Há ainda muita fumaça em torno da compra da refinaria Pasadena pela Petrobras. Juntando algumas peças dá para entender melhor o caso. O ponto central é a cláusula Marlim, pela qual a Pasadena teria que garantir 6,9% de rentabilidade mínima a um dos sócios – o grupo Astra – independentemente dos resultados.
De 1998 a 2005 o mercado interno de combustíveis permaneceu estagnado.
A produção interna crescia pouco e havia a expectativa de aumento da participação do petróleo pesado na produção total. Esse petróleo exigia a adequação de refinarias existentes.
Por outro lado, desde 1995 os Estados Unidos vinham aumentando a importação de petróleo pesado. Os preços do petróleo cresciam menos do que o dos combustíveis, aumentando substancialmente a rentabilidade das refinarias norte-americanas.
***
Nos Estados Unidos, as margens das refinarias de oleo pesado saltaram de 4,7% em 2000 para 14,4% em 2005; para as de óleo leve, o salto foi de 0,6% para 4,3%, provocados pelo aumento de consumo, pela fato dos derivados subirem mais do que o petroleo, sendo que o petroleo bruto subia menos ainda.
***
Até 2005, o preço das refinarias negociadas mal chegava aos US$ 3 mil por barril. Em 2006, a economia mundial entrou na corrida especulativa que contaminou todos os mercados, especialmente os de commodities. Havia farta liquidez nos bancos, financiamento ilimitado a custos baratos.
Naquele ano de 2006, a Petrobras adquiriu a refinaria Pasadena por US$ 7.200 o barril processado.
No total, foram quatro refinarias adquiridas naquele ano nos Estados Unidos, respectivamente por US$ 6.470, US$ 13.801, US$ 13.913 e US$ 15.515 o barril.
***
Nesse sentido, a compra da Pasadena, do grupo belga Astra, foi a um preço bastante competitivo para aquele ano fatídico de 2006.
O plano de negócios conjunto previa a possibilidade de investimentos para dobrar o processamento de oleo pesado.
***
A partir de 2007, tudo começa a mudar. No Brasil, há as descobertas das enormes jazidas do pré-sal, a maioria constituída de óleo leve. O consumo de petroleo nos Estados Unidos cai de um pico de 20,8 milhões de barris dia em 2005 para 18,6 milhões em 2012. O preço do petróleo passa a aumentar mais do que o de derivados. No golfo do México, as margens de refino despencaram de 4,3% em 2005, 3,9ˆ% em 2006 e 4,1% em 2007 para taxas negativas entre 2008 e 2010.
***
Em 2008 começaram as divergências entre a Petrobras e a Astra em relação aos investimentos previstos.
A Astra entrou com ação judicial para exercer seu direito de vender 50% da refinaria para o outro sócio.
A Petrobras requereu o direito de arbitragem (isto é, de um árbitro escolhido antecipadamente em comum acordo pelos dois sócios) que fixa o preço em uma parcela de US$ 296 milhões pela refinaria e duas de US$ 85 milhões, pelo estoque de petroleo existente.
Prosseguem várias ações. Em 2012 há um acordo extrajudicial para encerrar as disputas. Por ele, a Petrobras se propõe a pagar US$ 820,5 milhões, incluindo aí os estoques de petroleo e custas judiciais.
O valor pago pela refinaria foi de US$ 196 milhões pelos primeiros 50% e US$ 292 milhões pelos 50% restantes, em um total de US$ 492 milhões, ou US$ 4.920 o barril.
***
Até agora, o ponto obscuro era sobre os tais erros cometidos, que fizeram a Petrobras perder a disputa com a Astra. A presidente falou em duas cláusulas cuja existência teria sido sonegada do Conselho de Administração: a “put option” e a Marlim.
A primeira define regras para um acionista adquirir a parte do outro. Trata-se de cláusula comum em processos de fusão e/ou incorporação com dois ou mais sócios fortes.
Consiste no seguinte:
1. O sócio A oferece sua parte ao sócio B por determinado valor.
2. O sócio B não tem o direito de recusar. Mas tem a opção de comprar a parte do sócio A pelo mesmo valor que lhe foi oferecido.
***
O grande problema surgiu do casamento dessa cláusula com a cláusula Marlin – pelo qual ficava assegurada à Astra 6,9% de rentabilidade, indepentemente do resultado da refinaria.
Embora não mencione a cláusula, os números que constam do trabalho apresentado pelo ex-presidente da Petrobras José Gabrielli na audiência pública do Congresso permitem juntar as peças e entender o imbróglio.
***
Quando a Petrobras entrou na sociedade, a rentabilidade das refinarias que processavam oleo pesado estava em 14,4%. Pela cláusula Marlim, garantia-se aos belgas 6,9% – o que parecia razoável no quadro da época. Com a crise de 2008, as refinarias passam a ter margem negativa.
Segundo as lâminas apresentadas por Gabrielli, em 2008 a refinaria deve ter faturado US$ 2,6 bilhões.
Se a rentabilidade era negativa, teve prejuízo. Mas, pela cláusula Marlim, teria que pagar US$ 89,7 milhões à Astra.
Supondo uma rentabilidade negativa de 0,3%, o quadro ficou assim:
1. A Pasadena teve um prejuízo de US$ 7,8 milhões.
2. Com a obrigatoriedade de pagar 6,9% de rentabilidade à Astra, o prejuízo aumentou mais US$ 89,7 milhões. No total, US$ 97,5 milhões de prejuízo.
3. Como a Astra recebeu os US$ 89,7 milhões, o prejuízo ficou todo por conta da Petrobras.
É por aí que se entende a armadilha do contrato. Com a rentabilidade da refinaria quase a zero – por conta da crise internacional – não havia o menor interesse da Astra em investir. Para quê um investimento maciço, para elevar a rentabilidade para, digamos, 5% se, sem investimento alguma, ela já tinha 6,9% assegurados?
Se a Petrobras fosse vender sua metade, o valor seria irrisório, devido à rentabilidade negativa; mas a metade da Astra, por conta da garantia de rentabilidade mínima, continuou elevado.
Com a perspectiva de rentabilidade de 14,9% ao ano, a Marlim parecia uma cláusula inócua. Depois da maior crise global desde 1929, tornou-se uma faca no pescoço. O acordo afinal acertado até foi módico, pelo preço efetivo que a Astra poderia pleitear, por conta do fluxo assegurado de dividendos.
Mesmo sem a expectativa de um crise próxima, teria que ser levada a conhecimento do Conselho. E certamente não passaria por seu crivo.
roberto43
22 de março de 2014 1:15 pmA oposição e a mídia não vão
A oposição e a mídia não vão aceitar qualquer explicação ou justificativa, por mais convicente que seja, acabou o julgamento do mensalão agora a petrobras se tronuu a nova “bala de prata” para “matar Dilma”.
Alexandre Weber - Santos -SP
22 de março de 2014 11:11 pmObjetivo eficiente -Requião presidente
Talves o alcance desta denúncia seje mais limitado, restrito a minar a confiança do PMDB na reeleição da chapa da presidência encabeçada pela Dilma, o que alavancaria a candidatura própria do Requião, imbatível na minha humilde opinião.
chico da dilma
22 de março de 2014 1:21 pmTá vendo Aécio Neves da
Tá vendo Aécio Neves da Cunha,tudo muito bem explicado pelo Nassif,espero que agora o senhor ponha os pésinhos no chão e apresente propostas sérias de governo!
roberto43
22 de março de 2014 1:21 pmA oposição e a mídia não vão
A oposição e a mídia não vão aceitar qualquer explicação ou justificativa, por mais convicente que seja, acabou o julgamento do mensalão agora a petrobras se tornou a nova “bala de prata” para “matar Dilma”.
A CPI da petrobras é certo que vai ser instalada, com apoio dos “trairas” do PMDB , com discurso inflamados do invejosos e canalhas Jarbas Vasconcelos e Pedro “decadente” Simon, mais os revanchistas tipo Crisstovão Buarque, que sempre acha uma oportunidade para se vingar do PT e o golpista a aliado da direita contra o PT a “seita” do PSOL.
Fulvia
22 de março de 2014 3:20 pmSe abrirem CPI é certo que
Se abrirem CPI é certo que vai sobrar para FHC e conseqüentemente para Aecim. Essa estória de CPI nesse momento só serve como cortina de fumaça, é para se protegerem do que fizeram com a petrobrás no passado recente, no fundo, no fundo estão apavorados com essa possibilidade, FHC já mandou recado nada de CPI.
Esse caso já está solucionado e não vai sobrar nada para a presidenta, houve entrevista de Gabrielli esclarecendo muitos fatos editada com finalidade excusa, um dirigente da petrobrás está preso, um outro ao que tudo indica, como sendo o responsável pela inclusão da tal cláusula para ludibriar a petrobrás foi sumariamente demitido, e agora apareceu uma ata (daquela época) assinada por Roussef questionando a tal cláusula extorquidora, e o porquê desses termos altamente lesivos a empresa brasileira não terem vindo a luz na época da compra da refinaria de Pasadena. Se a oposição quiser por sua mãos imundas nesse caso vai sobrar pra ela, há muita podridão para vir a tona, e eles sabem disso, deixa quieto!
Antônio Carlosthonydf
22 de março de 2014 1:55 pmBom dia…
Vamos vê se o
Bom dia…
Vamos vê se o PLANALTO tem telhado de vidro…
Tony Cucamonga
22 de março de 2014 2:10 pmO PT que ano passado teve
O PT que ano passado teve duas oportunidades de fazer CPIS em cima da Oposição, agora vai ter que lidar com esta bomba direcionada totalmente pra sua candidata.
Jornais, TVs e rádios já voltarem sua artilharia pesada, o incosnciente popular de piadinhas e deboches já começou.
Será que vai dar pra se defender de tudo só no horário e nos debates políticos mais uma vez?
Juliano Santos
22 de março de 2014 2:12 pmNão consigo ver até agora
Não consigo ver até agora onde tem “escândalo de corrupção” nessa história. Bom só se pegarem alguma coisa do Gabrielle ter recebido algum benefíco por conta da tal cláusula. Né isso, Nassif?
Aí a CPI com que os tucanos pretendem tirar o Aécio da inércia se inserirá na novela “vamos derrubar um ex-presidente?”. Pois a suposta falcatrua ocorreu em 2006.
Se querem pegar a Dilma, vão ter que pegar o conselho todo. Incluindo o presidente da Abril. O pig aceita sacrificar uma cabeça graduada para atingir seu objetivo máximo? A conferir
Marco St.
22 de março de 2014 2:34 pmEleição vai. Eleição vem.
As “falhas” da Dilma só aparecem de 4 em 4 anos.
jc.pompeu
22 de março de 2014 2:49 pmcomo sempre uma análise brilhante!
como sempre uma análise brilhante, como diria assis, para justificar o ó do borogodó!
me permita duas correções pontuais que trarão mais clareza nesta complexa esotérica análise negocial:
1. há mais um adendo clausular nas entrelinhas miúdas: a “pulp fiction”
2. há um erro cartorial, típico de grafia contratual rápida ligeira, no contrato Petrobras-Astra:
a cláusula Marlim é o correto de se ler como cláusula Merlin
(sim, é uma referência citativa daquele famoso mago do círculo fechado do Rei Arthur e toda aquela linda lenda da gesta medieval de nobres cavaleiros reunidos em conselhos eletivos da elite esotérica em torno da távola redonda etc e tal escambau!)
hc.coelho
22 de março de 2014 2:49 pmA oposição ao Brasil
. Será qe o aumento da gazolina que o pig queria era para sanar o prejuizo de passadena?
Junte-se ao time que quer destruir o país. Tente destruir a petrobrás, o pig te aguarda.
Só as reportagens editadas vergonhosamente pela globo já revelam a falsidade das informações.
Otaviani
22 de março de 2014 3:14 pmFator FHC
Ha um “pequeno” problema nesta CPI que quer a oposição.FHC esta em franca campanha contra,se esta é porque tem caroço neste angu (quando não tem quando envolve administrações de partidos d oposição).Ao que indica esta posição contraria de FHC,esta CPI pode se tornar mais um tiro no pé da oposição.Ai vem outro questionamento,se houve ma administração da empresa (como se isso fosse um novidade),porque nas administraçôes do governo do PT não foram investigadas ? ou houve “mais parágrafos ocultos” naquela carta aos brasileiros.Não acho que esta CPI va ser instalada,é mais teatro para desgastar a imagem da presidente Dilma,Lula e PT,querem o goveno na defensiva,dando explicaçôes,que são editadas.
