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As críticas aos acordos de leniência da Lava Jato, por André Araújo

Por André Araújo

LAVANDO ROUPA SUJA PARA O MUNDO VER - Programa Entre Aspas da jornalista Monica Waldvogel ontem, sobre "acordos de leniência", com a presença de um Procurador de alta hierarquia do MPF e do Ministro da CGU. Monica e o Procurador só divergiam no modo de como liquidar para sempre com as empresas da Lava Jato, o homem da CGU mostrando como era importante salvar as empresas, indicando que puniram tanto a DELTA, que chegou a ser a empreiteira com o maior volume de obras contratadas em 2011, que levaram a empresa à falência, agora as multas e penalidades jamais serão pagas, esqueceu de dizer que 12.000 empregados perderam o ganha pão.

Os argumentos racionais de nada adiantaram. As mudanças na legislação anti-corrupção introduzidas pelo Planalto recentemente para permitir a salvação das empresas foram duramente condenadas pela Monica e pelo Procurador.
 
Este resumiu perfeitamente o visão desse grupo de MP, mídia e muita gente da classe média: os engenheiros e os operários estão no Brasil, então as empresas podem fechar, quem realmente importa está aqui. Pelo mesmo racicíonio, os EUA não precisariam de Henry Ford, os operários e os engenheiros estavam lá nos EUA, e mesmo sem o Ford poderiam produzir automóveis.  Esqueceram o pequeno detalhe que é o empresário que junta os fatores de produção, sem ele nada acontece, a empresa não existiria, nem clientes, nem fornecedores, nem o conhecimento do negócio, os operários estariam jogando bola e os engenheiros  empinando pipa com os filhos. É impressionante o completo desconhecimento do papel do empresário para a construção do País, segundo essa linha, o empresário é perfeitamente dispensável, os operários e os engenheiros se encontram por acaso no meio da Amazônia e constroem a usina de Belo Monte.
 
A visão "bem pensante" ignora a realidade crua do mundo empresarial. Acham que o Brasil, colocando a roupa suja na janela, prendendo empresários e liquidando empresas será  admirado no mundo como pais justiceiro e que pune corruptos.
 
Mas admirado por quem? Provavelmente por procuradores de outros países, MAS não por investidores e empresários estrangeiros. Os "businessmen" de qualquer lugar do mundo são colegas de profissão dos perseguidos pela Lava Jato.
 
Não há grande empresário ou grande investidor, que são os que tomam decisões de investimento, santo, santelmo, honestino ou politicamente correto. Perseguição a empresarios desperta neles um sentimento de solidariedade e não de antagonismo. O mundo inteiro opera em zonas cinzentas nos grandes setores da economia. Toda a Ásia, do Oriente Médio ao Sudoeste Asiático, com exceção do Japão, é um mar de corrupção, a Rússia transferiu os ativos gigantescos da URSS para ex-chefes comunistas, o maior roubo da história da humanidade, a África inteira, 51 países, é absolutamente corrupta, na América Latina do México à Patagônia a corrupção é histórica, vão admirar o Brasil limpinho, demonizando suas maiores empresas e empresários? Pode ser bonito para as ONGS da transparência , mas não para a turma da "bufunfa" mundial.
 
O custo dessa operação político-midiática da Lava Jato para a imagem do Brasil é incalculável, a destruição de valor de ações, de ativos, de projetos, de currículos empresariais, de operações brasileiras no exterior, da própria imagem geral do Brasil é infinitas vezes maior do que os trocados recuperados. A revista The Economist, espécie de porta voz semi-oficial do mundo dos negócios, em um artigo de editoral "Weird Justice", semanas atrás (ver link) estranhou o número de pessoas presas e no tom geral da operação Lava Jato, as prisões para delatar, a forma como essa cruzada foi conduzida.
 
A ironia da coisa é o Brasil, um Pais onde todos os Presidentes da República, com talvez rara exceção, saíram do Poder como entraram, alguns passaram dificuldades para se manter depois da Presidência,  ser colocado na vitrina do mundo como um País corrupto, enquanto o México, cuja corrupção política sempre foi gigantesca e violenta, os Presidentes mexicanos saíam de Las Heras (palácio presidencial) com um ou dois bilhões de dólares, algo  esperado e aceito, diretamente para o exterior, o éexico hoje é visto como País excelente pelos investidores internacionais, mesmo com a imensa corrupção que lá campeia, mas o México não se autoflagela mostrando-se como um covil de ladrões, coisa que o Brasil fez para o mundo ver e para desgraça da imagem do País, de suas empresas e negócios, de seu crédito internacional e do prestígio do País como um todo, hoje somos carimbados como a terra da roubalheira, só nós.
 
No mundo da Realpolitk a corrupção existe e é grande, mas tal qual outras mazelas da vida, não é de bom tom falar mal da irmã numa festa, a má fama acaba respingando na família toda, só tolos mancham a reputação do lugar onde moram.
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71 comentários

Comentários

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Pela lógica (??) do

Pela lógica (??) do procurador a justiça americana poderia prender o Steve Jobs e quebrar a Apple por fraudes fiscais que não haveria prejuízo econômico já que o expertise da mão de obra estaria preservado e os ex-funcionários ergueriam outra empresa nos mesmos moldes da falecida. Tão simples, como é que ninguém entende?

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EU SOUBE DE LADROEIRAS

em minha cidade desde muito jovem. Soube de Prefeitos de cidades vizinhas que depois de roubarem bastante foram para o EUA.

         Os ataques da grande imprensa sempre foram por interesse político-partidário. Acompanhei o massacre ao Paulo Maluf por isso votei em Covas, Serra e outros. Mas, felizmente também votei em Audálio Dantas, Ercy Ayala.

