15 de junho de 2026

As últimas palavras de 13 grandes escritores

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Do Jornal Opção

As últimas palavras de 13 grandes escritores

Euler de França Belém

Prestes a morrer, as pessoas quase sempre dizem algumas palavras, às vezes com clareza, outras vezes de maneira desconexa. O jornal “ABC” (segunda-feira, 28), de Madri, publicou as últimas palavras de 13 grandes escritores. O Jornal Opção traduz e publica os microtextos, quase microcontos.

Autor de “Walden” (muito bem traduzido para o português por Denise Bottmann), Henry Thoreau, o “pai” da desobediência civil, disse “alce” e “índio”, mas sem apresentar um mínimo de contexto. Consi­derando que era apaixonado pela natureza, suas palavras certamente têm a ver com aquilo que apreciava e/ou admirava.

James Joyce

“Ninguém me entende?”
Escritor de uma lucidez e de uma lógica espantosas, consta que, nas proximidades da morte (ocorrida em decorrência de uma cirurgia malfeita), Joyce estava meio maluco. Parece que achava que Hitler havia começado a guerra para atrapalhar a repercussão de “Finnegans Wake”. Seu livro mais famoso é “Ulysses”.

Jane Austen “Só quero morrer.”Esta foi a resposta da autora de “Razão e Sensibilidade” quando, pouco antes de morrer, suas irmãs perguntaram-lhe o que queria.  

   

Franz Kafka “Mata-me! Ou serás um assassino!”As últimas palavras do autor de “A Metamorfose” e “O Processo” foram para um médico que não queria dar-lhe uma dose letal de morfina. Ele estava morrendo de tuberculose (aos 41 anos) e mal conseguia falar. 

 

Charlotte Brontë “Não vou morrer. É verdade?” Ele não nos separará. Nós somos muito felizes.”Charlote Brontë estava casada havia nove meses quando faleceu, aos 38 anos, de câncer. É autora do romance “Jane Eyre”.    

Truman Capote  “Sou eu, sou Buddy… Tenho frio.” Buddy era como o chamavam o autor de “A Sangue Frio” quando ele era menino.  

    

 Emily Dickinson “Devo entrar; a rã está ascendendo.” A poeta norte-americana sofreu severos desmaios e esteve prostrada, em sua cama, nos últimos sete meses de vida.  

    Liev Tolstói “Amo tantas coisas, tanta gente…”. Em seus últimas dias, o autor de “Guerra e Paz” deixou sua casa e viveu entre gente do povo.

    

 Anton Tchekhov “Faz muito tempo que não bebo champanhe…”. Pouco antes de morrer, em seu leito, o autor de “Tio Vânia” pediu morfina e champanhe ao seu médico.

     

Eugene O’Neill “Eu sabia, eu sabia… Nasci num quarto de hotel e morrerei num quarto de hotel.” O autor de “Longa Viagem Noite Adentro” morreu de pneumonia, depois de padecer uma enfermidade semelhante ao Mal de Parkinson, doença que o impediu de escrever durantes anos.

     

Henry David Thoreau “Alce americano… Índio.” Não se sabe o que o autor de “Walden” quis realmente dizer com suas últimas palavras. Talvez seja mais uma referência à natureza, que amava.

   

  Lewis Carroll “Afasta essas pastilhas. Não preciso mais delas.” O autor de “Alice no País das Maravilhas” foi poeta, matemático e fotógrafo.

   

J. M. Barrie “Não posso dormir.”Pouco antes de morrer, Barrie cedeu os direitos de “Peter Pan” ao Hospital Great Ormond Street, de Londres, que continua beneficiando-se dos direitos autorais.   

 Lord Byron “Agora eu irei dormir.” O autor de “As Peregrinações de Childe Harold” morreu na Grécia — vítima de uma febre —, enquanto lutava contra os otomanos.  

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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2 Comentários
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  1. Fernando J.

    5 de novembro de 2013 1:09 pm

    14. Freud

    Freud, no leito de morte, balbuciou: “Afinal, o que querem as mulheres?”

    E num fiapo de voz, completou: “E sapatos, porque tantos?” E morreu. 

  2. CarlosI

    5 de novembro de 2013 10:40 pm

    Conta-se que a esposa de um

    Conta-se que a esposa de um famoso político paulista estava à morte.

    E o dito cujo visitou-a em seu derradeiro leito e, com voz embargada, proferiu a frase que, acreditava, haveria de ser lapidar:

    – Adeus, ó insigne partinte !

    E a quase defunta, antes de desfalecer em definitivo, respondeu-lhe:

    – Adeus, insigne ficante ! 

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