Francisco1789
22 de março de 2014 3:17 pmSe tiver uma CPMI, a CPMI vai
Se tiver uma CPMI, a CPMI vai colocar nas suas “sugestões de encaminhamento” a inclusão de Mãe Diná no Conselho da Petrobrás. É bom, que ela também vai achar um monte de pré-sal…
De sua parte, Dilma, para se defender, só precisa chamar um representante de cada uma das casas de avaliação de risco (Moody’s, Finch, etc) e fazer a pergunta besta de resposta conhecida: a crise era previsivel?
No mais, meu finado pai entrou numa entaladela dessas uma vez. Dono de um restaurantezinho na Carlos Gomes, centro de Salvador, meu pai vendeu cerveja a rodo no carnaval da “Caetanave” (aquele trio em forma de nave espacial que enlouqueceu o carnaval de Salvador a trocentos anos atrás…). No ano seguinte, ele contou com o ovo, digamos, na cloaca da galinha. Não venderia salgadinhos, nem outras bobagens, se especializaria em cerveja em lata no carnaval. Comprou toneladas de cerveja, para pagar com o dinheiro da venda – vendendo ou não.
Não vendeu – não teve “Caetanave” no circuito. Resultado: meu pai ficou mais pobre uns dois anos e mais ressabiado para a vida toda.
Não, meu pai não teve CPMI. Teve azar…
CELSO ORRICO
22 de março de 2014 5:20 pmFrancisco 1789
como era o nome do “restaurantezinho” de seu pai na Carlos Gomes? eu andava muito por alí nessa época , quem sabe não comi um PF por lá?
Abraços
drigoeira
22 de março de 2014 3:25 pmMania de brasileiro…
Brasileiro é um povo preguiçoso, pacato, acomodado. Mas sempre tem a vontade de ser o melhor em tudo. Acha que o país é um paraíso no Éden. Todo gringo que chega aqui tem que responder a célebre pargunta: vcs gostam do Brasil. É complexo de inferioridade coletiva.
E daí se a Petrobrás errou no contrato? Quantos de nós não erramos na compra de veículos e residências. Só erra quem faz e só tem experiência quem erra. Parabéns a Petrobrás pelo seu erro, a gente cresce com as quedas.
Pelo menos a Petrobrás errou mas manteve seu patrimônio. Uma refinaria dentro do maior consumidor de derivados de petróleo do mundo. Se não for bom negócio, não sei o que é.
Governo deve ser assim. Sem medo de errar. Senão para que viver, se vamos morrer em breve!
Marcotog
22 de março de 2014 9:58 pmQue comentário ridículo. Se
Que comentário ridículo. Se você adquire um veículo “errado” o problema é exclusivamente seu.
Um conselho que toma uma decisão errada – sequer sabiam da existência de tais cláusulas – e que envolve muita grana não basta pedir desculpas. Tem de haver punição.
Vá o Sr. tomar uma decisão muito importante pelo seu empregador e fazer burrada, para ver se ele irá passar a mão da sua cabeça e dizer “tudo bem. erros acontecem”.
Chega a ser risível os argumentos dos pelegos. Nem o governo se defende tanto quanto os comentaristas deste blog defendem as trapalhadas da administração.
Tem um comentário acima muito pertinente: E se fosse na era FHC?? Muitos aqui já diriam que seria uma forma de “esvaziar” a empresa e assim privatizá-la.
drigoeira
22 de março de 2014 11:38 pmPor isto o país não vai pra frente…
No Brasil quem toma iniciativa é despedido do emprego, acertando ou errando. Servidores públicos nem tomam iniciativa pois receberão advertência dos seus superiores.
E assim caminha a roda.
Nem vamos falar do FHC, não vale a pena.
JB Costa
22 de março de 2014 11:49 pmErrado: ridículo, desonesto
Errado: ridículo, desonesto e politiqueiro é esse teu contraditório. r
Para início de conversa: quais as tuas credenciais técnicas que possam alicerçar essas tuas opiniões?
Claro que não tens, se não, as tinha apresentado. Bebes na mesma fonte dos demais comentaristas que sempre aparecem por aqui, saem das suas tocas, quando há denúncias envolvendo o governo e o PT. Tu e os teus comparsas são previsíveis.
Marcotog
23 de março de 2014 3:14 amAntes de me acusar de não
Antes de me acusar de não possuir credenciais técnicas, mostre as suas, se é que as tem. O que DUVIDO.
Estou apenas expressando minha opinião. Não preciso de “credenciais técnicas”. Quem as DEVERIAM ter são os INCOMPETENTES que trabalham na Petrobrás e fazem parte do conselho.
Não sou eu quem deve explicações, mas quem está envolvido num negócio no mínimo nebuloso. Não se esqueça que um já está preso.
Fosse esse caso numa empresa séria, em que a presidência ou diretoria tomasse uma decisão absurda, baseada em relatórios ainda que equivocados, mas de conteúdo desconhecido pelos responsáveis, cabeças rolariam. Mas, não. Tratando-se de Petrobrás, “ai” de quem a critica. É chamado de entreguista, privatista dentre outros adjetivos.
Empresas, sejam elas privadas ou estatais – essas notadamente – devem ser administradas de forma profissional, o que não tem sido o caso.
O Sr. também não expressou nada mais que sua opinião. Que não vale nada, diga-se de passagem.
O lamentável é o Nassif tratar o caso como um “mero equívoco”. Não. Não é.
Contratos dessa magnitude são minuciosamente analisados todas as cláusulas e possíveis consequências. Não deve haver surpresa posterior por desconhecimento. Nesse caso há INCOMPETÊNCIA ou MÁ-FÉ dos envolvidos. Ou são muito ruins para administrar uma empresa desse porte ou alguém está “levando por fora”.
Deixe de ser cego e achar que o PT é infalível, incorruptível, o salvador da pátria. Já foi provado que não é.
CELSO ORRICO
22 de março de 2014 3:46 pmah é sim!!
Alexandre Weber - Santos -SP
22 de março de 2014 3:49 pmTungada de 4 bilhões no dinheiro do povo
E o Nassif vem falar que não é nada!
Quatro bilhões aqui, quatro bilhões ali e logo estaremos falando de muita grana, não é Nassif?
Só por terem tentado abafar esta burrada duas vêzes no congresso, já indica que coisa boa não foi.
luisnassif
22 de março de 2014 4:02 pmAlexandre
1. De onde você
Alexandre
1. De onde você tirou os 4 bi? Porque nao 40 bi? É melhor ainda. Se colocar 400, então, vai ser uma farra
2. De onde tirou que eu disse que nao é nada?
Rudo
22 de março de 2014 5:33 pmO “i” é que é o problema
O povo, tanto quanto muitos jornalistas, não entende do “i”. Misturam, sem ficarem vermelhos, milhares, milhões, bilhões e trilhões sem piscar os olhos. Passou de m”i”l, tanto pode ser uma coisa como pode ser a outra. É tudo a mesma sopa, no pensamento deles..
Andre SP
23 de março de 2014 2:54 amNassif pra que dar
Nassif pra que dar atenção?
Ele está tomando aulas com o Aluísio Nunes e o Álvaro Dias. Com estes mestres ele fala qualquer coisa que lhe vier a teia, o importante é marcar presença criticando e aumentando os fatos.
Se ele começar a espumar pela boca, ai é outra troca de mestre, significa que começou a tomar aulas com Senador Mario Couto, um mestre no teatro de baixarias que consegue fazer Demóstenes Torres e aquele outro Senador que queria dar um soco na cara do Lula em meros principiantes. É impressionante como ele esbraveja, suas bravatas para um Senado vazio composto só pelo Aluísio Nunes, Álvaro Dias e Cicero Lucena, as vezes ganham reforço de Magno Malta. Sua euforia é tanta, que corre baba pela boca, quando seu tempo de discurso se esgota ao soar da campainha esbraveja: Vocês não vão me calar! Eu tenho o direito de fazer meu discurso sem interrupções, doa a quem doer! Neste teatro todo, a verdade é mera ficção, o mais importante é fazer pose para a TV e ver se a Globo põe no JN.
Até pouco tempo Alexandre vinha sendo um aprendiz do Senador Cicero Lucena. Um sínico de carteirinha! Nada contra os sínicos, Lula também é sínico quando lhe convém, como também, sou muito quando me convém.
O Alexandre esqueceu o conselho que dei a ele para manter a discussão no campo da ideologia, está se impregnando de retóricas sem compromissos com a verdade e muito menos com um projeto de país.
Este caso da Petrobras não é novidade para ninguém bem informado. Como também é possível que alguém tenha levado vantagem nesta negociação nada pode ser descartado. A questão é prove! Suspeitar não é prova e não vale nada. E neste caso especifico envolveria o conluio de vários órgãos internacionais que teriam de ir para o banco dos réus. A Dilma como alvo seria um bode expiatório caso provem um possível conluio internacional para lesar a Petrobras.
Nassif se vc presta atenção em meus comentários sabe que estas denuncias estavam programadas desde de 2012 para serem trazidas a público durante a campanha eleitoral com CPI e tudo mais, inclusive o ataque via Bolsa nas ações da Petrobras. Comentei que faz parte do plano das propiás pessoas que articularam as manifestações de junho, que não tem nada de espontâneas e muito menos são apartidárias, na verdade estas manifestações eram pluripartidárias e o alvo principal era Dilma em vez de ser o congresso.
Se eu tivesse posses, estava vendendo tudo e comprando ações da Petrobras. Elas irão disparar a partir 2016 se a Dilma vencer as eleições, 2015 mesmo com vitoria da Dilma ainda é nebuloso.
Alexandre Weber - Santos -SP
22 de março de 2014 4:18 pmO argumento de irrelevância
O Nassif escreveu: “O acordo afinal acertado até foi módico, pelo preço efetivo que a Astra poderia pleitear, por conta do fluxo assegurado de dividendos.”
Quatro bilhões ou 1,2 Bilhões de Dólares atualizado para hoje é muito dinheiro aqui e na China, na minha humilde opinião.
luisnassif
23 de março de 2014 3:11 pmAlxandrepequena aula de
Alxandre
pequena aula de interpretação de texto.
1. Quando digo que o acordo até foi módico para o erro cometido, não estou subestimando nada. Pelo contrário: o que estou dizendo é que o erro foi muito maior do que o preço do acordo.
2. Pequeno roteiro para fazer contas.
Pegue o valor total pago pela refinaria
Abata tudo o que se refere a estoque de petróleo existente.
Abata o valor total da refinaria hoje em dia.
A diferença é prejuizo, que deve ficar pela casa da uma centena de milhão de dólares – que é muito, mas imensamente inferior a esse número de US$ 1,2 bi que voce tirou da cartola/
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de março de 2014 6:48 pmNão vou polemizar, os fatos falarão por si
Aguardemos o final desta perrenga, não tenho cavalo nesta corrida, quanto menor for o prejuízo melhor para o governo e para o Brasil.
Agora, a defesa em juízo da Petrobras têm de vir a público.
Serralheiro 70
22 de março de 2014 3:49 pmFumaça.
O oportuno denuncismo que podemos observar agora envolvendo o PiG, a oposição costumeira e substantiva parte da base aliada infiel não resististe a mínima análise de fatos. Onde e quando encontrar uma refinaria de 100 000 bbl/ dia de capacidade de processamento por 50 milhões de dólares americanos? Isto só encontra semelhança com apartamento de 10 dólares americanos em Miame! O maior defeito que podemos encontrar neste negócio se prende ao sucesso exploratório da Petrobras no pre-sal atlântico. As elevadas reservas que se afiguram estimularam o crescimento de nosso consumo interno diminuindo o interesse de colocar petróleo de Marlin nos EUA, que por sua crise também diminuiu seu apetite por petroleos pesados. Falar em crise de sub prime em 2006 só tendo bola de cristal melhor que dos mais renomados analistas econômicos existentes no planeta terra. Petróleo eh , e sempre foi atividade cara e de risco. Neste período a Petrobras ganhou demais com o pre- sal, mas como sempre não ganhou em tudo. Tivemos predas maiores em Majinoum, na P-36, na ANP de FHC .
