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Luis Nassif Online

A pessoa precisa de conhecimento prévio do objeto tratado, não somente o livresco, como do dia a dia; por Luis Nassif
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Para presidente do Sindicato dos Delegados, PM quer mostrar que não precisa da Civil e Secretaria de Segurança atrapalha
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Funciona assim: os repórteres andam atrás de conflitos. Conflito rende matéria, acordo não rende; por Luis Nassif
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Guarani-Kaiowá são novamente atacados a tiros por fazendeiros no Mato Grosso do Sul

Ataque paramilitar ruralista desrespeita pacto pela paz firmado com ministro da Justiça, na tarde de quarta-feira

Por CIMI - Conselho Missionário Indigenista

Fazendeiros desferem novo ataque paramilitar na noite desta quinta-feira, 03, no estado do Mato Grosso do Sul, contra outro grupo Guarani-Kaiowá. O ataque dá-se contra o tekoha Guyra Kambi'y, localizado entre os municípios de Douradina e Itaporã, distante cerca de 30 km de Dourados. O fato ocorre apenas cinco dias após a investida criminosa organizada por fazendeiros, parlamentares e sindicalistas rurais contra a terra indígena de Nanderu Marangatu, no município de Antônio João, que culminou com o assassinato de Simião Vilhalva, 24 anos.

Sob chuva de tiros advindos de uma milícia rural, os indígenas se esconderam como puderam em pequenas picadas de mato, estando até o momento impossibilitados de retornar até suas casas, onde teriam maiores possibilidades de proteção contra o fogo aberto pelos fazendeiros e jagunços. A pedido das famílias indígenas de Guyra Kambi'y, a Funai informou, em tempo hábil, a Polícia Federal de Dourados sobre o aglomeramento de caminhonetes e de um grupo armado nas imediações de onde se encontravam os indígenas.

A Polícia Federal, porém, negou-se a prestar atendimento e garantir destacamento para realização de diligências e proteção dos indígenas.

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Mês da Memória e Verdade relembra 25 anos da Vala de Perus

A equipe GGN exibirá o documentário "Ossadas da Vala Clandestina de Perus, de 1970 a 2015" no encerramento da programação no CEU Perus
 
 
Jornal GGN - Para relembrar os 25 anos da descoberta da Vala Clandestina de Perus, neste mês de setembro, a Coordenação de Direito à Memória e à Verdade e o CEU (Centro Educacional Unificado) de Perus apresentam uma mostra de filmes e realização de atividades para promover o debate e a reflexão sobre o desaparecimento e o legado deixado pela ditadura do regime militar no Brasil. A programação se encerra com a exibição do documentário "Ossadas da Vala Clandestina de Perus, de 1970 a 2015", produzido pela equipe GGN, no dia 25 de setembro. 
 
A abertura será realizada nesta sexta-feira (04), às 19h, com o filme "Você também pode dar um presunto legal", de 1970, do diretor Sérgio Muniz. O conteúdo do documentário, que foi filmado clandestinamente em plena ditadura militar, foi transferido para Cuba e o projeto finalizado apenas em 2006. Ele reflete a atuação do Esquadrão da Morte e do Delegado Sérgio Fleury, chefe do DOPS, em São Paulo. Apesar dos registros passados, o filme traz uma conexão com o presente, provocando a reflexão sobre legados da ditadura e o modus operandi da polícia militar. Em seguida, haverá um debate com o diretor.
 
Na sexta-feira seguinte, dia 11 de setembro, será a vez do filme "Atrás de portas fechadas", uma investigação sobre as convicções político-ideológicas de mulheres durante a ditadura. Enquanto as integrantes de organizações de esquerda lutaram pela participação política, as da elite brasileira se mobilizaram para defender seus lares e famílias da "ameaça comunista". A exibição também será seguida por debate.
 