         Reportagens ganhavam prêmios, mas de nada serviam para movimentar a Justiça, MP, Delegados.

         E somente se preocupavam com Governo Federal, Estados e municípios importantes.

         Somente com os Governos LULA E DILMA estão investigando, prendendo e condenando. SÓ.

         O os Juízes e MP estão tendo ampla liberdade de ação em razão das leis agora em vigor. Se protegem Tucanos e os amigos e aliados do momento, isso faz da História do Brasil. 

         No entanto, não é a corrupção a grande culpada da miséria de milhões de pessoas. É apenas um elemento.

         Há muitos anos eu ouvi velhos funcionários da Prefeitura falando de equipamento, material que chegou para ser usado em vilas onde não existia saneamento.  NO ENTANTO, esse "material novo (canos, manilhas e todo o equipamento) não foi para as vilas. Arrancaram todo o material velho de bairro onde moravam os ricos e levaram para as vilas e o material novo foi colocado ali no bairro dos ricos.

         Estou sempre conversando com os trabalhadores e até hoje acontece o mesmo: não com todo o material, mas gastam muito dinheiro com a inauguração de uma praça (por exemplo) e usam ali "postinhos e outro material já usado que pegaram de outro lugar".

        A QUESTÃO é o "desprezo que ELES têm pelo povo. ELES não gostam do povo brasileiro, têm ódio e gostariam de ter nascido em outro país, querem ir embora." 

       

 

 

 

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NOTÍCIAS SOBRE UNIVERSIDADES/DONOS DO PODER

 

Violações de direitos humanos e currículo ocultoPresente na Faculdade de Medicina da USP, o 'currículo oculto' é o conjunto de práticas que visa a manutenção do corporativismo e da exclusão social

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2016/01/violacoes-d...

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NOTÍCIAS SOBRE PETROBRÁS

 

 

E CONDUTA DA GRANDE IMPRENSA E COXINHAS EM GERAL

Justiça de NY exclui títulos da dívida de ação contra Petrobras

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/211509/Justi%C3%A7a-de-NY-exclu...

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Em compensação....

O Governo FHC torrou bilhões para salvar bancos....e não tinha nenhum procurador enchendo o saco.

http://economia.estadao.com.br/blogs/joao-villaverde/a-batalha-do-proer-...

Gente cheirosa é outra coisa!

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Ze Guimarães

Excelente Artigo

Sua visão está perfeita Sr. Araújo. Porém, receio que ninguém conseguirá mais levantar o que foi destruido, por décadas, e talvez séculos. O principal ativo de um país, a sua "confiabilidade", não mais existe no Brasil. E nenhma construtora , em sua sã conciência investirá um centavo mais com esta gente prendendo a torto e a direito.

Mesmo Medida Provisória, apesar de boa, não resolverá muiito. Pois mesmo que as empresas nacionais possam fechar contrato com o governo, presumo que não o farão, afinal é um contrato de altíssimo risco. O Brasil para os investidores, passou a ser visto com um risco de país em guerra. Uma guerra jurídica.

Mesmo que a Medida Provisória prevaleça, mesmo que Lula ganhe as eleições em 2018, dificilmente alguma empreiteira fechará mais algum contrato com governos petistas, pois se fossem cobrar pelo risco, os custos seriam altíssimo quanto mais alto o risco, maior o prêmio.

Faltou estratégia ao PT. Enquanto Lula e Dilma se concentravam esclusivamente em distribuir bolsa família por mais de uma década, a oposição atacou os alicerces da economia.

 

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Sou dificil !

Mas uma opiniao de Andre que concordo e creio que seus texto sobre as quebras das empresas brasileiras sao crimes publicos destes que fazem, nao sabem ou veem alem das maos. Sao juristas e muitos das leis que nao tem conhecimento e fazem sem conseguencias, nao vivem o Brasil de brasileiros, sabem e nao construiram este pais.

Precisa ser, ter muita inteligente e avancar nestas materias alem da capacidade dos juizes, MP e da direita, pq os conservadores sabem e se calam. A esquerda e socialistas tem por principios calar e nao defender o capital! Nesta hora seria importante esquecer ideias e pensar no pais e nos brasileiros.

- "esqueceu de dizer que 12.000 empregados perderam o ganha pão."

O estrago vai alem!

A democracia com o capitalista, socialistas a esquerda e trabalhadores tem de se levantar e lutar. Esta briga eh contra a entrega de empresas brasileira e quebras de um sistema estrutural construidos em aproximadamente 50 anos. Como a Petrobra, o mal que estah passando esta empresa e os seus trabalhadores, cidades, uma cadeia de trabalho e novos trabalhadores eh um crime.

Os desconhecimento da aplicacao de 3 trilhoes de dolares na crise Americana para estancar a perdas e seus aplicantes, salvar uma economia e um pais foi alem dos partidos e da lei. Hoje estao cobrando, processando e tudo depois de passar a onda. Foi seguro por um presidente republicano e um democrata, e a lei, sim a lei, as cortes e o judiciario se calaram e nao moveram uma palha.

Precisamos da esquerda, dos conservadores e dos trabalhadores com ideias,questoes, sacudindo as estruturas antes que quebrem o Brasil.

Precisamos muito mais argumentos inteligentes contra esta direita tola e ir alem dos julgamentos dos empresarios, mantendo os trabalhos e as empresas de infraestruturas do Brasil.

Pode ser que os argumentos do texto nao seja o que querem todos mais certamente as suas ideias falam muito sobre a terra e o homem brasileiro. As ideias devem serem os argumentos!

