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A Carne Fraca e o reino dos imbecis

A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, traz uma comprovação básica: o nível de emburrecimento nacional é invencível. O senso comum definitivamente se impôs nas discussões públicas. E não se trata apenas da atoarda que vem do Twitter e das redes sociais. O assustador é que órgãos centrais da República – como o Ministério Público, a Polícia Federal, o Judiciário – tornaram-se reféns do primarismo analítico.

Como é possível que concursos disputadíssimos tenham resultado em corporações tão obtusamente desinformadas, a ponto de não ter a menor sensibilidade para o chamado interesse nacional. Não estou julgando individualmente delegados ou procuradores. Conheço alguns de alto nível. Me refiro ao comportamento dessas forças enquanto corporação.

Tome-se o caso da Operação Carne Fraca.

A denúncia chegou há dois anos na ABIN (Agência Brasileira de Inteligência). O delator informou que a Secretaria de Vigilância Sanitária no Paraná tinha sido loteada para o PMDB. Levantaram-se provas de ilícitos em alguns frigoríficos.

Por outro lado, há uma guerra fitossanitária em nível global, em torno das exportações de alimentos. Se os delegados da Carne Seca não fossem tão obtusos, avaliariam as consequências desse bate-bumbo e tratariam de atuar reservadamente, desmantelando a quadrilha, prendendo os culpados.

Mas, não. O bate-bumbo criou uma enorme vulnerabilidade para toda a carne exportada pelo país. Os anos de esforços gerais para livrar o país da aftosa, conquistar novos mercados, abrir espaço para as exportações ficaram comprometidos pelo exibicionismo irresponsável desse pessoal.

Ou seja, havia duas formas de se atingir os mesmos resultados:

1.     Uma investigação rápida, discreta e sigilosa.

2.     O bate-bumbo de criar a maior operação da história, afim de satisfazer os jogos de poder interno da PF.

As duas levariam ao mesmo resultado e a primeira impediria o país de ter prejuízos gigantescos, que pudessem afetar a vida de milhares de fornecedores, o emprego de milhares de trabalhadores, a receita fiscal dos impostos que deixarão de ser pagos pela redução das vendas – e que garantem o salário do Brasil improdutivo, de procuradores e delegados.

Qual das duas estratégias seria mais benéfica para o país? A primeira, evidentemente.

No entanto, o pensamento monofásico que acomete o país, não apenas entre palpiteiros de rede social, mas entre delegados de polícia, procuradores da República, jornalistas imbecilizados é resumido na frase-padrão de Twitter: se você está criticando a Carne Fraca, então você é a favor de vender carne podre.

Podre se tornou a inteligência nacional quando perdeu o controle de duas corporações de Estado – MPF e PF – permitindo que fossem subjugadas pelo senso comum mais comezinho. E criou uma geração pusilânime de donos de veículos de mídia, incapazes de trazer um mínimo de racionalidade a essa barafunda, permitindo o desmonte do país pela incapacidade de afrontar o senso comum de seus leitores.

Veja bem, não se está falando de capacidade analítica de entender os jogos internacionais de poder, a geopolítica, o interesse nacional, as sutilezas dos sistemas de apoio às empresas nacionais. A questão em jogo é muito mais simples: é saber discernir entre uma operação discreta e outra que afeta a imagem do Brasil no comércio mundial.

No entanto, essa imbecilidade, de que a destruição das empresas brasileiras contaminadas pela corrupção, permitirá que viceje uma economia mais saudável, é recorrente nesse reino dos imbecis. E se descobre que a estultice da massa é compartilhada até por altos funcionários públicos, regiamente remunerados, que se vangloriam de cursos e mais cursos aqui e no exterior. O sujeito diz asneiras desse naipe com ar de sábio, reflexivo. E é saudado por um zurrar unânime da mídia.

Discuti muito com uma antiga amiga, quando mostrava os impactos dessas ações nos chamados interesses nacionais e via mão externa, e ela rebatia com conhecimento de causa: não são conspiradores, são primários.

Imbecil é o país que se desarma completamente, Judiciário, mídia, organizações que se jactam de ter Escolas de Magistratura, de Ministério Público, de Polícia Federal e o escambau, permitindo mergulhar na mais completa ignorância institucional.

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178 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Zurrar em rede, e "Cota Hilton"

    Que o DIPOA/SIF - PR tinha problemas, a ABIN foi comunicada há anos, não há dois, foi mais, e foi procurado - tentado - "cintar" este orgão, mas injunções politicas e empresariais ( não das "majors" ), embaçaram a cintagem, inclusive aumentaram o escopo de suspeitas para outros Estados ( GO, TO, MT, SP ).

     Sou de mercado, um vendedor de qualquer coisa, tangivel ou intangivel, inclusive "carnes" ( não importa o bicho ), e sei como funciona o processo de exportação, o qual não é nem de perto a simplicidade que o infimo delegadinho e seus sabujos midiaticos explanaram mal e porcamente ( não referente a suinos de corte, que são muito limpinhos ), pois pelos contratos, tanto com a USDA como a UE, Japão....qualquer País, tanto o frango como o boi, em partes ( resfriados ou processados, inteiros ou em "partes especificas" de acordo com o cliente ), são rastreados desde o pasto, passando pelo abate, pelo corte/processamento, embalagem, despacho, conteiner, navio e recepção no destino.

      Funciona assim: Se vc. for a churrascaria ( brazilian barbecue ) Fogo de Chão, em Washington ( Pennsylvania Av. ),ir a dispensa e pegar uma peça de alcatra/contra filé , no corte deles ( sirloin ), será JBS, que pelo numero do lote na embalagem, mais o selo de conformidade do USDA/FDA, vai dar para saber até o numero do boi que foi abatido, até o que ele comeu, se foi de pasto ou de estabulo, onde ele engordou e por quanto tempo, o nome do navio que foi embarcado, o fiscal americano que aprovou a entrada do conteiner no Porto de NY ou Charleston, com cortes de frango ou na Europa/Russia/Oriente Médio = A mesma coisa, o procedimento é igual.

      Porra, desde os anos '80 em algumas unidades da BRF de frangos, existem Imãs (muçulmanos fornecidos por contato com a Mesquita do Brasil em São Paulo ), que verificam se os animais são abatidos de acordo com as leis deles, e como não somos preconceituosos, já vi - ninguem me contou - em um abatedouro/frigorifico em Promissão (SP), todos os meses rabinos de "corte" ( os "mãos de faca do judaismo " ), veem conferir o abate de carnes kosher, visando exportações para paises com comunidades judaicas importantes.

       Exportar alimentos semi-processados e/ou processados é um dos maiores desafios no comércio internacional, não é como exportar farelo de soja para alimentar rebanhos ou esmagar grão para oleo, foi um trabalho desenvolvido por décadas, alcançamos a "cota hilton" ( sou velho ainda uso este termo ) só agora, o de cortes in natura, com teor de gordura especifico ( marmorização ), perda de aguá, sem aditivos/defensivos quimico-biológicos, e agora por culpa de uns frigorificozinhos, um palhaço espanhol vem me dizer, quinta feira passada, que até recebe o conteiner, mas quer um abatimento de 20% e renegociar os futuros.

        Então meus queridos, perceberam qual é o barato, os importadores que dependem de nossas carnes para suprir seus mercados, irão vir com medidas fito-sanitárias, só para começar vão embargar o que esta em transito e depois renegociar os contratos já firmados, poderão alegar o óbvio - se o Brasil desconfia de suas exportações, porque eu não vou desconfiar - e jogar o preço lá para baixo.

         Ai meus filhos, por culpa de um delegadinho e a briga de Poder na PF e MinJustiça ( nunca podemos esquecer que o atual MInJustiça é do Paraná ), muita gente irá de f....der.

         P.S.: Esta mania da esquerdinha culpar os "americanos" cansou, nosso problema são gerados por brasileiros que se acham americanos, nem precisam ser "adquiridos" pelo Tio Sam, eles se vendem de 0800.

 

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A POLÍTICA DA PF É DE TERRA

A POLÍTICA DA PF É DE TERRA ARRAZADA. INCRÍVEL O MP, E PARTE DO JUDICIÁRIO, CONCORDAR COM ISSO.

Totalmente fora de controle, não alcançam os membros da PF a importância para o país do significado estratégico dos "interesses nacionais". Preferem o caminho dos holofotes e estrelismo.

O caso da LavaJato (emprego, empresas de base e empreiteiras nacionais destruídas e paralizadas), e, agora, o da carne são exemplares disso.

Ao invés do estardalhaço pirotécnico mediático, a tomada imediata de medidas administrativas duras, completas e rápidas (contra às empresas) poderiam ter sido coordenadas, casadas com o interesse maior nacional, como apreensão dos produtos acompanhadas de pesadas multas. Em relação aos funcionários faltosos, a instauração imediata de procedimentos administrativos de demissão. E tudo no mais absoluto sigilo (interesse nacional estratégico).

Solucionado o problema, levantamento do sigilo, a mais ampla divulgação dos fatos, das medidas tomadas e da normalização da situação.

Medidas criminais devem ser presididas pelo princípio da "ultima ratio".

Em meio a grave crise econômica interna e internacional, só falta o bloqueio internacional as nossas carnes. 

A pergunta que fica: quantas décadas serão necessárias para nos soerguermos?...ou dane-se a nação?...