Alexandre Weber - Santos -SP
22 de março de 2014 4:27 pmNegócios da China
Quando a esmola é muita, o santo desconfia.
Têm que investigar, ver se alguém levou vantagem, a Presidênta e eu achamos que sim.
Flavio Amoedo
22 de março de 2014 9:26 pmPasadena
Querer pensamento melhor de um ‘serralheiro’ é muita pretensão.
LuizMP
22 de março de 2014 4:53 pmVisão Política do Caso não Considera Visão Técnica de Governança
Nassif e demais leitores, um Conselho de Administração é um colegiado. Mesmo sendo presidente, Dilma Roussef tem o mesmo quinhão na responsabilidade das decisões dos demais conselheiros. O presidente do Conselho de Administração coordena reuniões, mas as decisões são tomadas pelo Colegiado: ele, Conselho. Se uma decisão sai errada, o ônus é de todo o Conselho (a menos de algum conselheiro que tenha deixado seu voto contra registrado em ata).
Pelo que estamos lendo na internet (por que a grande mídia está enviesada, politicamente falando), um Diretor deixou de prestar informações relevantes aos conselheiros. Há dois pontos a considerar na decisão do Conselho da Petrobras em relação a esse caso de Pasadena:
1) O contexto do momento de tomada de decisão. Executivos de alto nível sabem que quando se toma uma decisão, ela é tomada em um dado momento e com a visibilidade macroeconômica e das perspectivas de mercado daquele momento. Naquele momento, com as informações de que dispunha, o Conselho da Petrobrás, que contava com profissionais de boa reputação (Gerdau, presidente do Grupo de mesmo nome, Agnelli, então, presidente da Vale etc), provavelmente tomou a decisão certa.
2) Ao mesmo tempo, pergunto: um Diretor omitiu informações relevantes ao Conselho, seja por má fé, seja por negligência? Nesse caso, todo o Conselho foi enganado. Portanto, o uso político desse caso está equivocado, se forem essas as condições de decisão acima citadas. A coisa certa a fazer é punir o executivo faltoso. Ponto.
Outro aspecto é a utilidade atual da empresa comprada, que pode ter um papel importante, ainda, na estratégia da Petrobrás e considerando o pre-sal. Penso que essa análise deveria ser feita pelos atuais executivos.
Alexandre Weber - Santos -SP
22 de março de 2014 7:24 pmA castidade das empresas de petróleo
Querer nos fazer acreditar na castidade e ingenuidade da empresa Belga de petróleo é forçar a barra. Estas empresas não são bibocas de esquina, são empresa multinacionais, com faturamento na casa dos Trilhões de Dólares por ano, acessoradas pela nata da intelligentizia corporativa planetária. Têm vínculos e relacionamentos que as tornam capazes de contigenciar ambiêntes econômicos de países e regiões.
São só 140 grupos que controlam mais de 95% de toda a riqueza mundial, infelizmente, para nós brasileiros, a Petrobrás não é um destes grupos, que sem dó, nem piedade de povos e nações, as predam sem remorsos.
A empresa Belga pegou o mico já sabendo como se livrar dele na minha opinião, se fosse investigar este quiprocó, começaria por ai.
LuizMP
23 de março de 2014 1:06 pmA empresa Belga pode ser
A empresa Belga pode ser espertinha, mas não um negócio danoso à Petrobrás não passaria por um Conselho de Administração do quilate daquele (com Agnelli, Gerdau, Barbosa e outros). Portanto, acredito muito na omissão de informações ao Conselho, pelo Diretor responsável. Ou existiu má fé, ou então incompetência.
evandro condé de lima
22 de março de 2014 5:33 pmBeleza Nassif, mas por que
Beleza Nassif, mas por que não aproveitar e expor questões referentes a Abreu Lima? Mais ainda, consegue explicar por que o Ceveró foi “exonerado”, uma vez que pelo exposto aqui- em meu parco entendimento- ele não fez nada de errado.
Gueoli
22 de março de 2014 7:51 pmCláusula Marlim: o erro central na compra da Pasadena
Porque não levou ao conhecimento do Conselho a Cláusula Marlim. Não importa se o negócio deu certo ou errado, se houve má fé ou não. Simplesmente não forneceu todas as informações necessárias no resumo.
evandro condé de lima
23 de março de 2014 3:24 amMas só agora que descobriram?
Mas só agora que descobriram? Ou será que já sabiam e acobertavam?
claudio coimba
22 de março de 2014 6:13 pmE se tivesse sido no governo FHC
E se esse negócio absurdo tivesse sido efetivado no governo FHC, o que estariamos falando agora?
Só pra refletir…
ZENIO SILVA
22 de março de 2014 9:05 pmABSURDO?!
Nem tão basurdo assim, isso é nada perto do que foi a venda da Vale e a privatização das TELES! Mas, concordo, fosse o PSDB não estaríamos falando nada…
drigoeira
22 de março de 2014 11:32 pmImpossível!
Se fosse o governo do FHC a Petrobrás já estaria privatizada.
Estariamos chorando o Pré-sal.
FVX
22 de março de 2014 6:22 pmUma curiosidade a “put
Uma curiosidade a “put option” existe tambem nos contratos civis, p.ex: divorcio litigioso e está em disputa um bem entre o casal recem desfeito. O Juiz decide quem vai dar a oferta primeiro o outro aceita ou não. Se aceita compra e paga, se não aceita o ofertante paga ao outro o preço que ele mesmo ofertou. E não tem choro, aquilo que é assumido na corte tem de ser cumprido.
Pois bem, e um assunto destes que está rolando desde 2007 com todos os controles externos que a companhia é obrigada a obedecer, se tornar caso de clamor nacional vamos falar a verdade e ser desonesto intelectualmente.
Mateus campos
22 de março de 2014 6:53 pmEU só sei de uma coisa hoje
EU só sei de uma coisa hoje a noite na globonews, a globo vai colocar tres pessoas críticos aos governos trabalhistas e vão criticar o tempo todo, no comando o representante dos EUA, Willian Waack.
atenir
22 de março de 2014 7:27 pm“Mesmo sem a expectativa de
“Mesmo sem a expectativa de um crise próxima, teria que ser levada a conhecimento do Conselho. E certamente não passaria por seu crivo.”
Nassif, pelo que se conhece do mercado de compras de grandes companhias, uma venda desse porte não se realiza sem passar pelo Conselho. Ou se realiza?
Alguem sabe?
armando botelho
22 de março de 2014 7:51 pmAdmiro o grande jornalista
Admiro o grande jornalista que és Nassif , mas nesta ai vossa senhoria fez um contorcionismo para explicar o inesplicável , afinal o Brasil queimou foi dinheiro do contribuintte e grana alta .
Na verdade ai caberia crime de responsabilidade da Presidente Dilma neste caso e um impeachemat seria de muito bom tamanho.
Saudações ao nobre jornalista .
DeSola
23 de março de 2014 1:24 amNinguem do conselho tem a
Ninguem do conselho tem a obrigacao de saber detalhes do contrato. Eles apenas analisam o que a diretoria apresenta e que esta colocado no resumo do contrato. As duas clausulas certamente nao foram mencionadas na apresentacao, pois poderiam criar polemica na avaliacao pelo conselho. Isso e’ normal em negocios das grandes corporacoes.
Otaviani
23 de março de 2014 2:32 amSeguindo a sua linha de
Seguindo a sua linha de raciocinio,ou seja o famoso “dominio de fato” ,a presidente tem que ser impedida, por ainda estar em discussão prejuizo a uma estatal.E um governador que esta em via de deixar milhôes sem agua,qual mais rave,prwjuizo financeiro,ou a ameaçao a saude e o bem estar.E o mais estranho é o ex presidente FHC ,opositor ferrenho do governo federal não querer a CPI,sabe porque ??
Jotavê
22 de março de 2014 8:05 pmLuz
Pela primeira vez, consigo entender minimamente essa história, que a febre de “cavar” escândalos acabou distorcendo completamente.
Há um trecho que está incompreensível:
“[A put option] consiste no seguinte: 1. O sócio A oferece sua parte ao sócio B por determinado valor. 2. O sócio B não tem o direito de recusar. Mas tem a opção de comprar a parte do sócio A pelo mesmo valor que lhe foi oferecido.”
Há algum erro aí. Não faz sentido.
Sergio SS
22 de março de 2014 9:31 pmVerdade, também não entendi o
Verdade, também não entendi o item 2. Se não pode recusar, não há opção.
luisnassif
22 de março de 2014 9:55 pmA opção é ele comprar a parte
A opção é ele comprar a parte do sócio A pelo mesmo valor que o sócio A ofereceu para comprar a sua.
Heitor1
22 de março de 2014 10:13 pmMas no item 1 o sócio A já
Mas no item 1 o sócio A já está oferecendo a sua parte ao sócio B. Só faria sentido se o sócio A estivesse propondo a compra da parte do sócio B, aí sim este poderia comprar a parte de B pelo mesmo preço oferecido pela sua parte.
DeSola
23 de março de 2014 1:10 amFica mais facil enteder do
Fica mais facil enteder do seguinte modo: a socia da petrbras tem o direito de vender sua parte, e a petrobras a obrigacao de comprar.
Fausto Barchiesi
22 de março de 2014 8:58 pmESCÂNDALO NA PETROBRAS
VEJAM O QUE A ‘LOUCA’ DA BARBARA GANCIA PENSA A RESPEITO :
barbara gancia
O verdadeiro mensalão
21/03/2014 03h00
Para você ver como tudo é relativo. Espie só como até o prêmio Nobel não serve de parâmetro para porcaria nenhuma. Faça um teste. Dirija-se a um incauto qualquer e conte a ele que o homem que negocia a morte via controle remoto, sim, ele mesmo, Barack Obama, já ganhou o Nobel da Paz. Depois mencione que o subversivo Yasser Arafat também ganhou. Está vendo? Desmoralizamos o prêmio em dois palitos.
Por outro lado, se você quiser usar o Nobel para valorizar sua argumentação, basta reverter o discurso. Tome uma unanimidade como o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e diga que ele está equivocado quando prega que o governo erra na condução da economia. Mas diga com convicção que Armínio delira ao chamar de “crime econômico e ambiental” o controle de preços de combustíveis e tarifas de energia praticados por Dilma. Seja firme. Declare que esse pessimismo deveria ser tratado na base de remédios de tarja preta.
Em seguida, arremate com a frase de efeito: “Ué? O prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman, que costuma acertar nas previsões que faz, não acredita que as preocupações com o Brasil sejam justificadas. Diz ele que nosso país saiu-se muito bem na crise”. Game over.
Só há um probleminha. Esse arsenal que estou lhe fornecendo pelo módico preço pago para ler este diário de cabo a rabo não tem mais serventia nenhuma no que diz respeito à segunda parte, aquela que fala sobre ser firme na hora de defender qualquer ação praticada pela presidência da República.
Deu chabu. Num estalar de dedos, a atividade de defender as posições de dona madama presidenta foi pro beleléu, danou-se, entubou-se e, inclusive, “mórreu”, como diria Nerso da Capitinga.
Ao que parece, nem mesmo Dilma Rousseff defende mais Dilma Rousseff. Nesta semana, a presidente tomou a iniciativa de dar um tiro no dedão ao admitir ter assinado um contrato “técnica e juridicamente falho” pela compra de uma refinaria que valia dois tostões e pela qual o PT, no fim das contas, terá pago muito caro. Isto sendo que Dilma estava respaldada “técnica e juridicamente” por assento no conselho da Petrobras e por pastas na Casa Civil e Minas e Energia -as minas e a energia, melhor deixar claro, nada têm a ver com malhação de loiras e/ou dieta de ingestão de shakes de proteínas.
Só depois de consumada a transação da refinaria de Pasadena, que ora vem à tona com tudo, foi que a turma se deu conta de que faltavam regras vitais na papelada.
Ora, alguém que lê pela metade um contrato de compra de uma refinaria de petróleo, na condição de chefe de conselho e ex-ministra disto e daquilo só pode ser um arremedo de Zé Genoino, confere?
E a admissão de farsa é tão flagrante, inclusive pela facilidade com que se deu, que deixa transparecer, quiçá, o intuito de causar um tsunami que leve consigo todos os frutos do mar e terra encontrados pela frente. Nada como um aguaceiro para extinguir fogo amigo.