Ele esta exatamente certo na ideia!

 

 

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Djijo

Isso tudo, de acabar com as empresas brasileiras, parece mais coisa combinada, os de lá com os de cá, claro, seria mediante alguns favores monetários, pois mesmo traidor precisa se manter e criar seus filhos felizes e consumidores.

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O procurador e demais

O procurador e demais orangotangos ,desconhecem  a  função  de uma empresa.Acreditam que é um negócio  meramente mercantil. Esses grupos que se formaram  através  dos anos e  décadas não acumularam  apenas capital mas  tecnologia e memória. Destruindo  uma empresa perde-se tudo, desde o capital social  até  a  estratégica memória empresarial  razão  da sua dimensão,competência e formação  de gerações subsequentes de profissionais, herdeiros tecnológicos.

Nada disso é avaliado  pelo  funcionário público,detentor    de estabilidade,irredutibilidade, inamovibilidade e demais  confortos  que a importância do cargo lhe confere. O distanciamento da realidade incumbe    de completar  as características  de nefasta  alienação.

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snaporaz

AA: porque vc considerou o

AA: porque vc considerou o Japão uma exceção?

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O Japão tem codigos de

O Japão tem codigos de conduta bem mais rigidos que os demais paises asiaticos, o que não quer dizer que inexista corrupção, mas essa é bem menor e quando se echa traz consequencias dramaticas para o corrupto, geralmente o suicidio.

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O mundo político no Japão tem

O mundo político no Japão tem muita corrupção. São conhecidas as relações da política com o submundo da Yakusa, a máfia nipônica. Fora a prática de distribuição de propina já na época da reindustrialização do pós-guerra, capitaneada por muitas empresas americanas.

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André STK

Errei no número de

Errei no número de comentários.

Mas acertei na quantidade de vira-latas.

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Felipe@

O "rei" está

O "rei" está nú!!!

http://tijolaco.com.br/blog/dr-moro-o-senhor-sabia-que-ja-tinha-r-202-mi...

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Sergio Lamarca

André, essa gente nos Estados

André, essa gente nos Estados Unidos estavam demitidos. Todos! Mas essa presidenta é frouxa, visto que permanece com o ministro da justiça de "merda" que agora pulou para frente da operação "lava - jato" dizendo que o corte de verbas não irá prejudica - la. Como fosse coisa "dele".

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Sérgio Rodrigues

Pensamentos tortos!...

Qual a Receita que o MPU gera?...Qual tecnologia?...Qual acervo tecnológico?....A verdade é que só gera despesas, e, por disfunção ideológica,só pode ser, esse segmento que comanda a Lava Jato defende essa lógica pervesa; que, na forma concebida e proposta, nem o próprio MPU escaparia, porque, nele, volta e meia também nos deparamos com mal feitos.

Ora, ora, ora...então descobre-se pedofilia na Igreja Católica praticada por alguns padres, e, aí isso não enseja dizer que a Igreja é pedófila, mas, pela lógica desses procurdores enseja!...Durma-se com essa obtusidade proposital!...

 

 

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É fácil convencer o MPF...

É só explicar didaticamente: Doutor se a infraestrutura brasileira ruir o senhor vai acabar sem o seu rico auxílio-moradia.

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Daniel Klein

Eu apoio os acordos de

Eu apoio os acordos de leniência. Mas acho que a defesa que Andre faz da preservação das empreiteiras corruptas envolve exageros e comparações sem qualquer sentido. Quem o lê pode pensar que ele considera Odebrecht e outras empreiteiras brasileiras tão importantes como Ford, Siemens, Bayer, etc. empresas que ajudaram a construir o mundo moderno. A Ford criou o conceito de padrão industrial, que evoluiu até o atual 6sigma. Sem o estabelecimento desses padrões, não haveria o sistema de produção em massa de qualquer produto. Henry Ford criou a indústria moderna! Para competir com a Ford, foi preciso que todas as outras fabricantes de automóveis americanas, com excessão de algumas que acabaram quebrando, a se fundir na General Motors, por obra de engenharia emresarial de Alfred Sloan. A Siemens, fundada em 1847, é o maior conglomerado europeu, e já o era na época de Hitler. Opera no Brasil desde 1867 e atualmente atua em 190 países. Fabrica as melhores placas fotovoltaicas do mundo e excelentes turbinas eólicas,que estão ajudando o Brasil a expandir sua produção de energia limpa. É oportuno lembrar que o Brasil não produz turbinas nem para energia hidrelétrica nem para energie eólica. O mundo preservou as empresas que colaboraram com o governo nazista por duas razões. Primeiro, não é crime uma empresa particiar do esforço de guerra do seu país, segundo porque tais empresas eram importantes para todo o mundo, principalmente para a Europa, não somente para a Alemanha. 

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Apresento a turbina de Belo Monte, feita em Manaus pela Voith.

Como diz a canção, o Brazil não conhece o Brasil. É muita ignorância do setor industrial brasileiro, para afirmar que "o Brasil não produz turbinas nem para energia hidrelétrica nem para energie eólica". As primeiras já se fazem há pelo menos cinquenta anos; das segundas, as pás são fabricadas há vinte anos (conheça a Teccis e a Wobben), uma fábrica de cubos e naceles se instalou fazem quase três anos, portanto, os componente básicos da turbina são aqui fabricados.

Leia a matéria:

"O transporte do rotor da segunda Unidade Geradora da Usina Hidrelétrica Belo Monte terá início no próximo dia 10 de janeiro, quando sairá da fábrica da Voith Hidro Brasil, em Manaus (AM). O principal componente da turbina possui nove metros de diâmetro, cinco metros de altura e 320 toneladas".

