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Passos, da Natura, é a comprovação de que mediocrização da vida pública no país não poupou nenhum setor, de Luis Nassif
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País vive nova ordem institucional, com raízes mais recentes do Plano Real, avalia André Araújo em entrevista no Sala
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Serra é um político à deriva. É detestado no PSDB, suportado no governo Temer e se tornou eleitoralmente irrelevante
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Grupo Schahin pede inquérito contra Funaro por comprar juiz arbitral

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Jornal GGN - Ontem (24), o Grupo Schahin pediu a abertura de um inquérito policial para a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) sobre a compra de uma decisão de arbitragem contra a empresa na CCBC por Lúcio Funaro, que está preso desde o ano passado pela Operação Lava Jato. 

Segundo o grupo Schahin, a compra da decisão foi apontada em delação premiada de Alexandre Margotto, ex-sócio de Funaro. Em 2014, a arbitragem da Câmara de Comércio deu razão para Funaro, que cobrava uma indenização milionária da Schahin por um acidente ocorrido em 2008. Em 2015, a Justiça anulou a decisão. 
 
Na delação, Margotto entregou uma troca de mensagens de celular em que diz para Funaro que eles compraram o relatório. O ex-sócio de Funaro disse que foram pagos R$ 750 mil pela sentença favorável. 
 
Também nesta sexta-feira, Funaro foi citado em entrevista de José Yunes, advogado e amigo do presidente Michel Temer. Yunes disse que Funaro retirou um envelope em seu escritório a pedido de Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil.

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Defesa critica tratamento diferenciado para acervo presidencial de Lula

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Atualmente, acervo presidencial de Lula está sob posse da Polícia Federal
 
Jornal GGN - Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato pediram para que parte do acervo presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva voltasse para Brasília, para a presidência da República. A defesa de Lula critica o pedido e afirma que a exigência não feito feita para os demais ex-presidentes, apontando que os acervos foram constituídos sob os mesmos critérios desde a gestão de Fernando Collor de Mello. 
 
Os advogados também lembram que, em depoimento, Fernando Henrique Cardoso disse que recebeu os presentes da mesma maneira que Lula, e que existe um departamento na presidência que trata de catalogar e separar estes itens. 
 
“A única interpretação possível é a de que a Lava Jato busca destruir a imagem e a história de Lula”, afirmam a defesa do ex-presidente. 

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Depois da Cedae, o alvo destrutivo de Pezão e Temer é a ciência e tecnologia, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

O ilegítimo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), já com mandato cassado pelo TRE/RJ, tem demonstrado absoluto desprezo pelos servidores e serviços públicos. Sobretudo às instituições da Ciência e Tecnologia (Uerj, Uenf, Faetec, Cecierj, Uezo, Proderj e Faperj).

Em relação ao pagamento dos salários e demais direitos trabalhistas do funcionalismo público, há meses tem estabelecido uma divisão hierarquizante entre os setores do estado.

Uns recebem, outros não. Já se convertendo em política de governo, a C&T é sempre relegada ao final da fila, junto com aposentados e pensionistas de diversos órgãos. Até hoje sem receber 13º salário. Os vencimentos de janeiro previstos para serem pagos quase no final de março. Trata-se de uma flagrante e criminosa violação de direitos.

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STF paga o pato com as estatísticas do foro privilegiado, por Lênio Luiz Streck

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Do Conjur

 
Por Lenio Luiz Streck

Por vezes, dizer que seu argumento está baseado em números parece ser o xeque-mate de qualquer discussão: “Os números falam por si”. Mas será que é assim? Acompanhem o que vou contar. O jornal O Globo publicou matéria com a manchete “Levantamento mostra que 68% de ações penais de quem tem foro privilegiado prescrevem – Estudo da FGV aponta que no Supremo condenação só ocorreu em 0,74% dos casos”. Isso gerou um efeito cascata, um copiando o outro. O Correio Braziliense chupou a matéria e lascou: "Coordenador do Supremo em Números defende restruturação da República". Já a Folha de S.Paulo, de forma espetacular, não fez por menos — lascou um editorial: Supremo não dá conta. No texto da Folha, uma frase: os números são espantosos...! Fiquei eu espantando. Quais números? Onde está a fonte detalhada? Fiquei em pânico. O Brasil está ruindo. Jornal Zero Hora disse: temos que dar fim ao foro privilegiado. Rádios ofendiam o STF. Que virou a Geni. Um locutor dizia: assim não dá mais. A culpa é do STF. Até nos programas de esportes o Supremo apanhou. O próprio professor Ivar Hartmann, responsável pela aludida pesquisa, deu entrevista na Rádio Gaúcha (oiçam aqui), a mais ouvida do Rio Grande do Sul, sobre os números. Chegou a dizer, por exemplo, que a causa do atraso no julgamento de Renan Calheiros não é o acúmulo de processos no STF, e sim falta de vontade política. E que, em alguns processos, o STF leva anos; em outros, é rápido. Só que isso já não é número. É opinativo, pois não? Mas, ao mesmo tempo, as matérias e a entrevista mostram que o STF tem no acúmulo de feitos o motivo central da lentidão, ao ponto do busílis proposto ser “o fim do foro privilegiado”. Algo como “acabando com o foro, terminaremos com a impunidade”.

