15 de junho de 2026

A derrota das técnicas nazistas como sinal de novos tempos, por J. Carlos de Assis

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As eleições atuais tendem a consagrar a vitória de uma candidata, mas não apenas dela. Assinala o possível fracasso no Brasil, pelo menos neste momento, de uma técnica de propaganda nazista usada extensivamente por Hitler e Goebels contra os judeus em sua saga de conquistar o inconsciente do povo alemão pelo poder da propaganda e da linguagem. O que foi, na Alemanha nazista, a Gestapo, aparece aqui como uma coligação de mídias sob liderança indiscutível da revista “Veja” com estreita cumplicidade com o sistema “Globo”.

Em “LTI – A linguagem do Terceiro Reich”, o filólogo Victor Klemperer observa que “o nazismo se embrenhou na carne e no sague das massas por meio de palavras, expressões e frases que foram impostas pela repetição, milhares de vezes, e foram aceitas inconsciente e mecanicamente” por grande parte do povo alemão. É o que se tentou fazer no Brasil manipulando vazamentos parciais de informações sobre a Petrobras, e uma narrativa distorcida do que foi o chamado “mensalão”, mediante o recurso da repetição indefinida.

É preciso informar o leitor sobre como isso acontece na prática. Trabalhei sete anos no copidesque e na Editoria de Economia do antigo “Jornal do Brasil”, quando ele era o principal formador de opinião política no Brasil, e cinco como repórter econômico da sucursal Rio da “Folha de S. Paulo”. Posteriormente, trabalhei um ano como principal colunista de economia política de “O Globo”. Digo isso para esclarecer que conheço pessoalmente a mecânica operacional da grande mídia. Vi como funcionava, e sei como funciona hoje.

Há um protocolo informal de troca de informações entre “Veja” e o sistema “Globo” pelo qual, na noite de sexta-feira, este último é informado sobre a principal cobertura que a revista, sendo semanal, dará no fim de semana imediato. No meu tempo de JB, isso funcionava quase naturalmente entre as redações da revista e do jornal, inclusive devido a relações pessoais entre os editores. A replicação, no jornal ou na tevê, do noticiário de “Veja” amplifica consideravelmente seu potencial de difusão.

Não há nesse caso qualquer preocupação com “furo”. A revista se sente muito bem recompensada pelo fato de que, com a participação da tevê, suas notícias-opiniões se espalham muito velozmente e configuram uma propaganda dela Brasil afora. O protocolo consiste em dizer: “Segundo a revista ´Veja´ deste fim de semana”, acontece isso ou aquilo. Invariavelmente é uma notícia de “escândalo”, algo que em sua origem pode ser pequeno, mas que é ultra dimensionado pela própria participação conjunta das mídias para atingir o governo ou o sistema político.

Registre-se que, em sua origem, esse protocolo funcionava em estrito sentido jornalístico, porém na direção da tevê para o jornal. No JB havia uma televisão na sala do copidesque e outra na sala do chefe de redação, contígua. Lembro-me bem que todos parávamos para ver o Jornal Nacional. No meio do jornal, o velho Carlos Lemos, chefe da Redação, gritava de sua sala: “Temos isso?”. Se a reportagem não tinha, tratava de ter, pois não era admitido que o jornal diário desconhecesse uma notícia dada pela tevê na véspera.

Agora a operação é inversa, porém não inocente. É um conluio político, não propriamente jornalístico. Uma prática nazista de manipulação da notícia pela qual a imprensa escrita semanal anuncia previamente para a tevê o que vai dar no fim de semana para que a denúncia do “escândalo”, manipulado ou simplesmente forjado, ganhe também as ondas eletromagnéticas.