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"O que fazemos na vida, ecoa na ETERNIDADE!" (Máximus - Gladiador)

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

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republicano

talvez a burrica desses caras

talvez a burrica desses caras seja, no tempo histórico, a redenção do país, já que a as péssoas começam a perceber as cagadas homéricas que praticam. 

 e esse estado de ezxceção pode se reverter, espero, para um estado  verdadeiramente democrático. .

a impressionante manifestação popular feita a lula na inauguração de um trecho das obras de transposição do são francisco numa cidade de pernambuco  é um raio de esperança mesmo.

espero que os trabalhadores e os movimentos populares tenham força e

coragem para mudar esse estado de coisas que aniquilam nossos interesses.

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Jus Ad Rem

Carne fraca e autoridades "fortes", lamentável.

Como se não bastasse empresas gananciosas dispostas a ganhar dinheiro a qualquer custo, ainda temos autoridades inescrupulosas dispostas a ganhar notoriedade e holofotes a qualquer custo.

Toda generalização é burra!

Há que se dar "nome aos bois" e não generalizar irresponsavelmente.

Muito difícil acreditar que bois microchipados e rastreados a partir de outros países são comercializados em estado de putrefação. Mas... as nossas autoridades ávidas por fama e holofotes têm o poder e o consentimento da mídia sensacionalista e golpista para fazer um circo midiático e populista em nome da destruição da próspera inserção do Brasil no comércio internacional de alimentos.

Trata-se de um projeto de destruição da economia nacional, tal qual foi feito com as empreiteiras brasileiras.

 

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Raphael Sanches

Ué ???

Ué... Não era esse o plano para desmontar a economia brasileira, atacando tudo o que o Brasil tem capacidade de exportar? .... 

OBS. E no próximo capítulo: Operação "Soja Forte".

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Marcos Lemones

Comentário perfeito. Alguns

Comentário perfeito. Alguns imbecis, sem saber do que se trata, vão achar que está até defendendo o governo.

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O grampo da presidência...

Foi o momento do nascimento da serpente!!!

Quero ver o macho que vai matar ela agora...

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"Reino dos imbecis": sem esquecer da imprensa tb!


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twitter: @rommulus_ facebook: Romulus 

Disse tudo em uma palavra apenas...

IMBECIS  !!!

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A desgraça daqueles que não gostam da "arte maldita" da política, é ser governado por aqueles que gostam......

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Marcia Camargo

O pinocchio trapalhão da carne fraca

O pinocchio trapalhão

Temer oferece uma boquinha livre pros embaixadores, depois da reunião da "Carne Fraca", na churrascaria Steak  Bull. Certinho: foi fazer propaganda da carne importada do Uruguai ou Austrália, já que lá, sabe-se, não servem carne brasileira, "só as boas, de confiança", como costumam propagandear. Em meio à polêmica, levantada pelo Estadão, os "célebros" da publicidade governamental emitem nota oficial dizendo que foram servidas ao presidente apenas carnes brasileiras, "como puderam testemunhar órgãos sérios da imprensa" - rá! Nova matéria do Estadão (Naira Trindade e Andreza Mattais) reproduz a nota, e a gravação da informação dada pelo funcionário, desmentindo, tintin por tintin, a nota oficial. Imperdível!!!!

#fake #vergonhaalheia #piadapronta #revenge

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P.Foglia

è porque existe corrupção que

è porque existe corrupção que pode acontecer que delegados incompetentes sejam responsaveis de ações tam ruim para o país!

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Golpistas &

Golpistas & Podridão

...”Podre se tornou a inteligência nacional quando perdeu o controle de duas corporações de Estado – MPF e PF – permitindo que fossem subjugadas pelo senso comum mais comezinho. E criou uma geração pusilânime de donos de veículos de mídia, incapazes de trazer um mínimo de racionalidade a essa barafunda, permitindo o desmonte do país pela incapacidade de afrontar o senso comum de seus leitores.”...

...“No entanto, essa imbecilidade, de que a destruição das empresas brasileiras contaminadas pela corrupção, permitirá que viceje uma economia mais saudável, é recorrente nesse reino dos imbecis. E se descobre que a estultice da massa é compartilhada até por altos funcionários públicos, regiamente remunerados, que se vangloriam de cursos e mais cursos aqui e no exterior. O sujeito diz asneiras desse naipe com ar de sábio, reflexivo. E é saudado por um zurrar unânime da mídia.”...

Nada demais. Tudo, dentre do esperado. E, não acabou. Só começando. Afinal, o sujo golpe de deposição do Governo de Dilma/PT, de pujança econômica, pleno emprego, esperanças e muita confiabilidade, interna e externa, contou com indivíduos padrão Cunha mais outros tantos de equivalente padrão moral. Empurram a economia do Brasil para o atual caos, de muitas  inseguranças, incertezas e de milhares de desempregados e de falidos. Esses golpe não podia dar certo. Sem chance alguma!

 

 

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BRASIL REAL

BRASIL REAL.

A realidade de nosso país é completamente absurda.
Vemos todos os dias a violencia explodir nas ruas, saude publica um caos, problemas de carater dos politicos, sendo que estes, sao eleitos, obras publicas um relaxo só, mudança nas leis da previdencia, trabalhista. politica e fiscal que não vai dejeito nenhum, nem que a vaca tussa, nao será aquela coisa... a minha duvida como o pais estará daqui 10 anos? um México, uma Venuzuela ou um Paraguai? sonhar que aqui um dia possa ser uma Portugal, como um padre dizia... isto n]ao existe.... pensamento negativo? não realiade! queria sonhar todos os dias, vendo este pais melhor...mas, é só pesadelo... que Deus nos proteja.

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Cristiane N. Vieira

Tá osso!

Sobre a última operação-escândalo da PF sobre carnes, tenho visto uma quantidade impressionante de argumentos que se acham contraditórios mas revelam apenas a preferência de cada um no múltiplo quebra-cabeças e nas diversas vertentes que o tema revela e implica: corporativismo de estamentos do funcionalismo público e suas disputas internas de poder (um "Deep State" tupinicóide e trapalhão), que exploram e manipulam, sem luvas, a fragilidade política de um desgoverno (esse sim, deveria ser barrado pela vigilância fitossanitária interna e externa) disenterino e contaminado, a disputa – entre países, setores econômicos e corporações empresariais e financeiras – comercial e geopolítica, ativa e invasiva ou que apenas se aproveita das crises internas de cada um daqueles blocos para conduzir resultados pretendidos e vantajosos, a questão política, sócio-econômica e ambiental da propriedade da terra (e dos recursos naturais em geral porque água é um insumo básico de praticamente tudo que se produz, natural ou artificialmente, a gente se esquece disso, e o petróleo que motiva guerras e golpes mundo afora, lembremos, vem do fundo do mar) e de seu uso, até questões éticas individuais como a escolha certa entre carnivorismo e veganismo. Ufa!

Acho, pessoalmente, que todos esses fatores são interdependentes e não excludentes, e essa seria uma ótima oportunidade para discutir os assuntos com mais possibilidade de esclarecimento dos leigos, eu incluída, e de uma forma séria e consistente do fio condutor, longo, tortuoso, que os interliga: como organizar, de maneira coletiva e eticamente sustentável, a sobrevivência material neste planetinha especial de expiação?

1 – começa com a preferência da maioria, que gera a possibilidade de exploração econômica, e das condições – do país, setor ou empresa – de fazê-lo; nesse caso, a maioria da população mundial é carnívora (ou omnívora), o Brasil tem um imenso território (que segundo nosso primeiro escriba, em se plantando – e criando ou subornando – tudo dá) e o agronegócio (de cuja cadeia o ramo de comércio de carne é dos mais lucrativos), por seu impacto no PIB e pela defesa dos interesses desse setor econômico, ganha espaço político e institucional, inclusive com uma bancada pra chamar de sua no BBB legislativo, a “bancada do Boi”, vizinha “da Bala e da Bíblia”. A questão política de fundo econômico, como se sabe mas o país ou finge não saber ou não sabe mesmo porque não interessa expor e explicar esses dilemas à população, tem afetado frontalmente a questão da reforma agrária, o direito de quilombolas e de indígenas à terra e à sua exploração autônoma (“Demarcação já”), e as principais discussões que envolvem a exploração sustentável da terra, da água e da produção de energia (ver exemplo em http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2016/05/hidreletrica-no-tapajos-gera-escalada-de-conflitos-por-terra-e-do-desmatamento-ilegal-3878.html).

2 – O Brasil é uma das maiores economias do mundo e havia perspectivas de aceleração da sua inserção mundial via BRICS, e por isso vinha se tornando, antes do Golpe “tudo-junto-e-misturado” de 2016, um forte adversário de países desenvolvidos em áreas tão diversas quanto, na economia, o agronegócio (grãos, carne, citro), as indústrias do petróleo dinamizadas pelo Pré-sal, a construção civil, e na área política, uma diplomacia “ativa e altiva” (desenvolvida pelo ministro Celso Amorim), o alinhamento político e econômico com países em desenvolvimento (nos BRICS e no G-20) que indubitavelmente – e isso não é coisa de “esquerdinha”, é leitura estratégica e ampliada da política mundial, independente de partidarismos, exposta até nos mais banais filmes norte-americanos e suas caricaturas da Casa Branca – colocou o Brasil como alvo das políticas protecionistas e globalitárias dos países mais ricos do mundo – não serão por acaso os países que mais têm lucrado com o desmonte de todos esses setores pelo desgoverno golpista.