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Petrobras reajusta preços dos combustíveis nas refinarias

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Jornal GGN - Nesta sexta-feira (24), a Petrobras anunciou a redução de 4,8% no preço do óleo diesel e de 5,4% da gasolina, em média, nas refinarias. Os valores começam a valer neste sábado (25).
 
A diminuição foi justificativa pela empresa devido ao efeito da valorização do real em relação ao dólar, à queda nos custos com os fretes marítimos e também a ajustes na competitividade da estatal no mercado interno. 
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Justiça quer que Gentili explique acusações sobre Instituto Lula

 
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Jornal GGN - O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que Danilo Gentili dê explicações formais sobre uma postagem em rede social, na qual ele afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “forjou um ataque” contra o Instituto Lula “para sair de vítima”. 
 
Os advogados do ex-presidente entraram na Justiça com um pedido de explicações. Caso o humorista não saiba explicar como baseou sua informação de que o ataque seria forjado, ele pode ser processado por difamação.

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Moro volta atrás em prisão após descobrir que acusado negocia delação premiada

 
Jornal GGN - O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), havia autorizado a prisão preventiva do empresário Apolo Santana Vieira na 38ª fase da Operação Lava Jato, mas voltou atrás cerca de uma semana depois, quando descobriu que Apolo negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
 
O próprio MPF pediu a prisão de Vieira, que já havia sido detido em junho de 2016 por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro. Em setembro, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, concedeu Habeas Corpus para o empresário. A denúncia contra Apolo foi arquivada dois meses depois, dentro da investigação que apura a compra do avião Cessna utilizado por Eduardo Campos.

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Contratempos de um profeta, por Gustavo Gollo

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Por Gustavo Gollo

O ofício de profeta, com reiterada frequência, impõe a seus praticantes um tipo de embaraço que poderia ser apropriadamente chamado “o paradoxo do anti-sucesso” e que consiste no fato de necessariamente perder ao ganhar. O dilema pode ser ilustrado por Sarah Connor, personagem do filme “O exterminador do futuro”, aquele em que um robô vem do futuro com o propósito de matar a mãe do líder da resistência inimiga, ainda não nascido.

Tendo conseguido eliminar o poderosíssimo adversário, Sarah acaba encarcerada em um manicômio judiciário, onde alega ter lutado contra robôs futuristas. Sua derrota teria significado o fim da humanidade, sua vitória faz dela uma louca. "No fate but what we make", “nenhum destino exceto o que nós mesmos construímos” é o que será lavrado em sua lápide. Leia mais »

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As ruínas da velha injustiça colonial paulista, por Fábio de Oliveira Ribeiro

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Por Fábio de Oliveira Ribeiro

01 de abril de 2148. Faz 130 anos que a guerra civil finalmente havia devastado as instituições da antiga capitania hereditária que existiam sob um verniz republicano. Levei meu netinho para ver as ruínas do antigo Tribunal de Justiça que durante muito tempo havia legitimado tanto a corrupção desenfreada do Palácio dos Bandeirantes quanto a odiosa brutalidade da extinta Polícia Militar.

As ruínas eram imponentes. Uma das portas de entrada do prédio ainda estava em pé, parcialmente derretida pelo incêndio. Junto a ela uma pequena seção da parede que a sustentava apresentava marcas dos tiros de canhão que havia recebido. Aquele havia sido um dia glorioso. O dia zero do ano zero.