Entretanto, quero avisar aos que se indignam mais veementemente contra essas práticas que não há nada a fazer que não viole o princípio sagrado da liberdade de imprensa. É claro que quebrar os oligopólios midiáticos pode ajudar. Mas o que de fato se deve fazer é mudar de revista ou trocar de canal. A linguagem da perda de leitores e de audiência é a única linguagem que entendem, assim como a linguagem da derrota anunciada. Algo, aliás, que já está acontecendo tendo em vista as redes sociais na Internet, o mais fantástico antídoto contemporâneo contra a manipulação de opinião dos grandes oligopólios midiáticos.

 

*Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional na UEPB.  

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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27 Comentários
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  1. Rabelo

    25 de outubro de 2014 1:45 pm

    Perfeito.

    Perfeito.

  2. Danilo prociu

    25 de outubro de 2014 1:45 pm

    1o. Ato de Dilma na 2a.

    1o. Ato de Dilma na 2a. Feira: Cancelar TODOS anúncios e propagandas estatais de ToDoS veículos. TODOS!!!!

    1. Leonardo M. G.

      25 de outubro de 2014 6:08 pm

      E usar essa grana pra

      E usar essa grana pra instalar antenas repetidoras da TV Brasil em todos os municípios com mais de 50 mil habitantes, transformando-a numa BBC brazuca.

  3. Roberto São Paulo-SP 2014

    25 de outubro de 2014 1:57 pm

    PSDB, FMI, desemprego e recessão nunca mais.

    Com o fim do horário eleitoral e dos comícios resta apenas a imprensa para a oposição tentar impedir mais uma vitória do PT e de Lula.

    Com claro objetivo de tentar aumentar a votação entre os eleitores mais ricos no sudeste, já que maioria da população ainda não tem dinheiro para comprar jornais e revistas, e pouco tempo para ouvir ou assistir rádio e televisão.

    O que é apenas mais uma das contradições da concentração de renda neste país, com a maioria da população sem dinheiro para comprar jornais, é muito restrito  poder de influência dos jornais e das revistas, principalmente diante de um governo que praticamente eliminou a fome com o Programa Bolsa Família.

    Com a enorme queda da credibilidade da maior parte da grande mídia em função das apostas no fracasso da organização da copa do mundo de futebol, o impacto eleitoral desta nova tentativa será bem menor do que em eleições anteriores, principalmente considerando o vexame que muitos passaram nas redes sociais(imagina na copa) por terem acreditado no fracasso da organização da copa do mundo de futebol, que vinha sendo pregado pela maior parte da grande mídia.

    Certamente muitos ainda estão ressentidos por terem sido enganados pela maior parte da grande mídia, e vão pensar mais do que duas vezes, para decidir o voto nestas eleições.

    1. Maurício Gil - Floripa (SC)

      25 de outubro de 2014 2:22 pm

      Isso, Roberto!

      Certíssimo, Roberto!

      É o que tenho dito ultimamente: o FHC, por vias tortas, está certo: sorte nossa que a grande maioria da população não tem acesso à essa mídia podre. Pode parecer uma contradição das esquerdas, mas é isso mesmo: se o povão se informasse pela nossa “gloriosa” imprensa, bye bye Dilma e Lula!

      Então, se é para ter este tipo de informação – manipulada, omitida a verdade, puros factoides – que permaneçam todos desinformados!

  4. marcos nunes

    25 de outubro de 2014 2:13 pm

    A “delação premiada” pode ser

    A “delação premiada” pode ser compreendida exatamente assim: são prometidas vantagens ao doleiro caso ele cite, ainda que não tenha provas absolutamente contra ninguém, supostos envolvidos em seus negócios, ou pessoas que saberiam que negócios eram esses e a quem beneficiaria.

    Isso na hipótese da matéria da Veja ser de fato baseada em algum depoimento do doleiro.

    É uma hipótese de trabalho, pois os fatos devem desmenti-la, e mesmo que não o façam, a consideração acima a explica.

    O ruim nesse episódio todo é que estamos aqui debatendo uma publicação (e uma empresa) ferida de morte (e que eu tenha ligado meu computador doméstico em um sábado para fazer comentários, o que jamais fiz).

