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Ciência

Cientistas e pesquisadores realizam ato pelas Diretas Já na UFMG

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Foto: Lula Marques/AGPT
 
Jornal GGN - Nesta quinta-feira (20), cientistas e pesquisadores realizam em ato político pedindo pela realização de eleições diretas, durante o 5º Salão Nacional de Divulgação Científica, na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).O ato também é contra as reformas Trabalhista e Previdenciária.
 
Na abertura do evento, Tamara Naiz, presidenta da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), disse que as diretas já são a saída para crise enfrentada atualmente pelo país. “Esse governo só faz o que faz porque não teve que colocar seu projeto sob o crivo do voto popular. Se tivessem feito ele teria sido derrotado, como aconteceu em 2014”, afirmou. 
 
A Campanha Cientistas e Pesquisadores por Diretas Já será lançada  junto com um manifesto com conta com a assinatura de mais de duzentos pesquisadores. 

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Pesquisa científica tem queda histórica no orçamento e sofre com desmonte de Temer

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Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Da Rede Brasil Atual

 
Diretor do Andes, Epitácio Macário conta que verba destinada para o setor caiu a menos da metade do que era em 2010. "Estamos regredindo a um patamar inferior ao que era nos anos 90", afirma

De acordo com o diretor do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) Epitácio Macário, a pesquisa nacional sofre com problemas orçamentários e o desmonte do setor traz um "prejuízo incalculável" para a população. Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Epitácio diz que o Brasil está regredindo décadas.

"O orçamento federal destinado para o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações é menos da metade do que tínhamos em 2010. Na área de ciência e tecnologia estamos regredindo a um patamar muito inferior ao que era nos anos 90, pela falta de recursos", afirma o pesquisador.

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Cortes no orçamento vão afetar pesquisas e jovens cientistas, diz entidade

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Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
 
Jornal GGN - Nesta terça-feira (18), o 5º Salão Nacional de Divulgação Científica vai debater os cortes no orçamento do Governo Federal para a ciência, tecnologia, pesquisa e ensino superior. 
 
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) aponta que 90% das pesquisas são realizadas dentro da pós-graduação, e os cortes vão afetar diretamente os jovens cientistas. Em maio, o governo reduziu em 44% o orçamento da ciência, representando um corte de R$ 2,2 bilhões no financiamento de R$ 5 bilhões que havia sido inicialmente proposta para este ano.
 
A ANPG pontua que este é o pior orçamento da área nesta década, afirmando que ele vai atingir o futuro das novas pesquisas, afetando bolsas de pós-graduação e piorando as condições de trabalho. 

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Na UFMG, evento critica políticas de privatização da ciência e tecnologia

 
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Foto: Pixabay
 
Jornal GGN - Na próxima semana, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) e  Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP) vão promover o seminário Universidade e Política de C&T: Por Uma Ciência e Tecnologia para o Povo. 
 
O evento será realizado na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pretende levantar uma discussão crítica sobre a produção e as políticas de Ciência e Tecnologia no Brasil. 
 
Além disso, o seminário será realizado paralelamente à reunião anual de Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), com a intenção de se opor à postura da entidade. A SBPC tem defendido políticas de privatização da ciência, além de não permitir espaços para debates e discussões destas políticas, afirmam os organizadores, citando o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. 

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O fim do Ciência sem Fronteiras depois de R$ 13 bilhões investidos em bolsas no exterior

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Dilma Rousseff com estudantes durante cerimônia de lançamento da segunda etapa do Programa Ciência Sem Fronteiras, em 2014. Foto: Roberto Stuckert Filho
 
Jornal GGN - Depois de ter concedido quase 104 mil bolsas no exterior e ter investido R$ 13,2 bilhões entre 2011 e 2017, o programa Ciência Sem Fronteiras teve seu fim decretado em abril deste ano pelo Ministério da Educação. 
 
O programa enfrentou dificuldades devida ao câmbio, já que o momento em que havia o maior número de estudantes fora do país coincidiu com a valorização do dólar. Alguns especialistas afirmam que faltou uma avaliação do impacto do investimento do programa. 
 