Continua em: http://avozdoxingu.com.br/altamira/norte-energia-uhe-belo-monte-recebera...

Mais uma foto:

Um vídeo sobre a Coemsa Ansaldo, uma fábrica que visitei nos anos 1970. Localizada em Canoas-RS, instalou-se no estado nos tempos do governador Brizola, hoje é renomeada Alstom.



A Hacker Industrial Ltda, de Xanxerê-SC. http://www.hacker.ind.br/



HISA - Grupo WEG



"Na década de 1950, várias empresas estrangeiras decidiram instalar indústrias de material elétrico no Brasil, a maioria em São Paulo.  Em 1955, o grupo francês Schneider, apoiado pelo BNDE, instalou em Taubaté/SP a Mecânica Pesada, para a fabricação de turbinas, comportas e outros equipamentos mecânicos.Em 1957, a empresa suíça Brown Boveri inaugurou uma fábrica em Osasco e em 1962 foi a vez da General Eletric inaugurar uma fábrica em Campinas. Em 1963 A Siemens instalou no país uma unidade para a fabricação de transformadores de grande potência e hidrogeradores. Além dessas empresas, vieram também a Bardella, J.M. Voith, Codima, Villares, ASEA, Dedini". A instalação dessas empresas não só trouxe para o Brasil a tecnologia necessária para a instalação de hidrelétricas, como também gerou uma economia de divisas de 40,2 milhões de dólares em 1959, 48 milhões em 1960 e 56,5 milhões em 1961.

Nos fins da década de 1960, o país assistiu a um novo período favorável da economia. A expansão da indústria de energia elétrica nesse período atraiu ou fez surgir novas empresas do setor: Transformadores União (Associação da AEG-Telefunken e Siemens), Furukawa (indústria japonesa de fios), Alsthom (empresa francesa de equipamentos eletromecânicos, que adquiriu o controle da Mecânica Pesada). A instalação dessas empresas permitiu que o Brasil atingisse, em 1984, o índice de 90% de nacionalização nos fornecimentos de equipamentos hidrelétricos, 50% nos termoelétricos não nucleares, 85% nas subestações e 95% nas redes de distribuição e linhas de transmissão".

Leia o o restante do trabalho AQUI.

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Agora com filtro

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Daniel Klein

Cadê a fábrica de turbinas brasileira?

Prezado Almeida,

 

a Voith é alemã, instalou-se na Zona Franca de Manaus para auferir as isenções fiscais. Também alemã é a Wobben, subsidiária da Enercon GmbH, instalou-se em Pecém - CE também para auferir benefícios fiscais

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Cadê a fábrica? Ora, as duas que mostrei em vídeos.

A Hacker e a Hisa, esta ligada ao Grupo WEG, são fabricantes de turbinas hidráulicas. A Hacker anuncia capacidade para fazer turbinas hidráulicas de até 30 MW, que não é nada pequena. Por falar na WEG, ela também é fabricante de turbinas eólicas, não de todos seus componentes, claro, porque isso nem a GE faz, os grandes fabricantes mundiais preferem subcontratar; assim, um faz a nacele e o cubo, outro a torre, um terceiro fabrica as pás, um quarto fornece os cabos e daí por diante.

Os problemas que você aponta são inerentes ao processo de internacionalização da economia. É certo que indústrias instaladas no país remetem lucros e royalties, mas elas também exportam e equilibram as contas; acho preferível receber indústrias do que escancarar o setor de serviços. O que compensaria a remessa de lucros das empreiteiras que viessem apenas para abocanhar aqui obras públicas? O que exporta as empresas de telefonia internacionais ou um setor bancário internacionalizado para equilibrar suas remessas internacionais?

Quantos big-macs exporta a McDonald's? Será que é imprescindível ao país a "tecnolgia" que trazem para fazer hamburguer? Sou mais o bauru e outros sandubas de boteco que temos.

Um abraço.

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6 Sigma é quase uma piada.

6 Sigma é quase uma piada. Nem na empresa que a inventou se fala mais nisso...

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Cada um defende os

Cada um defende os empresarios que tem, não temos aqui o Henry Ford para defender, por sinal ele teve serios problemas com a justiça dos EUA, as empresas alemãs não colaboraram APENAS com o esforço de guerra, elas fabricaram e deram assistencia técnica a fornos para incinerar prisioneiros e dsenvolveram gas para sair pelos chuveiros e matar 500 mulheres e crianças de cada vez, em 45 segundos de inalação, os engenheiros quimicos participaram dos testes com cobais vivas.

Todas usaram à vontade trabalhadorees-escravos prisioneiros aos milhares, o que aumentou muito a lucratividade das fabricas que não precisavam pagar salarios.

E quanto a turbinas hidroeletricas vc está completamente enganado, o BRASIL É O MAIOR FABRICANTE MUNDIAL, as turbinas de Itaipu foram fabricadas no Brasil, a razão é que o Brasil usa muito mais turbinas hidro do que qualquer outro Pais,

na Europa o grosso da energia é termica e não hidro. Quanto à eolicas, aqui só  fabricam pequenas porque é um setor muito novo mas está aumentando a fabricação local, espcialmente pela IMPSA,  empresa argentina., que enfrenta dificuldades porque os clientes atrasam os pagamentos, o problema é os chineses vendem para pagar a prazo, embora as melhores sejam

sempre as da GE, tres vezes mais caras que as chinesas.

