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Agência Brasil

Cachoeira, Assad e ex-diretor da Delta depõem na PF no Rio de Janeiro

O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o ex-diretor da Delta Construção para a Região Centro-Oeste, Cláudio Abreu, chegaram no final da tarde à sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, na Praça Mauá. Junto, estava o empresário Aldir Assad, preso pela manhã em São Paulo. Os três foram presos na Operação Saqueador, deflagrada hoje.

Cachoeira e Cláudio Abreu entraram direto em um carro da PF pela entrada principal, da Avenida Rodrigues Alves, antes das 17h45. 

Os três são ouvidos pelo delegado Tácio Muzzi, chefe da delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal. Depois de ouvidos, por cerca de uma hora, os três deixaram a superintendência - eles estavam na caçamba da viatura - com destino ao Instituto Médico Legal (IML), onde farão exames de corpo delito. Em seguida, serão levados para um presídio do Rio, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.

Cachoeira e Cláudio Abreu foram presos em Goiânia. Eles foram presos em condomínios de luxo em Goiânia, onde moram. Já Aldir Assad foi detido na capital paulista.

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Sabatina de Goldfajn está programada para quarta-feira

Conteúdo do debate será discutido na terça-feira
 
O economista Ilan Goldfajn será sabatinado na próxima quarta-feira (1°) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para o cargo de presidente do Banco Central (BC). Ainda hoje (27) o relator da matéria e vice-presidente da CAE, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), vai protocolar na comissão o relatório sobre a indicação.
 
O conteúdo será discutido na terça-feira (31), um dia antes da sabatina, negociada com a presidente do colegiado, senadora Gleisi Hoffmann (PT-SC). A petista concordou em abrir mão do prazo regimental de cinco dias entre a discussão e a votação da indicação, para acelerar o processo. Segunda ela, o próprio atual presidente do BC, Alexandre Tombini, tem pressa para que Goldfjan possa participar das próximas decisões do Banco Central.
 
Como nesse tipo de escolha o voto é secreto, caberá a Lira dizer no relatório apenas se Goldfajn está apto a exercer o cargo. Leia mais »
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Medidas para corte de gastos serão anunciadas amanhã, diz Meirelles

Plano vai envolver ações que dependem de aprovação do Congresso

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (23) que o governo vai anunciar uma série de medidas focadas na redução do gasto público. “A ideia é um plano de voo, com medidas que tenham efeitos plurianuais e impactos permanentes. Não estamos focando apenas no resultado deste ano”, disse, em discurso proferido durante seminário promovido pela revista Veja, em São Paulo.

O plano, que envolverá ações que dependem da aprovação do Congresso Nacional, deverá ser anunciado amanhã (24), segundo o ministro. “Estamos dando uma linha que, sendo aprovada pelo Congresso, nós tenhamos uma grande segurança”, ressaltou, sobre as medidas que visam reduzir o déficit público e retomar o crescimento econômico.

“Esperamos que haja um fortalecimento, uma volta da confiança das famílias e dos empresários, que se dará em uma retomada das atividades, do emprego, do investimento e, por consequência, da arrecadação tributária”, acrescentou. Leia mais »

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Inflação não saiu do controle após metas, diz Tombini

Em evento, representante do BC ressaltou que regime de metas está perto de completar 17 anos

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse hoje (20) que desde a implementação do regime de metas que vem sendo adotado pelo governo federal, a inflação sempre esteve sob controle, mesmo tendo, em alguns momentos, ultrapassado o limite superior da banda, de 6,5%.

As declarações do presidente do Banco Central, que deixará o cargo em breve, foram dadas durante a solenidade de abertura do XVIII Seminário Anual de Metas para a Inflação, que acontece hoje na sede da instituição, no Centro do Rio.

Em seu discurso, provavelmente um dos últimos antes de ser ser substituído por Ilan Goldfajn, já indicado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles para a instituição, Tombini lembrou que o regime de metas está “perto de completar 17 anos” e que “certamente deixará importantes contribuições para a contínua evolução do regime de metas para a inflação brasileira”. Leia mais »

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Conselho da Petrobras vai avaliar indicação de Pedro Parente

Parente é cotado para substituir Aldemir Bendine na presidência da estatal

O Conselho de Administração da Petrobras apreciará, na próxima segunda-feira (23), a indicação do engenheiro Pedro Pullen Parente para a presidência da estatal. A pauta estará em debate em uma reunião extraordinária do conselho.

A indicação de Parente para a presidência da estatal foi feita ontem (19) pelo presidente da República interino, Michel Temer. Em entrevista ontem, Parente elogiou a gestão do atual presidente da estatal, Aldemir Bendine, nomeado em fevereiro do ano passado após a renúncia de Graça Foster.