    Que, com Dilma eleita, veja (ai…) seu ocaso abreviado.

    Isso se o governo agir de maneira minimamente coerente, sem mais pruridos “republicanos”, e tosar por completo as verbas federais aplicadas em publicidade na revistinha.

    Cuja “prova” não prova nada, não passando de uma calúnia que só foi feita porque, no Brasil, o Quarto Poder é a Oposição real para construção de um Brasil Imaginário, dos sonhos para uma classe abastada e que não quer progresso, só ordem para mandar os que trabalham à labuta sem direitos, esperanças, nada.

  5. Miguel A. E. Corgosinho

    25 de outubro de 2014 2:27 pm

    Os sintomas de golpe

    Os sintomas de golpe eleitoral se mostrou mais uma vez claro no debate de ontem, segundo a sua orientação prévia em relação ao metodo de implicar as formulações específicas para as sucessivas explicações de Aécio. 

    A objetivação de perguntas e a leitura obrigatória por “supostos indecisos escolhidos pelo programa” e o contexto de reportagens compradas da revista Veja e Isto É, para desqualificação de Dilma no dia do evento foram apenas o prólogo que se prestou em favor do grande movimento para a fraude nas urnas – em cujo codigo de fonte tem tanto poder de voto como os eleitores; e está nas mãos de uma empresa tercerizada metida com o Aécio.  

    Vexa-me o ministro Toffoli marcar o resultado para duas horas depois de encerradas as votações, alegando horário de verão, uma vez que os horários de adiantamento dos relógios dos demais estados são anteriores aos de apuração de votos pela hora de Brasília.

    Na verdade esse período de limitação dos meios de comunicação, entre 18 e 20 horas, pode ser usado para se mudar os resultados com o dispositivo já denunciado às autoridades chamado  “inserator”, o qual se encontrará no computador central junto aos dados oficiais.

    Portanto, não se trata aqui de resolver um problema teórico para salvar as eleições, no sentido de assegurar o voto livre, mas de preparar o povo intelectualmente para lutar contra um país escravizado pelas catástrofes do regime capitalista. 

  6. marcio valley

    25 de outubro de 2014 2:29 pm

    Disse e repito: após a

    Disse e repito: após a eleição presidencial a imprensa vai passar a dar destaque ao problema de água em São Paulo. Além disso, o problema tende a se agravar severamente, provavelmente passando de racionamento à pura e simples falta de água por longos períodos. Como abastecer uma megalópole como São Paulo à base de carros-pipa? Tarefa difícil, se não impossível. Com isso, cairá a máscara de bom gestor do PSDB que a mídia tenta passar para a população. Será inevitável a discussão sobre a ausência de planejamento em relação à captação e distribuição da água, bem como sobre a quase total ausência de manutenção e troca das tubulações, o que foi feito em prol da distribuição de dividendos aos acionistas da Sabesp. A partir daí, as chances eleitorais do PSDB serão reduzidas sensivelmente. Essa é a razão do desespero do PSDB, da Veja e outros “parceiros ocultos”, como disse a Dilma. A fala de Dilma, no programa eleitoral, endurecendo com a Veja, foi absolutamente necessária para sinalizar aos “parceiros ocultos” que o limite da tolerância havia sido ultrapassado criminosamente. Graças a isso, aparentemente a revista vai ficar falando sozinha, embora ainda tenhamos que aguardar os dois próximos Jornal Nacional para confirmar se alguma sanidade baixou nas redações. Creio, porém, que a Dilma somente corre algum risco se o desespero dos conservadores chegar ao ponto do crime eleitoral, da fraude. Se a eleição seguir o curso normal democrático que se espera, Dilma segunda-feira iniciará mais quatros anos de consolidação desse desenvolvimento incrível que o país vem assistindo desde 2003. É domingo, dia 26, Dilma 13 e confirma.

