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Curso a distância supera presencial em avaliação do MEC

Por Fábio Lúcio

Da revista Ache Seu Curso

Cursos a distância superam os presenciais em todos os indicadores de qualidade do e-MEC

Tanto no conceito de curso (inclusive no preliminar) quanto no Enade, cursos a distância conseguem percentual superior de aprovação na comparação com presenciais, segundo base de dados e-MEC

Da revista Ache Seu Curso

A base de dados e-MEC, que reúne instituições de ensino e cursos de graduação com suas respectivas notas nos indicadores de qualidade utilizados pelo Ministério de Educação (MEC), aponta que, percentualmente, os cursos de educação a distância estão ligeiramente melhor conceituados do que os cursos presenciais em todos os indicadores.

O e-MEC reúne as notas nos indicadores do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia o conhecimento dos estudantes; do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que é composto a partir dos resultados do Enade e por fatores que consideram a titulação dos professores, o percentual de docentes que cumprem regime parcial ou integral (não horistas), recursos didático-pedagógicos, infraestrutura e instalações físicas; e, por fim, as notas do Conceito de Curso (CC), composto a partir da avaliação in loco do curso pelo MEC, e que pode confirmar ou modificar o CPC.

Em todos os três indicadores, os cursos a distância aparecem com percentuais ligeiramente maiores de aprovação (notas 3 a 5) e também com percentuais maiores entre os cursos aprovados com a nota máxima (5).

Na análise dos dados do e-MEC, verificou-se um quase empate nos indicadores CC, porém com vantagem para os cursos a distância, nos percentuais de aprovação (notas 3 a 5): 100% dos cursos a distância e 97,7% para os cursos presenciais. No indicador Enade também houve um cenário parecido: 70,5 para cursos a distância e 69,15% para cursos presenciais. Porém, no indicador CPC, houve uma grande diferença em favor dos cursos a distância: 83,7%, e 75,6% para os presenciais.

Se forem considerados apenas os percentuais de nota 5, novamente os cursos a distância estão na frente no CC (14,58% a distância e 14% presenciais) e no CPC (2,91% e 2,3%), ficando atrás apenas no Enade (4,5% a distância e 6,15% presenciais).

A busca de dados na base do e-MEC foi feita ontem, dia 20, considerando apenas cursos (não se buscou por instituições de ensino) em todo o país, pagos e gratuitos, nos graus de bacharelado, licenciatura, tecnológico e sequencial. Não se considerou neste levantamento os cursos presenciais ou a distância que não foram avaliados ou que ficaram sem conceito. A busca foi feita pela internet, no endereço http://emec.mec.gov.br/. O sistema é atualizado constantemente.

A pesquisadora Márcia Figueiredo, coordenadora geral do Centro Universitário Barão de Mauá e membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) afirma que o número de cursos avaliados em educação a distância é pequeno na comparação com os presenciais porque ainda "menos de 10% das instituições oferecem educação a distância, isso faz com que o número de instituições avaliadas ainda seja muito pequeno". Márcia também acredita que há a necessidade de que seja adotada um política nacional para a educação a distância, principalmente para a educação superior, já que a modalidade a distância não é considerada para este nível no Plano Nacional de Educação.

Veja os resultados da pesquisa na tabela abaixo:

Notas dos cursos presenciais e a distância

 

Cursos de EAD

Cursos Presenciais

NOTA

CC

%

CPC

%

ENADE

%

CC

%

CPC

%

ENADE

%

5

07

14,58

07

2,91

15

4,5

2.232

14

400

2,3

1.310

6,15

4

30

62,5

60

25

69

20,9

7.275

45,6

3.911

22,8

4.419

20,7

3

11

22,9

134

55,8

149

45,1

6.076

38,1

8.656

50,5

9.028

42,3

2

--

--

39

16,25

95

28,7

323

2

4.024

23,5

5.560

26,1

1

--

--

--

--

02

0,6

25

0,1

121

0,7

982

4,6

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 a 5

48

100

240

100

330

100

15.931

100

17.112

100

21.299

100

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3 a 5

 

100

 

83,7

 

70,5

 

97,7

 

75,6

 

69,15

FONTE: e-MEC (http://emec.mec.gov.br/). Coleta de dados realizada em 20/02/2013 pela revista Ache Seu Curso a Distância, e pela pesquisadora Márcia Figueiredo (CBM e ABED).

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Agora o MEC pode aprovar nas Universidades o Mestrado à distância.

 

Aqueles que não acreditam em educação a distância, que acham que no presencial há muito mais interação e debates, mesmo quando os alunos ficam calados e sonolentos, se inscrevam num curso em EAD... mas em um curso sério... e depois voltem aqui para dar opiniões...