Na entrevista, Parente disse que não haverá indicações políticas para a estatal. Segundo ele, a ausência das indicações vai facilitar sua própria vida e a dos demais executivos da empresa. "Se for o caso, e não será, certamente elas [indicações] não serão aceitas. Isso foi um dos pontos que me fez decidir [aceitar o convite]", afirmou, depois de admitir que o "desafio" não estava em seus planos.

Pedro Parente foi ministro do Planejamento, da Casa Civil e ministro interino de Minas e Energia no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

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Ministro nega que SUS será afetado por corte de verba

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, negou hoje (19) que o governo do presidente interino Michel Temer esteja elaborando um plano de redução de gastos que possa afetar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele disse que a meta é investir na melhoria da saúde pública e explicou que a preocupação é com os gastos previdenciários.

“O SUS é um direito universal de cada cidadão brasileiro e uma garantia absoluta", afirmou o ministro, após visitar a 23ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultoria Hospitalar 2016, em São Paulo.

O que está se buscando, conforme o ministro, é uma gestão de qualidade visando dotar a rede pública dos melhores equipamentos e torná-la mais próxima do índice de bom desempenho das redes privada e de filantropia. “Estamos nos esforçando para isso”, assinalou.

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Cunha diz que não indicou um "alfinete" para o governo de Michel Temer

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (19), durante seu depoimento no Conselho de Ética, que não indicou “um alfinete” para o governo do presidente interino Michel Temer.

“Se achar que devo fazer gestão por quem quer que seja, eu faria, mas não o fiz. Não tem um alfinete nesse governo indicado por Eduardo Cunha”, afirmou.

Cunha rebateu o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), que criticou a influência de Cunha na Câmara e na montagem do governo Temer. O deputado é apontado como o dedo por trás das indicações de Alexandre de Moraes (ministro da Justiça), do advogado Gustavo do Vale Rocha (subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil) e Carlos Henrique Sobral (chefe de gabinete da Secretaria de Governo, ocupada por Gedel Vireira Lima).

Sobral foi assessor de Cunha na presidência da Câmara. Cunha também é apontado como responsável pela indicação do líder do governo, André Moura (PSC-SE).

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Governo interino amplia projeção para déficit primário

Em março, Dilma Rousseff pediu aval para déficit fiscal de até R$ 96 bilhões nas contas de 2016 devido ao fraco desempenho econômico. Até então, valor representava 1,5% do PIB brasileiro

Meta fiscal será encaminhada ao Congresso na próxima segunda-feira

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), disse hoje (18) que o déficit primário pode ficar na casa dos R$ 150 bilhões. Ele deu a declaração após a reunião de senadores dos partidos aliados com o presidente interino Michel Temer no Palácio do Jaburu.

Segundo Cunha Lima, na próxima segunda-feira (23), o governo enviará ao Congresso Nacional a meta fiscal revisada. “Os números ainda estão sendo apurados, mas já há possibilidade de falarmos de um déficit que passa da casa dos R$ 150 bilhões. A situação fiscal do país é mais grave do que o pior cenário que se imaginava e isso será devidamente informado à população". De acordo com o senador, o rombo nas contas públicas, tudo indica, é muito maior do que se imagina. Leia mais »

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Para AEB, exportação não pode depender apenas do câmbio

Representante de entidade também defendeu investimentos em logística

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, disse hoje (17), no Rio de Janeiro, que o país não pode depender somente de câmbio para exportar. “O câmbio é importante, mas nós, exportadores, não temos nenhum controle sobre ele”. Castro participou do 28º Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Castro explicou que quando o país depende do câmbio, quem sai fortalecido é o importador, que quer que uma desvalorização cambial seja transferida de forma imediata para o preço. O presidente disse que existem custos internos que têm de ser resolvidos, incluindo custos burocráticos, tributários, de infraestrutura, logística e financeiros. “Esses custos, nós temos que atacar”, disse. "Não podemos depender apenas de câmbio para exportar, mas de redução de custos." Leia mais »

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Volta da CPMF ainda não foi decidida, diz Meirelles

Ministro reafirmou que tamanho da tributação é elevada para os padrões dos emergentes

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (17) que ainda não existe uma decisão sobre a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou de qualquer outro tributo. Segundo ele, qualquer decisão sobre impostos é prematura antes de o governo conhecer os dados reais das contas públicas.

“Conhecer os números e a abrangência de reformas e mudanças estruturais. A nossa prioridade é conhecer a real situação [dos números] e, a partir daí, tomar as medidas necessárias administrativamente”, disse. O próximo passo, segundo ele, é encaminhar ao Congresso Nacional outras medidas.

O ministro da Fazenda reafirmou que o nível da tributação no Brasil é muito elevado para padrões de países emergentes. Enfatizou que a prioridade é o equilíbrio das contas públicas e a sustentabilidade do Estado.