“Internacionalizar a ciência requer uma estratégia elaborada e de longo prazo e em nenhum país do mundo se baseia só em mandar alunos de graduação para o exterior”, diz Helena Nader, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 
 
Já estudantes que participaram do programa elogiam o CsF e defendem sua continuidade. “Conheço inúmeros casos positivos entre os estudantes que fizeram estágio no exterior e tenho certeza de que, no longo prazo, o impacto do programa vai ficar claro”, afirma Guilherme Rosso, cofundador da rede de bolsistas e ex-bolsistas do Ciência sem Fronteiras.

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Conferência aponta efeitos do álcool e maconha sobre cérebro

UFMG realiza palestra com cientista David M. Lovinger mostrando impactos de drogas sobre condutas habituais e compulsivas 
 
Conferência aponta efeitos do álcool e maconha sobre cérebro
 
Jornal GGN - A Universidade Federal de Minas Gerais irá realizar uma conferência sobre o impacto do uso habitual de álcool e cannabis (comumente conhecida como maconha) sobre os mecanismos neurais. Uma das palestras será ministrada pelo cientista e professor David M. Lovinger, chefe do Laboratório de Neurociência Integrativa do National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), dos Estados Unidos, em uma atividade como catedrático do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (IEAT) da UFMG.
 
A série de encontros ocorrerá nos dias 4, 5 e 6 de junho, a partir das 9h no Auditório Nobre da Escola de Engenharia. Na sua palestra, que será ministrada em inglês com tradução simultânea, o professor Lovinger irá apresentar os efeitos do álcool e do canabinoide (o componente viciante da maconha) no comportamento de primatas e camundongos e, ainda, abordar as condutas habituais e compulsivas realizadas pelos circuitos no cérebro, particularmente no chamado sensório motor e a influência na intoxicação, tanto no consumo habitual de drogas, quanto no seu uso excessivo após períodos de abstenções. Os interessados em assistir as palestras devem realizar inscrições pelo formulário on-line. Clique aqui.
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Brasileiro descobre método para prever chegada de terremotos e vira celebridade no Chile

Autodidata, Máximo dos Santos é criticado por cientistas, porém conseguiu prever tremores desde 2012

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Colagem a partir de foto de José Medeiros/Folhapress

Jornal GGN - Sem diploma de geólogo, brasileiro se torna celebridade no Chile por descobrir um padrão que antecede todos os abalos sísmicos. Graças ao seu trabalho, ele conseguiu prever, com antecedência de dias, dez terremotos, com magnitude mínima 6 pontos na escala Richter, que ocorreram naquele país desde 2012.

Aroldo Maciel Máximo dos Santos é operador de áudio, e mora em Cuiabá há 22 anos. Pelo fato de acertar mais do que os sistemas convencionais, acabou se tornando celebridade, com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, onde divulga o resultado dos seus monitoramentos. O brasileiro chegou a receber uma carta de agradecimento do ex-presidente Sebastián Piñera.

Santos desenvolveu seu trabalho usando informações disponíveis em um site que monitora tremores em todo o planeta. Ele analisou os relatórios de eventos que aconteceram em um intervalo de dez anos, descobrindo que havia um padrão. Sua tese foi baseada, entretanto, na avaliação de outros teóricos que já afirmavam que os grandes terremotos seguiam um padrão, caminhando em reta de um ponto a outro com intervalos de dias e velocidade média de 155 quilômetros por dia, dependendo da magnitude. Com esses dados em mãos, o brasileiro desenvolveu sua metodologia antecedendo terremotos não apenas no Chile, mas também na Espanha, na Turquia, Equador e no Peru.
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Na China, Nicolelis recebe prêmio por seu trabalho em neurociência

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Jornal GGN - Na manhã desta sexta-feira (26), o cientista Miguel Nicolelis recebeu o prêmio Daniel E. Noble For Emerging Technologies, concedido pela IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), em Shangai, na China. Leia mais »