    http://marciovalley.blogspot.com.br/2014/10/seis-razoes-para-o-meu-amigo-indeciso.html

  7. Cafezá

    25 de outubro de 2014 2:46 pm

    O fato é que a revista veja

    O fato é que a revista veja não tem mais nenhuma credibilidade. Não pratica jornalismo. Portanto, já está mais do que na hora de parar de receber verbas do governo. Isso que eles aprontaram nessa última edição é um crime muito sério, desmerecendo todo o povo brasileiro, que, olhos dessa revista, não passa de gado a ser tangido. A justiça precisa agir, pois as calúnias assacadas contra Dilma e Lula  por essa revista atinge todo o povo brasileiro, que tem o sagrado direito de não ser enganado por uma revista panfletária e criminosa. 

  8. Raphael Soomer

    25 de outubro de 2014 2:46 pm

    Incrível

    As pessoas perderam a noção do ridículo, e aqui quem fala é um eleitor da Dilma (não do PT). Associar a nossa impressa ao nazismo é uma idiotice e canalhice sem tamanho, nem a Veja, um lixo de revista, pode ser comparado a algo que foi tão baixo e que tinha fins muito piores do que qualquer movimento ou evento que já ocorreu nesse país. Tenham um pouco de bom senso e percebam que esse radicalismo é tão baixo quanto os de Bolsonaros ou Constantinos da vida.

     

    Não confundam falta de ética (de nossa imprensa) com a falta de amor a vida de terceiros e pensamentos genocídas que alimentam atitudes como as nazistas.

     

     

    1. Jornazista Técnico

      25 de outubro de 2014 4:41 pm

      O sr. é que está confundido usar técnicas nazistas de propaganda

      Com ser uma imprensa nazista.

      Embora esta imprensa tenha contornos para-fascistas.

      Liberdade boa é a deles. Para isso é necessário calar ou abafar os contrários.

      Custe o que custar.

  9. Carlos K. Barbosa

    25 de outubro de 2014 3:15 pm

    “…Mas o que de fato se deve

    “…Mas o que de fato se deve fazer é mudar de revista ou trocar de canal. A linguagem da perda de leitores e de audiência é a única linguagem que entendem, assim como a linguagem da derrota anunciada…”

    De fato. Há cerca de 20 anos eu não vejo nem leio qualquer coisa advinda das Organizações Globo. E, garanto, não me faz falta, porque no Brasil há poucas mas melhores alternativas às coisa da Globo e suas subjacências (Pena que existe sabujacências)

    Na verdade, a Globo comunga da ideia de que o povo é ignorante. Talvez isso justifique o nivel plástico mas ôco da sua programação. Não considera que leitor crítico, que percebe o discurso escondido na reportagem. O leitor cuja intenção primeira é obter informação (e deixe que ele mesmo a interprete) e não a pronta e enviesada interpretação. A dita grande imprensa é nada mais que instrumento ideológico de 100 contra milhões.

    Não nos iludamos, porém, porque depois da Globo, viorá outra. Só estão a espreita da morte do Alfa. Então uma lei que coiba os abusos deeve ser bem amarradas. Mas quem vai elaborar tal ley?  O Congresso? O Judiciário? A Rede Globo?

  10. Henrique O

    25 de outubro de 2014 3:28 pm

    Abril surge VIOLENTANDO Constituição de 1946, Art. 160

    “Conforme o Contrato de Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada

    registrado no dia 16 de dezembro de 1947, a Editora Abril Ltda teve como primeiros sócios

    os italianos Enrico Frisoni, Piero Kern, Marcello Frisoni e Enrico Rimini, denominado

    como primeiro gerente. Ou seja, a Editora Abril foi constituída em 1947 por quatro italianos

    que, de acordo com Roberto Civita (2005), eram amigos de seu tio, César Civita.

    Diante disso, não se deve ignorar nesta história que os fundadores da Editora

    Abril eram estrangeiros. Algo proibido na Constituição de 1946, Art. 160, que não

    permitia a propriedade de empresas jornalísticas a estrangeiros. Entretanto, isso foi

    ignorado no registro da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

     

    Conforme Mário Sérgio Conti (1999), Victor era sócio minoritário da empresa,

    cujo capital era resultado da venda da parte da empresa americana de embalagens e da

    herança recebida de sua esposa. A maioria do capital era de seu irmão César. Já de

    acordo com Roberto Civita (2005), a editora que lançou em 1950 O Pato Donald

    erra de Victor Civita, de seu irmão César Civita e de seu sócio Gordiano Rossi, um mineiro que

    era filho de italianos. Roberto Toledo (2000, p.39) registra que com US$ 500 mil,

    próprios, mais empréstimos, entraram como sócios no empreendimento o grupo Smith de

    Vasconcelos e Gordiano Rossi. Assim, no dia 12 de julho de 1950, saiu o primeiro

    número de O Pato Donald, cujo contrato para editá-la no Brasil foi cedido por César

    Civita que tinha licença da Disney para a América do Sul.

    Mas, conforme o documento “Instrumento Particular de Cessão de Quotas e

    Alteração de Contrato Social” assinado e datado em 25 de setembro de 1963,

    a entrada oficial de Victor Civita na Editora Abril Ltda se deu em 1963. A justificativa para a

    entrada tardia se dá devido à demora da naturalização de Civita no Brasil. Isso, no

    entanto, não impediu seus investimentos na Editora.”

    Internacionalização da mídia brasileira: análise das estratégias do Grupo Abril

    Eula Dantas Taveira Cabral,2006

     

    http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2006/resumos/R1312-1.pdf

     

    1. Motta Araujo

      26 de outubro de 2014 12:41 pm

      A Editora Abril não era uma

      A Editora Abril não era uma empresa jornalistica na sua fundação e sim editora gibis do Pato Donald. Não era portanto atingida pela restrição da Constituição de 1946 a empresas jornalisticas.

  11. JB Costa

    25 de outubro de 2014 3:29 pm

    Um dos meus ditados

    Um dos meus ditados preferidos é “quem muito se abaixa, o rabo aparece”. Por que mesmo com toda a gana para cima do PT e de seus hierarcas, em especial a presidente Dilma e o ex-presidente Lula, ministros do governo deram entrevistas a revista VEJA? A última pelo “bom” petista ministro das Comunicações Paulo Bernardo, na qual detona o projeto de regulação da mídia?

    Ainda nos porquês: por que a publicidade de estatais como o BB, Petrobrás, Caixa, mesmo se sabendo que a revista citada pratica jornalismo lixo, em especial para cima da Petrobrás?

    Um dos pecados sem perdão do PT é a covardia. É abdicar do direito de se defender e ser respeitado. A própria presidente Dilma me decepcionou nesse aspecto. Sua tão decantada fama de durona parece que não vale para essa mídia coverde que a ataca desde o primeiro dia de governo.

    1. vero

      25 de outubro de 2014 11:02 pm

       grandes democracias, com a

       grandes democracias, com a cubana, só porque não se gasta um centavo com mídia nenhuma. Pois, a favor é coisa de gente safada e contra, safada ao quadrado. Em todo caso, paredon é a única solução.

  12. aliancaliberal

    25 de outubro de 2014 3:30 pm

    O Mundo Perdido Do Comunismo

    O Mundo Perdido Do Comunismo – O Paraíso Socialista

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=egNdpYnYODM%5D

  13. Henrique O

    25 de outubro de 2014 3:31 pm

    Na ditadura a Abril passava informações para o SNI

    “Por isso, pesquisei a ficha da família Civita, e encontrei episódios que ligam a editora à ditadura. No Dops há evidências de que alguém do alto comando da Abril passava informações de jornalistas da empresa para o SNI”. Jornalista Gonçalo Júnior, autor do livro Homem – Abril, sobre Victor Civita, antigo funcionário da editora

    http://revistacinerama.com/2013/05/27/7609/

  14. rdmaestri

    25 de outubro de 2014 4:41 pm

    O Brasil não é a Alemanha da 1930.