3 – Os EUA na era pós 11 de Setembro, sob pretexto de combate ao terrorismo e segurança nacional e em conjunto com países aliados, notadamente a Grã-Bretanha, ampliou as vigilâncias interna e internacional, para fins comerciais e de controle social e político. Isso foi dito pelo eminente jornalista Glenn Greenwald – que nesses tempos de baixa autoestima nacional, muito nos honra em ter escolhido o Brasil como lugar para viver, desculpe pela casa bagunçada em meio aos escombros! – no excelente e oscarizado documentário CitizenFour, dirigido pela jornalista Laura Poitras. Nesse instrutivo e histórico documento audiovisual, que registra os bastidores da atitude heróica (pois ele ainda hoje tem seu futuro incerto, asilado na Rússia, e corre riscos de deportação e de sanções graves sob o lunático Trump; oxalá Putin não seja bobo e o Brasil redemocratizado possa lhe dar abrigo, se necessário) de Edward Snowden ao revelar o programa massivo e ilegal de espionagem do governo norte-americano, uma platéia de senadores brasileiros incrédulos assiste ao brilhante e corajoso Glenn explicar, em bom português, quais as implicações dessa vigilância para a política nacional em plena efervescência social depois do famigerado junho de 2013, da espionagem comercial de empresas até a potencial influência sobre movimentos sociais e manifestações. Quanta coincidência, meses depois (o depoimento no senado foi em outubro de 2013 e a operação LJ foi iniciada em março de 2014) é deflagrada a operação lavajato, que se tornou uma das trincheiras do desmonte do estado brasileiro, ao fomentar crise política e social criada por e favorável a setores todos ligados, de algum modo, ao governo norte-americano, a saber, o PMDB que vinha trocando desde 2006 (segundo o Wikileaks) informações com a Embaixada Americana sobre os interesses de cada um – do partido, mais poder, da Casa Branca, interesse de suas petroleiras no pré-sal –, os justiceiros de Curitiba e seus suspeitos treinamentos por forças dos EUA em seu território, uma direita retrógrada e manifestante financiada tanto por grupos dos EUA (Koch Brothers) quanto pelo próprio PMDB, mídia oligopolista e defensora dos interesses do capital financeiro, que segue os padrões da mídia comercial mundial; quanto à decisiva omissão do STF e das instituições republicanas, se deve ao seu natural pendor pelo conservadorismo das estruturas sociais e econômicas, e talvez à espionagem, ainda desconhecida mas muito provável, de seus membros. Convém assistir também à entrevista de Julian Assange, do Wikileaks, ao site Nocaute, de Fernando Morais, para aqueles que acham que suspeitar de interferência norte-americana em assuntos relevantes é teoria da conspiração esquerdista. O intervencionismo USeiro não é uma teoria-panacéia que sirva a qualquer crítica mas é um fator que não deve ser descartado, apenas calibrado com discernimento conforme fatos e indícios tornem factível. No caso, só quando desvendarmos a natureza das relações entre a imitação de Deep State (MPF, PF e Justiça Federal) bananeira com o Deep State original.

4 – A disputa entre empresas é movida, apesar do marketing “social e politicamente engajado” de muitas, por dinheiro, lucro e pelo poder de mantê-lo e multiplicá-lo. A disputa entre países, além da economia, envolve questões culturais e de visão de mundo. Todas elas, em estreita relação de dependência com o ambiente natural em que se vive, pois a base da economia ainda é a exploração dos recursos naturais e a base da cultura, a relação que criamos com nosso entorno ambiental e que forja o social.
Apesar dos negacionistas, o planeta vem passando por mudanças ambientais sérias com risco para a própria sobrevivência da espécie. Urge que as sociedades conjuguem sua necessidade de produzir para sustento econômico – onde entram as discussões sobre distribuição de renda e combate à concentração do lucro, com a necessidade de respeitar as fontes primárias (terra, água e ar) que garantem não apenas o sustento econômico mas os ciclos vitais do mundo natural onde somos péssimos hóspedes.

5 – Nessa história dos frigoríficos, para os veganos ufanistas, não haveria diferença no escândalo se se tratasse de alimento vegetal pois a superestrutura de interesses econômicos e políticos contaminaria – como demonstra o greenwashing – a honestidade do debate, pra início de conversa. Pessoalmente, como apenas e eventualmente peixe, e preferiria que não houvesse exploração animal para qualquer fim, mas para chegar no paraíso sonhado coletivamente talvez começar com a “política de redução de danos” fosse melhor caminho que a radicalização voluntarista, e aí, como diminuir o consumo de carne para os adeptos se a agricultura também tem seus esqueletos, como uso de agrotóxicos e transgênicos e a necessidade de produção em larga escala que os incentiva, o alto preço dos orgânicos? Alimentação saudável tem que ser acessível e promovida por educação e hábito, não pode ficar refém de modismos e guetos e dos mesmos mecanismos econômicos, e sociais, de controle de acesso a tudo que é de boa qualidade. O mundo produz alimento suficiente para sua superpopulação mas quase um bilhão de pessoas passa fome. Por que? Como melhorar a qualidade da alimentação em escala global e com importância comercial e que respeite os diversos interesses legítimos? Gostaria de ouvir os muitos especialistas que estudam e vivem o assunto num debate organizado mas o que temos é um lançar aleatório de justificativas parciais e superficiais que não oferecem soluções viáveis para os problemas.

6 – Tão importante quanto a decisão do regime alimentar é a decisão de que tipo de sociedade se quer apoiar e lutar para que prevaleça. O país é grande mas não é de todos, ainda. Temos que reconhecer (e conhecer) quais os diversos interesses estão em disputa e construir um modelo de desenvolvimento que respeite, da melhor maneira possível, a diversidade cultural, econômica, social e política desse país continental. E isso só é possível com democracia, honestidade também de propósitos, transparência, justiça e igualdade, conjuntamente. Fatores ausentes nesse debate.

7 – Se os fiscais já tinham essa denúncia há dois anos ou mais, muitos já perguntaram mas oficialmente alguém respondeu por que só agora o estardalhaço da operação? Se há a disputa interna na PF descrita pelo Nassif, por que esse especialmente e não outro escândalo? Por que, diferente de outros escândalos midiáticos, esse detectou propinoduto para partidos políticos – PMDB e PP – mas o foco não foi a corrupção de agentes públicos (incluídos os fiscais sanitários) e sim a qualidade do produto da empresa alvo e de modo a colocar sob suspeita um setor inteiro – apelo popular já que a corrupção está normalizada para alguns? Terá juntado a fome da disputa interna de servidores oportunistas com a vontade de comer a fatia dessas empresas do comércio internacional? Apenas mais uma coincidência?
Somente uma imprensa honesta e uma população informada e conhecedora de como funcionam essas engrenagens poderiam produzir respostas que interessam ao pressionar por esclarecimentos os envolvidos – PF, empresas, políticos – mas esperam que o ator Tony Ramos dê as explicações! E dá-lhe meme, paródia, constrangimento de artista, e toda sorte de desvio do assunto principal, e continua dormindo “a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações” (trecho de música de Chico Buarque, “Vai passar”).
Por fim, concordo com alguns comentaristas que não deveria haver sigilo em algo de interesse público como a qualidade do alimento, mas entendo que o Nassif quis se referir a fazer a denúncia sem espetacularização e com responsabilidade de orientar a opinião pública sem causar o impacto negativo sobre o país, a reputação do setor e das empresas envolvidas. Em outras palavras, esperava responsabilidade ao lidar com assunto complexo na era da escandalização e do ataque predatório às empresas nacionais e à imagem do país, que se salvasse o bebê ao descartar a água suja do banho, afinal é prematuro dizer, na fase em que está, que se trata do problema sistêmico e avassalador que o escândalo sugere e que só o tempo e investigação séria e profissional (ainda será possível com essa PF) poderiam esclarecer.
Também acho que as empresas devem ser responsabilizadas pela sua conduta, se fraudulenta ou ilegal, independente de tamanho, fatia do PIB, bilhões de faturamento ou quantidade de empregos gerados mas não é com esse amadorismo persecutório e farisaico que se vai resolver o problema de as grandes empresas garantirem seus interesses com propina, manipulação política e exploração dos trabalhadores. Destruir a empresa não elimina a lógica capitalista predatória e desonesta que alimenta o circuito de que faz parte, apenas abre espaço para que esta lógica se fortaleça com outras pessoas e empresas. Quem ganha e quem perde com isso?

Segue reprodução de documento da Rio+20, da ONU. O texto é de 2012 mas é bastante informativo e didático para ampliar a visão sobre o problema da alimentação. Quanto ao resto, quando a seriedade e a responsabilidade voltarem a este planeta, as respostas talvez venham junto.

“Rio+20 O futuro que queremos

FATOS SOBRE ALIMENTAÇÃO
A situação
Não há comida suficiente no mundo para alimentar todos, 925 milhões de pessoas ainda passam fome. No centro do problema estão a pobreza e a falta de poder, que impedem o acesso a alimentos nutritivos. Esta situação é agravada pela degradação constante dos solos, da água doce, dos oceanos e da biodiversidade. Uma grande reforma do sistema de alimentação e de agricultura é necessária para garantir segurança alimentar para cerca de um bilhão de pessoas que atualmente sofrem com a fome e suportar o crescimento estimado de dois bilhões da população mundial até 2050.

