, um dossiê aloprado, uma provocação inaceitável ao Executivo para enfrentamento (ontem vi um repórter do CQC acintosamente cantando e chamando a esposa do Haddad, pessoalmente, de "gostosa" e dizendo isso para o candidato logo depois, numa clara provocação para que ele perdesse a cabeça em frente a uma boa audiência... Haddad ganhou (mais) mil pontos comigo quando replicou que era aniversário de casamento (de 22 anos) dele, que amava a esposa e descartou o gaiato CQCense, sem atingir o objetivo. O Marcelo Tas e seus cumediantes não tiveram sucesso...

A "direita" age hoje como um hamster enjaulado, louca, incansável e obstinadamente procurando uma brecha na gaiola. Quando não consegue, fica correndo desembestada e paranoicamente na roda infinita do futrico e da maledicência.

Sem propostas ou críticas construtivas de uma verdadeira e saudável oposição de alto nível.

Mas se achar a brecha (qualquer brecha), escapará e dará o golpe, sem nenhuma dúvida. O problema (deles) e que hoje não está facíl conseguir a sonhada brecha.

Quem pensa que precisa haver "lógica" no golpe, está enganado. Honduras, Paraguai e a ameaça comunista  de 64 estão aí para que quiser "pensar". Precisa haver é oportunidade!

Mas o verdadeiro desafio não é "acabar com eles" (eles sempre existirão).

É conseguir vencer a barreira em que eles vão aprender (ter consciência) que são coadjuvantes numa gaiola onde a sociedade é a protagonista.

E viverem felizes com suas riquezas. Sem devorar os outros. Sem privilégios.