14 de junho de 2026

As relações de Paulo Preto com as empresas investigadas na Lava Jato

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Por esquiber

Nassif,  acho que temos obrigação de contribuir com as investigações da Lava Jato apontando para Moro um arrecadador tucano que ficou esquecido, apagado pela poeira do tempo. Trata-se do engenheiro Paulo Vieira de Sousa, vulgo Paulo Preto, que segundo reportagem da Istoé,  “possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.” As mesma investigadas na Lava Jato, com exceção da carioca.

Paulo Preto teria sumido com quase 5 milhões em dinheiro vivo da campanha tucana a presidente de José Serra, dinheiro arrecadado de empreiteiras. Moro talvez ignore este fato, embora não esqueça de João Vaccari Neto, o qual mantén trancafiado por razões de campanha de 2010, a mesma que Paulo Preto apareceu numa citação pra lá de criminosa.

Nos tempos áureos de Paulo Preto, “em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão, diz reportagem de Carta Capital, assinada por Cynara Menezes.

Quando é que Moro vai mandar prender Paulo Preto para que este faça uma delação premiada contando tudo que sabe sobre as relações das empreiteiras com os governos tucanos? Corrupção de empreiteira só é crime se for no governo federal?

Da Carta Capital

Quem é Paulo Preto

por Cynara Menezes

Levada à campanha por Dilma Rousseff, a história do ex-diretor da Dersa causa constrangimento no tucanato e gera versões desencontradas de Serra

Na noite do domingo 10, ao fim do primeiro bloco do debate da TV Bandeirantes, o mais acalorado da campanha presidencial até agora, cobrada pelo adversário tucano José Serra sobre as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, a petista Dilma Rousseff revidou: “Fico indignada com a questão da Erenice. Agora, acho que você também deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com 4 milhões de reais de sua campanha”. Serra nada disse – ou “tergiversou”, como acusou a adversária durante todo o encontro televisivo –, e o País inteiro ficou à espera de uma resposta: quem é Paulo Vieira de Souza?

Numa eleição em que o jornalismo dito investigativo só atuou contra a candidata do governo, Dilma Rousseff serviu como “pauteira” para a imprensa. O pauteiro é quem indica quais reportagens devem ser feitas – e, se não fosse por causa de Dilma, Vieira de Souza nunca chegaria ao noticiário. Nos dias seguintes ao debate, finalmente jornais e tevês se preocuparam em escarafunchar, mesmo sem o ímpeto habitual quando se trata de denúncias a atingir a candidatura governista, um escândalo que envolvia o tucanato. A acusação contra Vieira de Souza, vulgo “Paulo Preto” ou “Negão”, apareceu pela primeira vez em agosto, na revista IstoÉ.

No texto, que obviamente teve pouquíssima repercussão na época, o engenheiro Paulo Preto era apontado como arrecadador do PSDB e acusado pelos próprios tucanos de sumir com dinheiro da campanha. “Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial”, dizia a reportagem, segundo a qual o engenheiro possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

Após a citação feita por Dilma, os jornalistas cuidaram de cercar Serra para tentar extrair a resposta que ele não deu no debate. De saída, o candidato disse não conhecê-lo. “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”, declarou, na segunda-feira 11.

No dia seguinte, ameaças veladas feitas pelo ex-arrecadador em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo foram capazes de refrescar a memória de Serra. “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem de responder. Não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele”, disse Paulo Preto. “Não se larga um líder ferido na estrada em troca de nada. Não cometam esse erro.”

A partir da insinuação de que o já apelidado “homem-bomba do tucanato” possui fartos segredos a revelar, Serra não só se lembrou do desconhecido como o defendeu e o elogiou. “A acusação contra ele é injusta. Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, afirmou o tucano, fazendo questão de dizer que o apelido “Preto” é preconceituoso. “Ele é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de Engenheiro do Ano (em 2009). Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo.”

O último cargo público do engenheiro em governos do PSDB foi como diretor de engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), cargo do qual foi demitido em abril, poucos dias após Serra se lançar à Presidência. Mas sua folha de serviços prestados ao PSDB é extensa. Há 11 anos ocupava cargos de confiança em governos tucanos e era diretor da Dersa desde 2005, primeiro nas Relações Institucionais e depois na engenharia, nomeado por Serra. Trabalhou no Palácio do Planalto durante os quatro anos do segundo governo Fernando Henrique Cardoso como assessor especial da Presidência, no programa Brasil Empreendedor Rural. Em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão.

