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Energia

A Eletrobras dá prejuízo? Ela é ineficiente?, por Rita Dias

A Eletrobras dá prejuízo? Ela é ineficiente?

por Rita Dias

Um estudo mais rigoroso mostraria que a Eletrobras vem sendo sucateada desde os anos oitenta, sendo exceção o período do governo Lula, contrabalançado pela forte retomada do sucateamento no governo Dilma. Todavia, a qualidade de seus ativos e de seu corpo técnico garante ainda hoje sua eficiência operacional.

A Eletrobras apresentou lucro de R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2017 e de R$ 3,4 bilhões em 2016. Todavia, a empresa apresentou resultados negativos entre 2012 e 2015. Para entender cada um desses resultados é preciso olhar sua composição em detalhes. 

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A aberração da venda da Eletrobras, por Luis Nassif

O anúncio de venda da Eletrobras para fazer caixa é uma das iniciativas mais aberrantes do governo Temer. A ideia da “democratização do capital” e a comparação com a Vale e a Embraer é esdrúxula. Ambas estão na economia competitiva enquanto a Eletrobrás é uma concessionária de serviços públicos, estratégica para o país.

A avaliação de R$ 20 bilhões equivale a menos da metade de uma usina como Belo Monte. A Eletrobrás tem 47 usinas hidroelétricas, 114 térmicas e 69 eólicas, com capacidade de 47.000 MW, o que a faz provavelmente a maior geradora de energia elétrica do planeta. É uma empresa tão estratégica quanto a Petrobras.

A Eletrobras está sendo contruída desde 1953 e exigiu investimentos calculados em R$ 400 bilhões do povo brasileiro. Além da capacidade geradora, que equivale a meia Itaiupu, a Eletrobras controla linhas de transmissão, seis distribuidoras e a Eletronuclear, empresa estratégica que detém as únicas usinas nucleares brasileiras. Leia mais »

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Governo quer “democratizar” participação na Eletrobras na Bolsa

Jornal GGN – O Ministério das Minas e Energia (MME) do Governo Temer propôs que a União tenha reduzida a sua participação no capital da Eletrobras, com “sua consequente democratização na Bolsa de Valores”. Sua intenção é fazer o mesmo que foi feito na Vale e Embraer. Segundo o MME a medida dará mais competitividade e agilidade à empresa no que tange às suas operações, sem “as amarras impostas às estatais”.

“Esse movimento permitirá à Eletrobras implementar os requisitos de governança corporativa exigidos no novo mercado, equiparando todos os acionistas – públicos e privados – com total transparência em sua gestão”, disse em nota o ministério.

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A reforma elétrica e a sua visão simplória do mercado elétrico, por Ronaldo Bicalho

do Instituto Ilumina

A reforma elétrica e a sua visão simplória do mercado elétrico

por Ronaldo Bicalho

A nova reforma do setor elétrico brasileiro proposta pelo Governo está delineada em uma nota técnica do Ministério de Minas e Energia que consta de um processo de consulta pública atualmente em curso.

No cerne dessa proposta encontra-se a aposta na liberalização do mercado elétrico brasileiro de maneira a permitir a operação plena dos mecanismos de preço e o exercício da gestão individual dos riscos. Para viabilizar essa virada em direção ao mercado livre e a descentralização das decisões, garantindo a sustentabilidade da expansão do sistema elétrico, recorre-se à introdução de uma separação entre lastro e energia de forma a compatibilizar competição e confiabilidade; um dos grandes problemas desse tipo de reforma.

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Temer e o setor elétrico: privatização e aumento de preços, por Rita Dias

Os impactos são diversos e vão muito além da previsão de aumento de 7% na conta de energia. O projeto significa o desmonte da Eletrobras e afeta sua capacidade para liderar os investimentos no setor, ameaçando a segurança energética do país

do Brasil Debate

Temer e o setor elétrico: privatização e aumento de preços

por Rita Dias

O governo expôs à sociedade brasileira seu projeto de reestruturação radical do setor elétrico brasileiro e um dos seus principais elementos é o fim da Eletrobras como a conhecemos. Este projeto encontra seu sentido mais profundo no movimento de intensificação da acumulação por espoliação[i], com a eliminação de direitos sociais e a extração de renda e riqueza dos trabalhadores por meio, sobretudo, da mercantilização das políticas públicas e dos espaços públicos. No setor elétrico, este movimento se articula com o avanço da financeirização e desnacionalização, representando, assim, a desativação dos centros internos de decisão e constituindo uma séria ameaça à soberania do país.

