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terça-feira, julho 16, 2019
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    Tag: poema

    teus olhos que me latem/eu como todos, por Romério Rômulo

    As flores que me aspergem / são meus lodos

    Que moça é essa, que moça?, por Romério Rômulo

    que moça é essa, que moça / que me deixou nos espaços?

    No caldo grosso da cisão de Lia, por Romério Rômulo

    A vida é só: / por todo o sempre me termino / em pó.

    O Marreco de Curitiba, por Romério Rômulo

    O meu umbigo pátrio, ensimesmado / vê Sérgio Moro como um conje rouco

    Os artefatos de Lia, por Romério Rômulo

    São olhos sem muito amor / céu, inferno, estrada fria / janelas, pragas, horror / atados na mão de Lia.

    Às vezes namorei Dora/outras vezes, Beatriz, por Romério Rômulo

    Nina, uma fada sem rumo / me levou pro Ceará / me deixou sem qualquer prumo / e eu nunca saí de lá.

    que tua mão à noite me apagasse, por romério rômulo

    e quando o teu olhar me percorreu / na linha breve que contém o corpo / eu te entreguei o pouco que é meu.

    A lenha que incendeia é toda amarga, por romério rômulo

    o fogo que me come / é indormido

    Por uns pecados que não pratiquei, por romério rômulo

    eu vou perder-me nos caudais do crime / por uns pecados que não terminei.

    “e não escrevi esse poema do outono”, de Juan Gelman

    Enquanto as cores das folhas enchem de presença todos os lados da cidade, todos os lados que estão fora das casas.

    A moça de van Gogh, por romério rômulo

    a moça me desafia / com uma luz de martelo / me arrasa em disritmia / me corta como cutelo

    O Mistério das Coisas é Palpável, por romério rômulo

    quando guardo minhas revelações tenho outro mistério líquido dos fatos.

    É bom tomar cuidado: as bocas são rasgadas, por romério rômulo

    sobre cada de nós há um vassalo / há um arco de cerca e um limite / um estado de cão feito de estalo

    Marília, quando virás?, por romério rômulo

    Marília, quando virás / comer meu osso dorsal?

    Portugal e Camões são meu sustento, por romério rômulo

    digam a todos e aos poucos que morri.

    não há corpo habitável no caminho, por romério rômulo

    as sombras encolheram / o doce do meu corpo.

    EU, Florbela Espanca

    Este poema está no livro “Charneca em flor”, publicado em 1931 e considerado a obra-prima da poetisa portuguesa

    sob as duras razões dos teus amores, por romério rômulo

    meu quarto vazio / é onde tudo acontece.

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