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Paulo Henrique Almeida Rodrigues: ‘A destruição da ciência não é uma consequência, é um objetivo’

do CEE-Fiocruz

No dia 22 de abril foi realizada a Marcha pela Ciência em várias partes do mundo, a fim chamar a atenção da sociedade e dos governantes para a importância da pesquisa científica. No Brasil, os cortes no orçamento federal da Ciência (ver aqui e aqui) tem sido obstáculo na manutenção e no desenvolvimento das pesquisas, importantes tanto para economia do país, quanto para a expansão de políticas públicas voltadas à qualidade de vida da população. “Precisamos reverter essa situação trágica imediatamente”, diz, neste comentário ao blog do CEE-Fiocruz, o professor Paulo Henrique Almeida, do Departamento de Políticas do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/Uerj), que vive uma das maiores crises de sua história. “A opção do Estado do Rio é a mesma adotada pelo Governo Federal”, resume Paulo Henrique, que é também diretor adjunto do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). “Para o governo a Ciência é absolutamente irrelevante. Basta importar as soluções científicas e tecnológicas do exterior. A destruição da ciência e da tecnologia não é consequência, é o objetivo dos atos deles” observa.

Leia a seguir o comentário completo.

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O corte de recursos para C&T e a “Marcha pela Ciência”, por Renato Dagnino


Foto: Marcos Corrêa/PR

Por Renato Dagnino
*Professor titular da Unicamp

Ao contrário do que ocorre com outras políticas públicas, é ainda incipiente no âmbito da esquerda a discussão sobre a política de ciência, tecnologia e inovação (PCTI). Dado que a retomada de nosso projeto de desenvolvimento exigirá, mais do que no passado, sua orientação para resolver os déficits cognitivos associados às demandas materiais da maioria da população, é importante uma reflexão sobre o que está por trás do corte de recursos para C&T.

O governo golpista diz que o corte, assim como outras medidas de “austeridade”, se deve a uma pretensa crise fiscal. Os líderes da corporação (ou da comunidade) científica reagem esgrimindo a meia-verdade de que ele “compromete o futuro do país”, etc. Tentando reeditar o que ocorreu décadas atrás quando a elite cívico-militar golpista foi convencida da importância da C&T para seu projeto político, se pretende fazer com que a PCTI, dado seu caráter particular, não seja afetada.

Os analistas críticos da PCTI, que até agora foi hegemonicamente controlada pela corporação científica sem atentar que seu caráter público exige que ela atenda aos interesses de outros atores sociais, ficam numa situação delicada: é difícil não se somar a essa reação, mas também é difícil fazê-lo incondicionalmente.

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Marcha pela Ciência: um gesto contra ofensiva irracionalista, por Roberto Leher

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel


Foto: Diogo Vasconcellos - CoordCOM/UFRJ

Manifesto do Reitor da UFRJ sobre a Marcha pela Ciência

Por Roberto Leher
Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Do portal da UFRJ


O Brasil caminha na contramão do que seria a melhor estratégia para enfrentar uma crise econômica: investir em conhecimento científico, pesquisa e inovação. Não nos faltam exemplos de povos que também passaram por momentos dramáticos nesse sentido, mas que apostaram no fortalecimento das universidades, dos institutos públicos de pesquisa e do aparato de Ciência e Tecnologia, por meio dos blocos de poder que se reconfiguravam no calor das lutas sociais.

Foi assim no contexto da Revolução Francesa, em que as grandes Écoles e universidades foram apoiadas vigorosamente; na criação da Universidade de Berlim, que se deu em um contexto de severa crise e de guerra; e na crise de 1929, em que a universidade estadunidense foi ampliada progressivamente e a pesquisa foi fortalecida com forte apoio estatal. Países como a China respondem à crise econômica mundial com mais investimentos em ciência.

O dramático quadro da economia no Brasil ganhou novos contornos com o agravamento da crise política. Como corolário, é tomado ainda por uma tectônica crise de legitimidade do Executivo, da grande maioria do Legislativo, de setores do Judiciário e de vastos segmentos da grande imprensa.