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Daniel Klein

O que significa um país fabricar um produto

André, as usinas de itaipu foram fabricadas pela Siemens. Ao dizer que o Brasil não fabrica turbinas, exceto miniturbinas, não quero dizer que não haja fábricas de turbinas no Brasil. Falo da tecnologia dessas fábricas, toda ela estrangeira, o que nos leva a gasta uma fortuna com royalties. O que ocorre na indústria automobilística se reproduz em todos os setores. Somos o quaro produtor de automóveis do mundo, temos aqui Ford, GM, Toyota, Honda, Fiat, WW, Renault etc. etc. Somos o maior exportador de produtos agrícolas do mundo, usando máquinas Caterpillar, Maxion, New-Holland, Ford, etc. As fábricas estão aqui, mas só elas. Usamos defensivos e sementes americanos. Desenvolvemos a tecnologia do plantio direto, uma enorme inovação feita pela Embrapa. Mas cadê as inovações dos grandes produtores de grãos do Brasi? Só temos tecnologia de genética de frangos graças também à Embrapa, antes todos os ovos das avós dos nossos frangos eram importados. Veja os nomes dos tipos de turbinas existentes: Francis, Pelton, Kaplan, Banki, Straflo, etc. Descupe a resposta atrasada, estive sem internet, no Brasil nem a internet é confiável.

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Brasil é uma das referências mundiais na produção de pás eólicas

"Tecsis é líder do mercado dos EUA; no Brasil, entretanto, apesar de existirem um dos melhores ventos do mundo, participação da energia eólica ainda é pequena.

Pouca gente sabe, mas o Brasil sedia a segunda maior fabricante de pás eólicas do mundo. As pás eólicas são peças enormes, parecidas com asas de avião, que formam os geradores de energia limpa a partir do vento".

Continue a leitura em: http://asboasnovas.com/brasil/brasil-e-uma-das-referencias-mundiais-na-p...

A energia eólica é novíssima no Brasil, noventa por cento dela foi implantado no governo da Presidenta, mas a participação brasileira no mercado eólico mundial começou, em Sorocaba, faz vinte anos, com fabricação de pás eólicas para exportação. Com a expansão recentíssima dos parques eólicos, fábricas de cubos, naceles e torres vieram para cá, para se somar aos fabricantes de geradores e outros componentes que já tínhamos; praticamente cem por cento de tudo pode ser realizado no país.

A razão também é muito simples,  está no cabeçalho da matéria, a geografia nos dotou dos melhores ventos do mundo. Lugares como a Somália, Mauritânia e o sul do Marrocos também têm excelentes ventos, mas não há pra quem vender energia, então houve a aposta no Brasil.

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solle

Mas assim quem fica ao

Mas assim quem fica ao alcance  da justiça são gerentes, executivos ou até mesmo um presidente, mas os verdadeiros donos das empresas jamais serão pegos porque não se expõem.  Se alguém da Globo for preso eu garanto que não será um Marinho....

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IA2

Como vc bem os chama André,

Como vc bem os chama André, IMPRODUTIVOS, esses caras nunca puseram a mão na massa. Caso estabelecessemos critérios de produtividade para que garantissem o emprego, como recuperação de dinherio público roubado, rendas geradas para o estado, criação de empregos, tecnologia, fortalecimento da democracia, diminuição da miséria, justiça e outras coisas mais que realmente interessam todos esses caras do MPF e JUSTIÇA estariam no olho da rua.

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O JORNALISTAS ELIO GASPARI

e outro colega da FOLHA resolveram atacar os "que vivem somente de renda - os rentistas" e os juros cobrados.

          Elio Gaspari sempre escreve sobre os que ficam ricos e não fabricam nada, nenhum um parafuso. O grande capital especulativo, a banca, sempre foi o principal alvo das esquerdas e desenvolvimentistas no Brasil.

          Resolveram destruir as empresas que fabricam parafusos.  E é interessante que 21 empresas estrangeiras estão protegidas, acobertadas pelas Autoridades da Lava a Jato. Certamente serão elas que  irão continuar as obras. 

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Luis G

André, estou com vc nas empreiteiras e não abro!

Havia um pensamento da esquerda do passado, quando eu era jovem, de que as empreiteiras e outras grandes corporações que financiavam campanhas e corrompiam governos. Falavam que era preciso punir as empreiteiras e outras empresas de publicidade, tecnologia, etc, envolvidadas em corrupção com o governo.

Hoje os tempos são outros e todos nós queremos salvar nossas empreiteiras, principalmente a Odebrecht, bem lembrada na foto da reportagem. 

A conclusão: "Não há grande empresário ou grande investidor, que são os que tomam decisões de investimento, santo, santelmo, honestino ou politicamente correto". Ou seja, não se pode punir empresários apra não afugentar o investimento. 

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Um Pouquinho de Corrupção...Um Pouquinho de Inflação...

Resultado de imagem para chico anysio tavares charges

Bom, esta LADAINHA CHOROSA do Motta não é nenhuma surpresa para quem acompanha o blog do Nassif. É a DEFESA, pura e simples, do PIOR que há no Brasil, depois dos políticos LAMBUZADOS...rsrsrsrs...

Como sabemos isto nem original é. É a velha defesa dos BANDIDOS DE COLARINHO BRANCO. Vale dar uma olhada no diálogo lapidar, presente no ótimo "Syriana", e que resume este tipo de moral "flexível"...


01:22:33,011 --> 01:22:34,340
Corrupção?!

1001
01:22:34,341 --> 01:22:37,510
Corrupção é a intromissão do
governo nas eficiências do mercado...


1002
01:22:37,511 --> 01:22:39,481
em forma de regulamentações.

1003
01:22:40,011 --> 01:22:43,590
Esse é o Milton Friedman.
Ele ganhou um maldito prêmio Nobel.