Quem levou Vieira de Souza para o Planalto foi Aloysio Nunes Ferreira, recém-eleito senador pelo PSDB, de quem Paulo Preto se diz amigo há mais de 20 anos. Ferreira dispensa apresentações. Em 3 de outubro foi o candidato ao Senado mais votado do Brasil, depois de ter sido chefe da Casa Civil no governo paulista.

De acordo com a IstoÉ, familiares de Vieira de Souza chegaram a emprestar 300 mil reais para Ferreira, quantia -assumidamente utilizada pelo novo senador para quitar o pagamento do apartamento onde vive, em Higienópolis. O engenheiro mantém, aliás, um padrão de vida elevado, muito acima de quem passou boa parte da carreira em cargos públicos. É dono de um apartamento na Vila Nova Conceição em um edifício duplex com dez vagas na garagem, sauna privê e habitado por banqueiros e socialites. Pela média de preços da região, um apartamento no prédio não custa menos de 9 milhões de reais.

Vieira de Souza foi demitido da Dersa oito dias após aparecer ao lado de tucanos graduados na festa de inauguração do Rodoanel e atribuiu sua saída a diferenças de estilo com o novo governador, Alberto Gold-man, que assumiu na qualidade de vice.

Goldman parecia, de fato, incomodado com a desenvoltura, para dizer o mínimo, de Paulo Preto no governo, e deixou esse descontentamento claro em um e-mail enviado a Serra, em novembro do ano passado, no qual acusava o então diretor da Dersa de ser “vaidoso” e “arrogante”, como revelou a Folha de S.Paulo. “Parece que ninguém consegue controlá-lo. Julga-se o Super-Homem”, escreveu o atual governador na mensagem ao antecessor, também encaminhada ao secretário estadual de Transportes, Mauro Arce. Mas Paulo Preto só deixou o governo quando Serra saiu.

Dois meses após sua exoneração, em junho, Vieira de Souza seria preso em São Paulo, acusado de receptação de joia roubada. O ex-diretor da Dersa alega ter comprado de um desconhecido um bracelete de brilhantes da marca Gucci por 18 mil reais. Ao levar a joia a uma loja do Shopping Iguatemi para avaliar se era verdadeira, foi preso em flagrante, após ser constatado pelo gerente que o objeto havia sido furtado ali mesmo no mês anterior. Solto no dia seguinte, passou a responder à acusação em liberdade. Hoje, ele atribui o imbróglio a “uma armação”.

Seu nome aparece ainda na investigação feita pela Polícia Federal que resultou na Operação Castelo de Areia. Na ação, -executivos da construtora Camargo Corrêa são acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas. A empresa nega. No relatório da PF há várias referências ao trecho sul do Rodoanel, responsabilidade de Paulo Preto, que teria recebido quatro pagamentos mensais de 416 mil reais da empreiteira. Vieira de Souza também nega. “A mim nunca ninguém entregou absolutamente nada. O lote da Camargo Corrêa na obra era de 700 milhões de reais e a obra foi entregue no prazo, só com 6,52% de acréscimo. É o menor aditivo que já houve em obra pública no Brasil.”

À revista Época, que publicou uma pequena reportagem sobre o caso em maio, Ferreira reconheceu a amizade antiga com Paulo Preto, mas negou ter recebido doações ilegais da construtora. Afirmou ainda que o Rodoanel foi aprovado pelos órgãos fiscalizadores. “O Rodoanel teve apenas um aditivo de 5% de seu valor total, um recorde para os padrões do Brasil”, disse o senador eleito. Atualmente, a operação Castelo de Areia encontra-se paralisada em virtude de uma liminar deferida pelo ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), até que seja julgado o pedido da defesa da Camargo Corrêa, que reclama de irregularidades na investigação.

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, que teria servido de fonte para a reportagem da IstoÉ, deu entrevista nos últimos dias na qual nega ter afirmado que Paulo Preto arrecadara, por conta própria, “no mínimo” 4 milhões de reais – o próprio engenheiro diz que esse número foi subestimado. Segundo Eduardo Jorge, não existe nenhum esquema de “arrecadação paralela”, o famoso caixa 2, entre os tucanos. Paulo Preto processa EJ, o tesoureiro-adjunto Evandro Losacco e o deputado federal reeleito José Aníbal, chamados por ele de “aloprados” por tê-lo denunciado à revista. Curiosamente, na entrevista à imprensa, Eduardo Jorge faz mistério sobre os nomes dos reais arrecadadores da campanha tucana, a quem chama de “fulano” e “sicrano”.