O espetáculo teatral "O Pai" será apresentado no dia 19 de setembro, sábado, às 14h. Contando a história de duas mulheres que perderam um ente querido, tido como desaparecido político. Um telefonema desperta emoções e lembranças, causando um impacto grande na relação de mãe e filha. Depois da peça, haverá uma mesa de bate-papo com o diretor Izaias Almada, a presidente da Comissão da Verdade da Prefeitura de São Paulo, Tereza Lajolo, e Márcia Hattori, do Grupo de Trabalho Perus.
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Para Serra, só participa de debate em TV os melhores na pesquisa eleitoral

Jornal GGN - Em meio à rodada de discussões sobre reforma política no Senado, o ex-governador José Serra (PSDB) tentou emplacar uma emenda que estabele que só participa de debate em televisão o candidato que aparecer entre os mais bem avaliados pela população, segundo pesquisas eleitorais como as que são feitas pelos institutos DataFolha, Ibope, principalmente.

Segundo publicação do colunista Ilimar Franco (O Globo) desta sexta-feira (4), o debate em torno de reduzir a presença de partidos nanicos em debates na TV gerou polêmica entre senadores. "Serra, para tirar do vídeo as legendas de aluguel, propôs limitar a presença a quatro candidatos ao Poder Executivo. As emissoras convidariam os mais bem colocados nas pesquisas."

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Governo estuda aumentar de 10 para 15 o corte de ministérios

Jornal GGN - Após a presidente Dilma Rousseff solicitar o aumento no corte dos cargos comissionados do governo federal, o Ministério do Planejamento, capitaneado por Nelson Barbosa, sugeriu aumentar de 10 para 15 o número de pastas que vão perder o status de ministérios na reforma em estudo. As informações são do jornal O Globo desta sexta-feira (4).

Entre as mudanças sugeridas está a incorporação do Ministério do Desenvolvimento Agrário ao Ministério da Agricultura ou ao do Desenvolvimento Social. Além disso, a pasta de Turismo seria extinta e o setor seria assumido pelo Ministério de Desenvolvimento, assim como o de Micro e Pequenas Empresas. 

As secretarias de Portos e de Aviação Civil também perderiam o status de ministério, mas, de acordo com O Globo, técnicos do Planejamento se opõem ao plano.  

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Mafalda, atual e cinquentenária, por Eliana Rezende

Por: Eliana Rezende

Como uma boa ideia com humor e crítica ácida à mistura podem render bons anos de vida?

A resposta em uma única palavra é: Mafalda. Contestatória, politizada, insatisfeita com o mundo. Sempre cheia de questões e inquirições. Uma ardorosa aversão às sopas.

Niña esperta, espontânea, sabida, verborrágica: sempre com muito a dizer.

Mas a garota apesar de manter-se uma menina nas tiras é agora uma cinquentona.
Sim! Mafalda fez 50 anos. 

Parabéns a criador e criatura!

Mafalda nos dá a metáfora mais bem acabada de que o tempo não precisa ser tirânico e nem amedrontador. Basta apenas estar em sintonia com seu tempo.

A coisa mais interessante no caso da personagem é sua sobrevivência no tempo a partir de uma boa ideia e doses de "realidade". A atualidade está exatamente em explorar as vivências e angústias de todos,  independente de onde ou como vivem. É um questionamento para um mal-estar que nós latinos entendemos tão bem.

Penso também sobre sua estabilidade e permanência em um mundo feito de tantas obsolescências e descartes.

O que a torna ainda tão factível?

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Uma jam session depois de horas



Uma deliciosa jam session de 1958, com Cozy Cole, Coleman Hawkins, Roy Eldridge e a cantora Carol Stevens (fotos acima) & Banda, realizados num desses pequenos clubes que deixavam os músicos de jazz à vontade, em sessões conhecidas como "after hours" ou "after midnight", isto é, o jazz  tocado de improviso depois da meia-noite, ou quando o público pagante já tinha ido embora.


 

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O ato de ler: olhos de contemplação, em Abril Despedaçado, filme de Walter Salles

"Meu nome é Pacum. É um nome novo , tão novo que ainda nem peguei custume. Tô aqui tentando alembrar uma história, às vezes eu alembro, às vezes eu esqueço. Vai ver que é porque tem outra que eu não consigo arrancar da cabeça: a de meu irmão e de uma camisa no vento"

 

A leitura ajudando a suportar o destino cruel e inexplicável.

Uma cascata de metáforas espalhadas ao vento.