Os agricultores que trabalham menos de dez hectares de terras representam cerca de um terço da população do mundo e uma grande maioria de pessoas em pobreza extrema. A agricultura é o maior empregador único, proporcionando meios de subsistência para 40% da população global atual. É a maior fonte de renda e emprego para famílias rurais pobres.
Os países em desenvolvimento são particularmente vulneráveis aos impactos negativos das mudanças climáticas, tais como ‘estresse’ hídrico ou a seca, que comprometem seriamente a segurança alimentar e os esforços para erradicar a pobreza.
O ano passado viu uma crise de segurança alimentar no Chifre da África e uma emergência em desenvolvimento na região do Sahel, Oeste da África. O Sul da Ásia tem o maior número de pessoas que sofrem de fome - 36% de todos os subnutridos do mundo em desenvolvimento. Até 2050, 20% das pessoas poderão estar em risco de fome por causa das perdas de produtividade relacionadas ao clima, a maioria na África Subsaariana. Aumentos dos preços dos alimentos e volatilidade em todo o mundo significam muito mais pessoas oscilando à beira da fome.
O declínio da produtividade agrícola faz com que pessoas invadam florestas, pastagens e áreas úmidas, criando um espiral de degradação ambiental e pobreza. Aumentar a produtividade agrícola é essencial para o desenvolvimento sustentável, porque reduz a pobreza e o estresse no ambiente.
Questões fundamentais a respeito de como os alimentos são cultivados e consumidos precisam ser abordadas. Com o crescimento da classe média global, aumenta também o consumo de carne, cuja produção exige quantidades maiores de grãos e água, colocando pressões crescentes sobre os sistemas agrícolas. Esforços estão em andamento para reduzir o desperdício na produção e distribuição de alimentos e para promover métodos agrícolas que reduzam as emissões de gases-estufa, além de outros impactos ambientais negativos da agricultura, como a perda de solos férteis e poluição da água. Melhores hábitos alimentares devem ser estimulados nos países ricos, que têm uma ingestão calórica insustentável e desproporcionalmente alta. Em muitos países pobres, a ajuda deve ser direcionada para as populações onde a agricultura está sob maior risco.

Fatos-chave
A produção de alimentos está subindo de forma constante e proporcionalmente superior ao crescimento populacional. No entanto, cerca de 925 milhões de pessoas passam fome no mundo. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que as perdas globais dos alimentos e o desperdício cheguem a 1,3 bilhão de toneladas por ano - cerca de um terço da produção mundial de alimentos.
Os pequenos agricultores fornecem até 80% dos alimentos nos países em desenvolvimento, então investir neles é uma forma importante de aumentar a produção de alimentos.
Se as mulheres nas áreas rurais tiverem o mesmo acesso a terra, tecnologia, serviços financeiros, educação e mercados como os homens, o número de pessoas passando fome poderia ser reduzido em 100 a 150 milhões.
Desde os anos 1900, cerca de 75% da diversidade de culturas foi perdida nos campos agrícolas.
A degradação do solo afeta diretamente 1,5 bilhão de pessoas no mundo; estima-se que cerca de 24 bilhões de toneladas de solo fértil sejam perdidas a cada ano.
A produção global total de peixes, crustáceos e moluscos aumentou para 144,6 milhões de toneladas em 2009. Embora a produção de captura tenha se mantido em torno de 90 milhões de toneladas desde 2001, a produção aquícola tem crescido a uma taxa média anual de 6,1%, passando de 34,6 milhões de toneladas em 2001 para 55,7 milhões de toneladas em 2009. O valor da produção aquícola foi estimado em 105,3 bilhões dólares em 2009.

O que funciona

A abordagem holística do Brasil com o programa Fome Zero envia dinheiro para famílias pobres com a condição de que seus filhos frequentem a escola e mantenham vacinas e exames de saúde em dia. O programa alimenta 47 milhões de crianças diariamente e adquire até 30% dos alimentos com agricultores locais. O Brasil tirou da pobreza cerca de 49 milhões de pessoas e pretende fazer o mesmo com as demais 16 milhões até 2014. O país está fazendo uma parceria com o Programa Mundial de Alimentos (PMA) para compartilhar experiências com africanos, asiáticos e outros países latino-americanos. Cerca de 100 mil agricultores da África Ocidental reduziram o uso de pesticidas e obtiveram aumentos de produção e de renda com a diversificação dos sistemas agrícolas, como resultado de um projeto da FAO para promover práticas agrícolas sustentáveis. Um produto alimentar inovador desenvolvido no Paquistão está ajudando a proteger jovens vítimas de enchentes da desnutrição. Feita a partir de grão de bico cultivado localmente, Wawa Mum mostra que o fornecimento de conhecimento técnico pode ser a chave para encontrar soluções locais para a desnutrição.

Propostas para a Rio+20

O Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global recomenda que governos e organizações internacionais criem uma nova revolução verde para, no mínimo, dobrar a produtividade ao mesmo tempo em que reduz drasticamente o consumo de recursos, de modo a evitar maiores perdas de biodiversidade e de terras férteis, além de contaminação e escassez de água. As propostas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODM) apresentadas no rascunho do documento final da Conferência Rio+20 inclui diversas metas específicas até 2030:
• Zero degradação da terra;
• Aumento de 20% na eficiência da cadeia de produção de alimentos, reduzindo as perdas e o desperdício do campo à mesa;
• 20% de aumento na eficiência de uso da água na agricultura;
• 70% das terras irrigadas utilizando a tecnologia que aumenta a colheita por gota.
Outras propostas requerem maiores investimentos na produção local de alimentos, melhor acesso aos mercados agroalimentares locais e globais e redução do desperdício em toda a cadeia de abastecimento, com especial atenção às mulheres, pequenos agricultores, jovens e agricultores indígenas. Há também demandas por sistemas de negociação mais transparentes e abertos que contribuam para a estabilidade dos preços dos alimentos e dos mercados domésticos; acesso à terra, água e outros recursos; e apoio a programas de proteção social.

Produzido pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas, junho de 2012. “
(fonte: http://www.onu.org.br/rio20/alimentacao.pdf)

SP, 19/03/2017 – 18:47

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Cristiane N. Vieira

"ainda será possível com essa PF???"

CORREÇÃO: No trecho do comentário original "afinal é prematuro dizer, na fase em que está, que se trata do problema sistêmico e avassalador que o escândalo sugere e que só o tempo e investigação séria e profissional (ainda será possível com essa PF) poderiam esclarecer.", leia-se uma pergunta entre os parênteses: "ainda será possível com essa PF???". No Brasil, as interrogações são às vezes mais reveladoras que os pontos finais. 


 

Aproveito para dar voz a Renato Russo, o artista que conhecia tão bem o que há de podre no reino de Brasília e do Brasil. (discordo apenas da censura ao voto dos analfabetos, que podem conhecer e elaborar melhor a realidade que muitos letrados estupidamente ignorantes do livro da vida e do mundo).

 

“PERFEIÇÃO” (Álbum "O descobrimento do Brasil" de 1993)

Vamos celebrar a estupidez humana

A estupidez de todas as nações

O meu país e sua corja de assassinos covardes

Estupradores e ladrões

 

Vamos celebrar a estupidez do povo

Nossa polícia e televisão

Vamos celebrar nosso governo

E nosso estado que não é nação

 

Celebrar a juventude sem escola, as crianças mortas

Celebrar nossa desunião

Vamos celebrar Eros e Thanatos

Persephone e Hades

Vamos celebrar nossa tristeza

Vamos celebrar nossa vaidade

 

Vamos comemorar como idiotas

A cada fevereiro e feriado

Todos os mortos nas estradas

Os mortos por falta de hospitais

 

Vamos celebrar nossa justiça

A ganância e a difamação

Vamos celebrar os preconceitos

O voto dos analfabetos

Comemorar a água podre e todos os impostos

Queimadas, mentiras e sequestros

Nosso castelo de cartas marcadas

O trabalho escravo, nosso pequeno universo

Toda a hipocrisia e toda a afetação

Todo roubo e toda indiferença

Vamos celebrar epidemias

É a festa da torcida campeã

 

Vamos celebrar a fome

Não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar

Vamos alimentar o que é maldade

Vamos machucar o coração

 

Vamos celebrar nossa bandeira

Nosso passado de absurdos gloriosos

Tudo que é gratuito e feio

Tudo o que é normal

Vamos cantar juntos o hino nacional

A lágrima é verdadeira

Vamos celebrar nossa saudade

E comemorar a nossa solidão

 

Vamos festejar a inveja

A intolerância, a incompreensão

Vamos festejar a violência

E esquecer a nossa gente

Que trabalhou honestamente a vida inteira

E agora não tem mais direito a nada

 

Vamos celebrar a aberração

De toda a nossa falta de bom senso

Nosso descaso por educação

Vamos celebrar o horror de tudo isto

Com festa, velório e caixão

Está tudo morto e enterrado agora

Já que também podemos celebrar

A estupidez de quem cantou essa canção

 

Venha!

Meu coração está com pressa

Quando a esperança está dispersa

Só a verdade me liberta

Chega de maldade e ilusão

 

Venha!

O amor tem sempre a porta aberta

E vem chegando a primavera

Nosso futuro recomeça

Venha que o que vem é perfeição

 

Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo " (fonte: https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/46967/).

 

E fecho com Caetano Veloso, um dos príncipes entre nossos poetas-filósofos da canção popular. (pra quem tem Cartola, Noel Rosa, Chico Buarque e Gilberto Gil o reinado também pode ser democrático). 

 

“PODRES PODERES” (Caetano Veloso no disco “Velô”, de 1984)


Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Motos e fuscas avançam
Os sinais vermelhos
E perdem os verdes
Somos uns boçais

Queria querer gritar
Setecentas mil vezes
Como são lindos
Como são lindos os burgueses
E os japoneses
Mas tudo é muito mais

Será que nunca faremos senão confirmar
A incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos
Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que esta minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir
Por mais zil anos
Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Índios e padres e bichas
Negros e mulheres
E adolescentes
Fazem o carnaval

Queria querer cantar afinado com eles
Silenciar em respeito ao seu transe num êxtase
Ser indecente
Mas tudo é muito mau

Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades
Caatingas e nos gerais

Será que apenas os hermetismos pascoais
E os tons, os mil tons
Seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão
Dessas trevas e nada mais

Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais
Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo e mais fundo
Tins e bens e tais
Será que nunca faremos senão confirmar
Na incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos
Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que essa minha estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir
Por mais zil anos
Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais
Nos pantanais, nas cidades
Caatingas e nos gerais

Será que apenas
Os hermetismos pascoais
E os tons, os mil tons
Seus sons e seus dons geniais
Nos salvam, nos salvarão
Dessas trevas e nada mais

Enquanto os homens
Exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais
Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
Daqueles que velam
Pela alegria do mundo
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!” (fonte: https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/44764/)

SP, 19/03/2017 – 23:07 (reenviado porque ausente a mensagem de espera na fila de moderação).