Na quinta-feira 14, a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo entrou com uma representação no Ministério Público Estadual. Solicita uma investigação contra o ex-diretor da Dersa por improbidade administrativa. Além da acusação sobre os 4 milhões de reais arrecadados irregularmente para a campanha tucana, os parlamentares petistas acusam a filha de Paulo Preto, a advogada Priscila Arana de Souza, de tráfico de influência, por representar as empreiteiras que tinham negócios com a empresa pública desde 2006, quando o pai era responsável pelo acompanhamento e fiscalização das principais obras viárias do governo paulista, como o Rodoanel e a Nova Marginal, vitrines da campanha tucana na corrida presidencial.

Documentos do Tribunal de Contas da União revelam que Priscila Souza era uma das advogadas das empreiteiras no processo que analisou as contas da construção do trecho sul do Rodoanel. Ao contrário do que disse o ex-chefe da Casa Civil de Serra, uma auditoria da empresa Fiscobras apontou diversas irregularidades na obra, entre elas um superfaturamento de 32 milhões de reais em relação ao contrato inicial, despesa que teria sido repassada ao Ministério dos Transportes, parceiro no projeto. A filha do engenheiro aparece ainda em uma procuração, datada de maio de 2009, na qual os responsáveis da construtora Andrade Gutierrez autorizam os advogados do escritório Edgard Leite Advogados Associados a representarem a empresa em demandas judiciais.

“Já havíamos encaminhado ao MP uma representação, em maio, pedindo investigação sobre a suposta arrecadação ilegal de dinheiro para a campanha tucana, com base nas denúncias da IstoÉ. Conversei com o procurador-geral, Fernando Grella, e ele me garantiu que a investigação foi aberta, mas corre em sigilo de Justiça, por ter sido anexada aos autos da Operação Castelo de Areia, que está suspensa”, disse o deputado estadual do PT Antonio Mentor.
Para o presidente estadual do PT, Edinho Silva, há indícios suficientes de uma relação “pouco lícita” entre o ex-diretor da Dersa e as construtoras. “Como pode a filha representar as mesmas empresas que são fiscalizadas pelo pai? O poder público não pode se relacionar dessa forma com a iniciativa privada”, afirmou Silva, recém-eleito deputado estadual. “Além disso, é preciso apurar essa história do dinheiro arrecadado ilegalmente pelo engenheiro. Quem denunciou isso não foi a gente, foi o PSDB, que não viu a cor do dinheiro e reclamou à imprensa.”

Por meio de nota, o escritório de -advocacia classificou de “inconsistentes e maldosas” as acusações do PT. “A advogada Priscila Arana de Souza ingressou no escritório em 1º de junho de 2006. O escritório presta, há mais de dez anos, serviços jurídicos a praticamente todas as empresas privadas que compõem os consórcios contratados para a execução do trecho sul do Rodoanel de São Paulo”, registra o texto.

Procurado por CartaCapital, Paulo Preto não foi encontrado. Seus assessores informaram, na quinta-feira 14, que o engenheiro estava viajando. Na entrevista que deu à Folha, o engenheiro insinuou que sua função era a de facilitar as doações de empresas privadas com contratos com o governo de São Paulo ao PSDB. “Ninguém nesse governo deu condições de as empresas apoiarem (sic) mais recursos politicamente do que eu”, disse. Isso porque, sustentou, cumpriu todos os prazos e pagamentos acertados com as empreiteiras nas obras sob seu comando.

Nos últimos dias, Serra tem se mostrado irritado com as perguntas de jornalistas sobre o tucano honorário Paulo Preto. Em Porto Alegre, na quarta-feira 13, chegou a acusar o jornal Valor Econômico de atuar em favor da campanha de Dilma Rousseff. Perguntado por um repórter do diário, o presidenciável disse que o veículo, pertencente aos grupos Folha e Globo, “faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral gratuito”, evidenciando como se incomoda de provar do próprio remédio. O destempero deu-se minutos depois de o candidato declarar seu apreço pela liberdade de imprensa. Além do mais, a reclamação é estranha: as manchetes de jornais e capas de revistas com críticas e denúncias contra Dilma Rousseff são matéria-prima do programa eleitoral do PSDB.