Não é de hoje que a tal compra da refinaria de Pasadena surge na boca de empresários como sendo emblemática dos desmandos do PT. Ela é o verdadeiro mensalão. Ali é que eles veem a amostra de desmontagem de quadros técnicos e cargos de carreira para o aparelhamento de que tanto falam. Estão ali as grandes somas, sem aliados para repartir. Um contrato fajuto, um ativo multiplicado 100 vezes… E tudo isso tendo à disposição o maior financiador do país e uma das maiores empresas do mundo, que tinha recém descoberto a maior bacia de petróleo… Faz-me rir, mensalão, troco de pinga!
Nicolas Timoshenko
22 de março de 2014 9:44 pmAs baterias
Porque somente se referem à Presidência do Conselho de Administração (Dilma). São dez conselheiros incluindo o presidente. Todos votam. Todos votaram a favor da aquisição (inclusive alguns confirmaram pela imprensa). O negócio é “ferro na boneca”. É tentar envolver a Dilma até o pescoço em uma decisão colegiada. Tenham dó… É muita falta de inteligência e análise.
JC MACLUF
22 de março de 2014 9:56 pmRefinaria de Passadena.
Ela tem um responsabilidade maior. Era ex-Ministra de Minas e Energia e Presidente do Conselho. Além de que sendo atualmente Presidente da República, tudo que ele fez na vida se torna relevante!!!
Nicolas Timoshenko
22 de março de 2014 10:32 pm“tudo que ele fez na vida se torna relevante!!!”.
Presidência do conselho é pro-forma. Além de conduzir reunião do conselho tem voto de minerva em caso de empate nas votações dos conselheiros. Não pode alterar resultados no canetaço como a imprensa vadia esta vendendo todos os dias nos jornais.
“tudo que ele fez na vida se torna relevante!!!”. Quer dizer que quando ela bateu no “amiguinho” do jardim da infância hoje seria um fato relevante e poderia ser usado para a desestabilização da Presidência da República.
Guiba
22 de março de 2014 10:04 pmO que deveria vir à tona…
é o nome dos advogados que assessoraram a Petrobras e efetivamente atuaram no fechamento deste contrato…
Flavio Amoedo
22 de março de 2014 10:07 pmTropeçando
Entre ignorâncias, burrices e velhacarias este país continua, a passos trôpegos, caminhando. Até quando então, de bruços, cairá?
Luccas Jr
22 de março de 2014 10:13 pmMudando o cenário
Qual seria a opinião de vocês se essa compra, exatamente nos mesmos moldes, tivesse sido feita na gestão FHC ?
drigoeira
22 de março de 2014 11:42 pmImpossível!!!
Estaríamos chorando o Pré-sal, a Petrobrás estaria privatizada.
Stanislaw Fabiano
22 de março de 2014 10:24 pmDireto ao assunto!
Olha, o que está faltando no Brasil, urgentemente, é uma ação rigorosa da Receita Federal na análise das evoluções patrimoniais de todos os políticos e governantes, do término da ditadura para cá.
O país não saiu da ditadura para a democracia? Então não poderíamos estar diante de tantos escândalos de corrupção como estamos.
Poderiam começar pelos presidentes, do Sarnei até hoje, sem excluir nenhum.
Depois, todos os ministros, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, vereadores.
Depois, empresários que transacionaram com os governos.
E, o mais importante: devolução de tudo o que não ficar comprovado como ganho legal!
E, se possível, e se o STF não chicanear, cana na ladrãozada que for pega no papel!
Zeca Rocêro
23 de março de 2014 1:02 amPetrobras
Stanislaw, você disse tudo, sem parcialidade: prá começar, uma GERAL do Sarney (que ainda está “mamando”) prá cá, em todas as esferas, e vamos descobrir que aquele vereador que está bem pertinho de nós é muito mais malandro que alguns dos grandes nomes que estão na mídia: a gente os tem por uns bostas mas estão lá só “estudando”, assim como faz um menor infrator preso na Febem. Estamos mesmo num mato sem cachorro.
bruno teixeira
22 de março de 2014 10:27 pmPetrobras está eivada de anormalidades contra a Nação
Os advogados da Petrobras ganham salarios fabulosos. A Petrobras age à vontade sem que a população braslleira tenha a minima noção. São tantas irregularidades contra o povo que se fôssemos um País sério estariam todos presos. Sem exceção. A população nem mesmo sabe que a Petrobras é, na verdade, uma importadora de gasolina.
João Cardim
22 de março de 2014 10:35 pmPetrobras
Comentário preciso. A Petrobrás comprou a refinaria em 2006, em 2007 é “descoberto” o pre-sal, (que vai demorar 6 anos para ter inícioe), em 2008, antes de pagar todas as parcelas a “parceira” decide vender, quando ninguém sabia que estava começando uma crise. A culpa deve ser mesmo do FHC. Parabéns pela imparcialidade!
João C. Cardim
22 de março de 2014 10:41 pmRefinaria
Parabéns pela análise. A refinaria foi comprada em 2006 e em 2008, antes de serem pagas as parcelas, a outra decidiu “obrigar” a compra. Curioso é que em 2007, descobriu-se a “possibilidade” do pré-sal, que sendo o que se especulava, demoraria 5-6 sanos para começar a produr. Em 2008, a tal “crise” estava “começando”, se analisarmos hoje. Na época, ninguém sabia que estava “começando” uma crise. A culpa deve mesmo ser do FHC. Parabéns!
Janir
22 de março de 2014 10:44 pmPra mim eles não sabem
Pra mim eles não sabem administrar na por isso a atual situação da Petrobras, pra eles e vc esse erro é normal. Impossivel de aceitar em uma administração séria.
Andre BG
22 de março de 2014 11:11 pmjeito PT de administrar
A SIMPLICIDADE COM O O ARTIGO FOI ENTENDIDO É DE ESPANTAR.
A PRESIDENTA DO BRASIL, ENTÃO PRESIDENTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA PETROBRAS, DEIXOU PASSAR UM ‘DETALHIZINHO” NO CONTRATO QUE CUSTOU AO BRASIL E A VOCÊ , UM PREJUÍZO DE APROXIMADAMENTE 2.000.000.000,00 DOIS BILHOÕES DE REAIS.
JEITO PT DE GOVERNAR
JB Costa
23 de março de 2014 12:10 amOh trollzinho mentiroso. Deve
Oh trollzinho mentiroso. Deve ter acabado de sair da estupenda Marcha dos Abestados pela Família.
André BG deve ser André Burrice Garantida,
francisco brito
22 de março de 2014 11:23 pmSobre a cláusula de rentabilidade
Caro Nassif,
Sobre a cláusula de rentabilidade, parece-me que o lógico seria dar a quem está adquirindo uma parte de um negócio a garantia de que teria uma certa rentabilidade, como segurança do investimento realizado, salvo se o adquirente passa a ser o gestor do negócio como um todo. Neste caso, poderá ser razoável que o adquirente dê ao vendedor a garantia. No entanto, o bom sendo recomenda que não se saia por aí dando garantia de rentabilidade às escuras. A diminuição drástica da rentabilidade de um negócio decorrente de fatores externos faz parte do risco do negócio e afeta todos os sócios, não apenas o gestor. Se foi firmada cláusula de rentabilidade de modo incondicional, a culpa é do estagiário.
JB Costa
23 de março de 2014 12:08 amEstou na caixa de comentários
Estou na caixa de comentários da Folha de São Paulo ou do GGN? Parece que abriram as portas do canil.
O jornalista na maior das boa vontade tenta clarificar um tema e recebe de volta só bordoadas, Contrapontos balizados, necas de pitibiriba. O alvoroço todo é porque há uma chance, mesmo que remota, dessa questão aparentemente técnico-negocial arranhar a imagem da presidenta e por consequência influir na disputa eleitoral.
Bando de hipócritas! Não estão nada interessados com a Petrobrás. Por eles ela há muito estaria entregue aos americanos. Seus rosnados é só por punição de algo que nem se sabe se houve dolo.
A refinaria está lá nos EUA em operação. Ou seja, tratam a questão como se estivesse ocorrido prejuízo total e super estimam os valores efetivamente saidos do Caixa da Petrobrás.
São massa de manobra, pobres marionetes manipulavéis que só estrilam com suas idiotices aqui e alhures. Enquanto isso as ações na bolsa despencam fazendo as festas dos especuladores.
Crisitano
23 de março de 2014 1:43 amSr JB Costa, conforme escrevi
Sr JB Costa, conforme escrevi em um comentário, pergunto:
O que o Sr tem a dizer da prisão do ex diretor Paulo Roberto Costa, que está envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 10 bi, e seus funcionários foram pegos queimando documentos refernetes a sua consultoria com a Petrobrás????..
E tbm da demissão do Diretor Financeiro Nestor Cervaró???
Quem seré que é massa de manobra, pobres marionetes manipulavéis que só estrilam com idiotices aqui e alhures???
Vamos com calma que ai tem coisa cabeluda….
JB Costa
23 de março de 2014 11:18 amO quie tenho a dizer, meu
O quie tenho a dizer, meu caro, é que qualquer indicio de delito tem que ser apurada, seus autores indiciados, se for o caso, para, na sequência, responderem a processo criminal/civil e condenados ou declarados inocentes a depender do resultado de um julgamento com amplas chances de defesa.
O mal de vocês é a desonestidade. Distorcem nossas alegativas através do apelo à falácias. Onde escrevi ou deixei entrever compactuar com mal feitos? Apenas argui que querem imputar dolo a presidenta Dilma numa decisão colegiada com o único intuito de assim influenciar no pleito eleitoral que se avizinha.
Nesse sentido, confirmo minha avaliação de que vocês há tempos abandonaram o senso crítico e seguem fielmente a cartilha da imprensa compromissada e partidarizada.
Crisitano
23 de março de 2014 12:18 pmSr JB Costa, o Sr deve ter se
Sr JB Costa, o Sr deve ter se esquecido como o PT atuava, em concluio com alguns orgão da imprensa, e tbm o Ministério Público na figura do procurador Franscisco de Souza, quando era oposição!!!!!!!
Votaram contra todos os projetos do governo, independente se eram de importância para o país!!!!!
Tudo farinha do mesmos saco!! Nem melhor nem pior que os outros!!!
JB Costa
23 de março de 2014 1:52 pmE o que eu tenho a ver com
E o que eu tenho a ver com isso? Não sou filiado ao PT e nem mesmo militante no sentido forte da palavra. Já critiquei, critico e continuarei criticando quando pertinente o partido, seus dirigentes e ao governo. Com uma pequena diferença: quando for justo e adequado, e não para parecer “imparcial”. Jamais me ombrearei com os seus inimigos políticos que querem destruí-lo e anular seus principais próceres.
Se o PT no passado fez uma oposição em parte exagerada,e até mesmo desonestidade, essa de hoje, incluindo a midiática, é totalmente desonesta. Por que cargas d’água vou dar refresco a vocês por cauda disso? Cada um que responda por si.
O caso desse Procurador foi singular. Assim como foi circunstancial e esporádica o apoio ao PT enquanto oposição na grande mídia. Hoje ocorre exatamente o inverso: o grosso, a quase totalidade do MP e das corporações midiáticas é hostil e quer ver a caveira do PT.
Não sa farinha do mesmo saco, não! Essa tentativa de querer indistinguir é um indício forte de quem tem culpa no cartório.
Zeca Rocêro
23 de março de 2014 1:17 amNassif,
não seria “O sócio
Nassif,
não seria “O sócio A se oferece para comprar a parte do sócio B por x, e o sócio B ou vende pelo valor oferecido ou oferece o mesmo valor pela parte do sócio A, e aí seria a ves deste não poder recusar” ? Assim o sócio A teria que fazer uma avaliação honesta pela parte do sócio B, pois se jogasse o valor da oferta lá embaixo correria o risco de ser obrigado a vender sua parte por esse valor baixo.
JOSE REINALDO
23 de março de 2014 1:35 amREFINARIA/PT……
MORIBUNDO E TRISTE MUNDO POLITICO!!!!!