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E os trabalhadores dessa indústria?

Que tal saber da posição dos trabalhadores dessas grandes indústrias de carne, em vez de defender empresários exploradores. Vídeo da CUT e da Confederação dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação.

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O conceito de nação e o interesse nacional

A idéia de interesse nacional presupõe o existencia de um conceito mínimo de nação que por sua vez requer o reconhecimento da soberania não apenas territorial mas da constituição como espinha dorsal do pacto social em torno do qual se constroi o pais.

A frase de Moro " Não vou colocar em risco um acordo de colaboração com os Estados Unidos por capricho da defesa" vai de encontro a soberania nacional colocando a jurisdição brasileira sob dominio da estrangeira e se for verdade que acordos foram celebrados pela força tarefa a revelia do ministerio da justiça e do senado é uma confissão explicita de que não se reconhece o conceito de nação muito menos os interesses nacionais.

A melhor definição de fundamentalismo é atribuir ao todo razão parcial, ou seja tormar absoluto meias verdades. Nesse ponto nada supera Dalagnol quando compara Lula a um "general em crime de guerra" que "pratica crimes de seu gabinete" e que segundo a defesa não compareceu a nenhuma das 24 audiencias nem ouviu as 73 testemulhas que desmontaram a acusação. Essa afirmação deve ser entendida como grotesco fundamentallismo onde se acredita em coisa do tipo: provas ilicitas devem ser aceitas se colhidas de boa fé ou ainda se alguem for contra as 10 medidas é a favor da corrupção.

Como esperar que uma operação conduzida sem respeito nem a soberania nacional nem a constituição, que protege supostos corruptos abertamente impedindo que perguntas chaves sejam feitas e que ainda vazam informações sigilosas de acordo com sua propria agenda tanto para midia local quanto para autoridades estrangeiras colaborando para que empresas nacionais sejam processadas no exterior possa compreender o conceito de interesse nacional?

O artigo da Ombudsman do jornal Folha de São Paulo dizendo que a lista de Janot foi vazada pela PGR, comentado aqui no GGN, reforça a ideia que a imprensa esta sendo usada para disseminar as ideias fundamentalistas e proteger quem comvem, mas acima de tudo esta sendo usada como poderosa arma de guerra como sugere Dalagnol na fala contra Lula.

Neste caso parece obvio destruir uma cadeia produtiva atraz da outra atravez desse artificio como foram os casos da Petrobras, do programa nuclear, e agora o da carne leia-se Agronegocio.

 

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Roberto S

Muito bem sintetizado

Pois que vivemos o estado de exceção desde o descobrimento destas terras e até hoje somos colônia de tudo o que é pior nessa terra.

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...

"A corrupção no Brasil é um monstro. Desvia R$ 200 bilhões. O triplo do que se gasta em saúde e educação. Não tenho dúvida nenhuma de que quem rouba milhões, mata milhões". (fonte: de um 'imbecil')

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Bia Serrano

Partidarização e lambança no Tribunal de Contas da União

                A partidarização das instituições brasileiras como judiciário, ministério público, polícia federal, receita federal, tribunais de contas entre outras, tem produzido verdadeiras aberrações no funcionamento da sociedade. A maioria dos membros de importantes instituições brasileiras prefere o aplauso fácil de uma decisão politiqueira a uma reputação construída por decisões consistentes e ponderadas, que garantam a respeitabilidade entre os “grandes” nomes de cada área. É a ideologia do sucesso fácil que predomina em detrimento ao trabalho árduo e respeitável.

                Neste artigo, o foco será a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) e as consequências de suas decisões sobre a gestão pública e sobre a política fiscal. O papel do TCU no golpe é bem conhecido e a imagem de seu procurador entre manifestantes com camisas da CBF é eloquente demais para serem ignorados pela história. Mas o que será tratado aqui é a nefasta jurisprudência que está sendo construída da herança da participação “técnica” e política do TCU no golpe.

                Historicamente, os tribunais de contas são comandados por políticos cansados ou em dificuldades com as urnas. Não são raras as histórias de conselheiros que recebiam propina para fazer vistas grossas a casos de corrupção. Mas um competente e muitíssimo bem pago corpo técnico e jurídico garantiam alguma coerência aos tribunais de contas. Garantiam...

                Para se derrubar Dilma, foi necessário a subordinação automática de toda política fiscal aos relatórios fiscais bimestrais e `a meta de superávit primário da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Foi uma etapa necessária para se considerar os decretos de crédito suplementar ilegais.

                De fato, toda a construção da argumentação do impeachment é problemática, pois esses decretos alteram as dotações orçamentárias, que é meramente uma autorização legal para a realização de um gasto. A meta de superávit primário é caixa, o que entra e sai da Conta Única do Tesouro Nacional. Como qualquer cidadão sabe, entre o momento que um político coloca uma obra no orçamento até o momento que ela vira realidade pode demorar anos e, consequentemente, o pagamento mais alguns meses. Por isso, o instrumento legal para a obtenção do superávit primário é o decreto de programação financeira, que controla as autorizações de pagamentos e empenhos quase dentro das repartições e dos canteiros de obras públicas.

                De qualquer forma, a construção desse edifício legal defeituoso precisou de alguma fundação, mesmo que realizadas sobre a areia. Mesmo que essa obra malfeita deixe vítimas sob os escombros.

 

A lambança do TCU na gestão pública

 

                A volatilidade da receita pública torna problemática a tomada de decisão com base em relatórios fiscais de apenas um bimestre. O capitalismo oligopolizado brasileiro torna a arrecadação dependente de estratégias tributárias de grandes grupos como Petrobrás e Vale. Ademais, o gestor público tem em suas mãos instrumentos para superar a frustração de receitas como a realização de refinanciamento de débitos tributários e antecipação de concessões públicas. Ora, se a receita é volátil e a gestão pública tem condições de fazer frente a frustrações de receita, qual o sentido de subordinar automaticamente toda a despesa pública a esses relatórios?

                A subordinação na política fiscal a resultados bimestrais implica na execução da despesa pública aos soluços. O avanço e desmobilização de obras implica em custos. Mobilizar e desmobilizar um canteiro de obras resulta em despesas trabalhistas, obras civis entre outras. Assim, o TCU está tornando as obras públicas brasileiras ainda mais caras e demoradas.

                Além disso, a falta de um horizonte adequado para execução de políticas públicas acaba dificultando sua realização e criando dificuldades em sua gestão.

 

A lambança do TCU na política fiscal

 

                A utilização dos gastos públicos para gerir o nível de emprego na economia é conhecida desde os anos 30, quando Keynes publicou sua famosa Teoria Geral.

                No entanto, os trabalhos de Sargent e Wallace no início dos anos 80 e de Alesina e Perotti nos anos 90 colocaram a política fiscal e a despesa pública num papel secundário na macroeconomia. Ao invés de atuar ativamente para garantir níveis adequados de emprego, renda e inflação, agora a política fiscal deveria propiciar níveis baixos de endividamento para que a política monetária pudesse gerenciar os níveis de preços da economia.

                Mas desde a crise financeira internacional há toda uma revisão desse arcabouço por economistas do porte de Larry Summers, Olivier Blanchard, Alan Auerbach, Michael Woodford e Paul Romer. O papel da política fiscal na criação de empregos, especialmente nas crises, é amplamente aceito nos novos trabalhos dos grandes economistas do mundo.

                Se o gasto público está intimamente ligado a uma esfera essencial da vida do cidadão como a empregabilidade, nada mais natural que o Poder Executivo discuta antes com o Legislativo a necessidade de cortes de despesas que podem implicar na destruição de milhões de empregos.  Essa é, aliás, a incompreensão de grande parte do tucano que acusam Dilma de não ter implementado as desastradas políticas de 2015 durante o ano eleitoral, como se a destruição de empregos pela política fiscal fosse algo inexorável.

                É esperado que os auditores do TCU desconheçam os corajosos e revolucionários trabalhos sobre política fiscal de Randall Wray, Scott Fullwiler, Mathew Forstater e Stephanie Keaton. Mas é inaceitável que economistas profissionais desconheçam aquilo que é publicado na American Economic Review e no National Bureau of Economic Reserach (NBER), organismo composto por 26 prêmios nobels e 13 ex-presidentes do Conselho Econômico dos EUA.

                A ignorância sobre as mudanças no debate sobre política fiscal é mais grave ainda quando lembramos que no TCU o vencimento básico de um auditor chega a R$ 28,5 mil. Acumulando chefias e verbas indenizatórias, é comum auditores receberem nababesco salários próximos a R$ 40 mil. Os auditores também não podem reclamar de falta de tempo, pois uma jornada semanal de 35 horas, além do recesso que se soma às férias, permitem tempo de sobra para uma atualização em questões essenciais da profissão.

                O preço da partidarização do TCU é enorme. Estamos numa crise econômica gravíssima em que mesmo antes da PEC 55, a jurisprudência já alijava o Estado de instrumentos essenciais para a superação da crise.

                A crise econômica é gravíssima. Mas a crise institucional brasileira é ainda mais grave, pois sem instituições sólidas e republicanas temos poucos instrumentos para lidar com o colapso econômico. 

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Fábio de O. Ribeiro

O Jornal do Brasil noticiou

O Jornal do Brasil noticiou agora no Twitter que Trump ligou para Temer parabelizando-o pelos excelentes resultados obtidos.
Alguma dúvida sobre quem se beneficia com a destruição programática da economia brasileira é e com a desnacionalização do petróleo e da Petrobras?

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Burros vira latas

As pessoas não lêem as notícias, preferem os boatos espalhados em papos de buteco. A informação real da operação, diz no aspecto menos importante, que haviam alguns problemas técnicos de manipulação e armazenagem, alguns políticos e fiscais corruptos e a parte na qual se fala na venda de carne estragada, onde TODOS FICARAM ASSUSTADOS e como brasileiros que são, DEIXARAM A INFORMAÇÃO REAL DE LADO E PARTIRAM PARA A BOATARIA. A quantidade de carne estragada encontrada foi muito pequena e só seria usada em embutidos. Foram 33 fornecedores autuados num universo de mais de 2000... Ah! Mas se fosse eu a comer carne estragada, ficaria contente? É claro que não e eu não tenho a menor pena dos envolvidos, cana neles! O problema é ver os papos de boteco já botando toda a nossa carne, certificada e de boa qualidade, vendida em vários países, como suspeita e ruim. Brasileiro é muito burro e vira lata!

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"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

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Pedro Augusto Pinho

OPERAÇÃO LAVA JATO – TRÊS ANOS DESTRUINDO O BRASIL – HITLER GANH

OPERAÇÃO LAVA JATO – TRÊS ANOS DESTRUINDO O BRASIL – HITLER GANHOU A GUERRA

Em 2003, o economista e escritor argentino Walter Graziano escreveu “Hitler Ganó La Guerra” (Editorial Sudanericana, 2004). Enumera neste trabalho os casos que investigou sobre as falsidades levadas às pessoas e repetidas pela comunicação de massa e até mesmo ensinadas nas escolas e universidades. Entre elas está, por exemplo, a Teoria Econômica de Adam Smith, desmentida pela demonstração matemática da Teoria dos Jogos, por John Nash, e pela pesquisa de Richard Lipsey e Kelvin Lancaster formuladores do “Teorema do Segundo Melhor”. Também trata das mentiras sobre o petróleo, a energia, as ações que não chegam ao público dos órgãos de espionagem e preparação de golpes dos Estados Unidos da América (EUA), do grupo Bilderberg e do 11 de setembro estadunidense, que aprisionou os próprios norte-americanos no “U.S. Patriot Act” e desencadeou as guerras, ainda em curso, no Iraque e em selecionados países do Oriente Médio e norte da África. Sobre esta farsa o escritor e jornalista francês Thierry Meyssan estará lançando, nos próximos dias, o livro “Sous nos Yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump” resultado de suas investigações sobre o que chama “o golpe de estado do 11 de setembro”.
Não temos do que nos queixar, aqui no Brasil. A mídia nativa é dominada, oligopolisticamente, por poucas famílias, e age sempre articulada com interesses estrangeiros. Nossa didática é colonial, incutindo-nos, desde a tenra infância, preconceitos e teorias absurdas sobre nosso próprio povo e nossa capacidade.
Chegamos então ao ápice do combate à nação brasileira com a Operação Lava Jato, apresentada como um instrumento de combate à corrupção.
Vejamos o seu sucesso nestes três anos de existência. Talvez o mais grave, pois a economia sempre pode ser reconstruída, seja a mentira e a hipocrisia como instrumento de poder. E nem aí estaremos sendo originais.
Nem tratarei da extinção da engenharia brasileira, pois qualquer um que tenha dois neurônios em funcionamento já percebeu Também não escreverei sobre a ação de desmoralização da mais competente empresa de petróleo para as áreas oceânicas profundas, onde o petróleo já é produzido desde agora e no futuro o será unicamente, tirando o País da competitividade que ameaçava as empresas das potências coloniais.
Vou me ater a ação destrutiva dos agentes estrangeiros, infiltrados no judiciário, na procuradoria e na polícia, aliciados em cursos promovidos pelo Departamento de Estado dos EUA, por viagens de estudo ou de prêmio (sic) ao exterior, ou simplesmente pela vaidade e pela vontade e espírito, não o talento, de encenação diante das câmeras, na tentativa de extinguir outra área onde o Brasil se tornou capaz de enfrentar a concorrência externa e surgir como potência econômica e administrativa: a produção de alimentos, principalmente os processados.
Tenho convicção que não foi por mero acaso que este “escândalo”, seguindo o padrão Lava Jato, se deu numa sexta-feira, para ser capa das revistas semanais, lançadas no sábado, matéria dos jornais televisivos, sem possibilidade de acionar defesa efetiva, pois estará no paralisante fim de semana.
Vamos discorrer um pouco sobre esta indústria exportadora de alimentos. Acompanhei há muitos anos, ainda que indiretamente, as tratativas nacionais para exportação de carne para os países árabes e para Israel. Havia diversos protocolos a serem cumpridos e a permanente presença de fiscais dos importadores nas unidades produtoras brasileiras. Todos os procedimentos constavam dos contratos de exportação, suas comprovações e atestados, além das penalidades e foros de arbitragem e julgamento. Não era uma ação improvisada, sujeita a humores e venalidades, ao sabor de seus executantes. No entanto, aqui e em quase todos os países em que trabalhei ou onde observei estes processos de autorização administrativa, a corrupção existe e não será um simples sistema de controle que a impedirá. É o fiscal que deixa de conferir o volume ou as autorizações, é um chefete que dorme com o papel na gaveta e todos que tem ou tiveram que lidar com processos administrativos, públicos, privados ou tercerizados, sabem muito bem o que e como ocorre. Repito que isto não é privilégio nacional, nem de país colonizado. Nas potências, nos colonizadores ele está presente em volumes e frequências que só a mídia venal e hostil ao Brasil oculta.
Por que então o “escândalo da carne”? Porque envolve outra área onde as empresas brasileiras ganharam competitividade e crescem a cada dia. A mesma filosofia Lava Jato que só encontra “corrupção” nas empresas brasileiras que atuam em todo o mundo, com competência técnica e gerencial, que ganham concorrências nos EUA e na Europa, disputando com as grandes corporações locais, e possam ser prejudicadas, punidas, judicialmente ou pelo mercado. Acaso alguma empresa estrangeira esteve envolvida nos “escândalos” da Lava Jato? Algum grande executivo ou acionista destas empresas que, até recentemente, abatiam os subornos no Brasil e em países estrangeiros de seus impostos nacionais foi sequer mencionado na imprensa ou coercitivamente, sob holofotes, intimado a depor?
Desde que a banca ou o Poder financeiro ou, nas palavras do grande brasileiro Adriano Benayon, a “oligarquia financeira” tomou conta de nosso País, o que vemos no Brasil é o crescimento da corrupção, da alienação de nossas riquezas e o controle externo de nossa economia. E tudo isso foi exponencializado com o Golpe de 2016.
Este escândalo do dia em relação a empresas brasileiras exportadoras de produtos alimentícios industrializados ou processados se insere no projeto Lava Jato de desmonte nacional, como aconteceu com a engenharia nuclear, a engenharia de montagem, as prestadoras brasileiras de serviços na área de petróleo e energia e todo conhecimento e empregos de pesquisa e desenvolvimento nestas áreas. Em resumo com o retorno ao Brasil Colônia, com um dirigente fantoche.
Esta guerra do capital especulativo, do capitalismo estéril, contra o capital produtivo, o capitalismo industrial, está sendo ganha pelo primeiro, mesmo derrotado nas urnas. Hitler vem ganhando a guerra que propõe a dramática redução da população mundial. E o faz, como só poderia fazer, com embustes, farsas, falcatruas e muito cinismo.
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

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Alex Alex

Desonestidade!

Falta de honestidade intelectual sua! 

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Marcos Lemones

A argumentação foi muito boa.

A argumentação foi muito boa. Já é apenas o atestado mais primário de falta de argumentos: partir para atacar a outra parte, já que não tem capacidade para contra-argumentar.

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Wilson Dalmaso

Sem argumento

Apresente argumentos. Tente ler novamente o excelente texto. Precisamos acabar com essa epidemia de sermos vira-latas, 

onde só aqui no Brasil há corrupção.

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Aurélio Junior 50

Deve saber melhor. Lembra da peste suína na década de 70 promovida pela rede globo? Obrigou os produtores rurais do sul do país a sacrificarem seus rebanhos e derrubou o mercado da carne suína brasileira. Segundo as más línguas foi por causa dos EUA. Na metade da década de 80, eu estava na universidade, quando surgiu a crise do bicudo nas lavouras de algodão Brasileira. Também a teoria da conspiração dizia que foi causada pelos EUA por causa da competição dos tecidos de algodão brasileiro para exportação. O bicudo apareceu ao lado do aeroporto de Viracopos. Direto de aviões americanos.

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Júlio César Rodrigues

Os coitados são eles??

Não nos esqueçamos que os pecuaristas estão entre a parcela mais retrógrada e canalha da elite brasileira, são eles que financiam os políticos de direita, apoiaram o golpe, escravizam trabalhadores, pressionam para manter o dólar exageradamente alto para enorme prejuízo do mercado interno e indústria nacional e, finalmente, como se nos revela agora, nos envenenam - nada valemos - querem nos ver mortos de câncer. Preservar a imagem da indústria da carne, e supostos empregos, impostos, etc. é o cacete! Quero que se ferrem, que vão à falência!