Os livros contam a história em detalhes. Todos os desembargadores e juízes que se recusaram a aceitar a nova ordem foram presos no edifício do antigo Tribunal. Eles foram fazer companhias aos outros detentos que estavam no edifício: coronéis da PM, políticos desonestos, fiscais da receita estadual que haviam enriquecido de maneira duvidosa, a cúpula do Ministério Público e diversos deputados estaduais. As portas e janelas do prédio foram lacradas por fora.

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Final feliz de Jorge Luz e seu Aprendiz Cunha poderá ser no castelo da duquesa de Alba, por Hildegard Angel

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Do blog de Hildegard Angel

 
por Hildegard Angel
 
Jorge Luz, o maior operador da corrupção do país, permanece na ativa desde os militares. Conforme o noticiário, na Petrobras ele age desde 1986, em conluio com o PMDB. Contudo, perto do tamanho de seu próprio enriquecimento, parecem irrisórios os 40 milhões de dólares que ele teria distribuído em propinas ao partido nas negociatas.

Só mesmo o detentor de imensa fortuna poderia ter adquirido, como ele fez, um dos castelos da duquesa de Alba, em Sevilha, após a morte, em 2014, da mulher mais rica da Espanha e maior colecionadora de títulos de nobreza do mundo – e por isso não precisava se ajoelhar nem para o Papa. Naquela ocasião, Luz interessou-se em obter a cidadania espanhola, empenhando-se para isso junto um amigo português, lobista com bom trânsito na realeza de Espanha.

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A Guerra dos Turbantes, por Mário Maestri

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Enviado por Almeida

Do Diário Liberdade

A Guerra dos Turbantes

por Mário Maestri

Já tivemos a “Guerra das Laranjas”, no período colonial, com diversos mortos e, século mais tarde, já em plena República, a “Guerra das Lagostas”, essa felizmente apenas folclórica.

Vivemos agora, quando o mundo do trabalho conhece no Brasil ataque de intensidade inaudita, um novo e estranho confronto, a “batalha dos turbantes”, de conteúdo sobretudo ideológico e sentido não desprezível, já que expressa e alimenta a fragilidade do movimento social no Brasil. 

Em geral, os termos da declaração de guerra foram os seguintes. Eu sou negra, uso turbante. Tu é branca e necessariamente racista, mesmo quando não sabes. Portanto, tira a mão de meu turbante. Se não o fizeres, serás liquidada com a acusação de “apropriação cultural”, ou seja, adesão simbólica  à exploração racial e econômica que teus ancestrais realizaram aos meus, no passado, e que sigo sendo objeto, por parte dos brancos, no presente. 

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Clipping do dia

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Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

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Roberto Simonsen e a falta de lideranças intelectuais e políticas, por Moacir de Freitas Jr.

Por Moacir de Freitas Jr.

Comentário ao post "Pedro Passos ou a decadência dos industrialistas"

É vendo artigos como estes citados pelo Nassif, os "patos" da FIESP e outras barbaridades, que fica claro para todos nós a falta que fazem líderes capazes de formular visões sobre o país e seus destinos. Meu trabalho de doutorado foi sobre a obra e o pensamento de Roberto Simonsen, a maior liderança intelectual e política dos industrialistas brasileiros da primeira metade do século XX, fundador da CIESP, da CNI, do SESI, da Escola Livre de Sociologia e Política e de tantos outros empreeendimentos voltados para formulação e prática de ideias sobre como o Brasil deveria modernizar sua economia, ingressando no capitalismo industrial e se libertando da política de importação/exportação. Em muito por seu trabalho, tais ideias tornaram-se a força hegemônica na sociedade brasileira daqueles tempos.
 
Simonsen antecipou conceitos que a CEPAL desenvolveria a partir de seu Manifesto em 1949, especialmente os de subdesenvolvimento, substituição das importações e os efeitos nefastos da então divisão internacional do trabalho que relegava ao Brasil (e à América Latina) o papel de exportadores de matérias-prima, entre outros. Ainda, Simonsen tinha a percepção de que as condições de vida dos trabalhores impediam o desenvolvimento brasileiro, na medida em que a remuneração pelo trabalho era tão baixa que não conseguia fazer girar a roda da economia de mercado. Discordava dos que afirmavam que o Brasil era um país "rico" argumentando que países ricos produzem sua própria riqueza, coisa que não fazíamos. 

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