No domingo 17, Dilma e Serra voltam a se enfrentar no debate promovido pela Rede TV! Ninguém espera que se cumpra o vaticínio frustrado de “paz e amor” dado pelos jornais antes do primeiro confronto. A petista vai, ao que tudo indica, continuar a questionar Serra sobre as privatizações do governo Fernando Henrique e insistirá na comparação dos feitos do governo Lula com aqueles de seu antecessor. Segundo a pesquisa CNT-Sensus divulgada na quinta 14, os entrevistados consideraram Dilma Rousseff a vencedora do debate na Band.

Durante o debate, Serra nem sequer defendeu a própria mulher, Mônica, apontada por Dilma como uma das líderes de uma campanha difamatória de cunho religioso contra o PT, ao declarar a um evangélico no Rio de Janeiro que a candidata governista “gosta de matar criancinhas”. O fez depois, em seu programa eleitoral, ao tentar assumir o papel de vítima (segundo ele, a adversária tinha partido para a baixaria e atacado até a sua família).

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

33 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Lionel Rupaud

    29 de julho de 2015 12:00 pm

    O Moro vai dizer:

    “não vem ao caso”.

    Ponto final.

    1. Cintra Beutler

      29 de julho de 2015 2:23 pm

      Tucano e Lavo Jato: nada a ver…

      Tucano na Lava Jato? Tá maluco?

  2. RONALD2

    29 de julho de 2015 12:07 pm

    NAO VEM AO CASO

    É tucano ou é ligado a algum tucano??????

    Não vem ao caso….

    1. Cintra Beutler

      29 de julho de 2015 2:21 pm

      Não vem ao caso… mesmo

  3. Inforo

    29 de julho de 2015 12:18 pm

    PSDB?

  4. Ivan de Union

    29 de julho de 2015 12:22 pm

    Eh que Moro nao deixa “amigos

    Eh que Moro nao deixa “amigos caidos na estrada” tampouco…

     

    (Relembrando:  a frase original era uma clara ameaca ao PSDB depois do rombo de alguns milhoes.)

  5. rl

    29 de julho de 2015 12:29 pm

    Delação premiada

    Esse negócio de delação premiada vem de longe. Contam que , há mais de dois mil anos, um tal de Judas teria recebido   certa quantia para delatar um companheiro.  Agora, e se aparecer alguém acusando o Moro de receber propina para  libertar o irmão de um ex-ministro, ou para deixar fora de investigação alguns casos bem conhecidos?  Prendemos o juiz e pagamos o delator?

  6. Cintra Beutler

    29 de julho de 2015 12:31 pm

    Justiça seletiva

    1. Jose mestre Carpina

      29 de julho de 2015 1:59 pm

      Vou aproveitar e desenhar…

      1. Cintra Beutler

        29 de julho de 2015 2:18 pm

        Perfeito!

        Perfeito!

  7. Ugo

    29 de julho de 2015 12:34 pm

    simples

    Nos conventos de clausura de antanho uma roda servia de comunicação entre o mundo interno e externo sem contato fisico e visual. Todos os mantimentos e as comunicações eram assim feitas. No mundo dos emplumados e gordos galináceos tucanos todas as contribuições de campanha seguiam este caminho, de um lado Paulo afro descendente e empreiteiras, do outro limpa e pura a dinheirama.

    1. Cintra Beutler

      29 de julho de 2015 1:36 pm

      Paulo Preto é velho conhecido

      O Paulo Preto depôs na CPI do Cachoeira em 2012 e disse não conhecer Cachoeira. Daí soubemos que havia um esquema entre Preto / Delta / Cavendish / Serra e Cachoeira que desconhecemos até hoje os detalhes. Foi abafado e não vingou.

      Assim como não vinga, seja na Justiça e na imprensa, qualquer esquema que incrimine o PSDB.

  8. Bonobo de Oliveira, Severino

    29 de julho de 2015 12:36 pm

    As frases do Paulo Preto…..

    Nesse confronto de contradições em que o Zé Tarja Preta disse desconhecer o PP, “…nunca ouvi falar…” e no dia seguinte mudou a conversa, desdobrando-se em elogios ao Paulo Vieira, declarando que era uma pessoa muito competente, o comportamento bipolar do então candidato foi objeto de capa da Isto É, onde o Zé aparecia em duas imagens fazendo as afirmações contraditórias. Ficou célebre a frase do PP acerca da sua amizade com o então candidato. Disse que não era exatamente amizade que nutria as suas relações com o Tarja, que ele havia encontrado pessoalmente pouco mais de cinco vezes, mas que a relação era igual “…abraço de gambá…”, porque o encontro passa, mas o cheiro fica.

