Por Alessandra Saraiva
RIO – Mais de um quarto da população brasileira em 2013 vivia em domicílios com algum grau de insegurança alimentar, por falta de recursos. É o que mostra o suplemento de Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2013) divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nestas residências, os moradores tinham alguma preocupação com a possibilidade de faltar recursos para adquirir alimentos.
O suplemento foi realizado pelo IBGE em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A pesquisa classifica os domicílios em quatro categorias: segurança alimentar, insegurança alimen tar leve, insegurança alimentar moderada e insegurança alimentar grave. O instituto divulgou, ainda, dados reponderados de edições anteriores do suplemento (2004 e 2009).
No levantamento, o instituto apurou que, no ano passado, existiam 65,3 milhões de domicílios particulares no Brasil. Nesse universo, 50,5 milhões, ou 77,4% do total, estavam classificados com grau de segurança alimentar, ou seja, sem nenhum tipo de restrição para compra de alimentos. Esse percentual foi maior do que o observado nos anos de 2004 (65,1%) e 2009 (69,8%). Nestes domicílios em 2013 moravam 149,4 milhões de pessoas.
Entretanto, os 14,7 milhões restantes, ou 22,6% do total, mostraram algum grau de insegurança alimentar em 2013. Nesse domicílios, viviam cerca de 52 milhões de pessoas — ou seja, mais de um quarto da população estimada pelo IBGE, que atualmente gira em torno de 203 milhões. Desse universo de pessoas que admitiram algum tipo de insegurança alimentar, 7,2 milhões corriam risco de passar fome, sendo residentes em domicílios com insegurança alimentar grave, no ano passado.
O levantamento apurou ainda as ações tomadas nos domicílios com algum grau de insegurança alimentar para contornar o problema. Do total de residências que admitiu essa restrição, 43,3% comprou “fiado”, ou a crédito, os alimentos; 27,8% pediram comida emprestada a parentes, vizinhos e/ou amigos; 7,2% deixaram de comprar alimentos supérfluos; 5% pediram dinheiro emprestado; 3,5% comeram menos carnes; 3,3% receberam alimentos da comunidade, vizinhos, parentes e amigos; 2,8% prestaram pequenos serviços a parentes e amigos em troca de comida; e 7,1% tomaram outras atividades não delineadas na pesquisa.
O ato de comprar comida a crédito, ação mais lembrada entre os domicílios com algum tipo de restrição de alimento, foi mais forte entre as residências com esse problema nas regiões Nordeste (53,8% do total de domicílios naquela localidade com insegurança alimentar) e Norte (50,2%) e Centro-Oeste (37,3%), sendo menos frequente nas regiões Sul (26,7%); e Sudeste (24,3%).
(Alessandra Saraiva | Valor)
Cláudio José
18 de dezembro de 2014 3:45 pmPROJETO: NATAL SEM FOME E COM BRINQUEDO
PROJETO: NATAL SEM FOME E COM BRINQUEDO Caros amigos (as) gosto de ajudar quem precisa de ajuda e nesse natal, tem muitas crianças pobres, que não vão receber uma lembrancinha do Papai Noel. Por isso, gostaria de fazer um apelo a Receita Federal, pois tem muitos brinquedos apreendidos, que poderiam ser doados, numa ação conjunta, junto com os restaurantes populares, onde os pais de famílias pobres, que levarem os seus filhos para almoçarem no dia 23 de dezembro, também ganhariam uma quentinha e um brinquedo para as crianças. Assim muitas pessoas, não passariam fome no natal e os seus filhos teriam também um pouco de alegria nesse dia tão especial. Amigos (as) com um pouco de criatividade e boa vontade nós podemos melhorar esse mundo tão complicado e muitas vezes injusto que vivemos. Atenciosamente: Cláudio José, um amigo do povo e da paz
altamiro souza
18 de dezembro de 2014 5:48 pmnote que o lead do valor fala
note que o lead do valor fala de insegurança alimentar.
é a mania da grande mídia de destacar o negativo,
ou o que é contra as políticas do governo.
a virtude é que desta vez não inventaram nada.
a tragédia nesse setor é tão absurda, que
quando não mentem nem inventam, a gente tem de elogiar.
num país considerado uma dos piores do mundo em desigualdade,
me parece evidente que a parte mais interessante
que merece ser o lead, é mesmo o terceiro parágrafo,
como fez o blog..
Anarquista Lúcida
18 de dezembro de 2014 8:57 pmQ ótimo, todos os q nao têm segurança alimentar nao têm…
Nao sei qual é a concepçao de subtraçao que esses jornalistas do Valor tem, mas é fantástico que digam com toda seriedade que “Entretanto, os 14,7 milhões restantes, ou 22,6% do total, mostraram algum grau de insegurança alimentar em 2013”. Quando isso é a OBVIEDADE ABSOLUTA, mera consequência dos princípios da operaçao de subtraçao. Se tenho 10 laranjas e 7 estao maduras, nao é nenhuma novidade dizer que “entretanto, 3 estao verdes”. Ora bolas, abusam da inteligência dos leitores