6 de junho de 2026

fragmentos 2, poema de romério rômulo

1.
carregar os poemas aos entulhos
no revérbero de estradas e atropelos
pisar os corpos como fossem gelos
e as estradas como fossem muros.

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2.
o anjo da morte me chega, olho de cobra
sua pupila ardente me retalha
meu foro íntimo é um corte de navalha

o mundo por inteiro é uma dobra.

romério rômulo

Romério Rômulo

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

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3 Comentários
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  1. Maria Luisa

    19 de março de 2014 5:54 pm

    Fragmento

    E a gente as vezes se sente como uma mola encolhida nesse mundo de atropelos.

    Abraços.

  2. Maíra

    22 de março de 2014 2:33 pm

    Admiro quem persiste na

    Admiro quem persiste na escritura de poesias. Decidi abandonar tal exercício, me desgasta e me retira da realidade muito mais que outros escritos. Entao, comecei a escrever o que chamo de “discussao e investigaçao poéticas de uma antipoetisa” (acho que romério rômulo iria gostar de ler). E mesmo sem escrever versos, às vezes, a poesia continua dentro da gente, ela é forte. E quando a apartamos, o mundo parece muito sem graça, e duro demais. Mas ser poetisa não, aí já é demais. 

  3. jrmessi

    24 de março de 2014 9:01 pm

    Fragmento

    Realidade intensa, traduzida pela dureza exata das palavras.

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