ESTOU INICIANDO AQUI NESTE ESPAÇO, PASMO HÁ TANTO TEMPO”!!!!NÃO PRECISAMOS COMENTAR DE TODOS OS ERROS NÃO SERIA DA DILMA OU LULA, E SIM DE TODO O PT, ERA SIMPATIZANTE EM CARGOS MENORES PARA TALVEZ UM POLICIAMENTO, VIVI PARTE DA DITADURA NÃO TENHO NADA A RECLAMAR, PORQUE NÃO ENCHIA O SACO, E TRABALHAVA, PODIA ANDAR NA RUA TRANQUILAMENTE, INFLAÇÃO???TAMBÉM, VI A BAIXA DA INFLAÇÃO, EO LULA COM TANTAS PROMESSAS, FICOU NA ABA DA CORREÇÃO DE GOVERNO ANTERIOR(UM MONTE DE BOLSAS, NÃO SOU CONTRA MAS HÁ DECLARAÇÃO DELE MESMO A RESPEITO DE ESTE TIPO DE INCENTIVO POLITICO..???!!!QUEM VAI PAGAR E PAGA A ELITE QUE TANTO RECLAMAM????DIMINUAM OS SALARIOS DELES, TIREM SEUS INCENTIVOS E MORDOMIAS AI TENHO CERTEZA A HIPOCRISIA VAI PARAR!!!!)QUANDO INTERESSAVA, ELE SABIA QUANDO O BICHO PEGAVA NÃO SABIA DE NADA, VAI ACONTECER A MESMA COISA COM A DILMA, UM ERRO DE RELATÓRIO, UM FUNCIONARIO(BODE ESPIATÓRIO…) DEMITIDO, SÓ QUE FICA MAIS DIFICIL ALEGAR NÃO SABER DE NADA, MAS VAI ACONTECER ALGO??????A IMPRENSA E FORMADORES DE OPINIÃO ESTÃO COM MEDO DO LADO DO PT, PRATICA CENSURA DE FORMA TOSCA, SIMPATIZANTES CEGOS, IMAGINEM DAQUI ALGUNS ANOS, OUTRO GOVERNO(COM HERANÇA DESTE????), COMO VAMOS COBRAR????DEPOIS DE TODA ESTA ANARQUIA E BLINDAGEM, EM ALGUNS PAISES “SÉRIOS” INVESTIGAÇÃO E ATÉ IMPEACHMENT, CLARO NÃO EXISTE SÓMENTE A PETROBRAS, UM VALOR TÃO PEQUENO NA CASA DO BILHÃO, DOS MÉDICOS CUBANOS, DOS GRANDES PETISTAS PRESOS NO GOVERNO PT, COM JUIZ INDICADO PELO PT, COM TODAS AS PROVAS, E AINDA NO “JULGAMENTO” NÃO É QUADRILHA!!! HE..HE..!!!!GENOINO, DIRCEU, DELUBIO, LULA (NÃO SABE NADA???!!!DO FILHO TAMBÉM NÃO SABIA????) MARTA SUPLICY QUE VERIFIQUEI UMA PEQUENA MATERIA DA INEGIBILIDADE DELA (ONG’S?????), ETC…ETC…ETC., O QUE É ISTO????NIVELAR POR BAIXO???O CAPITALISMO DÁ A CHANCE PARA TODOS, TEMOS DE AJUDAR TAMBÉM, OK!!! MAS DE FORMA MAIS CONSISTENTE TIRAM O DINHEIRO DAONDE??? DE TODOS!!!INCLUSIVE DE QUEM TEM AS BOLSAS(FAMILIA, NÓIA, ELETRODOMESTICO, ETC……….), DIRETA E INDIRETAMENTE!!!!!CONCORDO QUE AS VEZES PODEMOS ACHAR NÃO TER OPÇÃO, MAS NENHUM GOVERNO NOVO NÃO PODE RETIRAR OS DIREITOS ADQUIRIDOS ATÉ HOJE, TEMOS DE TER MUDANÇAS, A AMERICA LATINA ESTA DOENTE COM GOVERNOS DE ESQUERDA, OU APENAS EU ESTOU VENDO TANTA, ANARQUIA, BADERNA E MORTE, E A SIMPATIA/FOTOS DO NOSSO GOVERNO COM ESTES PAISES…PENSEM POR FAVOR…VAMOS MUDAR…TEMOS QUE MUDAR…PODERIA ESCREVER MUITO MAIS….O QUE ESTA ACONTECENDO?????ESTÃO CEGOS PARA O QUE ESTA ACONTECENDO???ACORDEM…(ESTE BILHÃO!!!E OUTRAS CENTENAS DE DERRAPADAS, DARIAM PARA BANCAR UMA BOLSA NOVA!!!!???!!!A BOLSA DA INCOMPETENCIA!!!!…CADE FISCALIZAÇÃO DAS ESCOLAS E TANTAS OUTRAS COISAS PELO PAIS, ESTRADAS, SEGURANÇA, SAÚDE, …QUANTO DINHEIRO ESTA SENDO PERDIDO, TENHAM CERTEZA LÁ NA FRENTE NEM COM TODAS AS BOLSAS, VÃO PAGAR TODO ESTE PREJUIZO!!!SE DEIXAR….AGUARDEM E VERAM…..
COPA DO MUNDO???!!!!!!PRA QUE?????QUEM PAGA????QUEM GANHA????ACORDEM????ESTE POVO ESTA FAZENDO O QUE????UMA PENA!!!!!!COM TANTOS FATOS E ACONTECIMENTOS AINDA VAI TER MUITA GENTE IDOLATRANDO AS MESMAS PESSOAS QUE ESTÃO ACABANDO COM O PAIS, SR. LULA POR FAVOR SE GOSTA DESTE PAIS SE APOSENTE…SAIA DE CENA….DILMA , DESISTA DE TENTAR OUTRO MANDATO…FAÇAM UM BEM PARA O PAIS, …OBRIGADO…ASSINADO – UM CIDADÃO PREOCUPADO!!!!!
Jérsão
24 de março de 2014 4:46 pmOoooops!
…..
Crisitano
23 de março de 2014 1:38 amSó um detalhe que alguns
Só um detalhe que alguns comentaristas estão se esquecendo….
O diretor responsável pela elaboração do contrato de compra da refinaria de Pasadena, Sr Paulo Roberto Costa, encontra-se preso por participar de uma operação de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 10 bi……
E pra completar, acabaram de degolar da direção financeira da BR Distribuidora o Sr Nestor Cerveró……
Deve ter bastante gente do gorverno preocupada…..
Carlos Alberto Pires da Silva
23 de março de 2014 2:28 amVamos acabar com essa
Vamos acabar com essa conversa de João sem braço que Dilma recebeu informações incompletas e uma documentação falha.
Vejamos na íntegra do que relata Paulo Veras em Notícias publicado em 20/03/2014:
Dilma tinha acesso a detalhes da compra de refinaria
Da Agência Estado
Dirigentes da Petrobrás afirmam que, como presidente do Conselho de Administração da estatal, Dilma Rousseff tinha acesso a todos os documentos produzidos sobre a refinaria de Pasadena, incluindo pareceres jurídicos, antes de dar seu voto pela aprovação da polêmica compra da planta no Texas, EUA.
Conforme revelou ontem o Estado, a presidente da República justificou em nota oficial que só aprovou a compra de 50% da refinaria americana em 2006, quando era chefe da Casa Civil do governo Lula e comandava o conselho, porque recebeu “informações incompletas” e uma “documentação falha”. Se tivesse todos os dados, disse a petista na nota, “seguramente” a compra da refinaria não seria aprovada.
O negócio de Pasadena é investigado pela Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Contas da União e uma comissão externa da Câmara por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas. A oposição a Dilma no Congresso tenta também aprovar uma CPI sobre o caso.
Dilma afirmou nessa nota que, se soubesse de cláusulas como a que obrigava a Petrobrás a comprar o restante da refinaria em caso de desentendimento com sua sócia, não teria chancelado o negócio, que custou R$ 1,18 bilhão aos cofres da estatal.
Cláusulas como a Put Option, que obriga uma das partes a comprar as ações da outra em caso de desacordo, são consideradas praxe na rotina jurídica da Petrobrás, segundo dois diretores ouvidos ontem, nos bastidores, pela reportagem. Num contrato celebrado pela Petrobrás com uma sócia na Argentina em 2003, por exemplo, a cláusula estava presente.
Um terceiro diretor, hoje político, também sustenta a disponibilidade de informações a quem está no conselho. “Acho pouco provável que algum processo chegue ao conselho (de administração da Petrobrás) sem estar devidamente instruído para liberação dos diretores e conselheiros”, afirmou o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que comandou a área de Gás e Energia da Petrobrás e é apontado como um dos padrinhos de Nestor Cerveró na estatal.
LuizMP
23 de março de 2014 1:13 pmConselhos n pode decidir corretamente com informações incorretas
Ponto.
AlvaroTadeu
23 de março de 2014 2:33 pmágua e petróleo, é tiro pra todo o lado.
Afirma o Estadão que Dilma tinha acesso a todas as informações da compra. Quem informou foram “altos executivos” da PETROBRAS. Como a Constituição garante o sigilo da fonte, o Estadão pode inventar a fonte e dizer o que quiser. A questão é: quem confia no Estadão, que esconde os “negócios” da filha do Serra, o envolvimento do Serra na Privataria Tucana e a incompetência do Alckimin, que em vinte anos no governo de São Paulo está construindo a Estação Oscar Freire do Metrô (Linha Amarela) há no mínimo catorze anos (não ficará pronta em 2014) e revelou agora, em pleno racionamento de água, que poderia construir um canal de 16km em apenas18 meses para levar água para o reservatório da Cantareira por apenas R$ 500 milhões?
LuizMP
23 de março de 2014 5:27 pm“vamos acabar com essa…”: isso é que papo furado
Todas as decisões de uma grande corporação passam por um conselho de administração, incluindo a escolha de diretores indicados por acionistas. Se Dilma é culpada, todo o Conselho junto é culpado: Roger Agnelli (ex-presidente da Vale), Fábio Barbosa (ex-presidente do Real/Santander), Jorge Gerdau (presidente da Gerdau) e os demais. Esse era um bom Conselho e se a decisão tomada foi “X”, ela se deu com base em dados recebidos pelo Conselho. Mais: o Conselho também observa a Diretoria e se um Diretor foi mal, todo o Conselho responde. O ponto é que uma oposição pífia e incapaz de qualquer proposta decorosa ao povo brasileiro quer usar politicamente o assunto. Só que, vamos combinar, essa não cola.
Clavius Tales
23 de março de 2014 1:39 pmquestões não respondidas
Este artigo, juntamente com o do Miguel do Rosário (http://www.ocafezinho.com/2014/03/21/as-mentiras-da-midia-no-caso-pasadena/), são os dois melhores textos sobre o assunto que li até agora. Mas ainda há duas questões que não foram exercitadas: – Por que a cláusula Marlim não foi apresentada ao conselho de administração?- Por que só agora a Dilma se manifestou a respeito do problema?
hc.coelho
23 de março de 2014 4:50 pmAté o Nassif
Que história é essa de erro central? O Nassif acredita no pig e tenta, como este horrível setor de comunicação do governo, dar uma desculpa esfarrapada para uma denúncia toda confusa e cheia de falsidade? Antes de responder ou , pior, aceitar o que o pig diz, é importante e essencial levantar o possível problema. Confias no pig? Só falta vc acreditar que, como o mafaia, compram algo que vailia 40 mi por dois bilhões.
Uma coisa se pode confiar no pig, ele nunca dá informação , só desinformação.
Até tu Nassif???? Erro central?
Aldo Cardoso
23 de março de 2014 5:59 pmA verdade é que…
Nassif!
A verdade é que o Brasil entrou de gaiato quando fez a alegria de yankes espertos nessa transação de cláusulas não visíveis a olho nú.
Seria coisa de rir se os signatários desse contrato fantasmagórico não fossem os supra-sumos dos executivos mais bem pagos do planeta.
Comprar um fundo de negócio sem mais perspectivas de lucros, uma verdadeira sucata reluzente de negócio pela fábula que se pagou é indefensável. Uma tragédia
Clever Mendes de Oliveira
23 de março de 2014 6:17 pmO blog já faz parte da história, mas precisa acertar os detalhes
Luis Nassif,
Comecei o meu comentário já fazendo uma crítica e então precisei de reler o seu post “Cláusula Marlim: o erro central na compra da refinaria” de sábado, 22/03/2014 às 09:58, aqui no seu blog e então percebi que ele é muito bom. Assim faço primeiro esse elogio.
