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quinta-feira, julho 9, 2020
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    Tag: Romério Rômulo

    No claustro do meu corpo, de repente, por Romério Rômulo

    Não sei se a tua mão na minha mão / É alguma andropausa destes rios.

    O Ritual da Distância, por Romério Rômulo

    Nem sempre o transtorno / Vira pedra.

    Sou eu o meu cordel, sou puro e torto, por Romério Rômulo

    Um corpo, um dado, um jogo de amargura / Que derretesse aquela luz pagã.

    Todo poeta se vê na agonia, por Romério Rômulo

    Sou aos pedaços, sou outro / E pouco caibo nas altitudes do homem.

    Bandolim&Luis&Poços (poema de aniversário), por Romério Rômulo

    Chegou filho de Oscar / Teve mãe d. Tereza. / Este poema é do mar / Deixará muita certeza.

    Minhas ruínas são o que eu te entrego, por Romério Rômulo

    Muitas são as terras do meu sono / E muito é o quinhão do meu desejo.

    “Quando de noite me der/Vontade de me matar” (MB), por Romério Rômulo

    Peço a todos / Que se eu me matar / Me entreguem à beira do rio.

    Dizer não aos usurpadores, por Romério Rômulo

    Dizer não / e lutar com a força da carne.

    Todos os diabos são em vão?, por Romério Rômulo

    Quando você, da branca renascença / moldou a minha fé, quebrou a crença / que todos os diabos são em vão?

    O grão de ferrugem que me deita, por Romério Rômulo

    Se a vida te prende na desfeita / há um duelo do mundo que te mata

    Desatar o nó dos sapatos, por Romério Rômulo

    A terra pertencia a quem, antes de tudo?

    A fina flor da estampa, por Romério Rômulo

    A luz é o que me guia na Comédia.

    Quebra-se uma casca da vida, por Romério Rômulo

    O cavalo, quando se é belo e jovem / Não tem olheiras e a sela é puro aço.

    Decreto-me poeta/sem grandes competências, por Romério Rômulo

    Sofro pouco dos pulmões / E minhas gripes não carregam poesia.

    Nesta confusão dos demônios, por Romério Rômulo

    Qualquer tempo é o tempo / E sobre ele eu não sei.

    Morre-se em Minas. Pode-se morrer em Minas. Por Romério Rômulo

    Recorto vozes e calo / Qualquer sujeito no breu.

    Dos portais de Villa-Lobos, meu outono, por Romério Rômulo

    Pela fera em visão de abandono / Na crueza infiel da melodia

    Quem me beijava/se eu nascesse amanhã?, por Romério Rômulo

    Sei dos parafusos e da ferrugem / Sei dos motores, mas não sei das gentes.

    Genealogia, por Romério Rômulo

    Corpos sem osso quase, quase irmãos / casados como dia e noite casam.

    Vamos chamar o vento, Dorival Caymmi!, por Romério Rômulo

    De Caymmi, da Bahia, num momento / Um corpo em vento leve a se bailar

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