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Infelizmente convimemos

Com canalhas em toda a nossa vida. Também está cheios de canalhas no agronegócio, ambiente culturalmente retrógrado. Mas querer destruir o agronegócio brasileiro para termos de engolir os empresários retrógrados e canalhas estrangeiros? Ou acha que os pecuaristas americanos e australianos são diferentes dos brasileiros. Por isto precisamos lavar com criolina é nosso judiciário, que também é canalha e retrógrado e trazermos uma nova água sanitária para punir os empresários corruptos, canalhas e retrógrados. E salvar a economia e os milhões de empregos dos brasileiros.

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franciscopereira neto

Estrelas

Eu não sei porque o seu comentário estava pontuado com apenas uma estrela.

Eu cliquei para cinco.

Concordo contigo, primeiro porque sou da área, e comprovo na prática que existem sim produtores rurais, pecuaristas, principalmente produtores de leite que fazem dos seus funcionário verdadeiros escravos. Eu constatei in loco.

E esse filho da puta apoiou o golpe, vive procurando uma boquinha aqui, acolá para levantar recursos subsidiados do governo para se dar bem nos seus negócios. É um verdadeiro pulha. Mantenho amizade com ele, mas está atravessado na minha garganta e o momento propício virá, e eu terei o prazer de dizer na cara dele o que ele faz e o que eu penso dele.

Conversei com seu funcionário na propriedade desse pulha e o convidei para um festa que nós organizamos em comemoração ao dia do agricultor, 28 de julho.

O coitado disse que não tinha condições de ir porque trabalhava a semana toda. Tinha só um folga de fim de semana por mes.

Disse ele que levantava as 04:00 h da madrugada e só se recolhia para a sua casa geralmemte por por volta da 20:00h.

E esse tempinho que lhe sobrava ele usava para o culto na sua igreja. Não preciso dizer que ele é evangélico.

Se isso não for trabalho escravo, então vou ter que voltar a idade média e verificar como era o sistema feudal.

Há alguma diferença hoje no Brasil com o que ocorreu na idade média?

As outras malandragens citados por você é só verificar a bancada ruralista no Congresso.

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Alcides Lino

Acabei de contratar um

Acabei de contratar um funcionário da área rural que tinha essa mesma jornada. Deixou o o emprego anterior em razão da penosa jornada de trabalho. Nem registrado estava. É o Brasil escravo.

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Luiz Luz

Mas se a investigação ocorre

Mas se a investigação ocorre em segredo, vaza informações somente para os envolvidos, a operação "Abafa" dos políticos e donos de frigoríficos seria tão forte que iriam transferir ou subornar os envolvidos e paralisar a investigação. 
Se a investigação é exposta de forma a não permitir que seja detida, acaba prejudicando o país.
Este na verdade é o grande dilema hoje. 
São tão poucas pessoas confiáveis que tudo tem de ser escancarado para não ser sabotado...
Em ambos os casos temos consequências. Infelizmente a maioria ruins.
Se conseguem abafar... Haverão milhares morrendo com câncer, infecções alimentares, etc...
Se fica exposto gera prejuízo e desemprego em toda a cadeia econômica associada... 
A quantidade absurda de desempregados que a ganância de alguns poucos levará.
Vejam como toda e qualquer forma de corrupção é prejudicial ao país. 
Mas a raiz do problema é mais embaixo.

Como o "jeitinho" será fatal para alguns e desesperador para outros.
A corrupção é nosso maior mal.

O engenheiro que aceitou propina para aprovar uma obra que não seguia as especificações... "O que há de errado afinal?" 
Alguns anos depois a morte dos moradores soterrados (havia a mãe de um funcionário do Detran entre os moradores)...

O funcionário que faz vistoria no Detran para liberar um carro com os pneus carecas por apenas "cemzinho"... "O que há de errado afinal?" 
Apenas o carro não conseguiu frear e matou algumas pessoas que estavam no ponto de ônibus...(O filho de um fiscal sanitário estava entre as vítimas)...

O fiscal sanitário deixa passar leite contaminado para "ganhar" uma viagem no fim do ano com a esposa... "O que há de errado afinal?" 
Apenas uma criança que desenvolveu câncer por causa do formol presente no leite...(A criança é neta de um engenheiro...)

Os brasileiros passam a tratar corrupção com tolerância zero ou sofrerão na corrupção uns dos outros eternamente...

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WG

Os imbecis descritos na

Os imbecis descritos na matéria fazem questão de expressar sua ignorância e burrice em alguns comentários. Além de imbecis, não se importam com milhares de empregos que serão perdidos com o desmantelamento do setor. A lava jato opera há três anos, levando ao poder uma quadrilha de ladrões, e os imbecis aplaudem. E os imbecis acreditam que a PF acabará com a corrupção nas empresas nacionais. E a PF não se incomoda com  as empresas estrangeiras, basta ver o que acontece no metrô de SP. O mercado, interno e externo, será fatalmente reduzido. E os imbecis não entendem que haverá menos emprego, menos renda, mais conflitos sociais, mais violência. É difícil saber qual a tragédia maior, se o REINO DOS IMBECIS  ou a DESTRUIÇÃO DO PAÍS, mas as duas estão interligadas. 

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A "carne de burro" dos frigoríficos

A incansável defesa dos "interesses nacionais", algo místico aqui nestas plagas, resume bem o ideário daqueles que se arrogam como seus guardiães. Não há o que debater para uma intelligentsia vanguardista que já o tem como claro. Nem se preocupa em defini-lo para o populacho e aos equivocados. Ou talvez, nos intervalos do Jornal Nacional, o tal interesse tenha sido exposto de forma simplória em termos do desempenho das exportações do "campo" brasileiro. O "campo" é outro conceito que persistiu historicamente, mas que hoje é posto de forma vaga, ocultando os interesses da classe dos ruralistas. Defender o campo, o pasto e o boi nacional, que seria o "cidadão" violado pela PF, foi o que nos restou desse desprendido interesse nacional. Símbolo daquilo que a nossa propaganda (nacional) já chamou de "efeito denorex". A descoberta dos interesses corporativos no Brasil e no mundo não devia ser um desafio muito grande para a percepção de ninguém. Afinal a bancada ruralista, com algumas exceções, namora (através de um PL 4059/12) a venda de terras para estrangeiros (1% delas já foram negociadas, segundo sabemos). A pergunta mais simples a responder é: o que de fato é esse tão alegado interesse nacional? Por que ele estaria correndo perigo? E olhe que o "Sr, Crise" tinha melhores sacadas.

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Humberto Miranda

Salve-se, torne-se oposição!

Na primeira hora da divulgação da notícia tinha o vinculo com caixa dois do PMDB,  que sumiu dos noticiários brasileiros!

Fora do brasil a vinculação com corrupção ampliou-se...

Isso não vai ferrar só o mercado de carne!

Vai ferrar com todas as exportações sensíveis a corrupção, bem como serviços prestados por pessoas!

Isso mesmo!

A falta de indignação do povo, vai levar o povo junto!

E vai trazer para cá mais e mais empresários sem escrúpulos!

Essas privatizações são um bom início...

A rede globo ainda vai ser barrada em eventos lá fora, esse dia está chegando...

Juntos e misturados com os corruptos!

Corrupção no legislativo, judiciário e executivo - Corruptos de todos os gostos e cores!

O Brasil é o primeiro pais do mundo governado explicitamente pela corrupção!

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"O que fazemos na vida, ecoa na ETERNIDADE!" (Máximus - Gladiador)

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

Boiada e a economia do governo golpista indo pro brejo

Manada - Simpatia & Gente Fina

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" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

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Concordo, a imbecilidade da

Concordo, a imbecilidade da PF, enquanto corporação, é uma definição perfeita. A imbecilidade observada nas redes sociais é um fato concreto, e pode ser constatada por alguns comentários a este texto do Nassif.  A maioria das pessoas é incapaz de interpretar um texto, o máximo que consegue é ouvir o JN, com textos já simplificados e manipulados. Endosso a opinião de um dos comentaristas, de que os agentes da PF, quase todos, tem como objetivo levantar um dinheiro PF, pois tem a arma e a proteção da corporação. Por último, é evidente que a corrupção não é nosso maior problema, só os imbecis não veem. As grandes corporações e os sistemas políticos, em todo o mundo, a praticam. Falta entender a participação das oligarquias nesse desmonte geral, ou seja, é exatamente o que desejavam ou há algo que fugiu de seu controle ?

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João Junior

É um ponto de vista.

É um ponto de vista. Respeito, mas discordo. Não acho que caiba à Polícia avaliar a conveniência da investigação para o país e nem os seus impactos econômicos. À Polícia cabe investigar. Obter os indícios de autoria e materialidade de um ilícito. Uma pena que mais uma vez agentes públicos, políticos e grandes empresários estejam envolvidos em esquemas criminosos que fazem tanto mal ao país. Não se pode fazer essa inversão de valores como se o mal tivesse sido causado por quem investigou e não por quem de fato cometeu o crime. A idéia de que uma investigação deve ser interrompida sob a alegação de que seu desfecho será prejudicial à economia, me parece absurda.

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Seu ponto de vista

E de muitos imbecis será ver a corrupção e criminalidade vir de fora. Seremos o país mais honesto do mundo na sua opinião (PSDB vai ser santificado) mas dominados pelos piores corruptos e criminosos dos EUA, China, Coréia e UE. Se somos pisoteados pelos nossos, imagine o que os de fora faram.