1004
01:22:43,591 --> 01:22:47,520
Nós temos leis contra isso,
para podermos escapar impunemente.


1005
01:22:47,521 --> 01:22:51,690
A corrupção é a nossa proteção.
Nos mantém seguros e cômodos.


1006
01:22:51,691 --> 01:22:54,030
A corrupção é a razão
de estarmos aqui...


1007
01:22:54,040 --> 01:22:57,530
ao invés de estarmos brigando
por um pedaço de carne na rua.


1008
01:22:57,531 --> 01:23:00,301
A corrupção nos permite ganhar.

 

Dizer mais o que ??????

Aaaaahhhh !!!!!!!!! Já sei: "EU SOU, MAS QUEM NÃO É????"

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imagem de altamiro souza
altamiro souza

inadmissível o mpf e essa

inadmissível o mpf e essa grande mpídia golpista criticar os

acordos de leniencia,

uma possibilidade de manter as empresas funcioinando

normalmente e criando empregos e desenvolendo o país.....

isso mostra que o objetivo deles é destrutivo, jamais pensam

um  jeito de construir algo que beneficie a todos.

são regressivos como a própria ideia de moralismo o é...

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imagem de PauloBR
PauloBR

Simetria

o mesmo MPF que quer a quebra das empresas celebra acordos com os bandidos confessos - os tais acordos de delação premiada, que garante o pagamento dos honorários advocatícios, a vida sossegada do delator e de seus familiares por 30 gerações. Ou, por outra, o MPF ...   LAVA A JATO o dinheiro desses corruptos eleitos, e tudo bem?

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Mas isso é triste demais.

Mas isso é triste demais. Triste demais ver como os que perderam seus empregos não conseguem ter um pouco mais de contextualização. De fato somos egoístas e, nesse caso, com uma dose vital de burrice por não enxergar as consequencias de um moralismo de teatro.

Agora os sacristãos daqui dizem que estamos defendendo emoresários corruptos. A crença em santos é uma desgraça que assola esse país. Brasil deveria ser ateu. Na verdade, na prática já o é, mas precisa manter o teatro cristão, de Cristo amigo, para viver bem consigo mesmo.

Uma bosta!

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Ques as forças maiores me livrem de linchar o devido processo legal

DELAÇÃO PREMIADA E EMPRESAS

    As primeiras leis sobre delação premiada surgiram em 1990 (não tenho certeza), introduzida nos crimes hediondos, extorsão. Depois crime organizado.  MAS, SEMPRE existiu a preocupação com "as empresas" e pessoas inocentes. Muito antes das operações midiáticas e suas Autoriades vedetes.

   Os Jornalistas e algumas Autoridades agem de acordo com a conveniência política.

   Enquanto um homem como o Almirante Othon está preso, um procurador apresenta preocupação e ainda não sabe o que fazer como papel que acabou de limpar o fiofó: 

Deltan Dallagnol ‏@deltanmd 5 de jan

Sempre tive essa dúvida: pode jogar papel higiênico na privada? Eis a resposta: http://bit.ly/1mxbpat

  E como muitos canalhas fizeram comparação com outros países sobre o final de ano é bom divulgar: 

31 de dez de 2015

Ninguém comentará na TV, mas algumas pessoas que vão ao réveillon no Times Square (roubada gigantesca) usam fraldas pq não há banheiro

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Belo artigo andre araujo. Com

Belo artigo andre araujo.

Com essa mentalidade atrasada e de quem não sofre as consequencias da quebradeira das empreiteiras o Brasil segue para abismo geral.

 

 

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quando os trabalhadores irão se manifestar

Quando veio o Lava Jato os trabalhdores, inclusive os altos funcionários privados, viram como uma vento de moralidade. Não perceberam que seus empregos estavam em risco e os perderam. Será que ficarão calados novamente, ou gritarão, culpando a Dilma e o PT, depois que perderem seus empregos? 

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George Vidipó

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André STK

Tenho certeza que este

Tenho certeza que este artigo,não é o primeiro sobre o assunto,chega perto dos 200 comentários.

Tenho certeza também que alguns,serão de uma ¨viralatice¨de dar dó.

Parabéns André.

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Ou, seguindo seu raciocínio

Ou, seguindo seu raciocínio André, poderiam dizer para Waldvogel que a Globo pode fechar as portas hoje mesmo, já que os gênios da raça vão permanecer todos por aqui...

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Cris Kelvin

Empresas devem ser preservadas

mas do jeito como certa Justica vem sendo exercida, com delações forçadas que abrandam penas, premiando e incentivando à reincidência (vide Youssef), é necessário que tal preocupação com a economia e os empregos venha acomapanhada de leis menos moles e convenientemente flexíveis. Ou seja, punição severa, como confisco e expropriação da propriedade. Arrepios com estatização? Transforme-se a empresa numa cooperativa de propriedade dos trabalhadores. Mais leis? Não há isonomia que resista aos cafunés do sistema judiciário sobre no  stablishment.

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aliancaliberal

Conversa mole para boi

Conversa mole para boi dormir.

O risco moral que aumenta com os acordos de leniência, estes sim incalculáveis.

O que acontece é que agora se tudo continuar como esta,e é uma escolha de como se construirá nosso país, as empreiteiras vão corromper ate o porteiro no planalto.

As obras serão feitas não de acordo com o interesse da população mais de quanta propina se vai ganhar, se já não é assim.

Quem defende corrupto é porque faz parte do esquema, o PT defende os empresários corruptos para que estes não entreguem os podres do governo.

Ver agora petista defendo a plutocracia não tem preço.  

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A outra solução é socializar tudo!

