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Jurista explica como a minoria progressista saiu vitoriosa na Constituição de 1988
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Prioridade é "desalavancar" a companhia e investir em projetos de maior rentabilidade, de acordo com a nova diretoria
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Como aconteceu com Cardozo e advogados de empreiteiras, o PGR virou alvo por reunião com políticos da Lava Jato
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Alckmin e Santa Marcelina continuam desmonte da Emesp, escola de música

Enviado por Salve Emesp

"Estude com os melhores professores de música do Brasil". Com esse slogan, até mesmo arrogante, como manda a moda paulista, a Emesp convoca aspirantes a estudantes de música a fazer testes e para estudar a disciplina. Mas, neste ano, vários alunos aprovados não foram chamados, e vários desses professores estão sendo demitidos.

Ninguém foi comunicado oficialmente sobre o motivo, exceto, claro, os já demitidos. Mas nos corredores, comenta-se sobre um corte de verba determinado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que foi descoberto por alunos que questionaram coordenadores da escola. A Santa Marcelina prefere instaturar o terror ao omitir-se, e prejudica ainda mais o andamento das aulas, que já estão minguando. Alunos e professores não sabem o que acontecerá, se há algum planejamento, ou mesmo qual o critério para as demissões.

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Por que tantas derrotas do nosso lado?, por Urariano Mota

Como dizia o rei da cafonice brasileira, o chamado rei roberto carlos, “são muitas emoções”. Nos últimos 14 dias, os brasileiros em geral, e os pernambucanos em particular, temos passado por fortes emoções. Perdemos em pouco espaço o escritor e jornalista Marco Albertim, o deputado Manoel dos Santos,  o ex-deputado Pedro Eugênio e o sanfoneiro Camarão.  Já na quarta-feira, o coração balançou para Armando Monteiro Neto, ministro da nossa presidenta. Pelo visto, em Pernambuco ninguém morre mais de tédio. É só do coração.

Por que tantas perdas em tão pouco tempo? Por que a má sorte só está soprando para o nosso lado? A revolta, diante do irracional do falecimento de tantas pessoa valorosas, não cabe no quadro geral de que nada é mais racional que a morte.  Mas mesmo aí, nessa constatação conformista, existe um dose forte de irracionalidade. Pois não seria mais democrático, e até para vitória da eloquência da estatística, não seria mais representativo que a morte espalhasse os seus bens por todas as raças, ideologias e credos? Por que nos mais recentes dias a morte só tem batido em nosso lado?

Como não tenho uma segura resposta, tomo outro caminho, de outra maior racionalidade: a vida é mais racional que a morte. Até mesmo nas piores condições, ver como o homem se levanta e luta contra a sua negação é estímulo para todos os dias.

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Redução da maioridade penal é inconstitucional, diz MPF

Procuradora cobrou da plateia de senadores a adoção de políticas públicas de defesa do adolescente, não de restrição de seus direitos
 
 
Jornal GGN - A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) considera inconstitucional a proposta de redução da maioridade penal. Luciana Loureiro, procuradora da República, afirmou que a PEC 171/93 viola as garantias de dignidade e de liberdade do indivíduo em formação, asseguradas no artigo 5 da nossa Carta Magna.
 
A proposta de emenda que tramita no Congresso e que reduz de 18 para 16 anos a responsabilização também é incompatível com a doutrina da proteção integral, prevista no artigo 227 da Constituição, disse Loureiro.
 
Uma das motivações de defesa da redução da maioridade penal é que o adolescente não responde a crimes que comete. A procuradora negou a falsa premissa, explicando que medidas sócioeducativas são aplicadas.
 
Outro argumento é que o adolescente que já pode votar também poderia estar sujeito à punição criminal. Luciana Loureiro lembrou que enquanto o primeiro é um direito, o segundo é, "na verdade, uma redução de direitos".
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MPF quer banir o herbicida glifosato do mercado nacional

Sugerido por Adir Tavares

MP Federal pede que glifosato seja banido do Brasil

Do RSurgente

O Ministério Público Federal recomendou, em um documento enviado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que seja concluída com urgência a reavaliação toxicológica do glifosato e que a agência determine o banimento desse herbicida do mercado nacional. Herbicida de amplo espectro, o glifosato é o produto mais usado nas lavouras do Brasil, especialmente nas áreas plantadas com soja transgênica. O pedido, feito pelo MPF do Distrito Federal, baseia-se em estudos como o realizado pelaInternational Agency for Research on Cancer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o qual esse produto pode ser cancerígeno.