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Romanelli

A JUSTIÇA, MP e PF perderam o

A JUSTIÇA, MP e PF perderam o juízo faz tempo  ..não têm mais rédeas, bom senso  ..elegeram-se paladinos com direitos a benefícios exclusivos ..reeditaram o "Sabe com quem ta falando", o "TEJE preso".TUDO é show, sensacionalismo ..nada mais é feito pelo lado da LEI, da cidadania, do respeito, do interesse NACIONAL ..tudo é má fé, ESCÁRNIO geral ..todos são culpados e devem ser apedrejados mesmo que consigam provar o contrário.Faltam análises, ponderações, sensibilidade, VISÃO, sabedoria, conhecimento ...dignidade e ética ..TUDO isso tb é devido da baixa qualidade de ensino e educação básica de convívio ..como nos exemplos tirados recentemente dos embates midiático-FASCISTAS havidos entre Maluf x Datena e Hollyday x Panunzio  ..coisa horrível, a mídia fazendo papel de polícia, de justiça e de carrasco inclusive.Também ?! ..décadas seguidas sendo obrigados a conviver com frases feitas ..sem dispor de controle remoto ou de melhor opção de informação e de entretenimento.....dum lado era o"OH LOCO MEU !! " do Faustão  ..ou o "ISSO é uma vergonha" do B.Casoy, que sequer ele mesmo soube se passar a limpo no episódio dos "vassourinhas".....ou as crises sem fim de Miriam Leitão e seus miquinhos adestrados  partidos "do mundo financista do mercado".....ou ainda do convívio contínuo com o estrelismo e ofensas IMPUNES de Mainardi, Cantanhede, Jabor, Noblat, Sardemberg, Joyce e Azevedos, dos falsos humoristas e proto jornalistas.....até com as "denuncias sobre corte de cabelo" do imortal Merval Pereira  ..fora ainda os tantos outros editoriais de jornal que nos sufocam pela palavra dirigida sem direito a contestação...claro que tudo tinha que dar nisso  ..na pregação do CAOS  ..no plantio da BAIXA estima que, pelas coincidências, acabam por nos levar a crer que tem MUITO interesse estrangeiro metido nisso  ..não é possível ?!...e só pra lembrar a vocês que FANTASMAS existem:. - A derrocada de Eike Batista - O vale tudo da Vale do Rio Doce e da Samarco- A liquidação e humilhação da Petrobrás e pré sal- A retomada da privataria de setores CARTELIZADOS como com gasodutos, a AGIP Liquigas e quiça, a BR distribuidora tb- A Industria Naval e de equipamentos pesados- As 10 principais empreiteiras sucateadas pelo MUNDO- JBS, BR foods, Seara, Aurora, Sadia e Perdigão agora...o restabelecimento da quarta frota  ..o weekleaks denunciando os grampos da CIA no BRASIL inteiro...o abandono de projetos como Angra 3, o submarino NUCLEAR,  a Plataforma de lançamento e Alcântara  ..até a desconfiança libertina sobre a compra de caças que não dos americanos.Aqui é como nos lembra F.Fernandez hoje: "Esse é o cara !!", dizia OBAMA ao apontar pra LULA  ..no qual deveríamos ter lido  .."o cara que deve ser DESTRUÍDO, ele e seu projeto, a bem dos EUA".Por fim, um desafio a quem AINDA  acredita em coincidências  ..tipo os TUCANOS que ainda brincam com o circo, cheio de crianças, que arde em chamas....Fidel, Lula, Dilma, Chaves, Evo e Cristina  ..todos com câncer  ..em tão pouco tempo  ..ta dentro das estatísticas ? ..mas o que essa turma andou comendo ?  ..criancinhas ?.nota - a todo este festival de extermínio e de desconstrução IMUNDA do adversário ..incluso a CRIMINALIZAÇÂO da POLÍTICA  ..eu NÃO isento a esquerda progressista de ter colaborado, de forma ingênua e mansa, com BOA PARTE destes massacres e matanças

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J.Brito

Carne fraca

Tirando toda a parte comercial,consequencias sócio econômicas do episódio, quem vai agradecer é o meio ambiente. Se do fato, alguns milhares de bois deixarem de peidar em nossos vastos pastos, nossa camada de ozônio agradece. ..

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Ugo

pense bem....

Que horror!!!!! Passar garfo e faca num inocente pé de alface e alegrar-se? O mundo acabou!

De um defensor da grama e gramináceos para os bois e churrasco.

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Adauto Damasio

Na miúda...

Concordo com Nassif. Tudo deveria ser feito "na miúda", nos recônditos das salas da PF e da Poder Judiciário. Pra que tanto alarde, prejudicando os "interesses nacionais"? O caráter público dessas operações é dipensável para o consumidor de carnes aqui e no exterior. Basta comparar com a industrialização brasileira. Alguém imagina a industrialização do Brasil com o Jornal OESP criticando Vargas? Nunca!!! Esse hábito de transformar problemas do páis em tema pública está se tornando uma praga!

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Antonio Tadeu Meneses

Carne Fraca

     O artigo do Nassif dá a impressão que ele está com saudade dos militares, naquele tempo, aquele governo era discreto, ninguém tinha direito a informação, a censura era implacável, a investigação era rápida e sigilosa, e quem não fosse a favor deles, pelo menos deveriam temê-los.

    Em suma eles fariam qualquer coisa para o salvar o governo, a economia deles e defender as empresas que os apoiavam, o povo que se danasse, porque não passariam de um bando de imbecis.

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Francisco Funcia

Concurso público MP × Defensoria

Sobre seu comentário a respeito do concurso público para o MP: eles são cobrados mais em questões de direito positivo, ficando uma lacuna sobre filosofia, sociologia e economia. Diferentemente da prova para Defensor Público, que entre os autores cobrados constam Boaventura Souza Santos, Baumann, além de autores da literatura. Não podemos esquecer também que, atualmente, os fármacos exercem papel importante para memorização do direito positivo.

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Ana Maria Costa

Operação Carne Fraca

Estava me perguntando ontem mesmo se o intuito não é acabar com as grandes empresas brasileiras...não que seus gestores não devam ser punidos, mas penso nos trabalhadores e na independência do nosso país. As grandes  empreiteiras em escândalos, agora as nossas exportadoras e grandes marcas de alimentos...em breve serão que empresas? As de cerveja? As de tecido? E quando não tivermos mais grandes empresas nacionais? Não disputaremos mais o mercado exterior e ficaremos à mercê de importar as coisas? Estou muito preocupada com o futuro do país, se é que ainda tem futuro...o brasileiro já não acredita em mais nenhuma instituição (só na PF).

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Luiz Cunha

Brasileiro acredita na PR ?

Brasileiro não acredita em mais nada. Como acreditar na Polícia Federal, que pagou aquele mico, colocando um agente condenado, usando tornozeleira eletrônica, conduzindo outro criminoso. O japonês da Federal , que virou herói, foi condenado pela Justiça por descaminho e contrabando. Era a esposa tomando conta do galinheiro e ainda dizem que o brasileiro acredita na PF? O brasileiro acredita que a PF está levando algum PC ( por fora)

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marcio r

funcionario publico e vc...

Isso aqui é um absurdo:

 

"Como é possível que concursos disputadíssimos tenham resultado em corporações tão obtusamente desinformadas, a ponto de não ter a menor sensibilidade para o chamado interesse nacional. Não estou julgando individualmente delegados ou procuradores. Conheço alguns de alto nível. Me refiro ao comportamento dessas forças enquanto corporação."

Funcionario pubico no Brasil a maioria e desqualificado.

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José Eduardo Garcia

OPERAÇÃO CARNE FRACA. O QUE É "SIGILOSO" HOJE EM DIA?

O Luís Nassif advoga "uma operação rápida e sigilosa" teria sido melhor para atender os interesses nacionais, mas esquece que:

1) Já em 2012, o Deputado Rubens Bueno denunciou este esquema ao então Ministro Mender Ribeiro Filho e... nada aconteceu, pelo que agir decisivamente para por cobro a um esquema duplamente criminoso - saúde e dinheiro - era essencial.

2) Segundo a PF, esta investigação consumiu dois anos, pelo que, se se quer um mínimo de segurança nas apurações, não se pode cobrar rapidez e precisão - sob pena, depois, de os culpados saírem ilesos por causa de falhas processuais.

3) O "sigilo" que ele advoga - além de ir contra todos os princípios de transparência existentes - poderia servir ou para encobrir culpados ou para inventar culpas onde não existem, já que a imprensa e a sociedade ficariam às escuras no processo.

4) A Polícia não está ai para atender a este ou aquele interesse, mas sim para cumprir uma função, e se vai ser achincalhada por cumpri-la, não pode ser censurada ou condenada quando não a cumpre.

5) E, por fim, para quem se diz jornalista, ele esquece, também e aparentemente por completo, de que vivemos numa era em que tentativas de abafar fatos ou de esconder verdades, por mais incômodas e/ou dolorosas que possam ser, são simplesmente destruídas através do poder da Internet.

A sociedade tem o direito de saber o que se faz por ela, com ela ou contra ela, e não há suposto "interesse nacional" que a isto se sobrepuje o que, de resto, é a argumentação usada por ditaduras de direita e de esquerda em qualquer lugar do mundo. E o Brasil não quer ditaduras de nenhuma espécie.    

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...

Muito bem pontuado, José Eduardo.

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JR Negrão

Concordo.

O caso diz respeito à saúde da população, ou será que dólares recompõem a sáude ou vidas perdidas? Esses empresários têm que entender que vivemos em outros tempos, hoje as redes sociais são implacáveis. Serão punidos não pelo nosso sistema judiciário apodrecido, que todos conhecemos, basta recordar o desastre de Mariana, serão punidos pelos consumidores. 

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