É interessante alguém que assina como aliançaliberal esteja propondo a única solução possível além da leniência, intervir nas empresas, socializá-las e entregá-las ao comando dos empregados. Em outra situação até seria parceiro para a tua proposta aliança, porém teríamos que socializar todo o grande capital. Topas? Sou parceiro!

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Jose Antoni

Neoliberal falando em moral???

O que tem que ver acordo de leniência com defesa de corruptos?

helllow

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As obras serão feitas por

As obras serão feitas por quem, se mal pergunto.

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aliancaliberal

Pela sociedade

Pela sociedade brasileira.

Este é o problema dos positivistas acham que somente uma elite (eles próprios) pode administrar o país.

Se fossem tão capazes não necessitariam corromper o estado.

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Aliança, sabes o que é engenharia?

Pelo visto não tens a mínima ideia.

Para construir empresas do porte daquelas que estão sendo sacrificadas pela lava jato precisa-se de décadas, e as obras são para os próximos anos.

Dentro destas empresas há todo um quadro funcional organicamente estruturado que pode sobre nova direção levar a diante as mesmas, logicamente ninguém está defendendo que diretores que estão na cadeia continuem com diretores, porém estes geralmente não são nem acionistas majoritários, logo para unir meia dúzia se prejudicará trabalhadores de todos os níveis e pequenos acionistas ou cotistas.

É de uma tal imbecilidade o que falas que fica difícil argumentar contra ela.

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aliancaliberal

Rdmaestri, o petismo ta pouco

Rdmaestri, o petismo ta pouco ligando para as empresas e emprego, estão é defendendo a permanência no poder.

Fazer acordos de impunidade com o mesmo governo e empresas que se beneficioram do esquema tenha paciência.

Falcatrua fazendo trato com falcatrua.

 

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Jossimar

André, talves isto esclareça

André,

talves isto esclareça ao ignorante AL. Afinal, são tucanos defendendo os acordos de leniência.

 

Do Brasil247

A mais sensata análise sobre a Lava Jato:

Ela foi produzida pelo economista Gesner Oliveira e seus sócios na GO Associados; embora apontem que a operação reduziu o PIB em dois pontos e a massa salarial em R$ 42 bilhões, os autores afirmam que a Lava Jato foi crucial para enfrentar a corrupção e deve deixar um legado de melhores práticas nas empresas e nos governos; Gesner faz uma defesa enfática dos acordos de leniência e diz que as empresas devem ser preservadas, como ocorreu com a Siemens, pivô do maior escândalo corporativo da história; "Não basta trocar o governo. O país precisa de um salto de governança que exige uma mudança cultural na sociedade e os acordos de leniência certamente são um poderoso instrumento para isso"; leia a íntegra

6 de Janeiro de 2016 às 10:59

 

 

247 – Na mais sensata análise sobre a Operação Lava Jato produzida até hoje, o economista Gesner Oliveira e seus sócios na GO Associados F. Marcato, Andrea Curi e Andrea Vasconcelos defendem de forma enfática o acordo de leniência e a preservação das empresas envolvidas em corrupção, como ocorreu com a Siemens, pivô do maior escândalo corporativo da história.

"Do ponto de vista técnico e de interesse público, condenar o fortalecimento dos acordos de leniência pouco agrega à solução do problema", dizem. "Não basta trocar o governo. O país precisa de um salto de governança que exige uma mudança cultural na sociedade e os acordos de leniência certamente são um poderoso instrumento para isso", acrescentam.

Recentemente, a assinatura pela presidente Dilma Rousseff da MP 703, conhecida como MP da Leniência, gerou polêmica e críticas do Tribunal de Contas da União, que pediu explicações ao governo. Os autores do artigo são favoráveis à medida. "Em vez de longos processos, é melhor para todos que haja um final mais rápido dentro dos marcos legais e com os órgãos competentes", argumentam.

Embora apontem que a operação da Polícia Federal reduziu o PIB do Brasil em dois pontos e a massa salarial em R$ 42 bilhões, os autores do artigo, publicado nesta quarta-feira 6 no jornal Valor Econômico, afirmam que ela foi crucial para enfrentar a corrupção e deve deixar um legado de melhores práticas nas empresas e nos governos.

Leia abaixo a íntegra do texto:

Futuro e legado da Lava-Jato

O futuro da Lava-Jato é chave para determinar como e em que condições a economia brasileira pode superar a atual crise. Os anos de 2015 e 2016 deverão ser a primeira vez desde 1930 em que o Brasil registrará dois anos consecutivos de recessão. 2015 fechará com a maior taxa de contração do PIB desde 1990.

Ninguém questiona a legitimidade da investigação e a condenação de eventuais culpados. Há, porém, duas questões que não estão bem respondidas. A primeira é como a sociedade pode atenuar o custo que a investigação tem no curto prazo. Qual é o futuro da Lava-Jato?
A segunda, como os resultados da operação histórica poderão ser revertidos em ganhos institucionais duradouros que eliminem a possibilidade de malfeitos serem repetidos. Qual é o legado da Lava-Jato?

Em relação à primeira pergunta, é incorreta a tese de que a investigação não teria gerado custo em termos de emprego e produção. É claro que ela não é o único, nem o mais importante fator explicativo da crise. Mas é certamente relevante.
Mesmo sob hipóteses conservadoras, que levam em conta que uma parcela do investimento da Petrobras e de grandes construtoras nacionais teria diminuído independentemente da Lava-Jato, os efeitos diretos, indiretos e os impactos na renda são expressivos. Quase 2% do PIB, 2 milhões de empregos e mais de R$ 42 bilhões em massa salarial.

