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quinta-feira, março 26, 2020
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    Tag: poema

    Nesta confusão dos demônios, por Romério Rômulo

    Qualquer tempo é o tempo / E sobre ele eu não sei.

    Morre-se em Minas. Pode-se morrer em Minas. Por Romério Rômulo

    Recorto vozes e calo / Qualquer sujeito no breu.

    Ars Longa; Vita Brevis, por Gil Fenerich 

    Célere a vida e lento é o conhecer / Lento é o saber e célere é o vento / Que sói sumir bem antes do saber

    Dos portais de Villa-Lobos, meu outono, por Romério Rômulo

    Pela fera em visão de abandono / Na crueza infiel da melodia

    Quem me beijava/se eu nascesse amanhã?, por Romério Rômulo

    Sei dos parafusos e da ferrugem / Sei dos motores, mas não sei das gentes.

    Genealogia, por Romério Rômulo

    Corpos sem osso quase, quase irmãos / casados como dia e noite casam.

    Vamos chamar o vento, Dorival Caymmi!, por Romério Rômulo

    De Caymmi, da Bahia, num momento / Um corpo em vento leve a se bailar

    Um mundo em decomposição, por Wilton Moreira

    Jogue a manga perdida no chão / para que ela cumpra o seu destino de terra

    Meu corpo, só um espaço, por Romério Rômulo

    A carne, puro bagaço / O meu fim, o meu começo.

    A luz de Petra Costa é um facão sem corte, por Romério Rômulo

    Sem Petra a vida não seria a mesma / e seu sinal é a liberdade.

    O fogo que perturba a tua alma, por Romério Rômulo

    Eu trago uma missão filha da puta / Que sempre traz a morte e emperra a gente

    Poemeto adaptado para um Brasil bolsonazista, por Wilson Luiz Müller

    Quando os bolsonazistas vieram buscar os aposentados, / eu não fiz nada porque não era um aposentado comum.

    É palpável o mistério das coisas, por Romério Rômulo

    Todo mistério é um estado que me come.

    Por cidades que andei/pisei mais onde pisei, por Romério Rômulo

    Num rito colossal de paz e guerra / se sobre a tua mágoa eu me fizer / eu vou minar teu coração de terra.

    Menina, me grita agora/tens um irmão, tens um rei?, por Romério Rômulo

    Posso morrer na demora / de amores que nem criei.

    The last lethal ride to the burning cross, por Fábio de Oliveira Ribeiro

    O poema tem um sabor épico, mas várias passagens dele podem ser creditadas à tradição portuguesa da "poesia de maldizer"

    O mês de dezembro foi-se, por Romério Rômulo

    Tudo é um jogo / de terra e fogo

    Te dou de mim/o que couber tua mão, por Romério Rômulo

    Sou pouco / e vendo um corpo com tantos anos / de uso

    A casa do meu silêncio, por Romério Rômulo

    É nela que encontro sempre / a minha água mais limpa / É nela que enterro sempre / o meu poema mais sujo.

    Humanamente forte, humanamente frágil, por Romério Rômulo

    Quem precisar de mim / que me devore!

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