17 de junho de 2026

Janot invoca a Lava Jato nas disputas eleitorais do MPF

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O carnaval feito pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot, acerca da resolução votada pelo Conselho Superior do Ministério Público, definindo limites para a convocação de procuradores pela PGR, é apenas política menor interna. É uma disputa fisiológica de cargos.

Janot invocou a Lava Jato para tentar torpedear a proposta, depois da votação estar em 7 x 1 entre 10 eleitores, a favor da medida.

A resolução é racional e não afeta em nada a Lava Jato.

Ela define que a PGR não pode requisitar mais de 10% do contingente de procuradores de uma região. Mas só valeria a partir de janeiro de 2018, sem prejuízo das atuais equipes envolvidas com a operação. Antes de apresentá-la, inclusive, os autores trataram de consultar os próprios integrantes da Lava Jato, que não apresentaram nenhuma ressalva.

A intenção da proposta foi restringir o poder do PGR de montar uma superestrutura em Brasilia, sobrecarregando o orçamento do Procuradoria Regional do Distrito Federal, e prejudicando outras atividades relevantes do MPF em todo o país.

Acontece que a proposta foi encampada por Raquel Dodge, procuradora que deverá se candidatar à lista tríplice pela oposição. E fere um dos principais instrumentos de cooptação de Janot, que é a enorme equipe que ele alocou em Brasília em torno da Procuradoria.

Com a moção, Raquel agrada todos os procuradores que não têm acesso à corte de Janot, e enfraquece a estrutura eleitoral montada por ele para perpetuar seu grupo no poder.

Aí Janot se vale do álibi Lava Jato para torpedear a proposta. Data venia, trata-se apenas de uma disputa fisiológica visando as próximas eleições para PGR.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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15 Comentários
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  1. bonobo de oliveira, severino

    25 de abril de 2017 11:28 am

    Manda para Curitiba.

    Para investigar tráfico de influência, uso indevido do cargo, LOBBY e outras infrações do Landrace. O Moro não admite nem suspeita de uso do cargo público para obtenção de vantagens indevidas. Inda mais se a vantagem é política, que o Moro não sabe o que significa mas odeia!!

  2. Andre Araujo

    25 de abril de 2017 12:05 pm

    É surpreendente o resultado

    É surpreendente o resultado de 7 a 1 depois de quase quatro anos de Janot no comando do MPF , significa que não

    tem apoio dentro do proprio orgão, São contra a politica e os politicos, exceto a politica dentro da corporação.

    1. André élebê

      25 de abril de 2017 12:51 pm

        “São contra a politica e os

        “São contra a politica e os politicos, exceto a politica dentro da corporação.”. Perfeito.

        

        Ademais, são ignorantes, já que política é inerente ao ser humano.

    2. Jaide

      25 de abril de 2017 2:31 pm

      7 x 1?
      É o famoso placar para

      7 x 1?

      É o famoso placar para humilhação.  

      E contra o Francisco.

       

  3. gaúcho

    25 de abril de 2017 12:10 pm

    É premente a aprovação da lei

    É premente a aprovação da lei de abuso de autoridade para limitar os poderes de servidores totalmente despreparados para as funções públicas que ocupam, outra necessidade que se mostra necessária é repensar o MP ou aquilo que se tornou: uma superestrutura de poder com agenda própria e sem nenhum controle.

    Janot deixou de ser PGR há muito tempo para se tornar um politiqueiro rasteiro que usa suas prerrogativas para influenciar a agenda política e fazer seus conchavos para posar de salvador da pátria e amealhar mais e mais poder fazendo do MPF um competidor do parlamento.

    Basta de aventureiros irresponsáveis!

  4. JB Costa

    25 de abril de 2017 1:13 pm

    A Lava a Jato se transformou

    A Lava a Jato se transformou no “bombril”, aquele que tem mil e uma utilidades. Daquipapôco poderá ser usado para debelar panariço, pano branco, curuba e chulé.

  5. André STK

    25 de abril de 2017 1:24 pm

    Chorume
    Líquido encontrado no

    Chorume

    Líquido encontrado no lixo resultante da decomposição de matéria orgânica.

  6. DanielP

    25 de abril de 2017 1:45 pm

    E o congresso nacional

    E o congresso nacional permite essa palhaçada ?