O procurador da República, Anselmo Henrique Carneiro Lopes, também encaminhou uma petição à Justiça Federal reforçando o pedido de liminar para proibir a concessão de novos registros de agrotóxicos que contenham oito integredientes ativos (um deles é o glifosato) condenados por organismos internacionais e pela própria Anvisa. Na avaliação do MPF do Distrito Federal, fatos recentes reforçam indícios dos riscos do uso do glifosato e dos demais produtos questionados no pedido de liminar.

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Os 100 anos do massacre dos armênios e o reconhecimento da Alemanha

Sugerido por Maria Carvalho

Gauck reconhece morte de armênios como genocídio

Do DW 

Presidente alemão abandona linha de cautela do país perante a Turquia em relação ao massacre, perpetrado há cem anos pelo Império Otomano, e pede que eventual cumplicidade da Alemanha nos crimes seja debatida.

O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, reconheceu nesta quinta-feira (23/04) como genocídio o massacre de cerca de 1,5 milhão de armênios. O discurso foi feito num culto ecumênico na Catedral de Berlim, na véspera da data que marca os cem anos do início da matança pelo Império Otomano.

Com o uso da palavra genocídio, Gauck abandonou a linha de cautela da Alemanha perante a Turquia – país de origem de 3,5 milhões de seus cidadãos –, apesar da possibilidade de gerar atritos com Ancara.

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O Matusalém dos cineastas: Manoel de Oliveira (1908-2015)

O Matusalém dos cineastas: Manoel de Oliveira (1908-2015)

Walnice Nogueira Galvão

No mês passado, morreu aos 106 anos um gigante das telas, o cineasta português Manoel de Oliveira. E estava filmando, ainda.

Depois de passar trinta anos sem pôr a mão na câmera, queria recuperar o tempo perdido. E desde que voltou à arte, em grande estilo, após a Revolução dos Cravos (1974), que restaurou a democracia em Portugal, já sexagenário, devotou-se a fazer um filme atrás do outro. Poderíamos jurar que tinha passado esses trinta anos fantasiando os filmes que não fazia e que permaneciam represados em sua imaginação criadora. Doravante, passaria a ter pressa.

Admirador dos clássicos da literatura, tanto dedicava uma película a Flaubert como a Eça de Queiroz ou a Camilo Castelo Branco. É assim que Mme. Bovary se tornou Vale Abraão, enquanto Singularidades de uma rapariga loura e Amor de perdição conservaram o título literário.

Outras vezes, sem se ater a uma ficção preexistente, gravava no celulóide um enredo escrito especialmente para cinema, produzindo obras portentosas como Non, ou a vã glória de mandar, em que a frase do padre Antonio Vieira preside a uma recapitulação crítica que trata com severidade o colonialismo português, desde tempos remotos até as guerras de libertação de Angola e Moçambique. Ou, em Um filme falado, consagrava várias sequências às principais nacionalidades mediterrâneas, fazendo um navio de cruzeiro visitar as cidades europeias e árabes que costeiam o mar, representantes de grandes civilizações, para culminar num atentado terrorista. Homem educado e cultivado, íntimo das artes e das letras, fosse com base na literatura ou dispensando-a. saía-se bem em diferentes gêneros, seu enorme talento adequando-se à versatilidade.

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Eles que são brancos que se entendam

Jornal GGN - O “professor, escritor e filósofo”, Olavo de Carvalho, mandou avisar: quer direito de resposta para rebater a fala do historiador Marco Antonio Villa que, em entrevista com a jornalista Joice Hasselmann, da Veja, descreveu um sujeito muito parecido com ele, chamando-o de fascista.