 

No mundo inteiro há experiências de Educacao a Distancia de grande qualidade - e há porcarias e estelionatos. Se nao me engano, pode-se dizer o mesmo de cursos presenciais - incluindo cursos presenciais superiores no Brasil. Já houve e há quem creia que EaD é panacéia e solucao para todos os males da expansão das oportunidades educativas. E há quem veja nela o chifre do demônio. Mas... quando se abandona a visão previamente elaborada e se examinam os casos, se vê que há muitos matizes entre esses dois extremos. E que esses dois 'modelos' de educação - o presencial e a EaD  - vão criando pontes. Nos primordios da EaD, esta mimetizava a educação prsencial - como se fazer educacao a distancia fosse colocar a sala de aula numa tela e transmitir a palestra do profssor. Com o tempo, isso foi mudando e recursos novos foram sendo criados. Recursos, materiais e métodos desenvolvidos pela EaD são cada vez mais utilziados por cursos presenciais - alguns deles virando 'semipresenciais'. Não apenas recursos ditos virtuais (os que usam a web e o computador), mas os convencionais. Um exemplo deste ultimo caso: os livros-texto produzidos pela Uned (Madrid) para seus cursos a distancia são cada vez mais utilizados pelos cursos prsenciais em universidades espanholas. Pela simples razão de que são bons, bem desenhados para que o estudante se auto-instrua em grande medida, são bem escalonados e práticos. Nao sei se a pesquisa mencionada na matéria é muito consistente - tenho duvidas. Mas é preciso pensar nesse tema com menos preconceito, menos apego a 'convicções' entranhadas e mais atenção aos fatos, que às vezes colocam em dúvida tais convicções.

 

Eu acredito em toda essa cascata
Eu acredito no beijo do papa
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais

eu acredito em quem anda com fé
Eu acredito em Xuxa e em Pelé
Eu acredito, eu acredito

Eu acredito na escada pro sucesso
Eu acredito na ordem e no progresso
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais

 

Fácil de explicar.

O estudante gasta duas horas para chegar ao trabalho. Mais uma hora ou uma hora e meia para se deslocar do trabalho à faculdade. Quando chega já está "o pó da rabiola", metade da turma dorme em sala, outra finge que presta atenção. E mais duas horas para chegar em casa depois das onze e meia... e não se esqueça do "trabalho de casa" para entregar no dia segunte, quando vai ver, o cara já está "pra lá de Bagdá". Não é a toa que o mercado de "trabalhos prontos" está bem aquecido.

Tenho restrições quanto às aulas a distância, mas tenho que concordar que é um desperdício ter que gastar todos os dias quase 4 horas de deslocamento para estudar 4 horas na faculdade sendo que poderia estar aproveitando melhor esse tempo estudando ou fazendo trabalhos.

 

Braziu du futuru!!!!

kkkk 

 

Acredito que com os recursos tecnológicos de hoje o ideal é uma mescla entre o conteúdo presencial e a distância, pois algumas vezes há um melhor rendimento quanto ao aprendizado com uma leitura em livros ou internet, mas com um professor para dar direcionamento, passar exercícios, tirar dúvidas e etc. Não creio que passar duas horas ouvindo alguém falar algo que podemos pesquisar com facilidade seja a melhor forma de educação possuindo os recursos tecnológicos que temos.

 

Maquiagens e maquiagens do MEC e de seus progressistas levantadores...

Na sala de aula é que pode haver troca, debate, mesmo. E crescimentos. Olho no olho. Debates (no sentido de troca, de cada um se abrir e chegar aberto pra possível mudança de opiniões).

Mas nada mais me surpreende no país das chamadas cotas raciais e tudo o mais que for pra tapar o sol com peneiras e ainda desclassificar os que eventuamente forem contra a corrente como no mínimo, retrógrados  direitistas e outros istas, a partir de posições não-presenciais (e, então, não vejo muita diferença entre anônimos, não-cadastrados ou participantes cadastrados).

 

"Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ". - Bertrand Russell (1872-1970); filósofo y matemático inglés. (citação num boletim do av. Panda )

Meu caro Humberto,

Sou graduado em Tecnologia em Sistemas de Computação pela UFF atraveś do consórcio CEDERJ, na modalidade semi-presencial.

Para quem não sabe, o CEDERJ foi o laboratório da UAB, que oferece cursos semi-presenciais em todo o país em parceria com as universidades públicas de cada estado.

No início tinha o receio do curso ser mais um de baixa qualidade como os 3 cursos de "universidades" particulares que já tinha iniciado e abandonado pelo baixíssimo nível, mas logo no primeiro período esse receio acabou. A cobrança é muito próxima da dos cursos presenciais públicos. Só para se ter uma idéia, dos 105 alunos que ingressaram em meu curso comigo, nos diversos polos do estado do Rio de Janeiro, apenas 20 conseguiram se formar, a maioria desistiu por não esperar tão alto grau de exigência.

Existem grandes desafios, sem dúvida, especialemtne na qualidade da interação alunos/tutores/professores, mas o resultado geral é excelente.

 

Home do céu. Com os recursos tecnológicos de hoje dá para fazer um debate riquíssimo, não com 20 pessoas numa sala, mas com dezenas de pessoas espalhadas pelo mundo. Recursos como o Hang out do Google conseguem eliminar qualquer barreira relacionada à distância. Isso só não funciona com pessoas que chegaram atrasadas à tecnologia.

 

Isto é o que se chama "brigar com os fatos". Pura achologia.

 

Atenção aqueles que pensam em acabar com a carreira do professor, ou diminuir salários.

A pesquisa foi feita em cursinhos, e não em instituições de ensino regular.

 

Não foi feita em cursinhos. A pesquisa foi feita no e-MEC, do próprio Ministério da Educação, e refere-se a cursos de graduação.