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Neste sábado, Marcha pela Ciência no Brasil ocorre em mais de 15 cidades

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Imagem: Divulgação
 
Jornal GGN  - A comunidade científica brasileira irá se juntar ao movimento mundial em defesa da ciência e irá organizar a Marcha pela Ciência no Brasil no próximo sábado (22), em mais de 15 cidades, como São Paulo (SP), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Petrolina (PE).
 
De acordo com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a adesão ao movimento é importante em um momento no qual a atividade científica é ameaçada com mudanças em políticas públicas, redução e desvio de verbas, além da partidarização política da ciência e da tomada de decisões políticas levam em consideração as evidências científicas.
 
“Esperamos, ainda, que as sociedades científicas também convidem seus associados e amigos a participar do evento, que deverá dar início a um grande movimento planetário pela ciência como um bem comum de toda a humanidade”, afirmou Helena Nader, presidente da SBPC.

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O desmonte do país e o avião supersônico 14-X, por José Carlos Lima

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Por José Carlos Lima

Primeiro avião hipersônico brasileiro deve ser testado em 2020

http://jornalggn.com.br/fora-pauta/primeiro-aviao-hipersonico-brasileiro-deve-ser-testado-em-2020

Dúvidas...ciencia e tecnologia virando pó num pais em que os cientistas pagam o pato, não é mesmo Almirante Otrhon Pinheiro... a conferir:

Como de todo o resto, o programa espacial brasileiro está virando pó

https://www.google.com.br/search?q=base+de+alcantara+em+negocia%C3%A7%C3%A3o+secreta&oq=base+de+alcantara+em+negocia%C3%A7%C3%A3o+secreta&aqs=chrome..69i57.10085j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8M

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Temer afasta servidor contrário a indicação de deputados em órgão nuclear

Governo estaria loteando cargos da Nuclep em troca de apoio na reforma da Previdência 

 
Jornal GGN - Saiu no Diário Oficial da União da última sexta (17) a demissão do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Renato Cotta, que vinha se posicionando contra a indicação de três deputados federais, pelo governo, para ocupar o comando da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), controlada pela Cnen e vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
 
Segundo informações da Folha de S.Paulo, Temer estava tentando usar os cargos da diretoria da Nuclep como moeda de troca por apoio à reforma da Previdência. Os deputados indicados pelo governo e rejeitados pela comissão técnica da Nuclep são: Celso Pansera (PMDB-RJ), Aureo (SD-RJ) e Alexandre Valle (PR-RJ). Como controladora da Nuclep, a Cnen tem voto de desempate no conselho. Dessa forma, para evitar a derrota certa, o governo exonerou Cotta, assumindo no lugar o major brigadeiro da Aeronáutica Roberto Pertusi, que já ocupava uma vaga no Conselho da Nuclep, porém representando o Ministério da Ciência e Tecnologia.      
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A fronteira final: neoliberalismo vai ao espaço com Elon Musk

Como Eike Batista, Musk não tem conhecimento especializado para leva-lo a esses empreendimentos – apenas o charme para convencer investidores e, principalmente, gigantescas infusões de dinheiro público.

“O Espaço, a fronteira final...”. Os leitores devem conhecer a introdução dos episódios da série Jornada nas Estrelas. Mas dessa vez, não teremos o Capitão Kirk ou o Sr. Spock. Mas o jovem empresário Elon Musk que promete com a empresa SpaceX levar turistas para dar volta na Lua e colonos para Marte e além. Cientistas e operadores de Wall Street o qualificam como alguma coisa entre “fraude” e “máquina de queimar dinheiro”, embolsando verbas públicas enquanto faz intrincadas manobras societárias com suas empresas como a Tesla Motors e a SolarCity. Em muitos aspectos lembra a trajetória do ex-oitavo homem mais rico do planeta, Eike Batista. Mas a retórica de Musk enche os olhos da grande mídia: é o “Tony Stark da vida real”, pronto para provar como os velhos valores do capitalismo (competição e mercado) podem ser combinados com economia sustentável e “tecnologias limpas” do século XXI. Ele promete levar o neoliberalismo à última fronteira. Mais do que ninguém, Elon Musk sabe como são voláteis as fronteiras entre a especulação do mundo das finanças e da mídia. Leia mais »

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