    Apanham porque querem.

  7. Fabian Bosch

    25 de abril de 2017 3:43 pm

    abuso de autoridade e ociosidade da autoridade

    Quem olhar ao seu redor, seja onde estiver neste País, verá corrupção, agressões ao meio ambiente, violações de direitos do consumidor, e outros tipos de crimes. Então, poderia contar os membros do Ministério Púablico (da União, dos Estados) ao redor. Concluirá, facilmmente, que aqueles membros são inoperantes, não fazem nada. Isto vale, talmbém, para a Polícia Federal e para as Polícias dos Estados (estas últimas se limitam aos crimes de sangue e pequenos crimes econômicos).

    Se a avaliação proposta aqui se estender aos foros (federais e estaduais), será notada a fraca atuação judicial nos processos coletivos (inclusive e sobretudo os que envolvem o poder econômico e político).

    Estruturas ruins, despreparo, e, sobretudo, apatia. O móvel único é o salário.

    Assim, normas novas sobre abuso de autoridade servirão, sobretudo, para conter iniciativas de uma minoria no Ministério Público nacional, minoria que age quando vê notícias nos jornais, ou quando sabe de desmandos em Municípios (que são a regra).

    Um esclarecimento: membros do Ministério Público são inamovíveis. Os que vão atuar fora de sua jurisdição, fazem-no espontaneamente. O PGR, por exemplo, não requisita nem convoca. Apenas convida.

    Lá na PGR, e não só lá, há nichos, grupelhos em pequenos conflitos de interesses menores. Também acontece isso nos tribunais.

    Se transparecesse a roubalheira vigente nos Municípios, onde não surgiu um Yussef ou equivalente, nem é provável surgir, ficaria escancarada a inércia, o descaso do Ministério Público, Federal e dos Estados.

    A Polícia Federal trabalha com grampos. Agora, surgiram as delações. Quando os delitos econômicos e políticos envolvem o ‘caixa 2’, quando as transações são em espécie, a investigação é exxtremamente difícil ou impossível. Resta a delação.

    Mas, em geral, mesmo quando a contabilidade poderia revelar os ilícitos, não há investigação técnico-contábil. Bacharéis em Direito têm horror de contabilidade e de simples aritmética, e não interagem com tétnicos em computação, engenheiros, outros profissionais, de regra.

    No contexto brasileiro, a chamada ‘lava jato’ foi um acaso, nunca fruto de órgãos qualificados e atuantes. O simples episódio do ‘power point’ mostra isso, a falta de profissionalismo, a burrice, o deslumbramento pueril.

     

     

  8. Cafezá

    25 de abril de 2017 3:51 pm

    O poodle do psdb ataca

    O poodle do psdb ataca novamente.

  9. Ivan de Union

    25 de abril de 2017 9:40 pm

    Ja lati essa metafora

    Ja lati essa metafora antes…

    Meu gato gostava de mostrar o cu pra demonstrar amizade…  So que…  se tem uma colecao de cus que eu nao quero olhar ultimanente…  eh o do MPF do Brasil.

    Quem quer ver seu cu eh o governo dos EUA.  Eu nao.

  10. cesarcardoso

    25 de abril de 2017 10:58 pm

    Ih rapaz, o Janot tá com medo

    Ih rapaz, o Janot tá com medo do candidato dele, o amigo do Mineirinho, não ganhar a primeira posição da lista tríplice e o despresidente ter que deixar o “republicanismo” de lado?

  11. republicano

    26 de abril de 2017 1:27 am

    sete a um, que vergonha para

    sete a um, que vergonha para opitbull!

  12. Delano Willians

    26 de abril de 2017 4:10 pm

    É o Cunha do MPF.
    É o Cunha do MPF.

  13. Severino Januário

    27 de abril de 2017 3:10 am

    Janot tem uma visão

    Janot tem uma visão absolutista sobre a Lato Jato e em sua cabeça não cabe a admissão de qualquer medida limitativa que possa atingí-la. Mas ela vem sendo atingida seguidamente por limitações a seus abusos notórios, e em breve teremos com certeza a triste e inglória morte da Lava Jato como Janot e Moro a concebiam, ou seja, a rainha suprema do Brasil.

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