Feito o elogio, penso que você dispõe de condições para buscar as informações que permitam mais bem historiar todo o processo. Há alguns textos seus em que você tem ou poderia ter a informação bem detalhada e coloca no blog a informação pela metade quando não a coloca de modo equivocado ou confuso. Para este post “Cláusula Marlim: o erro central na compra da refinaria” de sábado, 22/03/2014 às 09:58, apesar de bem detalhado, você traz a questão da cláusula “put option” de modo a permanecer certa ambiguidade. Segundo você, a cláusula “put option” consiste do seguinte:
“1. O sócio A oferece sua parte ao sócio B por determinado valor.
2. O sócio B não tem o direito de recusar. Mas tem a opção de comprar a parte do sócio A pelo mesmo valor que lhe foi oferecido”.
Ora, como você escreveu, a cláusula “put option” consiste só do seguinte:
“1. O sócio A oferece sua parte por determinado valor ao sócio B que não tem o direito de recusar”.
A cláusula “put option” é da forma que eu resumi acima? Se for, o que você disse é exatamente o que eu disse, mas tendo você cometido um excesso que, da forma como você escreveu, parece um benefício que você chama de opção, mas que na verdade não é uma opção. E se a cláusula “put option” não é da forma que eu resumi acima, então você precisa esclarecer o que você quis dizer. Embora a cláusula “put option” se encontre em um contrato bilateral de vontade, a análise exaustiva do que você escreveu vai levar a considerar que se trata de cláusula unilateral de vontade. Só que do modo que você a apresentou quem fizer uma leitura ligeira vai ser induzido a pensar que se trata de uma cláusula bilateral de vontade.
E ficou faltando também uma informação de quando foi tomada a decisão de compra de refinaria no exterior. Segundo eu escutei em uma entrevista de Sergio Gabrielli na CBN, a compra de uma refinaria no exterior teria sido aprovada em 1999, mas não sei se foi decisão do Conselho de Administração ou ainda no âmbito interno da Petrobras.
E mais, você fala que, em 2006, a Petrobras adquiriu a refinaria Pasadena. Ficou faltando precisar a data em que se deu a decisão do Conselho de Administração da Petrobras. No site do jornal O Globo, ou g1, em notícia publicada na noite de quarta-feira, 20/03/2014 às 22p4, e intitulada “Entenda a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras”, há a informação de que a então ministra da Casa Civil, “Com[o] conselheira, Dilma votou a favor da compra do primeiro bloco de 50% das ações, em 2006”.
O endereço da notícia “Entenda a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras” é:
http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/03/entenda-compra-da-refinaria-de-pasadena-pela-petrobras.html
O primeiro questionamento a ser feito por essa compra diz respeito à valorização que ocorreu entre a compra pela Astra, um ano antes, em 2005, por toda a empresa, no valor de US$ 42,5 milhões e o valor de US$ 360 milhões por 50% da refinaria (US$ 190 milhões pelos papéis e US$ 170 milhões pelo petróleo que estava em Pasadena) que a Petrobras pagou em 2006.
Se a decisão interna da Petrobras ou do Conselho de Administração da Petrobras em comprar uma refinaria no exterior já fora tomada em 1999 como afirma Sérgio Gabrielli, porque só em 2006 que se conseguiu comprar uma refinaria e porque não foi comprada um ano antes por um preço muito mais em conta.
É claro que para dizer que o preço que a Astra pagou pela refinaria foi muito mais em conta é preciso saber o que realmente foi comprado em 2005 pelos US$ 42,5 milhões. Este preço pagou a refinaria sem petróleo? E houve investimento no período compreendido entre a compra de toda a empresa pela Astra e a compra de 50% pela Petrobras?
E em relação ao lucro da Astra assegurado pela cláusula “Marlin”, ficou faltando saber como o lucro seria calculado. De todo modo, a cláusula “Marlin” seria uma cláusula normal se o luro de 6,9% fosse calculado em função do investimento do Astra e desde que o lucro de 6,9% fosse um lucro normal no setor de refinaria. Dificilmente o lucro poderia ser em função do faturamento (E ai ainda deveria ser considerado somente na metade do faturamento). Disse que dificilmente poderia ser considerado em função do faturamento, porque imagino que na área petrolífera, um faturamento maior não necessariamente trabalha com margem de rentabilidade maior, mas sim menor, pois sendo um setor concentrado, com poucas empresas, mas tendo elas sempre muitos recursos e sendo um setor de alto rendimento, a possibilidade de rendimentos maiores em faixas maiores de faturamento levaria a uma concorrência predatória que rapidamente destruiria o lucro.
Enfim o texto deste post “Cláusla Marlim: o erro central na compra da refinaria”, apesar de muito bom ainda ficou incompleto. Talvez eu volte aqui para deixar indicado outros links aqui mesmo no seu blog onde esta questão foi discutida. Além disso penso em trazer aqui para este post “Cláusla Marlim: o erro central na compra da refinaria” uma cópia do comentário que eu enviei sexta-feira, 21/03/2014 às 14:01 para Ivan de Union junto ao comentário dele enviado sexta-feira, 21/03/2014 às 07:31, lá no post “A insatisfação da comunidade científica com a troca no MCT” de sexta-feira, 21/03/2014 às 07:23, aqui no seu blog e originado de transcrição da reportagem “A insatisfação da comunidade científica com a troca no MCT” publicada em O Vale e tendo sido sugerida por Whoever. O endereço do post “A insatisfação da comunidade científica com a troca no MCT” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/a-insatisfacao-da-comunidade-cientifica-com-a-troca-no-mct
O assunto da compra da refinaria em Pasadena em meu comentário para Ivan de Union lá no post “A insatisfação da comunidade científica com a troca no MCT” ficou um pouco fora do lugar. De todo modo eu o utilizei para apresentar a minha discordância quanto a natureza da cláusula “put option” que para Ivan de Union em outro post seria uma cláusula apenas de jogatina. E saliento em meu comentário que a tentativa de se voltar ao passado para saber se houve competência ou não é impossível. A competência, a menos da incompetência absoluta demonstrável por física ou matemática (Na Química e Biologia também ela pode ser demonstrada e eventualmente em uma questão de lógica), será sempre avaliada subjetivamente. O que pode ser averiguado objetivamente é a corrupção.
Ivan de Union tratou desta matéria no post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006” de quarta-feira, 19/03/2014 às 11:14, aqui no seu blog, trazendo a transcrição da matéria no Estadão intitulada “Dilma apoiou compra de refinaria em 2006; agora culpa ‘documentos falhos’” em que se comenta a resposta da Dilma à reportagem do próprio Estadão que teria revelado que a presidenta Dilma Rousseff votou em 2006 favoravelmente à compra de 50% da polêmica refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Bem o endereço do post “Dilma fala sobre a compra da refinaria em Pasadena, em 2006” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/dilma-fala-sobre-a-compra-da-refinaria-em-Pasadena-em-2006
Em meu comentário eu faço menção a alguns links onde houve mais desta discussão sobre a compra da refinaria em Pasadena. Não mencionei lá em meu comentário e nem aqui também, mas vale reconhecer que o blog tem disponibilizado vários posts sobre o assunto.
Trago outro exemplo recente de descrição sua de um momento histórico e para a qual você não se esmerou nos detalhes. Trata-se do post “A guerra cambial, segundo Krugman e Delfim” de quarta-feira, 19/03/2014 às 09:43, aqui no seu blog em que ao que me parece você não descreveu com precisão uma parte de um debate ocorrido entre Paul Krugman e Antonio Delfim Netto após a palestra de Paul Krugman intitulada “O Brasil no Cenário Global” no “Fórum Brasil: Diálogos para o Futuro”, evento que segundo você seria da Carta Capital. O endereço do post “A guerra cambial, segundo Krugman e Delfim” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/a-guerra-cambial-segundo-krugman-e-delfim
Em comentário que enviei quinta-feira, 20/03/2014 às 21:30, para junto do comentário de Assustado, enviado quinta-feira, 20/03/2014 às 15:14, lá junto do post “A guerra cambial, segundo Krugman e Delfim”, e depois de conseguir muito pouca informação sobre o debate, eu só pude salientar que de algum modo a sua descrição ficara bastante confusa.
Este tipo de tratamento incompleto de determinados termos não teria tanta importância se o blog de certo modo não escrevesse seu nome na história. Esses pequenos deslizes não só comprometem o blog como dificultam o trabalho mais bem elaborado do historiador no futuro.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/03/2014
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de março de 2014 7:46 pmO artigo da The Economist sobre o Barão da Astra é de 2006
Pelo sim, pelo não, a The Economist, que dê boba não tem nada, fez justamente na época deste acordo entre a Astra e a Petrobras a reportagem sobre ele, coincidência? ou eles sabiam de alguma coisa.
O artigo está aqui:
https://jornalggn.com.br/comment/257647#comment-257647
Alexandre Weber - Santos -SP
25 de março de 2014 1:22 amPASADENA………….. TEM UM
PASADENA………….. TEM UM DETALHEZINHO………….
seg, 24/03/2014 – 17:32
Sr. Nassif ,
hoje recebi a seguinte informação (abaixo) sobre o assunto . Tem fundamento ?
O senhor Albert Frère é um megaempresário belga. O homem mais rico daquele país. Ele era o dono da refinaria Pasadena, por meio da Astra Transcor Energy, que foi comprada por U$ 42 milhões como sucata e vendida por U$ 1,12 bilhão para a Petrobras. Ele comprou esta refinaria em 2005 e vendeu 50% para a Petrobras em 2006, já por mais de U$ 300 milhões. Este senhor possui 8% das ações da GDF Suez Global LNG, ocupando a cadeira de vice-presidente mundial nesta mega organização, maior produtora privada de energia do planeta. A GDF Suez possui negócios com a Petrobras no Recôncavo Baiano, mas seu principal negócio no Brasil é a Tractebel Energia, dona de um faturamento de quase R$ 6 bilhões anuais. É dona de Estreito , Jirau, Machadinho, Itá e dezenas de hidrelétricas, termelétricas, eólicas. A Tractebel, que é da GDF Suez, que tem como um dos principais acionistas o senhor Albert Frère, que é um dos donos da Astra Transcor Energy, que passou a perna no Brasil em U$ 1,12 bilhão, foi uma grande doadora da campanha de reeleição de Lula, em 2006. A doação de R$ 300 mil chegou a ser contestada na sua legalidade. Também foi uma das patrocinadores do filme Lula, Filho do Brasil. Já em 2010, para a eleição de Dilma, a Tractebel doou quase R$ 900 mil. O dinheiro que ajudou a reeleger Lula e eleger Dilma veio, assim, mesmo que indiretamente, da Petrobras. Daquela bolada que ela pagou, inexplicavelmente, pela Refinaria Pasadena. Como é pequeno este mundo da corrupção.
A The Economist foi certeira novo
seg, 24/03/2014 – 22:18
O artigo de 2006 da The Economist foi certeiro no negócio. Imprensa independente, que não têm rabo preso pode dar notícia.
O artigo da The Economist sobre o Barão da Astra é de 2006
dom, 23/03/2014 – 16:46
Pelo sim, pelo não, a The Economist, que dê boba não tem nada, fez justamente na época deste acordo entre a Astra e a Petrobras a reportagem sobre ele, coincidência? ou eles sabiam de alguma coisa.
O artigo está aqui:
https://jornalggn.com.br/comment/257647#comment-257647
Paulo Cezar
24 de março de 2014 12:12 pmEm parte…
Em parte vc esta correto.
A respeito da Put Option, ficou confuso mesmo. E é sim uma clausula unilateral, o único detalhe é que , depois de oferecer vender por um preço, a parte que ofereceu não pode mudá-lo.
Esta realmente faltando a informação a respeito dos preços de refinarias quando a Astra fez a compra por US$42 mi ( valor esse que não se tem confirmação oficial ), e tb faltou a informação de que , segundo o Gabrielli, a Astra investiu US$84 mi na refinaria, antes de vender 50 % a Petrobras. Porém essas informações eram irrelevantes para o teor que o Nassif deu a seu texto… Ele não estava discutindo se a compra foi boa ou ruim, e sim o quanto a Petrobras foi prejudicada pelas clausulas put option e Marlim em conjunto, tendo em vista a crise mundial de 2008. O relevante é que a Petrobras ao efetuar a compra em 2006 o fez por um valor que estava coerente com outros negócios semelhantes realizados nos EUA em 2006….