    Há uma grande diferença entre a eficácia das técnicas nazistas e as mesmas aplicadas ao Brasil, e talvez por este viés que se entenda a ferocidade de determinados setores das classes mais abastadas.

    O partido Nazista levou ao extremo uma mensagem que na Alemanha da época permeava em diversos estratos da sociedade Alemã, o antissemitismo!

    Este antissemitismo que era histórico, baseado em séculos de perseguições religiosas existia e era muito forte e não era um sentimento característico de determinado grupo social, o número de antissemitas variava de acordo com as convicções políticas e religiosas (ou não religiosas), mas não era exclusividade de nenhum grupo social.

    No Brasil há um sentimento de classes bem mais profundo que alguns cientistas sociais percebem e a identificação dos trabalhadores com partidos que alguns chamavam de populistas, como o antigo PTB já se firmava muito antes do PT.

    Por outro lado existiam claramente partidos identificados com as classes dominantes, como a UDN, que faziam o contraponto a tendências mais a esquerda. Estes partidos que tinham um verdadeiro discurso populista e moralista de direita, que era apoiado pela mídia da época soberanamente dominante sem a mínima possibilidade de contraponto.

    Talvez a grande novidade seja o sentimento aparente de perda do controle das elites dominantes, que mesmo com a intensa atividade da mídia não conseguem “colar” ao seu discurso um pseudo nacionalismo que contrapunha no passado a um discurso internacionalista ou solidário dos partidos populares.

    Logo, o efeito da propaganda maciça é mais identificado como uma manipulação do que uma verdade, não encontrando respaldo na cultura de grande parte da opinião pública a raiva e o ódio atávico que se acha em grupos sociais dominantes.

    A abolição da escravidão tardia deixou marcas diferenciadas nos diferentes estratos sociais, ou seja, há duas culturas no Brasil, a do dominante e a do dominador, com um problema que irrita muito a alguns, a cultura do dominado é numericamente muito superior.

    1. vero

      25 de outubro de 2014 10:43 pm

      Como diz Chauí com razão, a

      Como diz Chauí com razão, a grande desgrça do petismo é a classe média alta, contra qual deveria desenvolver todo ódio social. Embora essa seja odiada pela rica é adorada pela pobre que não se reconhece em seu lugar histórico e quer ser isso

      1. Motta Araujo

        26 de outubro de 2014 1:13 pm

        “Como diz Chaui com razão””,

        “Como diz Chaui com razão””, se a classe media alta é a desgraça o corolário então é eliminar a classe média alta, talvez por fuzilamento e ou exilio, ai atende-se ao clamor da Chauí,  e quanto a propria, que é o prototipo da classe media alta, o suicidio seria um remedio, fico pensando como é possivel escrever ou sequer pensar tanta besteira em tão pouco tempo e a tal ainda se diz filosofa, categoria que deve espalhar sabedoria e equilibrio e não ódios.

  15. Fabian Bosch

    25 de outubro de 2014 5:12 pm

    princípio sagrado da liberdade de imprensa

    Assis, cujos textos muito admiro, é economista. Alguém que estudou bem o Direito sabe que não há princípio ‘sagrado’, isto é, que tenha o endosso ou a paternidade divinos. A expressão ‘sagrado’, hoje, tem a conotação de fazer superlativos, nada mais com o ‘sacer’ – proto-Direito. O Direito Natural se expressa, hoje, como manifestação da ‘ratio’, da Razão.