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OAB critica nomeação e defende saída de ministros investigados na Lava Jato

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, criticou a nomeação de ministros investigados ou citados na Operação Lava Jato pelo presidente interino, Michel Temer, e disse que poderá avaliar o uso de instrumentos jurídicos para pedir o afastamento de ministros que venham a se tornar réus. 

“Quem é investigado pela Operação Lava Jato não pode ser ministro de Estado, sob o risco de ameaçar a chance que o Brasil tem de trilhar melhores rumos. Faço o alerta de que a nomeação de investigados contraria os anseios da sociedade e não deveria ser feita”, disse Lamachia em nota.

“No futuro, se necessário, a Ordem avaliará o uso dos instrumentos jurídicos cabíveis para requerer o afastamento das funções públicas dos ministros que se tornarem réus. Foi com base nesse entendimento que a OAB pediu o afastamento do deputado Eduardo Cunha e do então senador Delcídio do Amaral”, completou.

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Presidente do BC será anunciado na segunda-feira

Existem rumores de que Ilan Goldfajn será o novo presidente do Banco Central

Na primeira entrevista à imprensa, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (13) que anunciará os nomes que vão compor a equipe do ministério, do presidente do Banco Central e de bancos públicos na próxima segunda-feira (16). Meirelles disse que os nomes já “estão encaminhados” e durante o final de semana vai chegar a uma decisão final.

Questionado sobre a possibilidade de Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, assumir o Banco Central, Meirelles desconversou e enfatizou que a nova equipe será conhecida apenas na segunda-feira.

Há rumores no mercado de que o atual presidente do BC, Alexandre Tombini, permaneceria no cargo até a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início de junho. Ao ser questionado sobre o tempo de permanência de Tombini, Meirelles disse: “Eu vou anunciar o novo presidente do Banco Central na segunda-feira. Eu não estou dizendo quem é e quem não é. Se é ou não é Alexandre Tombini”. Leia mais »

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Meirelles apresenta sinalizações sobre política monetária

Em entrevista, ex-presidente do BC defendeu a adoção de "medidas duras"
 
O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (13) que é necessário estabelecer uma meta fiscal realista e que possa ser utilizada como base para o corte das despesas. Ele fez o comentário ao se referir ao projeto - que está no Congresso Nacional - que muda a meta de R$ 24 bilhões para um déficit de R$ 96,6 bilhões para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central).
 
“Neste momento, estamos examinando essas contas. De fato, esses R$ 96 bilhões são um numero elevadíssimo. Muito mais do que se previa, mas tudo indica que o número é maior do que isso. Portanto, é importante que se estabeleça uma meta que seja realista, cumprida e depois sirva de base para a melhora das contas públicas”, afirmou.
 
Segundo ele, é importante que as despesas passem de fato a serem cortadas, identificando onde podem ser cortadas e “racionalizando”, sendo que a partir daí a trajetória da dívida pública comece a ter um outro “nível de direção”.
 
“O importante é: vamos devagar que eu estou com pressa. Vamos olhar os números, averiguar, fazer uma estratégia, implementá-la e que seja, de fato, realista, seguida e eficaz. Mas o mais importante, inverter essa trajetória. A dívida pública não pode continuar crescendo. Vamos ter que cortar despesas”.

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Governo encaminha proposta para mudar código tributário

Proposta altera código que aborda sigilo fiscal

O governo enviou ao Congresso Nacional projeto de Lei Complementar que altera o Código Tributário Nacional. O objetivo da proposta é permitir que a Fazenda Pública possa informar valores que deixam de ser arrecadados por incentivos ou benefícios tributários. A Fazenda Pública compreende os órgãos da administração pública destinados à arrecadação e à fiscalização de tributos, bem como a guarda dos recursos financeiros e títulos representativos de ativo e de direitos do Estado.

O projeto altera artigo do código que trata do sigilo fiscal e acrescenta a hipótese de exceção à vedação da divulgação de informação do “incentivo ou benefício de natureza tributária cujo beneficiário seja pessoa jurídica. Leia mais »

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Fitch Ratings rebaixa notas da Petrobras e Eletrobras

Ajuste foi decorrente do corte do rating do Brasil

A agência internacional de classificação de risco Fitch rebaixou as notas das duas principais empresas energéticas do país, em um relatório divulgado nesta terça-feira (10). A estatal petrolífera Petrobras teve sua nota rebaixada de BB+ para BB, considerada um grau especulativo para investidores.

Já a nota da Eletrobras, que atua na geração e transmissão de energia elétrica, recuou de BB para BB-. As duas estatais divulgaram notas ao mercado na manhã de hoje (11) em que explicam que a avaliação negativa é decorrente do rebaixamento da nota do Brasil, ocorrida dia 5 último, quando o país também caiu de BB+ para BB.

No relatório de ontem, a Fitch rebaixou também outras estatais brasileiras, como Furnas Centrais Elétricas (de BB para BB-) e a Itaipu Binacional (de BB+ para BB), ambas subsidiárias da Eletrobras.

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