Atualizado às 19h25 com o vídeo da fala da senadora Gleisi Hoffmann
Jornal GGN – De volta ao Senado, Gleisi Hoffmann falou nesta segunda (27) sobre a prisão de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, na Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato: “É uma tentativa de abalar emocionalmente o trabalho de um grupo crescente de senadores e senadoras que discordam dos argumentos que ora vem usados para afastar uma presidenta legitimamente eleita”, disparou.

Por Mariana Jungmann
Da Agência Brasil
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) falou hoje (27), pela primeira vez, no plenário do Senado, sobre a prisão de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, na Operação Custo Brasil, na última semana. Ela classificou a prisão de “abusiva” e fomentada para intimidar a atuação dos senadores contrários ao impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff.
“A operação montada para busca e apreensão na nossa casa e para a prisão do Paulo foi surreal. Até helicópteros foram utilizados, força policial armada, muitos carros. Para que isso? Chamar atenção? Demonstração de força? Humilhação? Gasto de dinheiro público desnecessário, é isso. Foi uma clara tentativa de humilhar um ex-ministro nos governos Lula e Dilma. É uma tentativa de abalar emocionalmente o trabalho de um grupo crescente de senadores e senadoras que discordam dos argumentos que ora vem usados para afastar uma presidenta legitimamente eleita”, disse.
Ainda na mesma linha de argumentação, a senadora procurou relacionar o juiz que determinou a prisão, Paulo Bueno de Azevedo, com a advogada Janaína Paschoal, que conduz os trabalhos da acusação na Comissão Processante do Impeachment no Senado.
“Eu pergunto, caros colegas e colegas: o que aconteceu com a isenção que exige-se da Justiça? Por que humilhar um cidadão pacato e conhecido? Por que pré-condenar em praça pública antes de julgamento? Por que a iniciativa judicial vinda de São Paulo, assinada por um juiz que foi orientando da mesma advogada de acusação que assina o pedido de impeachment, priorizou a desmoralização pública por meio de show midiático em todos os meios de comunicação? Por que uma iniciativa judicial visa obter efeitos tão perversos? A quem interessa uma iniciativa como essa? Eu peço que todos reflitam bastante sobre essas perguntas”, disse a senadora aos colegas parlamentares.
Gleisi Hoffmann também voltou a falar sobre a exposição de sua família e de seus filhos diante da prisão de Paulo Bernado, tema que ela já tinha abordado anteriormente em carta divulgada em sua conta no Facebook. Segundo a senadora, a constante imagem do marido nos jornais e redes de televisão representou uma forma de “tortura moderna” para ela e os filhos.
Em defesa do ex-ministro, Gleisi disse que os contratos sob suspeita não são irregulares e que ele não tem responsabilidade sobre eles. “Eu estou aqui serena e humilde, mas não humilhada, para dizer que a inocência de Paulo Bernardo será provada. Eu o conheço, jamais se utilizaria de uma artimanha como esta. Não há contrato do Ministério do Planejamento com a tal Consist, nem vínculo do então ministro do Planejamento com o convênio celebrado entre a empresa e a associação dos bancos. Além disso, o próprio TCU, em acórdão de 2013, afirmou que o acordo com a associação dos bancos era regular e dispensava licitação. Se o Paulo participou de alguma armação criminosa, onde está o seu produto? Para onde foi o dinheiro, em que foi gasto? Volto a repetir, não temos conta no exterior, quase não viajamos, não somos dados a festa e nem badalações, nosso patrimônio é compatível com nossos salários. É um crime sem objeto, então?”, questionou.
A senadora recebeu apartes de colegas de partido e agradeceu o apoio recebido, inclusive, pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que acionou o Supremo Tribunal Federal para questionar a legalidade da Operação. Provocada por Calheiros, a Advocacia Geral do Senado questionou a Supremo Corte se o mandado de busca e apreensão na casa de uma parlamentar não deveria ter sido emitido por um ministro. Ainda não houve resposta do Supremo.
Elielde de Azevedo
27 de junho de 2016 10:20 pmConcordo que para se prender
Concordo que para se prender precisa-se apenas de provas e nada além disso.
Elielde de Azevedo
27 de junho de 2016 10:20 pmConcordo que para se prender
Concordo que para se prender precisa-se apenas de provas e nada além disso.
Sérgio Rodrigues
27 de junho de 2016 11:43 pmFascistas anti-petistas encastelados no Estado
E bancados pelo Erário contra a democracia e os contribuintes. Enquanto isso os bandidos verdadeiramente comprovados continuam soltos mandando no País!….
Vergonhoso!….
