13 de junho de 2026

Juízas, professoras e juristas lançam manifesto por nome ao STF

 
Jornal GGN – Um manifesto público assinado por juízas, desembargadoras, docentes, pesquisadoras e especialistas na área do Direito lança uma anticandidatura ao Supremo Tribunal Federal (STF) de Beatriz Vargas Ramos, professora de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), e conta com o apoio da sociedade civil.
 
O documento foi produzido após a Associação de Juízes Federais sugerir a Michel Temer  uma pré-lista para votação pela carreira da lista tríplice. Entretanto, entre os sugeridos de 30 candidatos, só indica duas mulheres.
 
“Nós mulheres, abaixo-assinadas, profissionais de diversas áreas, negras, brancas, indígenas, estudantes e membros de organizações e movimento sociais”, diz o documento, que defende o Estado Democrático de Direito, o pluralismo político e a igualdade positiva que garante a Constituição Federal.
 
 
“Atentas à diversidade humana, cultural, socioeconômica, étnica e religiosa da sociedade brasileira e comprometidas com a concretização dos direitos sociais fundamentais inscritos no Pacto Constitucional de 1988, não aceitamos a indicação à composição do STF de pessoas que representem retrocessos nos direitos humanos e sociais arduamente conquistados, que desrespeitem o direito à não discriminação e à igualdade substantiva que a Constituição brasileira assegura a todas as pessoas”, publicaram.
 
No documento, aproveitam para criticar a gestão de Temer, lembrando que a Secretaria de Mulheres passou a ser subordinada ao Ministério da Justiça, e defenderam que nenhuma profissional da carreira jurídica necessita do aval de um homem para exercer suas atividades com qualificação, capacidade e autonomia.
 
“Sexismo, homofobia, lesbofobia, discriminação racial, desrespeito aos direitos humanos e sociais e ao Estado laico não podem ser parte da trajetória de quem irá integrar o colegiado do STF”, afirmam.
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. DanielP

    30 de janeiro de 2017 4:01 pm

    Manifesto sem noção alguma.
    A

    Manifesto sem noção alguma.

    A escolha é do Presidente.

    Essas listas não são constitucionais e servem apenas para constranger o Presidente em sua escolha, que visam apenas a defender grupos de interessas, ou seja, são escolhas corporativas.

    Muito da situação atual que o País passa é em virtuda dessas tais listas que são “impostas” ao Presidente, seja na PGR ou no STF, dizem que a AGU tbm quer lista e até, pasmem, a PF.

    É o fim da picada.

    O Brasil é a republica corporativista dos bacharéis.

    Todos terão que fazer “direito” para ter chance de ter a sua boquinha.

     

  2. Luiz de Souza

    30 de janeiro de 2017 6:14 pm

    Golpista indica golpista

    O atual golpista no governo nunca escolheria um candidato proveniente de indicações feitas pela categoria, como fazia o antigo governo. Com certeza indicará um candidato afinado com seus interesses econômicos como fez FHC quando escolheu Gilmar Mendes, por exemplo, e não um ligado a defesa da nossa Constituição Federal. Os Ministros da era Lula e Dilma abandomaram esta determinação e seguiram seus interesses ou cederam às pressões da mídia.

  3. Rogério Bezerra

    31 de janeiro de 2017 4:07 am

    Agora?

    Agora dôtoras e fêssores?

    Onde estavam quando Dilma era golpeada pela jostissa?

    Onde estavam os dotô quando eu e minha mulher, aposentados, íamos em manifestações com 12º C em Floripa e POA?

    QSF todos vocês!

    O ódio venceu!

    Segurem que vai piorar!

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