    Dito isso, o tratamento de um princípio, como o da liberdade de imprensa, segue à necessidade de estabelecer equilíbrio. Não se dá isso com as chamadas ciências naturais? Lá não existe equilíbrio entre forças ou princípios? Enquanto sei, não existe nenhuma lei natural que se sobreponha às outras. O Universo é equilíbrio. É só olhar o interior do átomo, é só estabilidade, equilíbrio entre atração e repulsão.

    Um exemplo caricato esclarecerá: uma revista brasileira se põe a estimular o assassinato de nordestinos. Matérias de capa mostram nordestinos roubando, matando, estuprando, tudo para justificar a tese principal, o extermínio deles. Isso seria o exercício de uma liberdade sagrada?

    Mutatis mutandis, foi isso que a Veja fez, secundada pela FSP. A figura do abuso do direito é um corolário (uma derivação) de princípios gerais do Direito. Pois bem, foi isso que a Revista e o Jornal fizeram, abuso do direito. Esta figura surgiu no campo do direito de propriedade, para atenuar seus excessos individualistas. Hoje se fala na função social da propriedade.

    Não seria o caso de contrapor esta função social da imprensa, da mídia em geral, ao ‘sagrado’ princípio da liberdade de imprensa?

    Na construção dos ditos princípios de direito há ruídos ideológicos. É o caso da liberdade de expressão e informação. Sob esses ruídos é que um Gilmar da vida faz decisões que protegem os abusos do direito de informar. Infelizmente, no estudo acadêmico do Direito não se dá atenção aos conteúdos ideológicos. Somente os marxistas (minoria que está em extinção) têm esta percepção. Ou quase somente.

     

    fabiano

     

  16. marcos r carvalho

    26 de outubro de 2014 1:01 am

    quanta baboseira

    quanta baboseira !!!!!!!!!!!!!!

  17. altamiro souza

    26 de outubro de 2014 2:08 am

    concordo com o assis

    concordo com o assis quando

    observa o que klemperer destacou:

    a repetição exacerbada de denúncias contra

    não só o pt como contra os movimentos populares….

    resultou nesse ódio que observei numa passeata tucana,

    onde os caras e as caras se transformam em verdadeiros

    patifes ao  repetir slogans criados por tantos anos por esse tal

    de pig, (e tem gente que ainda acha que não existe!).

  18. Motta Araujo

    26 de outubro de 2014 12:49 pm

    É possivel criticar

    É possivel criticar fortemente a VEJA pela leviandade de sua operação, de seu jogo de capas e intromissão na politica de forma inaceitavel. Mas não se pode a pretexto dessa critica inventar teses estapafurdias como essa de nazismo. Absolutamente nada a ver. O nazismo operava dentro de uma ferrea ditadura e tinha uma praxis e objetivos que não tem nenhuma relação com o contexto brasileiro de hoje. Então o argumento peca pela base torta e não ajuda na analise.

    O nazismo antes de chegar ao poder não usou a imprensa como instrumento e depois de chegar ao poder acabou com a imprensa livre. A imprensa nunca foi um instrumeno t importante da força nazista e sim a politica politica e o poder militar

    alem obviamente do carisma de Hitler que soube explorar sentimentos  profundos do povo alemão que estavam latentes.

  19. teac

    27 de outubro de 2014 10:48 am

    direito de liberdade de informar não de manipular

    Confundem ao achar liberdade com libertinagem (sem a etica) quando buscam os proprios interesses se transvestido que são do povo… e não deles… Sim! a democracia precisa da midia informativa… mas ao que parece… temos ai uma midia com formas analogicas a religião… de mão dadas com o poder… querem aos almas de todos… ditando que devem comer… beber… ser… etc… querem governar com sangue e horror… e impor sua vontades a todos… simplesmente… para ter o poder e o dominio… sendo justos ou não… E a titulo de qualquer critica… “NÃO MEIXAM COM A LIBERDADE DE IMPRESSA…”  São os moto boys da sociedade… ou moleques do asfalto… as regras  so se rementem aos outros… sem regulamentação… ou controle… criamos monstros…

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