    1. Cintra Beutler

      29 de julho de 2015 2:50 pm

      É…
      É impressionante como ninguém se conhece… o Serra, inclusive, já disse desconhecer quem era Paulo Preto… ora vejam…

  9. Jorge Luis

    29 de julho de 2015 12:45 pm

    “Paulo Preto? Bota uma tarja

    “Paulo Preto? Bota uma tarja nesse homem, rápido!”

    1. Cintra Beutler

      29 de julho de 2015 1:39 pm

      A coisa tá realmente preta

      Serra com tarja preta, advogada Catta Preta e agora o Paulo Preto. E o Moro, diante de tanta pretidão, fica cego…

  10. Cintra Beutler

    29 de julho de 2015 1:04 pm

    PSDB e as relações com a Lava Jato

    – Aécio Neves (PSDB, ok?) citado em delação por Yousseff. O Moro e a PF não quiseram aprofundar o caso lá de Furnas. Morreu na praia;

    – Sérgio Guerra (hoje finado, mas fôra presidente do PSDB) recebe propina de 10 mi, segundo o mesmo Youssef. Ninguém mais ligado ao suposto esquema foi ouvido;

    – Mais parlamentares do PSDB receberam dindin do mesmo esquema do Sérgio Guerra, mas o Moro não vazou os nomes dos ditos cujos, por conta, segundo o Juiz Justiceiro, da imunidade parlamentar:

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1535691-outros-tucanos-receberam-recursos-do-esquema-diz-auxiliar-de-youssef.shtml

    – O Aloysio Nunes (PSDB, tá, gente?) confirma que recebeu doação, (mas a dele é legal, a do PT não) do Pessoa, da UTC, o investigado na Lava Jato e o Moro nem sequer quis saber de ouvir gente ligada ao senador… que coisa, não?

    – E o Álvaro Dias (do PSDB, só pra lembrar) e o seu terreno comprado por 3 e vendido por 40 milhões? O dindin veio do Costa… E vossa Excelência tem um processo no STF… sem contar as doações recebidas da Odebrecht (opa, não é aquela do Marcelo, que teve o sigilo telefônico quebrado?) e do 

    Daí a classe mérdia, midiotizada, manipulada, burra e desinformada, incensa o Moro como o paladino da Justiça e da moralidade. Lógico, para os betedores de panela, paspalhos, eleitores de Aécio, viúvas de FHC, a Justiça é válida quando pega o PT…

    Daí a imprensa surra todo o dia um só lado da moeda e faz passar a impressão para o público idiota que só o PT faz parte dos esquemas que Veja, Estadão, Folha, Globo, etc, etc, fazem questão de mostrar todo santo dia.

    E daí vem gente dizendo que a imprensa não tem peso nisso tudo. É claro, até porque os paspalhos só sabem se informar com manchetes e não se esforçam (ou não querem) raciocinar a respeito do que leem.

  11. oneide

    29 de julho de 2015 1:14 pm

    Quando o PT se eleger para

    Quando o PT se eleger para presidencia da republica, ele vai investigar todas as falcatruas do PSDB.

    Ops, ele já é governo e já faz 13 anos, putz.

    Ata se o PSDB rouba o PT ta absolvido entendi.

    1. Cintra Beutler

      29 de julho de 2015 1:20 pm

      Não, tonta!

      “Ata se o PSDB rouba o PT ta absolvido entendi.”

      Você se faz de burra ou, como acredito, o é de verdade. Fato é que a isenção e a isonomia, que deveriam pautar a conduta do Moro, apresenta brechas e mais brechas. E a conduta da imprensa, ideologizada e tendenciosa, anti-PT, vai pelo mesmo caminho.

      O ideal, se é que você busca, e, ao que parece, é entendida e muito bem informada, é que TODOS os casos dos envolvidos na Lava Jato sejam expostos, não somente aqueles noticiados por conveniência.

    2. Ugo

      29 de julho de 2015 2:40 pm

      bolsa troll

      As profundezas de um testa da cavolo.