Quanto ao lucro tratado no texto, não há uma maneira diferente de se contabilizar lucro, o negócio tratou dos rendimentos da refinaria após contabilizar seus custos. E o Nassif citou que o lucro de Refinarias em 2006 nos EUA girava em torno de 14,4 %….
A respeito disso, fiquei com uma dúvida, no ínicio do post foi informado que a Refinaria era para petróleo leve, porém , pelo que entendi esse rendimento de 14 % era referente a refinarias de petróleo pesado… Afinal então qual era o rendimento a se esperar em Pasadena ??
Clever Mendes de Oliveira
25 de março de 2014 12:17 amGrato pelas informações
Paulo Cezar (segunda-feira, 24/03/2014 às 09:12),
Valeu seus esclarecimentos e correções em minhas dúvidas. Eu achei que o post “Cláusula Marlim: o erro central na compra da Pasadena” fora bem exaustivo e por isso não deveria pecar em cometer pequenos erros que não auxiliavam no entendimento da questão.
O assunto do “put option” era realmente secundário em relação à finalidade do post “Cláusula Marlim: o erro central na compra da Pasadena”, mas Luis Nassif deveria ter exposto a cláusula de modo bem claro. Quando fiz meu comentário não tinha visto uma resposta que ele enviara ainda no sábado, 22/03/2014 às 18:55, junto ao comentário enviado sábado, 22/03/2014 às 18:31, por Sergio SS que o enviara para junto do comentário de Jotavê enviado sábado, 22/03/2014 às 17:05. Com 96 comentários, o esclarecimento dele é o último comentário da primeira página deste post. Enfim, na noite de sábado já não deveria existir mais a polêmica. Só que a explicação que Luis Nassif apresenta no comentário dele de sábado, 22/03/2014 às 18:55, é a seguinte e transcrevo a explicação dele na íntegra:
“A opção é ele comprar a parte do sócio A pelo mesmo valor que o sócio A ofereceu para comprar a sua”.
Ora a explicação dá um sentido simplório à cláusula “put option”. Ela significa: “A diz eu compro ou vendo por determinado preço e B não tem direito de recusar”. É uma cláusula perfeita, embora a custo elevado, para evitar impasses gerenciais. Evidentemente após consertada a redação do que Luis Nassif apresentou como sendo a cláusula “put option”, toda a essência da discussão só faz sentido se girar sobre a “cláusula Marlim”.
Eu sou favorável a que sejam feitas correções nos posts. Neste caso, Luis Nassif poderia ter feito uma atualização. Prefiro a atualização porque pode-se colocar o horário dela e assim todo os comentários que questionavam alguma redação equivocada ou incompleta e publicados antes da correção não perdem o sentido. Há a correção de se riscar a palavra ou o trecho errados e escrever o que se pretendia após a palavra ou trecho rabiscado. Este tipo de correção, além de não informar o horário da correção é muitas vezes utilizado de modo irônico ou para humor. De todo modo, e dependendo da praticidade, o texto riscado pode muito bem substituir a minha modalidade preferida de correção que é a atualização em que se apontam no final do texto os erros cometidos. Erros de português poderiam ser consertados a qualquer época independentemente de comentários já os haver mencionado salvo se o erro causava dubiedade de entendimento.
A questão de petróleo pesado e leve que você apontou, eu, que não sou da área, provavelmente jamais perceberia. Só que pelo texto de Luis Nassif se a rentabilidade de 6,9% é razoável, significa que ele está tratando da rentabilidade com óleo pesado que chegou até 14,4% em 2005, enquanto as de óleo leve chegou a 4,3%. Como se vê, é um texto bem exaustivo para o qual não caberia ele ter deixado a confusão sobre a cláusula “put option” sem correção.
Quanto à questão da rentabilidade que eu até pensei em não fazer menção e só fiz porque na hora eu fiquei em dúvida sobre o que realmente Luis Nassif queria dizer quando falava sobre a rentabilidade. Eu sempre considerei a rentabilidade como um retorno sobre o investimento. E dado o investimento você vai procurar trabalhar na faixa de faturamento que dê maior rentabilidade. E talvez ai já tenha surgido uma desavença entre a Astra e a Petrobras que levou à aplicação da cláusula “Put option”.
Só que no fim do texto Luis Nassif diz o seguinte:
“Segundo as lâminas apresentadas por Gabrielli, em 2008 a refinaria deve ter faturado US$ 2,6 bilhões”.
E ele completa:
“Se a rentabilidade era negativa, teve prejuízo. Mas, pela cláusula Marlim, teria que pagar US$ 89,7 milhões à Astra”.
Ora, US$89,7 milhões é a metade do faturamento a uma taxa de 6,9%. Então pareceu-me que Luis Nassif referia ao que você chamou de lucro ou lucratividade da empresa. Quer dizer parece-me que a lucratividade se relaciona com o faturamento e a rentabilidade com o investimento. E ai eu quis uma explicação até porque pareceu-me também que o que levou a Astra a utilizar a cláusula “put option” foi uma possível tentativa da Petrobras em diminuir o faturamento para reduzir o pagamento à Astra. Se a rentabilidade é calculada em razão do faturamento e não em razão do investimento, então, em uma época de vacas magras o que se tinha que fazer era reduzir o faturamento.
Esta questão da compra da refinaria de Pasadena não me provoca muita atenção. Sob o aspecto de competência nós nunca poderemos voltar no tempo para saber se determinada decisão foi ou não foi competente (Salvo em situações extremadas quando se vai contra uma regra técnica clara e conhecida evidenciando assim uma incompetência). Como eu disse em meu comentário anterior referindo a algo dito para Ivan de Union, a competência é uma questão subjetiva e mesmo se pudéssemos voltar no tempo sem levar nenhum conhecimento do futuro, ainda assim a nossa avaliação seria subjetiva (salvo naqueles casos raros).
E eu não me preocupo com a questão da corrupção. Considero que o Brasil é um dos países mais avançados do mundo em instituições capazes de fazer o controle e acompanhamento dos gastos públicos e assim havendo indícios somente a extrema competência do corrupto é que o salvará de ser pego no crime. Torço para que o corrupto seja cada vez mais incompetente (embora saiba que em um processo de competição vão sobressair os que ficam cada vez mais competentes) e torço para que os nossos órgãos de controle se aperfeiçoam cada vez mais.
O que me interessa em toda a história é apenas o conhecimento. Conhecer mais o passado será útil no futuro quando já não é útil no presente. E o conhecimento só se faz com a informação correta, ou com o conhecimento da falha da informação.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/03/2014
NELSON NISENBAUM
23 de março de 2014 9:36 pmPROBLEMA CENTRAL FOI A CRISE
De tudo que entendi, penso que se não fosse a crise de 2008 não estaríamos aqui a discutir o assunto. Que o negócio era de risco, parece que sim, mas de um risco baixo. As condições do mercado flutuaram sobremaneira e de forma impensável para a época. Muitos, talvez milhares de negócios pelo mundo devem ter sofrido dos mesmos efeitos colaterais e adversos.
Dave Geszychter
24 de março de 2014 12:12 amClausulas Marlin e Puloption
Se as claúsulas fossem conhecidas, à época, a decisão seria outra, diz a então Presidente do Conselho de Administração.
Alguém errou na formulação do resumo executivo, por culpa ou por querer errar.
Qualquer que seja a realidade, a chefe é responsável, legalmente, pelo erro de seu subordinado.
Fala-se em responsabilidade por ato de preposto.
A existência de um relatório falho, não isenta a Presidente do Conselho de Administração do erro de sua decisão.
Até porque o contrato integrava o processo e não só podia, como até mesmo, deveria ser consultado para dirimir dúvidas, posto que resumos sempre omitem um ou outro ponto. Por isto são resumos. Para condensar e reduzir a extensão do texto a ser manuseado numa consulta rápida
Nunca para limitar a consulta.
Portanto, a leitura não poderia resumir-se ao resumo executivo.
Nunca.
Zanchetta
24 de março de 2014 11:15 amA cláusula Marlin (tipo
A cláusula Marlin (tipo “quem sacar primeiro leva!!!”) é a culpada?
Porque a Petrobrás não exerceu esse direito antes, assim, ou se livrava da “josta” ou comprava a outra metada a um valor mais baixo?
Ruy P F Neto
24 de março de 2014 1:59 amCoisa de Português
Parece coisa de português. Garantia de rentabilidade futura num negócio de risco é no mínimo temerário. Acho que faltou traçar cenários. Isso não é corrupção, mas é burrice.
Zanchetta
24 de março de 2014 11:11 amSigam o dinheiro… quem é o
Sigam o dinheiro… quem é o dono da ASTRA? Possui negócios no Brasil? Quem comparece nas suas inaugurações?
Carlos JSB
24 de março de 2014 12:56 pmDiscordo…
Nassif, discordo da sua análise quanto a normalidade do valor pago pela refinaria… Pouco tempo antes, a mesma foi adiquirida por valores bem inferiores e as alterações de cenário são tão imediatas quanto especulativas. Além disso, os demais pontos do contrato eram tão desequilibrados, que parece que a equipe da petrobras agiu, ou de má fé, ou como um moleque… São dados muito complexos e abangrentes, investimentos muito altos, para erros tão primários. E as alegações da presidência da época e da dilma, preseidente do conslho, indicando desconhecimento do contrato, prova 2 incopetências: primeiro, na formação da equipe, segundo, no cumprimento das suas obrigaçõs. Não estou falando de decorar um contrato gigantesco e seus detalhes, estou dizendo sobre cláusulas óbvias, principais, essenciais… Se o conselho e a presidência da empresa não tem capacidade nem para isso, o que estavam fazendo nesses cargos? Quem quiser enxergar, sabe muito bem…
luisnassif
24 de março de 2014 1:46 pmO valor era de mercado à
O valor era de mercado à época, pico do boom de commodities. O problema foi a garantia eterna de rentabilidade ao sócio.
ArthurTaguti
24 de março de 2014 2:25 pmEsta cláusula Marlim,
Esta cláusula Marlim, independente do contexto em que foi contratada, é claramente prejudicial aos interesses do acionista da Petrobras. E é espantoso como os “notáveis” deixaram passar uma cláusula dessas. Isto porque, como membros do Conselho, podem responder judicialmente pelas decisões que tomam.
Mesmo no caso de terem sido ludibriados pelo relatório de Néstor Cerveró, a responsabilidade ainda subsiste: a má-fé ou erro de Néstor pode configurar o direito de ação regressiva por parte do Conselheiro que tomou a decisão equivocada, mas a responsabilidade deste ainda continua subsistindo perante os acionistas.
É por isto que, quando precisam tomar decisões de tal monta, Conselheiros de grandes empresas guardam um tempo para analisar de maneira minuciosa o contrato e as minutas. Ou disponibilizam assessores, da mais completa confiança, para elaborar relatórios paralelos, a serem confrontados com o resumo executivo oficial.
Eu não sei estas grandes figuras do ‘capitalismo’ nacional pensavam estar a passeio, mas houve um quê de gestão temerária aí. Este episódio, por si só, deveria servir, no mínimo, para que se repense a composição dos Conselhos de nossas estatais.
Doug_SP
24 de março de 2014 4:25 pmNão sei se estão quadando na
Não sei se estão quadando na manga ou se a oposição ainda não se deu conta.
Mas uma hora vão perceber que os 2 bilhoes de Pasadena é dinheiro de pinga perto dos 20 Bilhoes de Abreu Lima.
Alias a refinaria de Pasadena está até barata, refina 100 mil barris. Abreu Lima deve refinar cerca de 250 mil barris e vai custar uns 20 bilhoes.
Calvin
24 de março de 2014 5:34 pmSe o Nassif já tiver se
Se o Nassif já tiver se convencido da ruindade da administração Gabrielli, ao contrário do que dizia antes (arquivos do blog) já me dou por satisfeito.
Walber F. dos Santos
24 de março de 2014 7:32 pmA Petrobrás é a galinha de ovos de ouro de todos os governos!
A política econômica do governo queimou cerca de $ 1 trilhão de receitas da Petrobrás em sete anos e não há previsão para o fim do sacrifício do fluxo de caixa da maior empresa do Brasil.