Celso Paulo da Silva
28 de junho de 2016 12:55 amEsse pessoal do judiciário
Esse pessoal do judiciário brasileira odeia o pt tanto quanto ama os holofotes, o aplauso, a celebraçao. Ouvi dizer que tem até juiz que se acha rockstar. Pegaram os petistas para Cristo e toda vez que ha uma ameaça de melhora na opinião pública em relação a este partido, lá vem bomba. O que aconteceu com o Paulo Brnardo foi i-na-cei-tá-vel. Uma coisa que penso que até nos tempos do Hitler já seria um absurdo.Ma esses facistas tupiniquins tem, no fundo, o desejo de superar o fürer. Mas fazer o que né, hà quanto tempo isso se repete e infelizmente as atitudes das autoridades petistas em relação aos descalabros cometidos pela tal vaza jato, por exemplo, não mudam. Nao saem em defesa dos companheiros injustamente presos a partir de argumentos completamente pífios.É só lembrar que essa mesma pf que produziu esse esptáculo grotesco no caso do Paulo bernardo teve da Dilma o adiantamento do orçamento anual antes dela ser afastada. Alguem deveria perguntar ao responsável pela pf, se é pra isso que estão o usando os recursos.
Francisco J. Corrêa
27 de junho de 2016 11:51 pmPor ser do PT, por ser uma
Por ser do PT, por ser uma senadora muito atuante contra o golpe em curso, havia a necessidade de alguma forma de intimidação. Que forma melhor do que humilhação midiática como foi feita? Hoje a tarde, na Comissão do Impeachment,
logo após a reaparição da senadora, a advogada que, a um custo de R$ 45.000,00 reais, assina o pedido de impedimento
da legítima Presidente Eleita, assumiu que parte de sua missão é exterminar o PT. Diz ela se orgulhar de ser orientadora de inumeros juizes. Pobres juizes. Sintam a vergonha alheia por tão ridícula figura.
Toda solidariedade à senadora e seu marido Paulo Bernardo. A injustiça que se faz a um é a injustiça que se faz a todos.
maria rodrigues
28 de junho de 2016 12:07 amUma coisa Gleisi diz com uma
Uma coisa Gleisi diz com uma força grande de quem vive política e conhece o mal e o bem que ela proporicona à vida de quem nela se se envolve. É que esse episódio cruel, desproporcional, premeditado, injusto, já causou a ela e toda sua família um estrago incomensurável, na medida em que, exposta sua família a uma mídia nojenta com a que temos, imagens serão repercutidas ad infinito no sentido de manter a chama acesa de uma narrativa mentirosa, mas que não poderá dela e de sua família encontrar meios para se defender. Ou seja, ela diz, explicitamente, o que tanto Lula vem colocando em seus discrusos: “Fácil demais manchar a hona das pessoas; difícil, porém, será as pessoas poderem se defender, e se o fizerem um dia, não terão o mesmo espaço possível para apagar em poucas linhas de um veículo de comunicação qualquer o que já se fez da mentira uma verdade”. Nem tão bem assim diz Lula, mas eu tentei colocar o que ele insite há décadas em frisar pela forma com que tem se visto perseguido e mal-tratado pelos meios de comunicação sem chances para suas defesas.
É deveras lamentável assistir a esse discurso de Glaisi Hoffman, em especial quando ela diz que até mesmo o computador de uma criança foi levado por policiais. Choca muito saber que a violência, que achávamos ter sido grande, ter chegado a um nível desse.
O que mais se pode constatar dessas apreensões e prisão de Paulo Bernardes é que isso foi mais uma jogada de mestre dos que querem mover a população a sentirem mais desprezo pels petistas, enquanto endossam o impeachment, que claramente está amparado, não por nenhuma legislação, mas por uma horda de organizações que vai do judiciário, passando pela imprensa, e pelo poder hoje colocado como legítimo, no sentido de calar qualquer voz contrária ao que se pretende estabelecer desde ontem como o meio de interromper a expressão do Partido dos Trabalhadores.
Vale ressaltar que Gleisi tem sido uma voz muito expressiva no combate ao impeachmente, e dos diveros parlamentares, muito respeitada. Ela acaba de ter sua boca fechada por imposição de uma justiça que desmerece de todos nós o mpinimo de respeito.
emerson57
28 de junho de 2016 12:26 amtruculência
Sairam na mão porque estão sem argumentos! Atitude desesperada e/ou burra por parte dos usurpadores.
Alimento para coxinhas e midiotas. Talvez essa jogada de xadrez tenha sido motivada por isso:
DESAPROVAÇÃO DE TEMER SOBE PARA 70%, DIZ PESQUISA IPSOS
Marco Vitis
28 de junho de 2016 12:27 amFascismo é o nome dessa política
Aqueles de valorizam esses juízes e promotores fascista, inspirados em Moro, deveriam ouvir as serenas, fortes e comoventes palavras da senadora, mãe e esposa Gleisi. E refletir…
Milton Pereira Neves
28 de junho de 2016 3:23 amMais de cem milhões desviados
Mais de cem milhões desviados de credito considnado?? Cade os contra-cheques? Onde estão os servidores do MPOG que assinaram os contratos? São perguntas pertinentes ou eu perdi alguma coisa?