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Governo quer arrecadar R$ 30 bilhões com privatizações de usinas da Eletrobrás

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Jornal GGN - Nas contas do governo, é possível levantar R$ 30 bilhões com a privatização das usinas antigas da Eletrobrás, sendo que R$ 10 bilhões deste montante deve auxiliar no cumprimento da meta fiscal do ano que vem, que prevê um déficit de R$ 129 bilhões. 
 
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, os editais devem ficar prontos no primeiro trimestre do ano que vem, com a realização dos leilões ao longo de 2018.
 
O Ministério das Minas e Energia prevê que o dinheiro das privatizações sejam divididos entre a Eletrobrás, o Tesouro e os consumidores, através do abatimento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), uma taxa na conta de luz destinada a subsídios e programas sociais. Neste caso, cada parte ficaria com R$ 10 bilhões. 

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Angra 3 deve entrar em operação em 2026, diz governo

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Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Luiz Augusto Barroso, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sinalizou nesta quinta-feira (6) que o governo federal pretende colocar a usina nuclear de Angra 3 em operação no ano de 2026.
 
Barroso disse que o Plano Decenal do Setor Elétrico (PDE) 2016-2026, que determina as bases para a expansão do setor e elaborado pela EPE, deve ser divulgada nesta semana. O plano é divulgado anualmente, mas seu desenvolvimento foi interrompido durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. 
 
O presidente da EPE, que assumiu o cargo em julho de 2016 por indicação de Michel Temer, disse que o PDE terá a previsão de entrada em operação de Angra 3 em 2026. Ele também afirmou que, no momento, a dúvida é sobre a finalização do processo de investimento e construção da usina. 
 
"O desafio de Angra é mais o modelo de negócios do financiamento, investimento incremental, como vai fazer para trazer um investidor externo", afirmou.

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Protesto de conta de luz, a Aneel e o massacre dos consumidores, por André Araújo

Protesto de conta de luz, a Aneel e o massacre dos consumidores

por André Araújo

Um velho amigo, engenheiro de carreira de uma das grandes empreiteiras em crise, demitido por falta de obras após 26 anos de casa, passou a sobreviver como freelancer em reformas de  lojas. A renda caiu, a vida apertou, atrasa algumas contas de luz e condomínio  mas sem deixar acumular a segunda conta, situação comum hoje a milhões de lares atingidos pela recessão.

Meu amigo recebeu um telefonema de seu banco, o  cheque especial estava cancelado porque apareceu um protesto de conta de luz da Eletropaulo, a conta venceu em 9 de junho e a concessionária enviou a conta ao Cartório  de Protestos dias depois. A conta já estava protestada, meu amigo não recebeu qualquer aviso, este foi enviado por AR ao endereço do dono do imóvel, em nome de quem estava a conta. O dono do imóvel estava viajando, ninguém viu ou informou o aviso. Tal procedimento nunca tinha ocorrido antes, meu amigo correu a loja da Eletropaulo e lá informaram que era assim mesmo, a concessionária estava protestando as contas e podia fazer após o primeiro dia de atraso. Quando ele recebeu o telefonema do banco a conta já estava paga pelo sistema eletrônico, mesmo protestada a Eletropaulo recebeu normalmente a conta sem informar o protesto, tudo irregular.

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Energias renováveis empregam 9,8 milhões de pessoas no mundo, diz IRENA

Enviado por Almeida

Não tem mais volta, não há mais espaço para o retrocesso, a opção pelas fontes renováveis não é uma escolha ideológica, mas baseada no realismo político e econômico: as renováveis geram empregos e negócios.

As fontes fósseis e físseis não são renováveis, portanto, por definição não têm futuro.                                        
 
da Abeólica
 
 

Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) divulgou, em seu relatório “Renewable Energy and Jobs – Annual Review 2017”, que as energias renováveis empregavam mais de 9,8 milhões de pessoas em 2016. Excluindo-se as grandes hidrelétricas, este número é de 8,3 milhões de trabalhadores em todo o mundo em 2016. A maior parte dos empregos se concentra na China e o Brasil é o segundo País com mais empregos em renováveis no mundo, como mostra a ilustração abaixo do relatório.

Relatório da IRENA traz os dados mais recentes sobre empregos e análises detalhadas sobre os fatores que afetam o mercado de trabalho nos variados tipos de energias renováveis ao redor do mundo.

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Governo quer leiloar quatro hidrelétricas no segundo semestre

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Imagem: Cemig
 
Jornal GGN - No segundo semestre deste ano, o governo federal deverá leiloar as usinas hidrelétricas de Miranda, São Simão, Jaguará e Volta Grande. Estas unidades já estavam sob concessão e voltaram para o controle do governo após o fim dos contratos. 
 