    3. Cintra Beutler

      29 de julho de 2015 3:00 pm

      Fraquinha

      Acrescentar algo de útil ou relevante ao tema, nada, né? Só frases soltas sem nexo… pobre Oneide… fraquinha…

  12. Jose mestre Carpina

    29 de julho de 2015 1:54 pm

    o peso da culpa segundo a justiça-cega…

  13. Cintra Beutler

    29 de julho de 2015 2:07 pm

    Quem é Paulo Preto

  14. Inforo

    29 de julho de 2015 2:09 pm

    O PT precisa urgente alugar o passe do Requião.
    O PT precisa urgente alugar o passe do Requião.Porque com estes políticos mequetrefe do PT, não só vão afundar o partido como levar o Brasil junto para o buraco.

    1. Cintra Beutler

      29 de julho de 2015 2:17 pm

      Realmente

      Realmente: chega a ser ridícula a inação dos líderes do partido. Passou da hora de jogarem na cara da imprensa e da sociedade os desmandos do Moro.

  15. Cintra Beutler

    29 de julho de 2015 2:12 pm

    Nem sei quem é…

    1. Cintra Beutler

      29 de julho de 2015 2:37 pm

      Sem novidade.

      Nenhuma novidade: o que a imprensa faz é repercutir, muitas vezes copiando conteúdo de seus outros correligionários, certos factoides. Quando esses são desmentidos, os veículos de comunicação se fazem de desentendidos. Vez ou outra publicam uma errata na edição seguinte.

      Tem sido assim sempre.

  16. Wendel

    29 de julho de 2015 4:50 pm

    Inocência……………….

    “Nassif,  acho que temos obrigação de contribuir com as investigações da Lava Jato apontando para Moro um arrecadador tucano que ficou esquecido, apagado pela poeira do tempo.”

    Por favor Esquiber, o que mais me chateia são os individuos incautos ou inocentes úteis. Por acaso não sabes que para os membros que investigam na Operação Vaza Jato, senhores impolutos de cumpridores da lei, ciosos da moral e dos bons costumes  não sabem da existência do tal fulano!

    Eles jamis quiseram ou querem investigar os malfeitos e a pilantragem dos tucanos. Todo e qualquer vestígio de culpabilidade deles que vierem a tona, será porque alguns já são cadáver !!!

    Então meu caro, sua idéia de contribuir com a Vasa Jato, é pura inocência infantil ! 

  17. oneide

    29 de julho de 2015 5:52 pm

    Vacari é inocente mas esta

    Vacari é inocente mas esta preso, Paulo preto é culpado mas esta solto, que país injusto.

    1. Fernando Cravo

      29 de julho de 2015 8:29 pm

      Otrolleide

      Troll é uma profissão?

    2. esquiber

      30 de julho de 2015 1:02 am

      Moro usa a toga e com seu

      Moro usa a toga e com seu pretenso moralismo seletivo e golpista, contribui para paralisar a economia, aumentar o quadro de recessão que já se prenuncia no horizonte mais próximo, acompanhado de um procurador imberbe que acredita que possui uma missão messiânica e que nada poderá detê-los, haja vista o apoio da imprensa de mercado, sabuja da plutocracia internacional, que conhece as entranhas do poder e sabe quem são os homens que ocupam os mais altos postos das instituições, suas vulnerabilidades e como anulá-los numa campanha de assassinato de reputação, subjugando-os a seus interesses políticos e comerciais.

      Daí a inércia dos ministros do STJ e do STF que em outras situações idênticas foram pródigos em agir para conter os abusos de delegados, procuradores e juizes de primeira instância, indo de encontro a opinião pública para fazer valer as garantias individuiais inscritas na constituição e até anular operações policiais de grande repercussão midiática que não interessava ao stablishiment.

      Castelo de Areia, Banestado, Chacal, Satiagraha, Sundow/ BoiBarrica, Dilúvio, Poseidon e Diamante, não resistiram ao crivo das cortes superiores, porquanto declaradas nulas com base em torias jurídicas que bem serviram a interpretações encomendadas para a conveniência do momento e que nos dias que correm, os pressupostos jurídicos então aplicados, são solenemente ignorados.