Quer dizer que a Lava-Jato deve ser inibida? Ao contrário, deve ser aprimorada para gerar mais resultados com menores custos. E isso é possível.

A redução de seus custos passa por três pontos. Primeiro, pela blindagem da capacidade de financiamento, investimento e de produção e geração de emprego das empresas envolvidas. Milhões de trabalhadores nada têm a ver com os crimes eventualmente cometidos por suas empresas. Afastados os responsáveis pelas irregularidades, a sociedade tem interesse que tais empresas continuem a produzir e gerar empregos.

Vale citar a experiência do maior caso de corrupção corporativa do mundo, envolvendo a Siemens. Autoridades alemãs e americanas promoveram, com o apoio do comitê de auditoria da empresa, ampla investigação dos desvios encontrados em várias jurisdições de diversos países. Ao final impuseram obrigações de melhoria institucional e de governança à empresa, sem puni-la de maneira desmedida e sem interromper as suas atividades.

Segundo, pela não exclusão destas empresas do mercado de obras públicas e do crédito. O país precisa de mais concorrência e, portanto, de um maior número de companhias disputando a oportunidade de fornecer bens e serviços. Excluir empresas de licitações públicas significa maiores custos ao Governo.

Terceiro, pela agilidade na negociação de acordos que estabeleçam multas adequadas à gravidade dos danos causados. Em vez de longos processos, é melhor para todos que haja um final mais rápido dentro dos marcos legais e com os órgãos competentes, como a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal (MPF) e o Cade.

O primeiro grande passo foi dado com a Medida Provisória nº 703, publicada em 21.12.2015. A medida altera a Lei Anticorrupção - nº 12.846/2013 - para dispor sobre acordos de leniência com empresas investigadas em casos de corrupção.
Há, porém, setores da sociedade que não apoiam a medida. Em 23/12/2015, o jornalista Elio Gaspari critica a MP no artigo "Dilma aderiu aos Oligarcas". Segundo ele, com a MP, a presidente estaria enfraquecendo punições às empresas envolvidas na Lava-Jato.

Do ponto de vista técnico e de interesse público, condenar o fortalecimento dos acordos de leniência pouco agrega à solução do problema. Diferentemente do que ocorria no século XIX, na Era Vitoriana, o direito penal moderno prevê instrumentos de colaboração entre investigadores e investigados, os quais têm servido em vários países como uma forma efetiva de desmantelar organizações criminosas e concluir processos rapidamente.
Mas como assegurar que no futuro não haverá novas Lava-Jatos? Como garantir um legado em termos de melhor governança ao Brasil?

A MP oferece algumas respostas ao obrigar as empresas que firmarem os acordos de leniência a implantar ou aprimorar programas de compliance. Trata-se de procedimento aderente às práticas internacionais que consideram a existência desses programas como parte das obrigações de uma companhia condenada por corrupção.
Casos internacionais mostram que a criação e a constante melhoria desse tipo de programa devem ser consideradas como atenuantes na aplicação de penas por corrupção.

Cada empresa deve criar seu programa de compliance adequado às suas características e porte, o qual deve refletir os princípios da governança: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. A aplicação efetiva do compliance diminuiria não só a chance de novas Lava-Jatos, mas também melhoraria o desempenho das instituições.

Não basta trocar o governo. O país precisa de um salto de governança que exige uma mudança cultural na sociedade e os acordos de leniência certamente são um poderoso instrumento para isso.

Por trás da crítica contra as oligarquias empresariais não se pode embutir um ranço ideológico contrário à atividade empresarial. Dela dependem os empregos de milhões de brasileiros. Garantir tais postos passa necessariamente pela saúde financeira das empresas, que só se perpetuarão com uma política sustentável e transparente de relacionamento como governo. Forjar essa política pode ser o principal legado da Lava-Jato.

Gesner Oliveira, ex-presidente do Cade e da Sabesp, é professor de economia (FGV) e sócio da GO Associados

Fernando S. Marcato, professor de direito na FGV-SP e sócio da GO Associados, atuou no caso Siemens, assessorando o departamento de Justiça americano

Pedro Scazufca, mestre em economia pela FEA-USP, é sócio da GO Associados

Andrea Curi, doutora em economia pela FGV-SP, é coordenadora de projetos da GO Associados

Andrea Vasconcelos é advogada da GO AssociadosL

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Jossimar

Andre,     Este AL é uma

Andre,

 

  Este AL é uma besta mesmo. Acha que o PT é a encarnação de satanás.

Aliança, veja aqui mesmo neste blog um post sobre o fim do jornal Estado de Minas e talvez  você consiga ENXERGAR onde está o demônio.

O André está certo. Estes Juízes/ Procuradores/policiais federais são um bando de incompetentes decorebas  que não enxergam um palmo diante do nariz. Eles sim, deveriam estar presos por crime de lesa pátria, afinal o prejuízo que deram ao país em $$$$$ é no mínimo 50 vezes o valor da suposta corrupção que investigam, fora a destruição de empregos, empresários e emresas e conhecimento acumulado.

Pergunto: A França destruiu a Alstom? A Alemanha destruiu a Siemens? Os EUA destruiram a Halliburton?

Não. Só IDIOTAS destroem empresas.

Infelizmente, estes IDIOTAS são funcionários públicos concursados e não correm o risco de SEREM DEMITIDOS.

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aliancaliberal

Como disse ver agora petista

Como disse ver agora petista defendendo a plutocracia não tem preço.

Tu deve achar que as empreiteiras vão se desmanchar no ar , serem tragadas pelo chão, que os ativos vão se extiguir num passe de mágica. 

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Ugo

bolsa troll tucana

Testa da cavolo, o original.

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