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o objetivo é realizar a disputa em setembro, com expectativa de render entre R$ 10 bilhões e R$ 11 bilhões para o governo. As quatro usinas eram de concessão da Cemig, que, após o fim do contrato, chegou a continuar controle as unidades através de uma liminar, que depois seria revogado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Eletrobras encerrou 2016 com lucro após quatro anos de prejuízos

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Jornal GGN - Em 2016, a estatal Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 3,4 bilhões, o primeiro desde 2011, apesar do prejuízo de R$ 6,26 bilhões no último trimestre do ano passado.
 
O resultado da Eletrobras foi ajudado pelo reconhecimento de indenizações que a empresa receberá pela renovação de contratos de concessão no final de 2012, que teve efeito líquido de R$ 18,88 bilhões.
 
De acordo com o balanço enviado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os principais impactos negativos no ano passado estão relacionados aos prejuízos das empresas de distribuição que chegaram a R$ 6,9 bilhões.

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Reatores nucleares a água leve completam 60 anos de geração elétrica, por Leonam Guimarães

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Usina de Shippingport

Do Clube de Engenharia

Reatores nucleares a água leve completam 60 anos de geração elétrica

Por Leonam dos Santos Guimarães

Diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletrobrás Eletronuclear e membro do Grupo Permanente de Assessoria do Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Leia mais »

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Petrobras encerra mais quatro ações nos EUA

Companhia aprovou acordos com investidores encerrando ações individuais movidas contra ela naquele país


Jornal GGN - Em um comunicado oficial divulgado na última sexta-feira (24), a Petrobras anunciou que fechou novos acordos com investidores em ações individuais nos Estados Unidos, encerrando quatro ações abertas naquele país contra a estatal brasileira.

Desde que estourou a Lava Jato e, portanto, as denúncias de corrupção na Petrobras, até então a segunda maior empresa de energia do mundo e detentora de inúmeros recordes de exploração de petróleo em águas profundas, uma série de ações individuais foram abertas contra a empresa nos Estados Unidos, colocando ainda mais em risco o capital material da companhia brasileira.

Com o novo anúncio sobre os acordos, a gerência de comunicação da empresa diz que a Petrobras alcança acordo em dezenove ações individuais, do total de vinte e sete, que foram consolidadas com a class action.

"No momento, não é possível para a Petrobras fazer estimativa confiável sobre o desfecho da class action. Esses acordos, cujos termos são confidenciais têm como objetivo eliminar incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessas disputas e não constituem qualquer reconhecimento de responsabilidade por parte da Petrobras, que continuará se defendendo firmemente nas demais ações em andamento", concluem na nota.
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A nova manipulação da Globo e do governo Temer sobre a conta de luz

A nova manipulação da Globo e do governo Temer sobre a conta de luz, uma explicação de Leonardo Stopa, via Programa Cafeína

Sugestão de José Carlos Lima

de O Cafezinho

A nova manipulação da Globo e do governo Temer sobre a conta de luz

por Miguel do Rosário

O subsídio da energia elétrica não foi um ‘erro do governo’ anterior para mais de 200 milhões de pessoas. Pode até ter sido para os marajás que sonegam impostos e são contra a redistribuição de renda. Se você não faz parte desse grupo que não chega a 1% da população, você certamente teve benefícios com o subsídio.

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A interdependência entre energia e água, por Leonam Guimarães

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Do Clube de Engenharia

A Interdependência entre Energia e Água

por Leonam dos Santos Guimarães

O tema desenvolvido neste esclarecedor artigo de Leonam dos Santos Guimarães reflete uma preocupação mundial. Cresce o número de países que buscam com a urgência necessária garantias, parcerias e recursos para o desenvolvimento de projetos de utilização de tecnologia nuclear para dessalinização da água, já implementados na Argentina, Canadá, Paquistão e Rússia. No Brasil, o DES-SAL, proposto em 2016 pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), prevê nos dois primeiros anos em curso os projetos conceituais do reator nuclear de pequeno porte e de uma usina de dessalinização. 

A produção de energia depende da água, principalmente para o resfriamento de usinas termelétricas, mas também na produção, transporte e processamento de combustíveis fósseis. Além disso, cada vez mais a água é usada na irrigação de culturas para produção de biomassa de uso energético. Por outro lado, a energia é vital para o funcionamento de sistemas que coletam, transportam, distribuem e tratam a água, garantindo seu fornecimento para seus diversos usos. Leia mais »

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