6 de junho de 2026

Ineep: governo e Petrobras mitigaram efeito da crise do petróleo no Brasil

Preços dos combustíveis subiram em ritmo mais moderado ante cenário externo, apesar da tensão no Oriente Médio e da pressão sobre o petróleo.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Governo e Petrobras ajudaram a conter impacto da crise internacional do petróleo nos preços dos combustíveis no Brasil.
Preço do petróleo ficou em média US$ 118/barril em abril, acima do início dos conflitos no Oriente Médio.
Diesel subiu 5,1% em abril, gasolina 2,3%, GLP 3,2%, e etanol manteve preço estável no período.

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A política de preços adotada pelo governo federal e a atuação da Petrobras ajudaram a reduzir os impactos da crise internacional do petróleo sobre os combustíveis no Brasil, segundo avaliação do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

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Segundo boletim divulgado pelo instituto, o preço internacional do petróleo manteve-se em patamar elevado durante o mês de abril, com média próxima de US$ 118 por barril — acima do registrado no primeiro mês dos conflitos no Oriente Médio.

Ainda assim, o boletim destaca que o impacto sobre os preços domésticos brasileiros foi relativamente mais contido quando comparado ao observado nos Estados Unidos, na União Europeia e na média global.

No Brasil, o principal impacto ocorreu sobre o diesel, devido à forte dependência logística do combustível e à necessidade de importações. Mesmo assim, o instituto identificou desaceleração no ritmo de alta dos combustíveis em comparação com março.

O preço médio nacional do diesel ao consumidor subiu 5,1% em abril, após registrar avanço de 16,2% no mês anterior. Já a gasolina teve alta de 2,3%, abaixo dos 4,6% registrados em março.

O GLP, popularmente conhecido como gás de cozinha, avançou 3,2%, com repasse considerado mais tardio pelo instituto. O etanol, por sua vez, permaneceu estável no período.

Para o Ineep, os dados reforçam o papel das políticas públicas e da Petrobras na redução da volatilidade do mercado interno diante das turbulências internacionais no setor energético.

Redação

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