 

Templo

Chico César

  

Se você olha pra mim

Se me dá atenção

Eu me derreto suave

Neve no vulcão

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Colégio Chico Anysio estimula jovens a criarem ações para a comunidade escolar

Essa é uma das frentes curriculares da instituição, orientadas para a formação cidadã e para o desenvolvimento integral dos estudantes de ensino médio

Por Ana Luiza Basílio, do Centro de Referências em Educação Integral

A constatação de que havia desperdício de alimentos pelo Colégio Estadual Chico Anysio veio dos próprios alunos. Especificamente de um grupo do 1º ano do ensino médio que, a partir dessa crítica, se propôs a criar uma solução. Como primeira estratégia, os estudantes calcularam o impacto financeiro decorrente dos oito quilos de alimentos que, diariamente, iam para o lixo. Esse foi o ponto de partida para desenharem uma proposta de conscientização que, entre outras medidas, definia que os estudantes passassem a se servir, ao invés de receber os pratos feitos.

 

Apresentado para uma banca – composta por funcionários, alunos e professores -, que tem o papel de medir a relevância dos projetos para a comunidade escolar, a iniciativa vem sendo executada desde 2014 e possibilitou que a escola reduzisse para apenas um quilo o total do descarte diário de alimentos. A expectativa é que, em 2016, a proposta se integre ao plano político pedagógico da instituição, como anuncia o diretor geral Willmann Costa.

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Armandinho

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Nomeação de Soninha para Políticas para a Diversidade Sexual divide LGBTs

Do Medium

LGBTs dividem-se quanto à nomeação de Soninha para a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual

Por Leo Moreira Sá, especial para os Jornalistas Livres

Com fotos de Ennio Brauns

A nomeação de Sonia Francine Gaspar Marmo conhecida como Soninha para a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual (CPDS), ligada à à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do governo estadual de São Paulo, substituindo a titular Heloisa Helena Cidrin Gama Alves, surpreeendeu a comunidade LGBT e dividiu opiniões. A polêmica girou em torno do fato de que uma pessoa hétero (Soninha) entrar no lugar de uma lésbica (Heloisa) às vésperas do dia da Visibilidade Lésbica (29).

Profissional dedicada e muito querida pela comunidade LGBT, Heloísa Alves esteve na função por 4 anos e 3 meses e conquistou o respeito da maioria da militância e até mesmo de adversários políticos que reconhecem o seu comprometimento com a causa. Ela sofreu forte desgaste político entretanto em decorrência do seu envolvimento no caso Verônica Bolina, a travesti espancada por policiais nas dependências do 2° DP (https://www.facebook.com/jornalistaslivres/posts/299009370222947), mas ao que tudo indica não foi esse o motivo de sua destituição e sim uma transferência para outro cargo dentro do governo do Estado. Em um post de despedida em seu perfil do faceboock, Heloisa escreveu que irá continuar “na luta em prol da população LGBT, mas em outra trincheira”.

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Para Carl Hart, Brasil vive apartheid silencioso

Jornal GGN - Em visita ao Brasil para compromissos e palestras, o neurocientista Carl Hart, professor titular da Universidade de Columbia, falou sobre a política mundial antidrogas e sobre esta questão no caso brasileiro. Para ele, há uma visão de que as drogas são um problema em si, quando, na verdade, elas estão ligados à própria estrutura social, discriminação racial e pobreza. Também diz perceber a ausência de negros em posições de liderança no país: "Há um apartheid silencioso acontecendo aqui".

Do O Tempo

 
Franco Adailton

Primeiro neurocientista negro a se tornar professor titular da universidade de Columbia, em Nova York (EUA), autor do livro Um Preço Muito Alto: a jornada de um neurocientista que desafia nossa visão sobre as drogas, o pesquisador norte-americano Carl Hart, 48, deixa, nesta quinta-feira, 3, Salvador, após cumprir três dias de uma agenda de compromissos com a Iniciativa Negra por Uma Nova Política Sobre Drogas (INNPD) e o governo  estadual, por meio das secretarias da Justiça e Direitos Humanos e da Segurança Pública. Nessa entrevista exclusiva ao A TARDE, na segunda passagem pela capital baiana, Hart fala sobre o trabalho que vem desenvolvendo em relação à política mundial antidrogas (na visão dele "uma política enganadora").