      Chama atenção o fato de duas das mais emblemáticas operações em epígrafe, atingir em cheio políticos ligados a oposição partidária, que morreram praticamente em seu nascedouro, a Castelo de Areia e Satiagraha, despertando reações furiosas de ministros tidos como legalistas que não economizaram palavras e nem sofismas para descontruir as ações da PF, dos procuradores e juizes que as autorizaram, falando de um suposto estado policial, de uma PF política, com o devido apoio da mídia que fez intensa campanha contra, para salvar a pele de aliados, quando até súmula vinculante foi criada, especialmente para atender os interesses de um dos investigados, que em menos de 48 horas, recebeu dois habeas corpus da sala da presidência do STF, altas horas, não antes de uma comitiva do STF se dirigir até o palácio do planalto para chamar o presidente da república as falas e exigir a cabeça do diretor geral da PF, ao contrário de agora em que a mídia apoia incondicionalmente os abusos que tanto combateu, nessas operações, e o ativismo judicial de ministros das cortes superiores, tão presente e determinante para anulação daquelas operações, saiu de cena depois de suas prerrogativas funcionais terem sido solapadas por um juiz de primeira instância acometido pela síndrome de Napoleão.

      A Líbia foi destruída por intensos bombardeios áreos que minaram a resistência do regime de Kaddaf, enquanto no solo, os traidores da pátria faziam o serviço sujo, armados até os dentes com o fito de deporem o ditador, chacinando, estrupando, saqueando as riquezas da nação, para em troca implantar a democracia, tão ardentemente desejada pelo povo líbio que festejava nas ruas a chegada de uma época dourada livre do terror.

      Essa era a idéia vendida pela mídia líbia a seu povo, acabar com um regime que apoiava o terrorismo para implantar a democracia. Em nome desse falso pretexto, destruíram a mais promissora nação do continente africano e implantaram um regime de terror pior do que o de Kaddaf com um governo fantoche, encalacrado por grupos terroristas islâmicos, sem perspectiva de estabilizar a crescente violência que só recrudesce.

      No Brasil, o pretexto é outro mas os fins são os mesmos. A velha mídia marcha numa cruzada falso moralista para acabar com a corrupção. Instrumentalizou um juiz de primeira instância, um grupo de procuradores, delegados e agentes da PF, inoculando as cortes superiores de justiça, arregimentando uma opinião pública imbecilizada que não conhece do processo histórico e em nome de uma época dourada, sem corrupção e formada por homens probos e retos, os tucanos vendilhões da pátria, pausa para rir, alcançaremos um estágio superior de ética, na política, e uma república de notáveis.

      Os custos financeiros e econômicos dessa farsa já abalam os fundamentos da economia, enxovalhou a imagem de uma das mais importantes empresas da América Latina e agora ameaça a segurança nacional. Não se sabe até onde essa louca cavalga chegará, mas é certo que o pós Lava Jato nos deixará um legado tenebroso em termos de garantias constitucionais.

      Não, não sou contra nenhuma investigação, seja para coibir práticas criminosas do PT ou de qualquer outro partido. Também não acho que ninguém esteja acima da lei, nem Lula e nem qualquer outro homem, no Brasil e no mundo.

      Sou contra a seletividade das investigações, os alvos adredemente escolhidos para serem investigados, os vazamentos seletivos de uma investigação que corre sob segredo de justiça e que no passado resultaram na condenação de um delegado e no afastamento de um juiz, “promovido” a desembargador por exigência de uma campanha midiática insidiosa endossada por um STF que ora faz vista grossa e ouvidos de mercador para as ilegalidades amplamente praticadas e que anteriormente considerou criminosas.

      Sou contra a inimputabilidade de tucanos que se meteram em dezenas de escândalos de corrupção e ficaram impunes, máxime sua principal liderança, FHC que não se peja em falar de moral e de ética, de dá lição de bons costumes a políticos que participaram, no decurso da história recente, de todo o mar de lama que se esconde na impunidade.

      Sou contra e também me insurjo contra as razões de um PGR que não abre investigação contra o candidato da oposição Aécio Neves, citado em audiência gravada pelo delator-mor Alberto Youssef de receber 100 mil mensais de um esquema de corrupção em Furnas, e isso não se constituir em motivos para uma investigação, enquanto uma denúncia descabida de tráfico de influência, feita em páginas de uma revista sabidamente com interesses políticos declarados no impeachment da presidenta reeleita, em desfavor do ex presidente Lula, servir de motivos para abertura de inquérito no MPF, assim como a palava de um delator ter peso de provas para prender um cientista de renome e, a palavra de outro delator, fazendo acusações semelhantes, ser desconsiderada, ao passo que o delatado além de livrar-se da prisão, livra-se da investigação para fazer convocatória em prol de um golpe de Estado. Simples assim.

       

Recomendados para você

Recomendados