20 de agosto de 2026

Líderes europeus pedem que Israel suspenda projeto de assentamentos na Cisjordânia

Sete países condenam licitação israelense para mais de 1.200 moradias no projeto E1 e alertam para ameaça à solução de dois Estados
Modi'in Illit, a maior colônia israelense no território ocupado da Cisjordânia - foto: Wikipedia

Sete países europeus e Canadá condenam licitação para 1.200 moradias no projeto E1 na Cisjordânia ocupada.
ONU alerta que projeto ameaça a criação de um Estado palestino territorialmente contíguo.
Licitação aberta em agosto visa construir 1/3 do total de 3.400 unidades antes das eleições israelenses.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Autoridades de sete países, entre eles França, Alemanha e Itália, condenaram a abertura de licitação para a construção de mais de 1.200 unidades habitacionais no chamado projeto E1, na Cisjordânia ocupada, e exigiram que Israel interrompa imediatamente a expansão de assentamentos no território palestino.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O posicionamento também foi assinado por Reino Unido, Noruega e Canadá. Em declaração conjunta, os governos afirmaram que a decisão ocorre em um momento de “grave instabilidade” na Cisjordânia, marcado por níveis sem precedentes de violência de colonos israelenses contra civis palestinos e por fortes restrições à economia palestina.

Segundo a Euronews, a preocupação internacional está relacionada sobretudo à localização estratégica da área. A implementação do projeto ampliaria a separação entre Jerusalém Oriental e o restante da Cisjordânia, dificultando a continuidade territorial necessária à criação de um Estado palestino.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que o projeto representa uma “ameaça existencial” à possibilidade de formação de um Estado palestino territorialmente contíguo.

O projeto E1 prevê a construção de aproximadamente 3.400 moradias em uma área de cerca de 12 quilômetros quadrados localizada a leste de Jerusalém e entre a cidade e o assentamento israelense de Ma’ale Adumim.

A área de E1 foi aprovada pelo governo israelense em agosto do ano passado. Agora, o Ministério da Habitação de Israel abriu licitação para mais de 1.200 unidades, segundo a organização israelense Peace Now, que monitora a expansão dos assentamentos.

A licitação foi publicada em 18 de agosto e permanecerá aberta para propostas até 19 de outubro, apenas uma semana antes das eleições israelenses marcadas para 27 de outubro. A Peace Now afirma que as unidades correspondem a aproximadamente um terço do projeto total e acusa o governo de tentar consolidar compromissos de construção antes da votação.

O projeto E1 já havia sido condenado no ano passado por 21 países, incluindo Reino Unido e França, que consideraram a expansão dos assentamentos uma violação do direito internacional e pediram que Israel revertesse a decisão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados