
Jornal GGN – Após duas semanas do desaparecimento de cinco jovens na zona leste de São Paulo, com a suspeita de envolvimento de violência policial, o procurador-geral da Justiça, Gianpaolo Smanio, designou um promotor de Justiça para acompanhar o caso.
O promotor Pedro Wilson Bugarib será o responsável por verificar o andamento do inquérito policial que apura o sumiço dos cinco jovens entre 16 e 30, um deles cadeirante, que estavam a caminho de participar de uma festa.
Os cinco garotos desapareceram no trajeto de Jardim Rodolfo Pirani, de onde partiram, a um sítio de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. O perfil das meninas desapareceu na internet, assim como não se sabe se a festa que estavam a caminho realmente existia.
Mas entre as últimas mensagens enviadas por Jonhathan Moreira, 18, um dos desaparecidos, o áudio: “Ei, acabo de tomar um enquadro ali. Os polícia está me esculachando”.
O desaparecimento começou a ser investigado no dia 24 de outubro, três dias após o sumiço. O carro em que eles estavam foi encontrado sem sinais de violência, abandonado próximo a uma alça do Rodoanel. Até hoje, não há respostas sobre o caso.
Renato Lazzari
5 de novembro de 2016 2:50 pmQuem disse que ditadura só se for de “esquerda”?
Sob a ditadura do capitalismo ideológico, em ’64, desapareciam socialistas e comunistas. Sob a ditadura do capitalismo pragmático, hoje desaparecem jovens pretos e pobres…
João Luis
5 de novembro de 2016 3:20 pmÉ mais do que necessário que
É mais do que necessário que haja uma séria investigação sobre o desaparecimento desses jovens, porém, na minha opinião, evidente que não deve ter sido policiais que os abordaram (não estou afirmando, apenas supondo). É que para mim parece absolutamente impossível uma pessoa que esta sendo “esculachada” por policiais, conseguir mandar uma mensagem por celular. Normalmente estariam de mãos para cima, imobilizados. Jamais os policiais deixariam qualquer deles usar celular, principalmente para acusá-los. A menos que algo muito estranho tenha acontecido, pouco provável que isso tenha sido ação policial. Pensar não dói. Mas, repito, a investigação criteriosa é imprescindível.