A Petrobrás ainda não agoniza. Mas sangra.Sofre severamente com o estrangulamento do seu caixa. O Governo Federal mantem o controle inflacionário através do congelamento de preços dos combustíveis. Esta mola um dia terá que respeitar seus limites de elasticidade inflacionária provocada pela pressão de custos exorbitantes, gerando efeitos difusos macroeconômicos que atingirão toda a economia do país.
O estouro na Mídia dos efeitos dos erros cometidos por ocasião da aprovação da compra de Pasadena e outras refinarias sem análise previa dos riscos macroeconômicos serve de alerta,evidenci ando que estamos prestes a sofrer uma crise econômica interna sem precedentes.
Em decorrência, a GESTÃO da Petrobrás virou o centro de atenção de todos brasileiros,por que seus gestores políticos conseguiram transformar a maior emppresa estatal brasileira em uma bomba macroeconômica de efeito retardado.
Os efeitos das duas cláusulas do contrato de Pasadena – a cláusula MARLIN e a cláusula Put Option – deveriam ser objetos de estudos com monitoramento de dados econômicos,mas os técnicos do Governo dormiram no ponto.
A Petrobrás tem técnicos competentes que podem criar cenários da economias mundial e seus reflexos na vida nacional. Economistas e engenheiros de boa cepa é o que não faltam na Petrobrás.
Some-se aos efeitos deste cochilo o fato de que a gestão financeira da Petrobrás é subordinada a gestão política e eleitoreira do Governo.
Por isso,na contramão da saúde financeira do fluxo de caixa da Petrobrás, o governo vem drenando o caixa da estatal, beneficiando as suas distribuidoras.
Diante disso, estamos prestes a matar a galinha de ovos de ouro do Governo – a Petrobrás.
A Petrobras tem um plano de investimento na ordem de 239 bilhões entre o interstício de 2013 e 2017.Mas, com esta política de açodamento,esta mos criando investimentos virtuais que podem chegar a lugar nenhum.
Concluindo, este contratos de compra de refinarias pela Petrobrás – às pressas, sem assessoria inteligente e séria deste Governo – pode ser a sinalização da ponta do icerberg de uma crise sem precedentes na economia interna do país.
Maria Izabel L Silva
25 de março de 2014 1:07 amAté Eike Batista, “genio da
Até Eike Batista, “genio da raça”, deu com os burros n’agua … Imagine um Conselho, assessorado sabe-se lá por quem, o qual nunca prestou contas de nada ao país! Agora a Dilma deve pagar o pato sozinha, como se fosse a bruxa má do oeste … Se dependesse da oposição, ja teriam vendido a Petrobras há muitro tempo. Disso ninguem se lembra. Agora fazem pose de defensores dos interesses da estatal. Para eles, tudo que for “estatal” é pornografico, é palavrão …
Alexandre Weber - Santos -SP
25 de março de 2014 4:47 pmInteressante artigo do Francisco Petros
Petrobras – Governança corporativa e interesse público
terça-feira, 25 de março de 2014
Afora os evidentes aspectos políticos, econômicos e de administração da res publica, a divulgação da transação envolvendo uma refinaria localizada em Pasadena, Texas, nos Estados Unidos deixa evidente outro grave problema envolvendo a maior empresa estatal brasileira, a Petrobras. Trata-se de sua governança corporativa, de importância fundamental para o pleno entendimento dos últimos acontecimentos envolvendo a empresa petroleira.
Desde o início do século XXI, a governança corporativa no Brasil encontra sólidas bases, seja na regulação legal, seja na infralegal (inclusa as instituições de mercado). Isso vale especialmente para o caso das empresas de capital aberto, dentre as quais encontra-se a Petrobras que é o foco deste artigo.
A lei das Sociedades Anônimas (6.404/76) foi reformada pelas leis 10.303 de 2001 e 11.638 de 2007 e incorporou suficientes previsões e institutos que criam um sistema bastante razoável de checks and balances que permite o equilíbrio entre os interesses dos acionistas detentores do controle acionário, os administradores das empresas e a parcela mais numerosa desta relação, paradoxalmente denominados pela doutrina jurídica e pelo jargão de mercado de “acionistas minoritários” ou “preferencialistas”. De fato, tais acionistas são os “acionistas investidores”, aqueles que ordinariamente tomam riscos quando adquirem ações preferenciais das empresas nas bolsas de valores do Brasil e do exterior (usualmente via recibos de ações). Infelizmente, tais investidores ainda não tem a “maioridade capitalista” de deterem o poder de voto. Apenas excepcionalmente estes podem emprestar o voto para tomar decisões, como no caso de incorporação de ativos dos acionistas controladores. Mesmo assim, seus interesses e direitos são fustigados por querelas junto aos órgãos regulados (no geral, a CVM – Comissão de Valores Mobiliários). Chegará o dia no Brasil em que “uma ação representará um voto” para o bem do desenvolvimento do capitalismo brasileiro.
A governança corporativa, devido à inexistência do direito de voto para as ações preferenciais, apesar de elevados padrões formais ainda carecem de fortaleza material. Afinal, sem o direito de voto, os acionistas preferencialistas acabam, no limite do exame das questões corporativas, limitados pelos interesses do acionista controlador. Note-se que isso ocorre em detrimento de uma mais perfeita avaliação das empresas, cujo valor de mercado (market value) acaba minimizado fossem todas as ações detentoras do direito de voto. Há, de fato, uma estranha democracia censitária pela qual o investidor pode tudo, só não pode aquilo que o acionista controlador não quer.
O Estado, por meio de seus órgãos reguladores (CVM, por exemplo) e de fomento (onde pontificam o BNDES e o BNB), foi um instrumento que contribuiu decisivamente para a melhoria da governança corporativa ao exigir melhores padrões quando da concessão de empréstimos e investimento. No momento, contudo, poderia o Estado acelerar ainda mais as mudanças que valorizariam as ações preferenciais, sobretudo nas fusões e aquisições que patrocinam. Não é o que ocorre, de vez que, parece estar acomodado em relação ao tema.
No caso das entidades privadas, notadamente a BMFBovespa e os fundos de investidores institucionais (fundos de pensão, fundos de investidores ativos, etc.), os avanços quanto a governança corporativa são mais contínuos mesmo porque tais entidades estão mais próximas dos interesses forjados pelo mercado. Não à toa, os níveis de governança corporativa implementados pela Bovespa, no passado, e mantidos e reavaliados continuamente pela BMFBovespa atendem infralegalmente aos mais importantes interesses dos investidores e são parâmetros internacionalmente reconhecidos.
Há, ainda, um outro aspecto a ser observado no tema. A governança corporativa não pode ser olhada apenas como interesse do mercado de capitais ou um interesse meramente “microeconômico” na nomenclatura da literatura econômica. Vai além disso. Na verdade, a excelência da governança corporativa é, no limite, de interesse público, pois a separação entre interesses privados e públicos está cada vez mais mitigado pela realidade observada nos diversos segmentos de mercado. Uma crise que envolva empresas privadas relevantes é na essência uma crise macroeconômica e é por esta razão que a partir do último quartil do século passado os Estado acabou intervindo nos processos tipicamente de mercado e sendo articulador do saneamento de grandes e médias empresas. Os mais liberais não comentam muito este aspecto factualmente evidente, mas não se importam de se valer do Estado quando os riscos acabam afetando os ativos privados e o denominado risco sistêmico.
A Petrobras, neste contexto, é um caso que merece as maiores e melhores atenções. É a maior empresa brasileira, responsável por enormes investimentos setoriais e pelo fornecimento do mais importante insumo que viabiliza toda a dinâmica da logística doméstica do Brasil. Além disso, é uma empresa de capital aberto e se serve do mercado de capitais local e externo para a satisfação de suas operações de crédito e de equities.
O prejuízo verificado na aquisição da Refinaria de Pasadena, bem como as denúncias envolvendo padrões éticos duvidosos no caso do aluguel de plataformas de petróleo são resultados de uma conjunção de fatores, alguns declinados, outros camuflados pela obscuridade das indicações políticas de seus diretores e pelas práticas comerciais e administrativas que confundem o público e privado, quase sempre com desvios na direção de bolsos alheios.
A governança corporativa da empresa demonstra com sólida evidência que “há algo de errado no reino da Petrobras”.
A presidente do Conselho de Administração de quando a já famosa operação de Pasadena foi concretizada era a atual presidente da República. Provavelmente, ela não mente quando diz que tomou decisões baseadas em “laudos incompletos”, muito embora tenha votado a favor do negócio e, nisso, foi acompanhada pelo restante dos conselheiros da empresas, inclusos aí, personagens de alto coturno da indústria nacional como Jorge Gerdau. Lembro neste ponto a responsabilidade pessoal dos conselheiros em relação aos votos proferidos em relação à condução dos negócios corporativos. Muito provavelmente, a Petrobrás carecia, como ainda carece, de uma governança corporativa sólida, calcada nas necessidade de conciliar os interesses públicos e privados dos quais a empresa é uma espécie de “fiadora”.
No que tange ao papel dos conselheiros, vale dizer que o material produzido pela empresa relativos às reuniões do Conselho de Administração e enviado aos seus conselheiros é volumoso como a velha Enciclopédia Britânica. Somente conselheiros profissionais e extremamente dedicados podem ler este material e, com espírito crítico, votar nas matérias que dependem de decisão. Teria a então ministra Dilma Rousseff tempo para isto? O mesmo vale para o empresário Jorge Gerdau e outros conselheiros. Ademais, pergunta-se: um general de Exército é o melhor conselheiro para uma estatal, no caso de então o valoroso Gleuber Vieira? Por que os acionistas “minoritários” não tinham verdadeiramente uma representação no Conselho de Administração? Isso não poderia criar um sistema mais eficiente de checks and balances em favor da empresa? Por que a transparência desta operação permanece tão obscura se se trata de uma empresa de capital aberta e com deveres legais de informar?
Não bastasse isso, percebe-se que aquela situação perpetua-se. Dentre os candidatos à composição do Conselho de Administração que devem ser eleitos no próximo dia dois de abril, estão inclusos Guido Mantega (ministro da Fazenda), Marcio Zimmermann (secretário Executivo do Ministério das Minas e Energia) e Luciano Coutinho (presidente do BNDES). Note-se o peso destes conselheiros na gestão da empresa e o quanto estes representam os interesses governamentais conflituosos, em muitos casos, com os da empresa. Não seria melhor que houvesse mais equilíbrio na composição do Conselho de Administração? É certo que o acionista controlador, no caso a União, necessita ser representado, mas empresas públicas que operam no regime jurídico de empresas de capital privado requerem mais do que representação. Requerem atributos de gestores, de experts na administração de negócios e defensores de padrões privados de eficiência. A título de ilustração analise-se o caso das multas bilionárias (R$8,7 bilhões) aplicadas pela Receita Federal à Petrobras. O Presidente do Conselho de Administração da Petrobras é o chefe supremo da Receita Federal, o Ministro Guido Mantega. Se isso não é um flagrante conflito de interesses, o que mais poderia ser?
Hoje a Petrobras tem apenas um representante dos “acionistas minoritários”. Isso é outra evidência de que o governo não está atento aos interesses da governança corporativa da estatal em prol da defesa do valor da empresa. Pensa estar a defender, de forma errônea (para dizer o mínimo), os interesses do Tesouro em detrimento do tal do mercado. Triste ver que as autoridades pouco se sensibilizam com a perda gigantesca de valor de mercado – as ações que já foram cotadas a R$ 62 valem R$ 14 atualmente. Neste sentido, a questão dos desajustes do preço dos combustíveis é “apenas” mais um elemento a evidenciar o extraordinário desequilíbrio nos poderes de gestão da empresa.
A hora é de investigar os fatos ao redor da Petrobras e que geram tantas dúvidas e indignações aos investidores e aos cidadãos brasileiros. Todavia, também é rara ocasião de se repensar a governança corporativa da empresa. É o caso de torná-la um exemplo de como a adequada forma de gestão de uma gigante com esta serve aos interesses públicos mais relevantes. Inclusive poderia evitar que a presidente da República tivesse tomado decisões tão importantes com base em “laudos duvidosos”.
Darí Cesarin Sobrinho
31 de março de 2014 2:35 pmPasadena
Resumindo tudo, entendo todas as variáveis possiveis. Mas qual foi ou é o real prezuiso da Petrobras?