Carvalho escreveu no Facebook:

                       

Mas o que foi que Villa disse exatamente? Está lá, no vídeo da Veja no Youtube, pelo décimo minuto. 

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Delator diz à CPI que corrupção na Petrobras era restrita às diretorias de Duque e Costa

Jornal GGN – O delator da Operação Lava Jato Augusto de Mendonça Neto, executivo da Toyo Setal - uma das empresas integrantes do cartel que atuou na Petrobras - disse em depoimento à CPI, nesta quinta-feira (23), que a corrupção na estatal não era "generalizada", mas sim restrita a três dirigentes patrocinados por políticos para manter o esquema de pagamento de propina em troca de contratos. 

Segundo Mendonça, que diz ter muitos anos de parceria com a Petrobras, apenas as diretorias comandadas por Paulo Roberto Costa e Renato Duque participavam das negociatas com empresários e políticos. Duque ainda contava com o apoio de um subordinado, o ex-gerente Pedro Barusco.

"Dentro da diretoria de Serviços era generalizado (...) Agora, que isso aconteceu dentro da companhia como um todo, isso não", afirmou o executivo da Toyo Setal, segundo informações da Folha de S. Paulo.

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Jean William, uma voz requintada e plural, por Aquiles Rique Reis

Jean William, uma voz requintada e plural, por Aquiles Rique Reis

Nascido em Sertãozinho, mas criado em Serrinha, cidade do interior de São Paulo, Jean William é um jovem tenor, verdadeira fera no canto lírico. Reconhecido internacionalmente pela voz soberba, tendo se apresentado com grandes orquestras, eis que ele decide propagar seu repertório e registrar sua versão própria para grandes clássicos eruditos e populares.

Mas o seu desejo não era simplesmente gravar o que sempre cantou. Ele queria mais. Como “mais”, entenda-se que seu desejo é ampliar o universo de ouvintes que curtem o bel canto e ao mesmo tempo atrair os que costumam ser arredios às vozes empostadas, por mais fascinantes que sejam. Objetivos bastante difíceis de serem atingidos, diga-se, posto que não foram poucos os que já ousaram tal proeza sem muito sucesso.

Assim, num ato de elogiável coragem, Jean William gravou o álbum duplo Dois atos (Gravadora Dabliú), seu primeiro CD. No primeiro “ato” estão músicas do repertório popular brasileiro, americano, mexicano e francês. Para fortalecer a intenção de conquistar novos adeptos, Jean William convidou alguns conhecidos intérpretes populares para cantar com ele.

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Governo italiano autoriza extradição de Henrique Pizzolato

Jornal GGN - O ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, deu um parecer favorável nesta sexta-feira (24) à extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, em 2013. A informação foi confirmada a uma agência de notícia internacional pelo advogado Michele Gentiloni, que representa o governo federal. As autoridades brasileiras têm 20 dias, prorrogáveis por mais 20, para buscar Pizzolato. 

Na Ação Penal 470, Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Em 2013, quando foi expedido o mandado de prisão, usou um passaporte falso para chegar à Itália.

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O velho testamento no Congresso Nacional

Jornal GGN - A configuração atual do Legislativo brasileiro projeta uma sombra sobre a laicidade do Estado. A Câmara dos Deputados está particularmente determinada a não votar projetos que vão de encontro aos seus dogmas religiosos. O presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha, já disse que a legalização do aborto só iria a votação sobre o seu cadáver. A criminalização da homofobia segue a mesma lógica, depois de oito anos sem avançar, o projeto foi arquivado no Senado Federal.

Mas o exemplo mais emblemático atualmente ainda é o da redução da maioridade penal. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171, de 1993, não faz uma referência sequer a dados estatísticos, não se embasa em nenhuma pesquisa científica, mas não deixa de citar a Bíblia Sagrada, Velho Testamento. “O profeta Ezequiel nos dá a perfeita dimensão do que seja a responsabilidade pessoal: não se cogita nem sequer de idade: 'A alma que pecar, essa morrerá'”, diz o texto da PEC.

Com uma justificativa como essa, deve ser questão de tempo até que se tente aprovar a pena capital.