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Há cinco anos, federalização dos Crimes de Maio aguarda decisão da PGR

Ao GGN, procurador responsável pelo setor de análise informou que o assunto está tramitando internamente, mas não quis fornecer detalhes

Jornal GGN - A chacina histórica que ocorreu em São Paulo em maio de 2006, com saldo de 493 mortos, segundo levantamento do Conselho Regional de Medicina, deixou de ter perspectiva de resolução na esfera estadual dois anos depois da guerra entre agentes do Estado, grupos de extermínio e facções criminosas. Em 2010, com os inquéritos arquivados há dois anos, restou às famílias das vitimas e às entidades que atuam em defesa dos direitos humanos solicitar que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal tomassem para si a responsabilidade de levar as investigações adiante.

Esse pedido de federalização está há cinco anos na Procuradoria Geral da República, hoje capitaneada por Rodrigo Janot. Ao GGN, o procurador e coordenador da equipe de assessoria jurídica responsável por despachar esse tipo de demanda, Ubiratan Cazetta, informou apenas, e por meio da assessoria de imprensa, que o caso está "em análise" e que não vai comentar o assunto.

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Biocombustíveis, bioeconomia e inovação: oportunidades para o Brasil

Do canal GEE

Neste episódio do programa InfoPetro, do Canal GEE, José Vitor Bomtempo, Professor e Pesquisador do Grupo de Economia da Energia, fala sobre biocombustíveis, bioeconomia e inovação; ressaltando as grandes oportunidades existentes para o Brasil a partir da construção de uma articulação estratégica entre esses temas.

Parte 1:

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ONU alerta que sofrimento na Síria alcança níveis inimagináveis

Jornal GGN – O sofrimento dos sírios alcança limites inimagináveis e o mundo é testemunha disso, disseram especialistas de direitos humanos da Organização das Nações Unidas, nesta quinta-feira.

Depois de enumerar uma lista de terríveis abusos dos direitos humanos cometidos no confronto entre o presidente Bashar Al-Assady e os grupos islâmicos, uma Comissão de Investigação da ONU advertiu que não há um final à vista para o conflito.

O presidente da comissão de investigação, Paulo Sérgio Pinheiro, condenou todas as partes envolvidas no conflito por haverem voltado a falhar, em suas palavras, “miseravelmente” aos civis e por cometerem crimes de guerra.

O especialista da ONU apelou à comunidade internacional para interromper o fornecimento de armas a um conflito que já custou a vida de mais de 250 mil pessoas. Ele também pediu que ajudem às centenas de milhares de refugiados que procuram asilo em outros países.

Pinheiro disse que, após quatro anos e meio de guerra, violações dos direitos humanos estão se agravando. É necessária uma ação da comunidade internacional para acabar com o derramamento de sangue, acrescentou ele.

"A maioria dos crimes de guerra, crimes contra a humanidade e violações dos direitos humanos são perpetrados por armas fornecidas pelos protetores das partes em conflito. Estas armas não caem do céu” , disse Pinheiro.

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Benedito Pretinho, nós vamos invadir sua praia

Sou saudosista sim! Saudosista até a raiz da vasta cabeleira, negra como a asa da graúna. Dou graças a Deus por isso pois só tem saudades e lembranças quem muito viveu e viveu muito bem. Infelizmente existem pessoas que passam a vida toda e sequer possuem algo para se apegar, uma lembrança boa, uma doce saudade. Sou feliz por não ser esse o meu caso.

Acordei lembrando da composição de Hekel Tavares e Olegário Mariano, BENEDITO PRETINHO-MEU BARCO É VELEIRO. Quando participante do Coral Universitário (Universidade Federal do Ceará), cantei muito essa melodia, com arranjo para coral. Por felicidade a achei na interpretação de INEZITA BARROSO, em gravação de 1955.

Sendo Hekel Tavares alagoano e havendo eu editado ontem NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA - Ultraje a Rigor, utilizando um vídeo doméstico capturado pelo celular exatamente na Praia do Gunga e Barra de São Miguel, ambas no Estado das Alagoas, fiz imediatamente a associação de idéias que deu título ao post.

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