O assunto foi tema de discussão no 58º Fórum de Debates Brasilianas.org. Para Olaya Hanashiro, coordenadora de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a PEC representa uma estranha inversão de valores. “Esses jovens não estão matando, eles estão morrendo”.

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Gilmar Mendes diz que só vota financiamento privado após reforma política do Congresso

Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes declarou nesta sexta-feira (24), durante palestra na capital paulista, que só vai liberar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) sobre financiamento privado de campanhas eleitorais quando houver uma definição do Congresso a respeito da reforma política.

"A ação voltará ao plenário, estamos examinando todos os aspectos. É uma matéria bastante complexa, talvez estejamos dando uma resposta muito simples. Nós temos que saber antes o que o Congresso está discutindo, qual é o modelo eleitoral, para saber qual é o modelo de financiamento adequado”, disse o ministro, segundo informações da Agência Brasil.

O fim do financiamento de campanhas políticas por pessoas jurídicas voltou a ser debatido depois das denúncias de corrupção na Petrobras, com o pagamento de propinas por empresas que estão sendo investigadas na Operação Lava Jato.

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A crise existencial de Tiririca

Enviado por Anarquista Sério

Profundo...Comovente...Inspiração...

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Antes de analisar, procuradores descartam acordo extrajudicial de cunhada de Vaccari

Jornal GGN - A cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Marice Corrêa Lima, declarou à Polícia Federal que recebeu uma indenização de R$ 240 mil paga pelo PT por danos morais, e que este valor cobriu o montante desembolsado por ela na compra de um apartamento no litoral paulista, em 2011, da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) – fundada por um núcleo do PT nos anos 1990.

Marice afirmou que a indenização ocorreu após anos de negociação com o PT por seu nome ter cito citado no caso conhecimdo como Mensalão, de 2005. A cunhada de Vaccari afirmar que o acordo foi extrajudicial, mas que existem documentos que comprovam os depósitos feitos em sua conta pelo partido, a partir de 2011, e que estes serão juntados aos autos para análise do Ministério Público Federal.

Entretanto, segundo informações do Estadão, os procuradores já consideram "fantasiosa" a versão de Marice sobre ter sido indenizada pelo PT sem ter recorrido à Justiça. Os investigadores consideram que Marice apenas está lançando mão de estratagemas para mascarar a origem ilícita dos recursos recebidos por Vaccari de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato.

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22 e 23 de abril de 1947, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Poucos brasileiros sabem o que ocorreu nestas datas. Não sabem, mas deveriam saber.

Em 22 e 23 de abril de 1947 ocorreram o primeiro e o segundo pouso de avião na pista do Iacaré, aberta pelos irmãos Villas Boas no coração do Brasil durante a expedição Roncador-Xingu.  Assim foram descritos:

“Às duas e meia, ao contrário que pensávamos, o Waco Abine nos sobrevoou e aterrisou logo em seguida. Ficou assim inaugurado o campo – em 22 de abril de 1947 – pelo Waco com o tenente França no piloto e Olavo à direita. O avião ocupou na aterrissagem nada mais que 220 metros. Suspendemos os serviços por hoje. O tenente França decolou pouco depois levando daqui, como prêmio pela ajuda que nos deu, o índio Maricá, que deverá voltar amanhã com a nova viagem do Waco.

Amanheceu hoje, quarta-feira, 23 de abril, nublado tal como ontem. Estamos aguardando a nova viagem do Waco. Terminamos, com todo o pessoal, a derrubada lateral. Já não aguardávamos mais o Waco, quando, pelo horário das cinco e meia, soubemos que ele estava voando para cá. Logo em seguida roncou o “quatro asas”. Na primeira tentativa não conseguiu descer; na segunda pousou no solo sem novidades. Com ele vieram o dr. Noel e o Maricá. Nesse horários havíamos comunicado ao Mortes que nosso campo estava praticável num trecho de 500 x 30 metros, que os trabalhadores prosseguiam para levar a oitocentos metros e, ainda, que o Waco havia descido e subido normalmente.” (A Marcha para o Oeste, Orlando Villas Boas e Cláudio Villas Boas, Companhia das Letras, São Paulo 2012, p. 242/243)

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